Aplicativos Rio 2016

Amplie sua experiência nos Jogos.

Download
Para quem vai a sua torcida?

Para quem vai a sua torcida?

Escolha seus atletas, times, esportes e países favoritos clicando nos botões ao lado dos nomes

Nota: As configurações de favoritos são gravadas em seu computador através de Cookies Se você deseja mantê-las, não limpe seu histórico de navegação

Por favor, ajuste suas preferências

Verifique se as suas preferências estão ajustadas. Você poderá modificá-las a qualquer momento

Expandir Conteúdo

Os calendários serão apresentados neste fuso horário

Expandir Conteúdo
Contraste
Cores originais Cores originais Alto contraste Alto contraste
Ver todos os recursos de Acessibilidade
Um mundo novo

Caminho da prata: conheça o percurso da medalha de Arthur Zanetti

Por Rio 2016

Do cofre ao pescoço do ginasta brasileiro, acompanhamos o passo a passo entre voluntários e militares

Caminho da prata: conheça o percurso da medalha de Arthur Zanetti

Voluntários preparam medalhas para cerimônia de entrega na arena do Parque Olímpico (Foto: Rio 2016/Fernanda Ezabella)

Numa sala da Arena Olímpica, os voluntários Gustavo Rosenau, Matheus Vital e Caroline Luz colocavam luvas descartáveis para manusear as seis medalhas que seriam entregues na tarde de segunda-feira (15), nas provas de ginástica. Eles tiravam as medalhas de uma caixa de papelão, desembrulhavam de um plástico bolha e as colocavam numa bandeja de madeira, ao lado da pequena escultura do logo dos Jogos Rio 2016, presente dados aos vencedores.

No ar, pairava a dúvida: se o ginasta Arthur Zanetti conseguisse uma delas na prova da argola, quem iria entregar?

"As medalhas são sempre manuseadas com luvas, elas nunca são tocadas por ninguém até os atletas as tocarem", disse Christy Nicolay, gerente geral de apresentação de esportes.

Segredo de Estado

Os voluntários Bruno Almeida, Caroline Luz e Matheus Vital preparam as medalhas (Foto: Rio 2016/Fernanda Ezabella)

As mais de 2 mil medalhas do Rio 2016 são produzidas pela Casa da Moeda do Brasil e mantidas num local secreto até seis horas antes da cerimônia de entrega, quando um carro escoltado pela Força Nacional faz o transporte até as arenas Olímpicas. Cerca de 500 voluntários participam das cerimônias de entrega em todas as arenas, acompanhando atletas até o pódio, levando as bandejas ou preparando as medalhas.

Na Arena Olímpica, 11 voluntários ajudam na tarefa, além de 14 militares da Força Nacional, que cuidam da segurança e também do hasteamento das bandeiras. As seis medalhas da segunda-feira eram mantidas num cofre de uma salinha apertada, onde ficam também as 140 bandeiras dos países que participam das provas de ginástica na Arena Olímpica. Numa sala em frente, as bandeiras eram passadas com ferro a vapor, e os voluntários se preparavam para a cerimônia.

Tatiana Cordeiro passa a bandeira brasileira com vapor, sem saber se será usada ou não (Foto: Rio 2016/Fernanda Ezabella)

A estudante Caroline Luz, 20, foi quem acompanhou os atletas Diego Hypolito e Arthur Nory ao pódio de domingo (14), quando conquistaram a prata e o bronze no solo, respectivamente. "O Nory estava muito ansioso, queria logo pegar na medalha e vibrou muito com a gente", lembra. "Já o Diego estava bem nervoso, chorando, e a gente ajudou a acalmá-lo."

Matheus Vital, também estudante, foi quem levou a bandeja com as medalhas dos brasileiros ao pódio. "Foi emocionante ter duas bandeiras do Brasil, melhor domingo da minha vida", comentou o estudante, que se registrou para ser voluntário dos Jogos em 2014. "Sabia que seria uma oportunidade única, queria muito fazer parte."

De bandeja

Enquanto arrumavam as medalhas nas bandejas, música pop tocava numa caixa de som na sala decorada com bandeirinhas juninas verdes e amarelas. Tatiana Cordeiro, 34, que foi voluntária também na cerimônia de abertura, passava a bandeira do Brasil e de outros países em competição, antes de entrar no camarim para se trocar e arrumar a maquiagem.

Antes do pódio, militares das Força armadas levam bandeiras de Brasil e Grécia (Foto: Rio 2016/Fernanda Ezabella)

Durante as provas de argola, voluntários, funcionários e militares vibravam com a performance de Zanetti, através de uma televisão na sala. Mas logo a empolgação virou tensão: era preciso checar (e checar de novo e de novo) as medalhas e as bandeiras certas dos países vencedores (ouro para a Grécia, prata para o Brasil e bronze para a Rússia). Em fila, logo os três voluntários com as bandejas se preparavam para entrar no palco, ao lado dos militares com as bandeiras.

O felizardo a levar a prata para Zanetti foi Gustavo Rosenau, 25 anos. Trabalho feito, ele voltou aos bastidores com um sorriso de ponta a ponta. "Estava tremendo, a emoção foi grande demais", disse.

Gustavo Rosenau e a prata de Zanetti. Depois, Tatiana Cordeiro e Matheus Vital (Foto: Rio 2016/Fernanda Ezabella)