Tocha Olímpica conhece cataratas do Iguaçu, onde Brasil encontra Paraguai e Argentina
Em Foz do Iguaçu, chama mexeu com expectativas também de visitantes sul-americanos sobre os Jogos
Em Foz do Iguaçu, chama mexeu com expectativas também de visitantes sul-americanos sobre os Jogos
Cataratas combinam força e imponência em 275 cachoeiras (Rio2016/Carla Marques)
Falta pouco mais de um mês para o Rio de Janeiro se tornar a primeira cidade sul-americana a receber o maior evento esportivo do planeta. E é esperada uma grande visitação dos vizinhos ao Brasil. Por isso, a passagem da tocha Olímpica Rio 2016 em Foz do Iguaçu nesta sexta-feira (1) não mexeu só com os brasileiros.
Em 60 dias de revezamento, tocha Olímpica passeia pela diversidade de cores e cultura do Brasil
A cidade fica na fronteira com o Paraguai e a Argentina e atrai muitos turistas. O funcionário público argentino Félix Massa é um deles. “Com os Jogos Olímpicos no Rio, o mundo vai olhar para o nosso continente com a merecida atenção, conhecer melhor a nossa cultura riquíssima e também as belezas naturais”, diz.
O Parque Nacional do Iguaçu é o segundo mais visitado do país, atrás apenas do Parque Nacional da Tijuca, onde fica o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro. Só no ano passado, levou a Foz mais de 1,6 milhão de turistas, de 172 etnias. E, entre os cerca de 730 mil estrangeiros, 56% eram sul-americanos.
Arco-íris é "companhia" constante das cataratas em dias de sol (Rio2016/Carlas Marques)
“Muitos contam que vão voltar para acompanhar o Rio 2016”, explica Paulo Portela, que é guia de turismo em Foz do Iguaçu há 10 anos. “E, mesmo quem não vem para os Jogos quer saber como andam os preparativos e se está tudo pronto”, completa.
Wilson Veiga é ex-jogador de futsal e ficou orgulhoso ao conduzir a chama no Marco das 3 Fronteiras (Rio2016/Lívia Rodrigues)
O colombiano Andrés Ortega considera que a realização dos Jogos Olímpicos no Rio vai mostrar a capacidade do povo sul-americano em organizar um evento desse porte. “Já consigo imaginar a Colômbia sediando a competição. Ainda temos um longo caminho pela frente, mas agora o Brasil serve de exemplo”, diz o analista de recursos humanos.
Os integrantes da família Munoz Alvarez, também da Colômbia, se esqueceram por alguns momentos das Cataratas quando viram o mascote Vinicius. Depois das fotos com ele, não paravam de comentar sobre o Rio 2016. “Apostamos muito no ciclista Nairo Quintana”, diz o pai Fabián. “Também confiamos em Mariana Pajón”, completou a mãe, Cristina, que é fã da campeã Olímpica de ciclismo BMX em Londres 2012.
Família colombiana apostam no ciclismo no país (Rio2016/Leonardo Rui)
Na Copa do Mundo de 2014, as torcidas sul-americanas encantaram o mundo com a alegria demonstrada nos estádios brasileiros. Entre os dez países estrangeiros que mais compraram ingressos, estavam Colômbia, Chile e Argentina (que ficou atrás apenas dos Estados Unidos). Para o Rio 2016, os argentinos também vêm logo atrás dos americanos na lista dos que mais garantiram bilhetes até o momento.
“Quem vier para o Brasil vai se encantar com a hospitalidade do povo”, derrama-se a contadora peruana Iana Ocalio.