Brasileiros vão receber atletas refugiados 'de braços abertos', diz diretor do Rio 2016
COI confirma que cinco a dez nomes serão anunciados em junho para formar equipe que vai disputar os Jogos Olímpicos
COI confirma que cinco a dez nomes serão anunciados em junho para formar equipe que vai disputar os Jogos Olímpicos
Getty/Clive Mason
A iniciativa confirmada pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) sobre a criação de uma equipe de Atletas Olímpicos Refugiados para competir nos Jogos Olímpicos Rio 2016, foi recebida como "uma notícia sensacional" para o diretor de Relações e Serviços para os Comitês Olímpicos Nacionais e Vila Olímpica, Mario Cilenti, O anúncio oficial foi feito pelo presidente do COI, Thomas Bach, em Lausanne, na Suíça, na quarta-feira (2). A iniciativa do COI, comentou Cilente, “mostra o poder do esporte na ajuda a fazer do mundo um lugar melhor”.
Mario Cilenti, do Comitê Rio 2016
Quarenta e três nomes de atletas com potencial para participar dos Jogos Olímpicos do Rio foram identificados pelo Programa de Solidariedade Olímpica, que também ajudará financeiramente sua preparação. Desse total, de acordo com o COI, entre cinco a dez poderão conseguir marcas mínimas para competir nos Jogos Olímpicos. A confirmação dos nomes será em junho, durante assembleia do Comitê Executivo do COI.
Thomas Bach, presidente do COI
Antes disso, um refugiado estará entre os carregadores da tocha, conforme anunciou o dirigente do COI em janeiro. A cerimônia de acendimento da chama está marcada para 21 de abril, em Olímpia, na Grécia, onde se inicia o revezamento, rumo a Atenas. No Brasil, o início do percurso, em Brasília, será em 3 de maio.

Oficialmente, o grupo será chamado de Time de Atletas Olímpicos Refugiados (ROA, na sigla em inglês) e ficará alojado na Vila Olímpica, junto com os demais atletas. Sob a bandeira Olímpica, a delegação será a penúltima no desfile de abertura de 5 de agosto, a ser encerrado pelo Brasil, no Maracanã.
Thomas Bach, presidente do COI
Bach confirmou que os atletas refugiados receberão o mesmo tratamento que todos, desde a participação em cerimônias até a passagem pelo controle de doping. Além dos desfiles na abertura e no encerramento dos Jogos, terão sua festa de boas-vindas quando entrarem na Vila Olímpica da mesma forma que as delegações de todos os países. E serão providenciados seguro, uniformes e comissões para o grupo, com chefe de missão, técnicos e outros profissionais. No caso de algum atleta refugiado conquistar uma medalha de ouro, na cerimônia de pódio será tocado o Hino Olímpico.
As despesas para a participação do grupo no Rio 2016, incluindo passagens, serão cobertas pelo Programa de Solidariedade Olímpica.
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