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Um mundo novo

Atletismo é 'prato cheio' para fotógrafos do mundo todo

Por André Naddeo

Rio2016.com falou com alguns profissionais que trabalharam no primeiro dia de atividades do Estádio Olímpico e explicam porque é tão especial fotografar o atletismo

Atletismo é 'prato cheio' para fotógrafos do mundo todo

Fotógrafos a postos no Estádio Olímpico para o atletismo (Foto: Rio 2016/Paulo Mumia)

Menos de 10 segundos para ter diversas opções de imagem dos 100 metros rasos e dos homens mais rápidos do mundo. Toda a elasticidade de movimentos, por exemplo, do arremesso de peso ou do salto com vara. O cansaço evidente dos fundistas. Sem contar as diversas expressões de alegria e tristeza. O atletismo nos Jogos Olímpicos é um “prato cheio” para fotógrafos do mundo todo --diversos eventos ocorrendo simultaneamente num mesmo lugar fazem com que as provas mais nobres sejam o “filé mignon” do trabalho destes profissionais. 

O Rio2016.com conversou com alguns fotógrafos profissionais que trabalharam no primeiro dia de atletismo do Estádio Olímpico, e eles explicam porque é tão especial atuar num evento que pode proporcionar algumas das imagens que ficam para a história da maior competição esportiva do planeta. Para citar apenas um exemplo: a chegada da suíça Gabriele Andersen ao Coliseu de Los Angeles, em 1984, cambaleando, e bastante fraca. Um clique icônico que jamais se apaga da memória. 

“Eu simplesmente amo o que eu faço”, confessa o japonês Jiro Mochizuki, 75, em sua oitava cobertura olímpica. Experiente e especializado em atletismo, ele faz parte de um pool internacional de fotógrafos que só cobrem este tipo de competição para fazer os cliques que produzem “fotos que ficarão eternizadas para todo o sempre”. 

“Eu sou muito sortudo de poder ter essa oportunidade”, completou ele, que cobriu todas as Ligas de Diamante realizadas desde 2010, competição que reúne a elite do atletismo, e que é parâmetro para o nível dos atletas que chegarão aos Jogos. “É um trabalho que te exige muita concentração”, explicou. “Você precisa conhecer os atletas, saber quem é quem. E tem que estar atento o tempo todo, pois às vezes é questão de segundos para você ter a foto da vida. E se você perder, você não pode pedir para a pessoa fazer aquilo de novo. Já passou. Mas no final, o resultado é incrível”.

Jiro Mochizuk: muita simpatia e décadas de bagagem no atletismo

Ricardo Makyn, 37, é o fotógrafo enviado pelo diário “The Daily Gleaner”, da Jamaica. Ou seja, é dele a missão de retratar ninguém mais, ninguém menos, do que o grande astro dos Jogos Rio 2016: Usain Bolt. “Sei que somos uma das maiores potências nesse esporte e que minha responsabilidade aqui é grande”, explicou o jamaicano. “A oportunidade de clicar as expressões destes atletas, aquele frame que pode ser a diferença entre todos os fotógrafos do mundo, sendo ele um atleta de elite ou não, não deixa de ser uma oportunidade única”. 

Makyn cita ainda “a grande variedade de eventos, que exige concentração”, e que o seu trabalho desde a última sexta-feira, “será de retratar com fidelidade e perfeição o que há de mais nobre nos Jogos Olímpicos, o atletismo”. É o mesmo pensamento do fotógrafo brasileiro Ernesto Carriço, 48, do jornal “O Dia”, e membro do pool nacional de fotógrafos que distribuirá para outros veículos as imagens marcantes das provas que ocorrem até o último dia dos Jogos (21), com a maratona.  

“Você tem muitas opções, da corrida ao salto, expressões, dores, felicidade, tudo está no atletismo”, opinou Carriço, com larga experiência no fotojornalismo, mas que tem a primeira experiência como profissional dentro dos Jogos. “São esportes que têm muita plasticidade, e isso é fantástico para gente”, disse ainda, antes de resumir o sentimento dos fotógrafos do atletismo no Rio 2016. “Isso aqui é a nossa Disneylândia”.