Centro Paralímpico Brasileiro vai abrigar competições, pesquisas e projetos de socialização
Com 97% das obras concluídas, local de treinamento para 15 esportes em São Paulo será um dos maiores legados dos Jogos Rio 2016
Com 97% das obras concluídas, local de treinamento para 15 esportes em São Paulo será um dos maiores legados dos Jogos Rio 2016
Centro Paralímpico Brasileiro, em São Paulo, está entre os grandes do mundo (CPB)
Um dos maiores legados deixados pelos Jogos Paralímpicos está muito perto de ficar pronto. Com 97% das obras concluídas, o Centro Paralímpico Brasileiro, em São Paulo, será o mais completo do mundo, com 15 esportes em um único local, e é financiado com verba do governo federal e estadual – R$ 165 milhões e R$ 124 milhões, respectivamente, entre obras e equipamentos. O aumento para o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) na cota de recursos vindos das loterias federais, por meio da Lei Agnelo/Piva, é esperado para janeiro de 2016 e dá mais tranquilidade a seu presidente, Andrew Parsons, com relação à gestão do Centro Paralímpico Brasileiro, que já tem 97% das obras concluídas, em São Paulo.
“Ainda vamos definir o modelo de gestão. Posso dizer que a fase final de preparação da delegação brasileira, o polimento, será no Centro Paralímpico, no ano que vem. Mas, para os Jogos Paralímpicos Rio 2016, o local não fará tanta diferença”, afirma o dirigente. “A diferença se verá para os Jogos de Tóquio 2020, para 2024... O Centro Paralímpico não é para 2016, mas para sempre”.
Segundo Andrew Parsons, o Centro será o eixo de desenvolvimento dos esportes Paralímpicos. “Lá estarão os atletas de alto rendimento e também os de base, treinando para chegar lá. Mas também teremos atividades sociais. É muito importante para crianças com algum tipo de deficiência ter esses momentos de convivência ativa, com estímulos, com opções. São 25 ou 30 milhões de pessoas com alguma deficiência no Brasil, dependendo do conceito de deficiência. E queremos que aqueles que podem façam algum tipo de atividade física orientada”.
De toda forma, o presidente do CPB não quer centralizar todas as competições do país em São Paulo. “Precisamos de torneios em todas as regiões. Pensamos no Centro como sede de competições como Abertos de atletismo, de natação, que virem referência de qualidade e entrem no calendário internacional. Assim, teremos opções de alto nível a cada ano, para os atletas, aqui no Brasil. Mas manteremos competições por todo o país. Essa é uma estratégia do CPB”.
No local, há instalações para a prática de atletismo, basquetebol em cadeira de rodas, bocha, esgrima em cadeira de rodas, futebol de 5, futebol de 7, goalball, halterofilismo, judô, natação, rúgbi em cadeira de rodas, tênis de mesa, tênis em cadeira de rodas, triatlo e voleibol sentado, além de alojamento para 280 pessoas, academia e toda infraestrutura de apoio.
O CPB agora se equipara aos maiores CTs Paralímpicos do mundo: a China também tem instalações para 15 esportes, mas não em um único local; a Coreia do Sul concentra seus esportes – que, no entanto, são em menor número – e a Ucrânia tem um centro reformado, antiga sede de esportes Olímpicos.
No Centro Paralímpico também haverá uma área para desenvolvimento das ciências esportivas e para pesquisa. “Vamos avançar no que é oferecido a eles. E, sim, a Fórmula 1 é uma boa comparação. Passamos da tecnologia de ponta para as linhas de produção. Vamos reverter pesquisas em produção de conhecimento, que beneficie não apenas atletas de alto rendimento, mas que também promova saúde no dia a dia, que ajude pessoas em reabilitação”.