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Um mundo novo

Areia, subidas, descidas e silêncio: os esforços para acompanhar o golfe

Por Rafael Cavalieri Atualizado em 11/08/2016 — 19H59

Esporte volta a ser disputado nos Jogos Rio 2016 após 112 anos e exige muito esforço físico dos torcedores que querem acompanhar as tacadas

Areia, subidas, descidas e silêncio: os esforços para acompanhar o golfe

Torcida acompanha cada momento do torneio de golfe dos Jogos Rio 2016 (Foto: Rio 2016/Rafael Cavalieri)

Em boa parte dos grandes eventos, esportivos ou não, um item nas recomendações é quase onipresente: use roupas leves e calçados confortáveis. Mas para quem vai acompanhar as tacadas da competição do golfe nos Jogos Rio 2016 estes itens se tornam mais do que obrigatórios. Afinal de contas, o fã que quiser acompanhar de perto as tacadas ao longo dos 18 buracos do Campo Olímpico de Golfe vai precisar caminhar aproximadamente oito quilômetros.

Definitivamente é preciso estar com o preparo físico em dia. Para dificultar ainda mais a caminhada, o terreno é todo irregular. Tem trechos de areia fofa, subidas, descidas e passagens pelo meio da vegetação. E ainda é possível cruzar com capivaras, jacarés e outros animais selvagens que vivem na região onde foi construída o campo - placas oficiais dos Jogos Rio 2016 alertam para o fato.

Fabio, Flavia, Monica e a não tão empolgada Mila: carrinho teve de ser carregado (Foto: Rio 2016/Rafael Cavalieri)

Apesar disso, a empolgação do bom público que compareceu nesta quinta (11), primeiro dia de competição, foi grande. Fã do esporte, Fabio Vassel trouxe a família toda de São Paulo para curtir o retorno do esporte aos Jogos Olímpicos após 112 anos. Mas foi preciso muito amor da esposa Flavia, já que coube a ela carregar o carrinho da filha Mila pelo percurso enquanto a pequena ficava nos ombros do pai. Mesmo com os perrengues, a experiência foi positiva.

"Ele é muito fã do esporte, costuma jogar e está todo empolgado. Fora que é bacana ver os jogadores de tão perto. É um momento histórico, o campo está muito lindo e vale o esforço para acompanhar cada detalhe", disse Flavia.

André, Kouchi e Andrea Yui acompanharam o fim do circuito na arquibancada (Foto: Rio 2016/Rafael Cavalieri)

Para quem não quer andar muito, a arquibancada fica posicionada em frente ao último dos 18 buracos. Andrea, André e Kouchi Yui caminharam pelo campo, mas resolveram assistir ao fim sentados nas cadeiras.

"É uma caminhada interessante, mas bem cansativa. Aqui podemos acompanhar a chegada e dar uma descansada", disse Andrea.

Tacada histórica empolga britânicos

Em função da empolgação dos torcedores brasileiros, esta vem ficando conhecida como a mais animada edição dos Jogos Olímpicos. Mas no golfe, os momentos que antecedem a tacada precisam de silêncio absoluto. Os voluntários que trabalham no campo levantam placas para lembrar o público que mostrou bastante respeito. Mas quando a bola acerta ou não o buraco as reações estão liberadas. E houve aplausos e gritos muito empolgados nesta quinta. Afinal de contas, pela primeira vez em uma edição de Jogos Olímpicos aconteceu um "hole-in-one", quando o golfista acerta o buraco na primeira tacada. O responsável pelo feito foi o britânico Justin Rose.

Jack, John, Janet e Laurie Miller viram de perto o inédito hole-in-one do britânico Justin Rose (Foto: Rio 2016/Rafael Cavalieri)

O fato empolgou e muito a família Miller. Jack, John, Janet e Laurie vieram de Londres para curtir o jogo e não seguraram a emoção com o feito do compatriota. "Foi um momento histórico. Já tinha assistido a outras partidas de golfe, mas nunca visto um hole-in-one ao vivo. Aí não tem como segurar o grito", afirmou Jack.