Atletas Olímpicos revelam emoção em participar do revezamento da tocha
Daniele Hypolito, Gustavo Borges, Fernanda Venturini, Janeth Arcain e outras estrelas compartilham suas “histórias de condutor”
Daniele Hypolito, Gustavo Borges, Fernanda Venturini, Janeth Arcain e outras estrelas compartilham suas “histórias de condutor”
Janeth Arcain conduziu a tocha Olímpica Atenas 2004 pela Praia Vermelha, no Rio de Janeiro (Foto: Getty Images)
Conduzir a chama Olímpica é um marco na vida de qualquer pessoa, até para quem coleciona títulos e participações no maior evento esportivo do mundo. Rio2016.com pediu a sete dos principais atletas do Brasil - seis veteranos do revezamento de Atenas 2004 e um de Londres 2012 - para compartilhar suas histórias com quem está prestes a sentir na pele a energia da chama Olímpica.
Daniele Hypolito - Salt Lake City 2002 e Atenas 2004
A ginasta Daniele Hypolito viveu a experiência de conduzir a chama Olímpica duas vezes. Na primeira, em 2002, tinha apenas 17 anos quando participou do revezamento dos Jogos de Inverno Salt Lake City, nos Estados Unidos.
Dois anos depois, o símbolo voltou para as mãos da brasileira, que correu no Rio de Janeiro pelos Jogos Atenas 2004. “Não existe diferença entre um revezamento e outro. A emoção é a mesma, porque vem da chama dos Jogos Olímpicos. Sinto muita honra por ter participado nas duas vezes. O povo brasileiro vai sentir isso agora, é contagiante”, contou.

Daniele Hypolito conduziu a tocha Olímpica de Atenas 2004 no Rio de Janeiro (Foto: Reprodução/Folha Imagens)
O bicampeão Olímpico de voleibol Giovane Gávio também conduziu a tocha mais de uma vez: em 2004, no Rio, pelos Jogos de Atenas, e em 2016, em Olímpia (na Grécia), pelos Jogos do Rio de Janeiro.
"É um momento em que muita coisa passa pela sua cabeça: as histórias do cenário esportivo, o que estamos vivendo agora. O povo tem que ir para as ruas ver a tocha passar, tem que festejar, participar. É a melhor maneira de sentir essa emoção".

A ala da seleção - uma das maiores atletas da história do basquetebol brasileiro - foi duas vezes medalhista Olímpica: prata, em Atlanta 1996, e bronze, em Sydney 2000. Durante a passagem da tocha dos Jogos da Grécia pelo Rio de Janeiro, a jogadora conduziu o fogo pela Praia Vermelha, que dá acesso aos bondinhos do Pão de Açúcar.
"Quando recebi o convite, já foi emocionante. A tocha fez com que eu me sentisse parte dos Jogos desde a Antiguidade até a Era Moderna. Os condutores conseguem sentir a força de representar 200 milhões de brasileiros".

A levantadora comandou a seleção brasileira rumo ao bronze Olímpico em Atlanta 1996. No Rio, passou a chama para o técnico José Roberto Guimarães.
"A tocha está exposta em casa, ao lado de meus troféus e medalhas. Foi muito emocionante e importante fazer parte dessa história."

O mesatenista é o brasileiro com o maior número de medalhas de ouro Pan-Americanas: nove. O paulista fez história também nos Jogos Olímpicos, com participações em Barcelona 1992, Atlanta 1996, Sydney 2000 e Atenas 2004. No Rio de Janeiro, conduziu a tocha Olímpica no bairro de Botafogo, rumo à praia de Copacabana.
"Eu e outros atletas que conduzimos na mesma região, como o Cafu e o Sebastian Cuattrin, nos reunimos desde cedo para curtir aquele dia. Guardo a réplica perto da lareira da casa da minha mãe"

O nadador tem quatro medalhas Olímpicas: em Barcelona 1992 (prata nos 100m), Atlanta 1996 (bronze nos 100m e prata nos 200m) e Sydney 2000 (bronze no revezamento 4x100m). No Rio de Janeiro, conduziu a tocha pela praia de Copacabana.
“São muitos sentimentos: alegria. porque é o primeiro momento em que você entra em contato com os Jogos; emoção com a vibração do torcedor que está ao seu redor e orgulho, pois é um grande reconhecimento para quem carrega. É um marco na vida de todos os que participam"

Vanderlei Cordeiro de Lima - Londres 2012
Esse ícone do esporte brasileiro já provou ser um exímio corredor – com e sem a tocha Olímpica nas mãos. O maratonista Vanderlei Cordeiro de Lima, medalhista de bronze em Atenas 2004, caminha para sua segunda participação no revezamento: ele foi condutor, no Rio de Janeiro, para os Jogos de Londres 2012, e repetirá o papel no Rio 2016.
“Depois de ter vivido meu grande momento, em Atenas, foi uma grata surpresa poder relembrar as emoções do Olimpismo em Londres. É inexplicável. Espero que essa tocha possa contagiar os brasileiros de uma forma muito positiva, especialmente agora. Será uma grande festa."
