Chama é conduzida de barco a remo à capital Olímpica
Tocha Rio 2016 é acesa no Museu Olímpico de Lausanne, na Suíça, que recebe exposição especial sobre cultura brasileira
Tocha Rio 2016 é acesa no Museu Olímpico de Lausanne, na Suíça, que recebe exposição especial sobre cultura brasileira
Carlos Nuzman, presidente do Comitê Rio 2016, e Thomas Bach, presidente do COI, no Museu Olímpico, na Suíça (Foto: Rio 2016/André Luiz Mello)
Depois de ter sido levada por terra e ar, a chama Rio 2016 fez uma viagem diferente nesta tarde de sexta-feira (29), chegando de barco a remo ao Museu Olímpico, em Lausanne (Suíça).
A cidade é considerada a capital Olímpica e estava toda florida e ensolarada por conta da primavera. Esta é a última parada da tocha antes de desembarcar no Brasil, na próxima terça (3).
Foi o atleta Barnabé Delarze, classificado para representar a Suíça no remo, que conduziu a chama pelo lago Léman até o museu. Ele foi recebido pelo presidente do Comitê Organizador Rio 2016, Carlos Nuzman, que acendeu a tocha. Depois, ao lado do presidente do COI, Thomas Bach, acendeu a pira de celebração.
A chama fica em Lausanne neste fim de semana, antes de seguir de avião para Brasília, ponto de partida do revezamento de 95 dias e mais de 300 cidades brasileiras.
Barnabé Delarze, atleta suíço do remo, com a chama no lago Léman (Foto: Rio 2016/André Luiz Mello)
Tanta emoção quanto os atletas
Com 98 dias para a abertura dos Jogos, Nuzman disse que a mensagem que quer deixar aos brasileiros é de muito ânimo e calor humano: "Que os brasileiros tenham a mesma emoção que tantos atletas vão ter durante os Jogos".
Ao discursar no Museu Olímpico, o presidente do COI agradeceu ao povo brasileiro e ao Comitê Rio 2016, além de brincar com Nuzman dizendo que o colega havia levado o sol para a capital Olímpica.
Sobre esta última etapa de preparação para os Jogos, Bach disse que é um momento que exige mais, embora tenha confiança nos "nossos amigos brasileiros" e que estão trabalhando juntos para finalizar os desafios que restam.
Natália Mayara, atleta paralímpica do tênis em cadeira de rodas, também participou das comemorações em Lausanne, após um discurso bastante aplaudido na Organização das Nações Unidas, em Genebra. “Hoje foi um dia que marcou muito a minha vida. Estive num lugar privilegiado dentro da ONU, pude representar o movimento paralímpico e os atletas do meu país”, falou.
Depois de "passear" no lago, chama chega para ser levada ao Museu Olímpico (Foto: André Luiz Mello)
Mostra da diversidade do país
O Rio de Janeiro é tema da exposição gratuita "Cap Sur Rio (Destino Rio), em cartaz no Museu Olímpico até 25 de setembro. Há referências ao carnaval e ao futebol, mas a mostra vai além dos estereótipos pelos quais o Brasil é conhecido no exterior. O principal destaque é a diversidade do país.
O museu, que fica em frente ao lago Léman (ou Genebra) e tem vista para as montanhas francesas, é visitado diariamente por turistas do mundo todo interessados na história dos Jogos Olímpicos da Antiguidade à Era Moderna.
Pela mostra temporária, há imagens das florestas e praias do Rio, sons de passarinhos e gente falando em português expressões do dia-a-dia, como "E aí?", "Partiu praia?", "Beleza?".
Imagens do Rio e até som de palavras "com sotaque" carioca (Foto:Valéria Maniero)
Os visitantes podem aprender o sotaque carioca, repetindo o que diz uma máquina interativa, que apresenta também o significado de cada palavra. "Sinistro" e "gostosa" são algumas delas. Depois do teste (e de algumas risadas), dá para saber sua porcentagem de "carioquice".
"A exposição mostra uma abertura [do brasileiro] em relação ao mundo e a capacidade de aceitação das diferenças, apesar de todas as dificuldades políticas, sociais ou econômicas em que vivemos", disse o curador Leonel Kaz, ex-secretário de Cultura e Esportes do Estado do Rio, que levou ao museu obras dos fotojornalistas Custódio Coimbra, Ivo Gonzalez e Rogério Reis, além de trabalhos de Adriana Varejão, Heleno Bernardi e Maria Nepomuceno.
Fora do museu, os organizadores instalaram bolas e placas coloridas que contam a história de alguns atletas brasileiros, como Ayrton Senna e o ginasta Arthur Zanetti, medalha de ouro em Londres (2012).