Após superar infarto, atiradora Janice Teixeira estreia nos Jogos aos 54 anos
Atleta da prova da fossa Olímpica, brasileira teve problema saúde há oito anos e não pensa em aposentadoria
Atleta da prova da fossa Olímpica, brasileira teve problema saúde há oito anos e não pensa em aposentadoria
Janice Teixeira quebrou o recorde sul-americano da fossa Olímpica em 2015, quando garantiu sua vaga no Rio 2016 (Foto: Divulgação)
A atleta mais velha da delegação brasileira no Rio 2016 é uma estreante nos Jogos Olímpicos. Janice Teixeira, do tiro esportivo, levou 54 anos para chegar ao maior evento esportivo do mundo e precisou superar um grave problema de saúde no caminho: em 2008, a atleta da prova da fossa Olímpica sofreu um infarto.
“É minha primeira vez nos Jogos Olímpicos. Estar aqui como atleta é uma honra e encaro como um presente de Deus depois do que aconteceu em 2008. Estou muito feliz”, diz a brasileira.
O problema ocorreu no período dos Jogos Olímpicos de Pequim, quando Janice trabalhava como comentarista em um canal de televisão. Os diagnósticos apontaram problemas pessoais enfrentados pela atiradora na época como causa do infarto, que desapareceu da mesma forma que chegou, sem deixar vestígios.
“Fui levada para o hospital com todo o lado esquerdo do meu corpo paralisado. Não conseguia nem falar. Após 40 minutos, eu já estava em meu estado normal. Nem mesmo a equipe médica entendeu bem como isso aconteceu”, relembra Janice.
Janice Teixeira conduziu a tocha Olímpica em Bento Gonçalves no início de julho (Foto: Rio 2016/André Mourão)
Apesar da estreia Olímpica tardia, Janice não vê o Rio 2016 como estreia e despedida dos Jogos ao mesmo tempo. Determinada, a gaúcha, que conduziu a chama Olímpica em Bento Gonçalves (RS), faz planos de voltar a disputar os Jogos no futuro.
“A idade não é um fator determinante no tiro esportivo. Quem acha que estou aqui no Rio para encerrar minha carreira está muito enganado. Vou lutar por uma vaga em Tóquio 2020. O que aconteceu comigo foi muito grave, mas estou aqui para mostrar ao mundo que se você quer alguma coisa, você pode conseguir”, resume a veterana, que já esteve em quatro edições dos Jogos Pan-Americanos e ganhou a medalha de bronze em Santo Domingo 2003.