Brasil recebe nova avaliação de grau de investimento
Fitch Ratings é a segunda agência de classificação de risco a apontar o país como local seguro para recursos do exterior
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Fitch Ratings é a segunda agência de classificação de risco a apontar o país como local seguro para recursos do exterior
A Fitch Ratings, agência de análise de riscos, concedeu a avaliação de investment grade (grau de investimento) ao Brasil. É a segunda vez em menos de um mês que a classificação do país é elevada - a primeira foi divulgada pela Standard & Poor´s (S&P) no dia 30 de abril. O anúncio desta quinta-feira é a reafirmação de que a economia brasileira passa a ser considerada local seguro para recursos estrangeiros.
O principal benefício de se tornar investment grade é atrair grandes investidores de países desenvolvidos que, por regras dos seus estatutos, só podem aplicar em ativos considerados de baixo risco. Alguns deles exigem ainda que pelo menos duas grandes agências concedam a classificação, o que acontece a partir de hoje.
"A concessão do 'investment grade' reflete a dramática melhora dos resultados do Brasil nos setores externo e público, que reduziu enormemente a vulnerabilidade do país a problemas externos e a choques de câmbio, fortificou a estabilidade macroeconômica e aumentou as perspectivas de crescimento a médio prazo", diz a nota oficial da agência.
Ainda de acordo com a nota, o Brasil emergiu como credor público pela primeira vez "graças às habilidades do governo de gerenciamento de seus compromissos financeiros e de um acúmulo significativo de suas reservas internacionais, que atualmente estão em torno de US$ 200 bilhões".
A classificação da Fitch tem 23 categorias. A principal, AAA, é atribuída a países como Estados Unidos e Alemanha. Existe a avaliação de D, a pior, embora não seja concedida a nenhuma economia. O Brasil recebeu a décima nota, subindo de BB+ para BBB-.
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