Atletas refugiados chegam para o Rio 2016 com um sonho: conhecer Usain Bolt
Time Olímpico de Refugiados com cinco atletas do Sudão do Sul que vivem no Quënia, desembarcaram nesta manhã
Time Olímpico de Refugiados com cinco atletas do Sudão do Sul que vivem no Quënia, desembarcaram nesta manhã
Atletas do Sudão do Sul, que vivem como refugiados no Quênia, competem em provas do atletismo (Foto: Rio 2016/André Naddeo)
O inédito Time Olímpico de Refugiados (TOR), que disputa os Jogos Olímpicos Rio 2016, está quase completo. Na manhã desta sexta-feira (29), cinco atletas do Sudão do Sul, que vivem como refugiados no Quênia, desembarcaram na Cidade Maravilhosa para as competições de atletismo. Um deles, Paulo Lokoro, competirá nos 1.500 metros com um sonho em especial: conhecer o jamaicano bicampeão Olímpico dos 100m, 200m e revezamento 4 x 100m, Usain Bolt.
“Eu quero muito conhecer o Usain Bolt, é alguém que eu só vi pela televisão. Eu espero que ao menos eu possa vê-lo na Vila Olímpica”, disse Lokoro, que veio acompanhado dos seus colegas de time Yiech Pur Biel (800m), James Nyang (400m), Anjelina Nadai (1.500m) e Rose Lokonyen (800m), além da chefe da delegação do TOR, a queniana Tegla Loroupe, a primeira mulher africana a vencer a Maratona de Nova York e com três participações Olímpicas no currículo.
Como os nadadores sírios Yusra Mardini e Rami Anis já estão inclusive treinando no Parque Aquático Olímpico desde a última quinta-feira, o Time Olímpico de Refugiados espera agora apenas a chegada do etíope Yonas Kinde, atleta da maratona (última competição do Rio 2016), que vive em Luxemburgo e que estará no Rio de Janeiro na manhã do próximo dia 1 de agosto.
Paulo Lokoro tem um sonho em especial para estas Olimpíadas: conhecer o astro Usain Bolt
“É realmente muito importante, porque eu sei que vou representar milhares de refugiados ao redor do mundo”, destacou Anjelina Nadai, que, assim como todos os membros da equipe que vieram do Quênia, a todo momento esbanjou simpatia, acenos e sorrisos para jornalistas e curiosos que se aglomeraram no saguão do aeroporto internacional do Galeão.
“O que eu posso dizer é que não queríamos nos tornar refugiados, mas foi o que aconteceu. Agora queremos fazer algo de positivo pelas pessoas, então talvez essa seja a chance de mostrar ao mundo a causa, para que se tenha cada vez menos refugiados no mundo”, completou.
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