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Um mundo novo

Cinco séculos de mudanças: a história do Rio contada através de sua arquitetura

Por Mark Beresford

De um mosteiro do século 17 a um complexo de arte do século 21, os prédios do Rio contam a história de uma cidade em constante evolução

Cinco séculos de mudanças: a história do Rio contada através de sua arquitetura

Como parte da renovação do histórico distrito portuário do Rio, o Museu do Amanhã abriu em dezembro de 2015 (Getty Images/Matthew Stockman)

Poucas cidades na América do Sul têm uma história tão colorida e complexa ou uma cultura tão criativa como o Rio de Janeiro, fundado em 1565. Esses prédios contam a história das tendências políticas, econômicas e sociais que moldaram os 451 anos da vida carioca.

Mosteiro de São Bento

Rua Dom Gerardo, 40, Rio de Janeiro

Nos primeiros dias de sua história, o Rio era essencialmente uma base militar para os portugueses, com uma indústria produtora de açúcar em rápida expansão e população crescente de escravos africanos e indígenas. O território brasileiro na época era comandado diretamente de Portugal, de onde vinha a cultura artística e a religião. Os prédios remanescentes dessa época são principalmente fortes militares ou igrejas, conventos e mosteiros.

O Mosteiro de São Bento, do século 17, é um dos prédios mais antigos do Rio de Janeiro. (Photo: Visit Rio/Alexandre Macieira)

Um oásis de paz na agitada cidade, o Mosteiro de São Bento é o legado mais sugestivo desse período. Financiado pela cana-de-açúcar e construído pelo trabalho escravo, a estrutura da igreja do século 17 foi construída no estilo maneirista da Renascença. O destaque da igreja é seu interior decorado em estilo barroco e rococó, com esculturas de madeira em dourado.

Paço Imperial

Praca XV de Novembro, 48, Rio de Janeiro

Avance um século e a descoberta do ouro no Brasil transformou o Rio de Janeiro em uma das principais metrópoles da América do Sul. Em 1763, em reconhecimento à importância estratégica da cidade, a capital da colônia do Brasil passou de Salvador para o Rio.

O Paço Imperial é um dos mais visíveis testemunhos do novo status da cidade. Construído em 1743 e reformado em 2010, essa estrutura austera serviu como residência primeiro para os governadores do Brasil colonial e depois para os reis de Portugal quando eles fugiram para o Brasil durante as Guerras Napoleônicas. Poucos prédios no Brasil foram testemunha de tanta história quanto o Paço Imperial, agora um popular centro cultural.

No século 18, o Rio se tornou a capital colonial e o Paço Imperial recebeu a monarquia (Photo: Visit Rio)

 

Theatro Municipal

Praça Marechal Floriano, s/n, Rio de Janeiro

Enquanto o Mosteiro de São Bento e o Paço Imperial refletem respectivamente o poder da Igreja e da monaraquia, o próximo prédio, o Theatro Municipal, é um tributo à ascensão de uma nova força no Brasil: a classe média.

Essa opulente obra-prima abriu as portas em 1909 no ápice da belle époque, exatamente 20 anos após a proclamação da República.  Inspirada na Opéra de Paris, as colunas de mármore italiano, os degraus de granito, as rotundas revestidas de cobre e a fachada ornada em estilo art nouveau deixam poucas dúvidas sobre quem eram os novos donos da cidade.

O Theatro Municipal foi inaugurado em 1909 e restaurado para seu ano do centenário (Photo: Visit Rio)

Dominados por uma extensa escada, o saguão e interior luxuosos com vitrais, ônix, mosaicos e cristais mostram a riqueza da capital de um país independente e em rápida industrialização.

 

Palácio Gustavo Capanema

Rua Da Imprensa, 16, Rio de Janeiro

Construído no final da década de 1930 e início de 1940, foi um dos primeiros prédios modernistas do mundo. Uma equipe de arquitetos locais incluindo Affonso Eduardo Reidy, Lúcio Costa e um jovem Oscar Niemeyer, com o apoio do gênio do paisagismo Roberto Burle Marx, foi responsável pela obra.

 

The North Fachada do Palácio Gustavo Capanema, cuja construção começou em 1936 (Photo: Wikipedia)

 

O prédio é um dos melhores exemplos do espírito cosmopolita da cultura carioca da época, o Brasil de modernistas como os artistas Emiliano Di Cavalcanti, Cândido Portinari e Tarsila do Amaral e de compositores como Heitor Villa-Lobos.

Como muita da arte brasileira no período, ele mistura novos princípios modernistas da Europa com toques brasileiros. O Palácio Capanema também representa o sistema político burocrático de meados do século 20 no Brasil.

A entrada sul do Palácio Gustavo Capanema, com os ladrilhos de Cândido Portinari (Photo: Wikipedia)
 

O palácio sempre foi usado pelo governo e atualmente ainda é um local popular para manifestações políticas e performances artísticas.

 

Cidade das Artes

Av. das Américas , 5300,  Barra da Tijuca, Rio de Janeiro

Foi um golpe para o Rio quando a capital do país foi transferida para Brasília em 1960, do qual demorou para se recuperar.

Excluindo algumas notáveis exceções, a arquitetura das décadas seguintes não chama muita atenção, refletindo a falta de direção da cidade e sua dificuldade para se adaptar a um papel econômico menor e para lidar com crescentes problemas sociais.

A retomada do Rio começou na primeira década do século 21, em meio à descoberta do petróleo, gastos governamentais, ascensão de uma nova classe de consumidores e, claro, com os Jogos Olímpicos Rio 2016.

Inaugurado em 2013 na Barra da Tijuca, a Cidade das Artes transformou a vida cultural na cidade (Photo: Cidade das Artes)
 

Entre a arquitetura contemporânea que representa esse novo capítulo na história do Rio está o Museu do Amanhã, na região portuária do centro da cidade.

Perto do principal centro olímpico na Barra da Tijuca, a extraordinária forma da Cidade das Artes, desenhada pelo arquiteto francês Christian de Portzamparc, reflete as paisagens naturais da cidade.