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Um mundo novo

Casadas, estrelas da seleção feminina de goalball dos Estados Unidos querem comemorar juntas mais um ouro Paralímpico

Por Rio 2016

Além das medalhas, Jen Armbruster e Asya Miller também compartilham alianças de ouro e muita vontade de fazer bonito nos Jogos Rio 2016

Casadas, estrelas da seleção feminina de goalball dos Estados Unidos querem comemorar juntas mais um ouro Paralímpico

Assim que o cronômetro foi zerado, Asya Miller e Jen Armbruster, à direita, comemoraram juntas o ouro Paralímpico em Pequim 2008 (Guang Niu/Getty Images)

Na alegria e na tristeza, na saúde e na doença... e dentro e fora de quadra? Pelo menos para Asya Miller e Jen Armbruster, faria bastante sentido: casadas, as duas são atletas da seleção norte-americana de goalball. Em entrevista ao rio2016.com, o casal dourado dos Estados Unidos mostra expectativa para os Jogos Rio 2016 e conta como o esporte mudou – e uniu – suas vidas.

“É claro que foi pelo goalball que conheci Jen. Até nosso filho nascer, minha vida toda girava em torno do esporte, desde a rotina do dia-a-dia até experiência fantásticas como viajar o mundo. O esporte me define, com certeza. Eu sou uma atleta Paralímpica”, afirma Asya Miller.

“Além de tudo, ainda pudemos nos conhecer através do goalball”, conta Jen.

Não é qualquer um que pode contar a história de como foi se tornar campeão Paralímpico e mundial ao lado da pessoa que ama, mas Asya e Jen sabem bem como é a sensação. Em 2014, além de comemorar ao lado da esposa o título mundial e a vaga para os Jogos Rio 2016, Asya Miller (35) ainda foi nomeada a melhor jogadora do torneio – adivinhem quem era seu exemplo em quadra nos primeiros anos de goalball:

“Já admirava Jen, porque ela é uma excelente jogadora, já havia competido em duas edições dos Jogos Paralímpicos e já era renomada no esporte. Nós tínhamos muito em comum – claro, nossa deficiência visual e a forma como fomos educadas. Mas, na verdade, senti a Jen um pouco travada na primeira vez em que nos encontramos”, diz Asya.

“Eu só achei que ela não era tão simpática e fosse até um pouquinho arrogante...”, confessa Jen.


Desde 1992, Jen Armbruster já competiu em seis edições dos Jogos Paralímpicos (Foto: Guang Niu/Getty Images)

Não é por jogarem no mesmo time que o casamento seria diferente de todos os outros: discussões e apelidos carinhosos são comuns na vida de Asya e Jen. Mas como fazer para não deixar a vida pessoal ultrapassar o limite das quatro linhas da quadra? A solução é se policiar, mas às vezes não tem jeito.

“Algumas vezes nós discutimos que nem casal durante os treinos, e nossos colegas sempre riem disse. E às vezes escapa um apelido carinhoso enquanto estamos em quadra...”, diz Asya.

E quando a situação aperta um pouco mais...

“Quer melhor maneira para um casal desabafar que arremessando uma bola de mais de 1kg a 50km/h, um em direção ao outro?”, brinca Jen.

Atuando juntas pela seleção dos Estados Unidos, Asya Miller e Jen Armbruster já haviam conquistado a prata nos Jogos Atenas 2004. Mas foi apenas depois que se casaram, em 2007, que veio o ouro, após derrotarem as donas da casa por 6 a 5 em Pequim 2008. Antes de jogarem juntas, ambas já haviam conquistado um bronze Paralímpico: Jen em Atlanta 1996, no goalball, e Asya Miller em Sydney 2000, na prova do lançamento de disco do atletismo categoria F13. Em 2011, mais uma grande conquista: a poucos meses dos Jogos Parapan-Americanos de Guadalajara, nasceu Ryder, filho do casal.

“A Asya é a mãe biológica e nós não conhecemos o doador. Mas mesmo assim muita gente diz que o Ryder se parece muito comigo, e isso me deixa muito feliz!”, conta Jen.


Jen e Asya, com o filho Ryder: não dá pra chamar de comum uma família com seis medalhas Paralímpicas (Foto: Reprodução/Facebook)    

O título mais recente do casal veio em 2014, quando enfim puderam soltar o grito de campeã mundial depois de uma prata (2010) e um bronze (2006). A próxima competição na mira do casal são os Jogos Parapan-Americanos Toronto 2015, mas a grande meta é o ouro nos Jogos Rio 2016 - competição que já conhece mais da metade de seus classificados. Para Jen Armbruster, a motivação é ainda maior: aos 40 anos - 25 deles dedicados ao goalball -, ela se prepara para deixar o esporte. E, claro, espera por uma despedida com chave de ouro.

“O que espero dos Jogos Rio 2016 é deixar o esporte sabendo que dei tudo o que eu tinha. Seria ótimo me despedir ouvindo o hino nacional mais uma vez.  Vamos ao Rio em busca de uma medalha e eu, pessoalmente, não penso em nada menos que o ouro”, afirma a lenda do goalball, que foi a porta-bandeira da delegação dos Estados Unidos nos Jogos Pequim 2008.

“Já que o Rio é a cidade do carnaval, espero que os Jogos sejam muito divertidos! Queremos fazer um grande campeonato e um ótimo espetáculo para todo o público!”, finaliza Asya.


Melhor jogadora do mundial de 2014, Asya quer ajudar os EUA a reconquistar o ouro Paralímpico no goalball feminino (Foto: Clive Rose/Getty Images)