Chama Olímpica agita a capital federal
Cercado por multidão de fãs, velocista campeão Olímpico Joaquim Cruz rouba a cena em Taguatinga, a 30km do centro de Brasília
Cercado por multidão de fãs, velocista campeão Olímpico Joaquim Cruz rouba a cena em Taguatinga, a 30km do centro de Brasília
Joaquim Cruz revive emoção Olímpica em sua cidade natal (Foto: Rio2016/Andre Mourão)
Ela está há menos de 24 horas em território brasileiro, mas já causou um alvoroço no país-sede dos primeiros Jogos Olímpicos da América do Sul. Após a chegada da chama Olímpica ao Aeroporto Internacional de Brasília, o símbolo de paz dos Jogos cruzou os quatro cantos da capital federal, nesta terça-feira (3). Conduzida por ídolos nacionais e heróis anônimos, a tocha Rio 2016 visitou atrações turísticas, viajou por terra, água e ar, e até lançou moda com uma descida de rapel. Um primeiro dia mágico para uma jornada épica que se estende pelos próximos 94 dias, rumo à cerimônia de abertura dos Jogos Rio 2016, no Maracanã, dia 5 de agosto.
O ponto de partida do revezamento foi o Palácio do Planalto, sede da presidência da República, onde, com as boas-vindas da presidente Dilma Roussef, a tocha Olímpica Rio 2016 deu seus primeiros passos no Brasil conduzida pela capitã da seleção brasileira de voleibol, Fabiana Claudino.
Os primeiros condutores da tocha Olímpica no Brasil
Fabi foi a primeira de uma vasta lista de condutores ilustres escolhidos para abrir o tour do símbolo no país, que inclui nomes como o surfista Gabriel Medina, a pugilista Adriana Araújo, o maratonista Vanderlei Cordeiro de Lima e o nadador Thiago Pereira (Foto abaixo: Rio 2016/Andre Mourão).

A rota da tocha Rio 2016 percorreu mais de 100 km no Distrito Federal. Moradores e turistas puderam acompanhar de perto a maior parte do trajeto. O clima de festa tomou conta das ruas de Brasília. Em determinados pontos do traçado, manifestantes exibiram cartazes de cunho político.
Em Taguatinga, a cerca de 30 km do centro de Brasília, apenas um nome ecoava entre a multidão de pessoas que se aglomerava ao longo de toda a extensão do percurso: Joaquim Cruz. Cercado por conterrâneos, o velocista, que conquistou o ouro Olímpico nos Jogos Los Angeles 1984 por ser o mais rápido nos 800m rasos, desta vez diminuiu o passo em um percurso bem mais reduzido. Foram 250m praticamente andando - o objetivo era fazer durar o máximo.
“A minha chama foi criada aqui. Nasci em Taguatinga, estudava e corria a poucos metros daqui. O esporte me fez rodar o mundo, e hoje volto para cá com essa tocha linda, que quando abre parece até mágica”
Joaquim Cruz, campeão Olímpico dos 800m em Los Angeles 1984
Outro momento emocionante do primeiro dia da chama Olímpica no Brasil foi protagonizado não por um ídolo do esporte, mas por uma menina de 12 anos. A síria Hanan Khaled Daqqah entrou para o revezamento como representante dos refugiados que buscaram asilo no país, mas completou sua participação se sentindo em casa. “Nunca imaginei que algo assim poderia acontecer. Amo o Brasil e, hoje, eu me sinto uma brasileira”, contou. (Foto abaixo: Rio 2016/André Mourão)

A rota da tocha em Brasília chamou atenção ainda por mostrar monumentos icônicos da capital federal como a Praça dos Três Poderes, o Memorial JK, a Catedral Metropolitana e o Estádio Mané Garrincha – este último um dos palcos do futebol Olímpico do Rio 2016.
As diferentes maneiras pelas quais a tocha Rio 2016 foi conduzida também ganharam destaque: desceu a ponte Juscelino Kubitschek de rapel, cruzou o Lago Paranoá de canoa, chegou de helicóptero ao Mané Garrincha, e andou a cavalo no Riacho Fundo.
Para fechar o dia, o símbolo do Rio 2016 voltou à Esplanada dos Ministérios nas mãos de outra estrela do voleibol, a medalhista Olímpica Leila. Lá, a participação de Brasília no revezamento da tocha Olímpica Rio 2016 terminou em festa, com apresentações abertas ao público de Daniela Mercury, Diogo Nogueira, Ellen Oléria e artistas locais.

Confira os melhores momentos do primeiro dia de revezamento da tocha Olímpica Rio 2016 no Brasil: