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Um mundo novo

Basquetebol do Brasil importa talento da terra de Michael Jordan, mas o sotaque é bem carioca

Por Valeria Zukeran

Érika e Clarissa, que nasceram em Campo Grande e hoje defendem o Chicago Sky na WNBA, estão na lista de convocadas para os Jogos Rio 2016

Basquetebol do Brasil importa talento da terra de Michael Jordan, mas o sotaque é bem carioca

Érika (esq.) e Clarissa defenderam a seleção brasileira nos Jogos Londres 2012 (Foto: CBB/Inovafoto/Wagner do Carmo)

Participar dos Jogos Olímpicos é um momento ímpar para o atleta. Fazê-lo no quintal de casa e diante da família potencializa a emoção. É esse o caso de duas jogadoras de basquetebol da seleção brasileira feminina, Érika e Clarissa. Em comum, a origem no bairro de Campo Grande, Zona Oeste do Rio de Janeiro, e a expectativa das famílias de ver um Brasil carioca e humilde representado em quadra nos Jogos Rio 2016.

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Dona Janaína dos Santos Machado acompanha concentrada o desempenho da neta Érika em quadra. Em certos momentos é possível perceber que o pensamento da avó vai longe. As lembranças do passado voltam.

“Quando vejo a Érika aqui, lembro de quando ela era nova. Sofreu muito porque a gente não tinha condição”

Dona Janaína, avó da pivô Érika, relembra a infância dura da atleta

A avó criou a neta. “Ela precisava jogar basquetebol com o tênis emprestado do irmão. Por vezes voltava para casa triste porque tinha rasgado, mas eu achava um pedacinho de couro para remendar e dizia: vai tomar seu banho e almoça, eu vou colar seu tênis".

Dona Janaína (dir.) assiste à neta Érika em evento-teste para o Rio 2016 (Foto: Rio 2016/Alex Ferro)

Os obstáculos não mataram o sonho da menina, que viajava duas horas por dia de ônibus de Campo Grande à Mangueira, onde deu os primeiros passos no basquetebol. O esforço compensou. Érika prosperou, chegou à seleção, conseguiu bons contratos no exterior e deu conforto à família.

“Hoje ela tem tênis para ela, para dar, para fazer presente... Para tudo!”

Dona Janaína comemora a virada na vida da pivô, tudo graças ao esporte

Mas, se tudo isso aconteceu, muito se deve à intervenção severa de Dona Janaína durante o crescimento da neta. Recentemente, Érika afirmou que não tinha medo de nada, a não ser da avó. “Ela era muito levada e tinha a mania de me chamar de maluca. Mas um dia perdi a paciência e falei: ‘Hoje você não me chama de velha maluca porque eu vou te quebrar com esse ferro (de passar)’. Na verdade, eu não ia fazer isso né? Era para amedrontar", conta a avó com um sorriso no rosto. “Mas, no fundo, ela sempre foi uma boa menina".

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Boa menina

Diferente de Érika, Clarissa não era uma criança levada. “Não lembro de uma travessura dela, sempre foi uma boa menina”, conta Dona Carmem Silvia, mãe da jogadora. Boa menina e muito esforçada. A infância, também em Campo Grande, não foi tão difícil quanto a da colega de seleção, mas igualmente humilde. A veia esportiva logo aflorou, e a menina tirou proveito do Complexo de Treinamento Miécimo da Silva, no bairro onde mora. Jogou futebol, arremessou disco e jogou voleibol, até que chamou a atenção dos técnicos de basquetebol e foi chamada para jogar. Conciliou as modalidades até que precisou optar. E escolheu viver das cestas.

Érika e Clarissa com a seleção brasileira: rumo aos Jogos Rio 2016 (Foto: CBB/Inovafoto/Wagner do Carmo)

 A ascensão foi rápida e, coincidentemente, as duas estrelas de Campo Grande foram parar em um dos maiores centros do basquetebol mundial: Chicago, a cidade onde se consagrou Michael Jordan, o maior da história da modalidade. “É Brasil, é Campo Grande invadindo Chicago, é Zona Oeste”, comemorou Clarissa na época em que chegou ao Sky, o time da cidade na WNBA, a liga profissional feminina dos Estados Unidos.

Agora, as duas estão convocadas para representar o Brasil, e Campo Grande em particular, nos Jogos Rio 2016. Junto com a ala-pivô Damiris, Érika e Clarissa são as últimas convocadas, justamente porque defendiam o Chicago Sky na WNBA. As demais atletas treinam juntas desde o começo de maio. A seleção brasileira entra na Vila Olímpica no dia 3 de agosto, e a estreia acontece no dia 6, contra a Austrália, na Arena da Juventude.

Veja as 18 convocadas pelo técnico Antônio Carlos Barbosa:

Armadoras

Adrianinha (América-PE)
Babi (Corinthians/Americana)
Joice (Corinthians/Americana)
Tainá (América-PE).

Alas

Iziane (Sampaio Basquete-MA)
Isabela Ramona (Sampaio Basquete-MA)
Jaqueline Silvestre (Santo André)
Palmira (Sampaio Basquete-MA)
Patrícia Ribeiro (Maranhão Basquete)
Tatiane (América-PE).

Pivôs

Érika (Chicago Sky e América-PE)
Clarissa (Chicago Sky)
Damiris (Corinthians/Americana e Atlanta Dream)
Ega (Maranhão Basquete)
Gilmara Justino (Corinthians/Americana)
Karina Jacob (Sampaio Basquete)
Nádia (Sampaio Basquete)
Kelly (América-PE).