Rio 2016 vive clima de feriado americano na final por equipes da ginástica artística
Como esperado, Simone Biles foi a grande estrela da competição, conquistando sua primeira medalha de ouro Olímpica
Como esperado, Simone Biles foi a grande estrela da competição, conquistando sua primeira medalha de ouro Olímpica
Torcida americana se fez presente nas arquibancadas e não se decepcionou com Biles (E), Gabby, Lauren, Madison e Aly (Foto: Getty Images/Laurence Griffiths)
O vermelho, azul e branco se fez presente entre o verde e amarelo nas arquibancadas da Arena Olímpica do Rio. E esse fenômeno tem nome: Simone Biles. A ginasta, queridinha da torcida americana, foi a estrela da equipe que deu a medalha de ouro a seu país nos Jogos Rio 2016, deixando Rússia e China para trás. A conquista consolidou o clima de 4 de julho (data da independência dos Estados Unidos, a maior festa nacional) nas arquibancadas, cheias de bandeiras americanas e gritos de “U-S-A”.
Biles conquistou seu primeiro ouro, mas pode aumentar a coleção (Foto: Getty Images/Laurence Griffiths)
Michael Tremblay, de Boston, veio paramentado de águia e com acessórios no melhor estilo ‘star and stripes’ (estrelas e listras, como na bandeira americana). "Muita gente ficou de fora deste ginásio querendo ver o que vi aqui. Foi algo grande. Muitos americanos gostam de ginástica artística por causa do espírito de time do esporte”, explica. “Foi uma celebração do orgulho americano."
Michael incorporou o espírito nacional na Arena Olimpica do Rio (Foto: Rio2016/Valéria Zukeran)
Para os afro-americanos, o significado da vitória com duas atletas representantes do grupo, Simone Biles e Gabby Douglas, foi ainda maior. “Ela dá orgulho como afro-americana”, disse Stacy Fequiere, que veio de Nova York para ver Simone mostrar sua técnica. “Ver que o mundo torce por ela é lindo, estou orgulhosa”, complementa.
Até os brasileiros se renderam. Paula Fortuna, de Niteroi, foi para ver Simone Biles e suas colegas, Laurie Hernandez, Madison Kocian, Aly Raisman e Gabby Douglas em ação. E não se decepcionou. "Elas são incríveis... Simone Biles é demais no solo. Realmente ela é tudo aquilo que se diz sobre ela. Parece que não erra nada”.
Simone Biles encantou a torcida com um solo inspirado no Brasil (Foto: Getty Images/Quinn Rooney)
Biles, que repetiu a apresentação no solo com a música brasileira “Mas que nada”, brilhou individualmente, mas credita o desempenho e a medalha ao grupo, que a ajudou a diminuir a pressão nas horas decisivas. "Uma acredita na outra em nossa equipe, e é isso é o que nos ajuda”, explica. "Não foi fácil, mas nós fizemos tudo o que poderíamos para chegar onde estamos."
Biles está classificada para finais no individual geral, salto, trave e solo. Encerrou as classificatórias na liderança das quatro provas. A única disputa na qual ficou de fora foram as barras paralelas assimétricas. Ela não quis apontar uma prova mais difícil para os próximos dias. “Não há maior desafio. A parte mais difícil é retomar o foco e seguir em frente”, define. “Na verdade, o maior desafio (agora) será conseguir dormir, porque estamos muito agitadas."
A equipe da Rússia garantiu a prata na última rotação, mas não chegou a ameaçar as americanas, que fizeram 184,897 pontos para conquistar a medalha de ouro. A luta foi com as chinesas, que venceram por uma pequena margem: 176,688 contra 176,003 pontos. "É óbvio que os Estados Unidos são muito mais fortes agora. Mas espero que, no futuro, possamos competir pela medalha de ouro", disse Aliya Mustafina.
Na sequência de Estados Unidos, Rússia e China na competição por equipes, vieram, respectivamente, Japão, Grã-Bretanha, Alemanha, Países Baixos e Brasil.