Tocha Olímpica percorre cenário exuberante na Chapada Diamantina
Serras, cavernas, cachoeiras e rios de águas cristalinas fizeram parte do caminho da chama em região no coração da Bahia
Serras, cavernas, cachoeiras e rios de águas cristalinas fizeram parte do caminho da chama em região no coração da Bahia
A paisagem exuberante da Chapada Diamantina com serras, cavernas, rios cristalinos, cachoeiras, rochas de origem vulcânica e lagoas foi cenário para o revezamento da tocha Olímpica na segunda-feira (23). Encravada no centro do estado da Bahia, a região é composta por 24 municípios, representados por alguns condutores nascidos nessas cidades.
O cenário da Chapada é bem conhecido de Anderson Almeida, 20 anos, atleta de montain bike, nasceu em Palmeiras e deu suas primeiras voltas de bicicleta pelas trilhas, principalmente do Vale do Capão. "Meu lugar preferido até hoje para treinar pela paisagem e os riachos do caminho. Recomendo para todo mundo,", disse o jovem que conduziu a tocha tendo como fundo o Morro do Pai Inácio, um dos cartões-postais mais conhecidos da região.
De tirolesa, a chama chegou ao lago da Pratinha com o condutor Wendel Pereira. O nome do lago formado por uma queda d'água é procurado por quem gosta de esportes de aventura como rapel e a tirolesa, por onde a tocha desceu com o condutor. Wendel, de 27 anos, morador da localidade da Pratinha, dento do município de Iraquara. "Hoje represento a Chapada, a Pratinha, a Bahia e o Brasil", declarou animado com a condução.
Tocha "tomou" um banho no Poço do Diabo, mas o condutor Wendel Pereira seguiu firme com a chama ( Rio2016/Andre Luiz Mello)
Quem desceu o paredão de 20 metros no Poço do Diabo em outra tirolesa com a tocha em uma das mãos foi José Viana, ex-minerador, profissão muito comum na região. "Sou filho de minerador e fui minerador também. Antes essa era a unica atividade que existia na região. Hoje eu sou guia de turismo e exploro o meio ambiente de uma forma muito mais moderna e sustentável, permitindo que ele seja aproveitado por todo mundo por mais tempo," contou o condutor que também é um apaixonado por esportes de aventura.
Pratinha também é o nome de uma gruta por onde a tocha foi conduzida. Com águas azuis e transparentes que chegaram a refletir a imagem do condutor Raimundo Sólon. A lagoa se forma de águas que emergem de um rio subterrâneo de mais de 100 quilômetros de extensão.
Em tons de azul, água da Gruta da Pratinha impressiona pela transparência e até refletiram a chama e Ronaldo Sólon (Rio/2016)
A chama também passou pela caverna da Lapa Doce onde há o lustre, uma formação de estalactites que lembra um candelabro. O lugar recebeu a chama das mãos de Giovana Souza Lima, também moradora da região. "Sabe aquelas 1001 coisas que todo mundo tem que fazer na vida? Conhecer a Chapada Diamantina é uma delas!", aconselhou a condutora.
Condutores fazem o beijo da chama Olímpica na caverna do Lustre (Rio 2016)