Chama Olímpica percorre obras de arte do Instituto Inhotim
Tocha passa pelo trabalho de Adriana Varejão que ganhou uma réplica para envelopar o Estádio Aquático Olímpico, na Barra da Tijuca
Tocha passa pelo trabalho de Adriana Varejão que ganhou uma réplica para envelopar o Estádio Aquático Olímpico, na Barra da Tijuca
O nadador Ítalo Manzine, classificado para disputar os 50m livres do Rio 2016, recebe a chama da estudante Isabel Passos (Foto: Rio2016/Andre Luiz Mello))
A chama Olímpica visitou a obra “Celacanto Provoca Maremoto” na sexta-feira (13), uma instalação monumental da artista plástica carioca Adriana Varejão, que ganhou uma reprodução especial para envelopar o Estádio Aquático Olímpico, erguido na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.
Estádio Aquático Olímpico, na Barra da Tijuca, inspirado em obra da carioca Adriana Varejão (Foto: Rio 2016/Andre Motta)
O trabalho de Varejão, feito com 184 peças imitando grandes azulejos, fica no Instituto Inhotim, um dos maiores centros de arte contemporânea do mundo, na cidade de Brumadinho, a 60 km de Belo Horizonte, Minas Gerais. O revezamento da tocha Olímpica Rio 2016 chegou a Inhotim após passar por Ouro Preto e Itabirito.
“Foi uma mistura de ansiedade, alegria e nervosismo, foi muito bom. O momento hoje foi de aproveitar, sem pressa”, comentou após conduzir a tocha o nadador Ítalo Manzine, classificado para disputar os 50 metros nado livre no Rio 2016.
A visita a Inhotim remete a um momento importante em sua vida. “Foi aqui que eu pedi a minha namorada em namoro, há cinco anos. É um lugar muito especial para mim. Hoje foi um dos melhores dias a minha vida”, concluiu.
JARDIM BOTÂNICO
A chama Olímpica saiu da recepção do museu e passou por quatro pontos de Inhotim. Rosemary Calisto, moradora de Brumadinho e monitora de Inhotim, foi a primeira a conduzi-la, até a árvore Tamboril, conhecida como ponto de encontro dos visitantes. A árvore tem entre 80 e 100 anos e está plantada no mesmo local desde quando a região era apenas uma vila. Idealizado pelo empresário mineiro Bernardo Paz, Inhotim foi aberto ao público em 2006 e funciona também como um jardim botânico.
Rosemary Calisto, moradora de Brumadinho, monitora de Inhotim e condutora da tocha Rioa 2016
Rosemary, portadora da síndrome de Down, conseguiu seu primeiro emprego no instituto e é responsável por cuidar dos espaços e dar informações aos visitantes. Ela passou a chama para o colega de trabalho Elton Silva, do Acervo Artístico, que correu até a entrada da Galeria Adriana Varejão. Ele passou pelos espaços dedicados a Cildo Meireles e Rivane Neuenschwander.
A Galeria Cildo Meireles traz três obras do artista carioca, incluindo sua mais famosa, a “Desvio para o Vermelho: Impregnação, Entorno, Desvio” (1967-1984). A instalação é um cenário inusitado composto por diversos objetos e móveis pintados de vermelho, por onde o visitante é convidado a passear.
Já a galeria de Neuenschwander fica em uma pequena casa de fazenda datada de 1874, a mais antiga construção da vila que deu origem ao museu. Lá está a instalação “Continente/Nuvem” (2008), que ocupa todo o teto da casa, com pequenas bolas de isopor que se movem aleatoriamente sobre um forro transparente, criando formas abstratas e monocromáticas.
GALERIA DA VAREJÃO
O funcionário de Inhotim Elton Silva passa a chama à estudante Isabel Passos, do lado de fora da galeria Adriana Varejão
A estudante do ensino médio Isabel Passos recebeu a chama perto da entrada da galeria Adriana Varejão, um espaço com quase 500 metros quadrados inaugurado em 2008 e especialmente planejado para seis trabalhos da artista. Isabel foi até a obra “Celacanto Provoca Maremoto”, onde se encontrou com o nadador Ítalo Manzine.
O nadador Ítalo Manzine se aproxima da obra "Beam Drop Inhotim"
De carrinho de golfe, Ítalo conduziu a tocha até sua última parada, a instalação "Beam Drop Inhotim" (2008), feita com 71 vigas de ferro. A obra é uma recriação de um trabalho do artista plástico americano Chris Burden (1946-2015), originalmente realizado em 1984 num parque de Nova York e destruído três anos depois.
O nadador Ítalo Manzine na obra "Beam Drop Inhotim"