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Um mundo novo

Representantes de geração campeã do basquetebol de Franca conduziram tocha Olímpica

Por Leonardo Rui

Equipe da cidade é recordista de títulos no esporte desde o primeiro campeonato no Brasil, há mais de 50 anos

Representantes de geração campeã do basquetebol de Franca conduziram tocha Olímpica

Guerrinha, ex-armador da seleção brasileira de basquetebol, começou no Franca (Rio2016/Fernando Soutello)

A cidade de Franca, no interior de São Paulo, que recebeu a tocha Olímpica Rio 2016 nesta terça-feira (19), é referência no basquetebol brasileiro. Desde o primeiro campeonato nacional, em 1965, a equipe da cidade acumula 11 títulos. Alguns dos heróis de tantas conquistas participaram do revezamento da chama. Hélio Rubens, Helinho e Fransérgio, todos da família Garcia, além de Guerrinha, Fernando Minucci, Carlão e Chuí, representaram as gerações campeãs do esporte ao levarem a chama pelas ruas da cidade.

Hélio, patriarca da família Garcia, acendeu a pira da celebração em Franca (Foto: Rio2016/Fernando Soutello)

Até hoje, Chuí é o maior cestinha da história do Franca, com 15.463 pontos. “Esse recorde tem muito significado para mim, e os francanos reconhecem o meu esforço e o meu comprometimento. A paixão por basquetebol é cultural aqui. É mérito de todos que sempre lutaram para manter o time sempre entre os melhores”, disse o ex-atleta, que acredita que a chama em Franca só reforça a importância do esporte para a cidade.

“Todos os jogadores que já batalham e amam o esporte sentiram-se ainda mais inspirados. E pessoalmente é um coroamento da carreira maravilhoso e uma forma de dar mais força para meus alunos”, declarou Chuí, que acendeu a tocha da mulher, a também ex-atleta do basquetebol, Doracélia dos Santos. “Além de conduzir a tocha, ainda participei da organização do revezamento aqui. É uma satisfação dupla", afirmou a ex-jogadora.

O basquetebol está no sangue da família Garcia. Hélio, Hélinho e Fransergio Garcia - pai, filho e tio-, que também conduziram a chama em Franca. "O basquetebol é a nossa tradição de família, foi passando de pai para filho, de irmão para irmão. Acho que o grande segredo de Franca é o investimento nas categorias de base, por isso temos tantos bons jogadores formados aqui", contou Helinho.

Uma das inspirações do ex-jogador, que hoje é técnico, foi seu tio Fransergio que, ao lado de seu pai e seu outro tio Toyota, formavam os 'irmãos metralha'. "Meu irmão foi meu grande exemplo para que eu pudesse seguir no esporte", contou Fransergio, que também aposta no bom desempenho da equipe brasileira nos Jogos Rio 2016. "O basquetebol evoluiu muito, tanto que hoje temos nomes nossos na NBA", disse.

Guerrinha passou a chama para o mestre Fransérgio (Foto: Rio 2016/Patrícia da Matta)

Grande parte dos bons resultados se deve ao talento da família Garcia. Hélio Rubens, técnico do Franca por 24 anos, que acendeu a pira de celebração. Ele é o treinador mais vitorioso do basquetebol brasileiro - com dez títulos nacionais, sete deles por Franca. Foi jogador da seleção por 14 anos e defendeu o Brasil nos Jogos Olímpicos Cidade do México 1968 e Munique 1972. “O revezamento é muito interessante porque envolve a população e valoriza o Rio 2016. O Brasil tem um time competitivo, com jogadores que atuam na Europa e na liga norte-americana. Vamos torcer por eles”, disse.

Hélio é pai de Helinho, atual treinador do Franca e seis vezes campeão brasileiro como jogador. E é irmão de Fransérgio, que jogou ao lado de Hélio e Totô (também irmão) na década de 60, quando a cidade paulista surgiu no cenário nacional. “Felizmente, sem vaidade alguma, todos nós conseguimos atingir um nível bom, de seleção brasileira”, diz Fransérgio, que também disputou os Jogos Munique 1972.

A paixão da família pelo basquetebol foi acesa pelo professor Pedro Morilla Fuentes, o Pedroca, que hoje dá nome ao emblemático ginásio da cidade, o Pedrocão. “Ele era um visionário. Tinha um idealismo muito grande. O Pedroca dizia: a repetição é a mãe da perfeição”, lembra Hélio Rubens. “Depois que eu ouvi isso, passei a fazer 300 arremessos a mais todos os dias, depois dos treinos”, completa.

Dedicação que ele ensinou ao filho. “No começo, a pressão foi grande, porque meu pai e meus tios tiveram muito sucesso. Mas, gradativamente, fui ganhando meu espaço, e me sinto um abençoado por fazer parte dessa história”, diz Helinho.

Acompanhe de perto o desempenho dos atletas nos Jogos Olímpicos

Hoje, Hélio Rubens aposta em Benício. E prevê um futuro brilhante para o netinho, filho da irmã de Helinho, Ana Beatriz. “Ele tem só 4 anos, mas é grandão, esperto, e já sabe me ligar para dizer: 'Vovô, me leva para o treino!'. E ninguém consegue tirar o menino da quadra. Eu tenho uns vídeos do Benício arremessando e você precisa ver a soltura de bola e a coordenação motora que ele tem”, derrete-se o avô-coruja. “Temos que começar a ensiná-lo a passar a bola, porque ele é fominha. Só quer saber de arremessar”, brinca o tio Helinho, pai de Maitê e Luma, que também gostam muito de basquetebol.

“Quando eu anunciei a aposentadoria como jogador, em julho do ano passado, a Maitê falou: pai, não para, não! Quero entrar mais na quadra com você”, lembra. Mas a menina não precisou esperar muito. Helinho assumiu o cargo de técnico de Franca em maio de 2016. Esse intervalo inferior a um ano foi o único período em que a família não teve um representante em atividade no basquetebol, nas últimas cinco décadas.

Com a nova função de Helinho e a fome de bola de Benício, o nome dos Garcia deve ficar em alta por muito mais tempo.