Adolescentes conduzem tocha Olímpica em parceria do Unicef com Rio 2016
Menino pataxó de Porto Seguro será primeiro entre seis meninos e meninas que representam 2,2 bilhões de crianças e adolescentes
Menino pataxó de Porto Seguro será primeiro entre seis meninos e meninas que representam 2,2 bilhões de crianças e adolescentes
Breno dos Santos Ferreira, adolescente pataxó de 14 anos, morador da Aldeia Barra Velha, área rural de Porto Seguro, é o primeiro a conduzir a tocha Olímpica por meio da parceria do Unicef com o Rio 2016, que levará três meninas e três meninos para conduzir a chama e, ao mesmo tempo, representar 2,2 bilhões de crianças e adolescentes de todo mundo. A participação desses jovens tem a importante missão de incluir crianças e adolescentes no universo esportivo. A chama chega nesta quinta-feira (19) em Porto Seguro.
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Integrante do projeto Território de Proteção, realizado pela ONG Tribos Jovens, Breno pratica futebol e esportes tradicionais da sua tribo, como corrida de revezamento com maracá, uma espécie de chocalho, arremesso de tacape e arco e flecha. “Ele foi uma criança muito esforçada para continuar os estudos, por isso foi escolhido para conduzir a tocha”, explica Wilke Torres de Melo, coordenador do projeto, que é parceiro do Unicef.

A tocha está na Bahia! Veja por onde ela já passou e por onde ainda passará
O Território de Proteção atende 200 jovens na aldeia de Breno e trabalha para proteger crianças e adolescentes de situações de vulnerabilidade por meio da cultura e do esporte. E o eleito está ansioso pelo momento de conduzir a chama. “Minha mãe, minha avó e meus irmãos ficamos todos muito emocionados. Eu vou carregar a tocha olímpica! ”, exclamou Breno.
Conheça as outras crianças do projeto:
Edilson Freitas Filho se dedica ao protagonismo juvenil
O segundo adolescente a conduzir a tocha é Edilson Freitas da Silva Filho, de 14 anos. Ele mora no bairro rural de Aracatiaçu, a 60 quilômetros de Sobral (CE), onde vai conduzir a tocha no dia 8 de junho. Edilson perdeu a mãe 12 dias após seu nascimento e foi criado pelos avós maternos. Ele estuda em tempo integral no Projeto de Vida, Formação Humana e Protagonismo Juvenil.
Rayanne Xavier, adolescente empoderada
Primeira mulher do grupo a conduzir a tocha Olímpica, Rayanne da Silva Xavier, de 16 anos, é uma adolescente empoderada. Ao lado de outros jovens, ela coordena o Nucel (Núcleo Comunitário de Esporte e Lazer), na comunidade rural em que mora, na cidade de São Luís (MA). No projeto, ela pratica esportes e estimula crianças a praticar esportes. Onde mora, ela presencia jovens em situação de vulnerabilidade e quer mudar essa situação. No dia 12 de junho, ela terá a chance de dar voz a essa causa conduzindo a chama na sua cidade.
Adriana Santos, uma vida como de outras meninas
A paraense de Belém Adriana Almeida Santos, de 14 anos, nasceu com paralisia cerebral, mas as dificuldades motoras não impediram que ela leve uma vida como de outras meninas de sua idade. Adriana está no 6º ano e, além de caminhar até a escola todos os dias, ela treina corrida, arremesso de peso e salto à distância no Centro de Referência em Inclusão Educacional. Como atleta paralímpica, ganhou medalhas de ouro no salto à distância e de prata no arremesso de peso. Ela conduz a tocha no dia 15 de junho, na sua cidade natal.

Ingra Mendes, energia para estudos e práticas de cidadania
Ingra Rodrigues Mendes, 16 anos, moradora da comunidade ribeirinha de Carreiro da Várzea (AM) vai participar do revezamento, dia 19 de junho, em Manaus. Todos os dias ela leva uma hora e meia para chegar à escola, em um trajeto que precisa ser feito de barco, caso o rio esteja cheio. Ainda assim, Ingra também pratica esportes e participa de atividades relacionadas à cidadania dos jovens da comunidade. Ela sonha em cursar biomedicina.
Walas do Santos sonha com o futebol profissional
O último dos condutores escolhidos pelo Rio2016 e pelo Unicef é do Rio de Janeiro, cidade-sede dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos 2016. Walas Souza dos Santos tem 15 anos e mora no Morro dos Prazeres, em Santa Teresa. Apaixonado por futebol, ele descobriu no esporte uma nova maneira de ver a vida e, embora não tenha quadra na escola, consegue treinar três vezes por semana na própria comunidade e participa de campeonatos. Seu sonho, claro, é ser jogador profissional. Onde mora, ele ajuda em mutirões de limpeza e reciclagem, além de trabalhar como monitor de esporte junto às crianças. A sua participação no revezamento, no entanto, vai acontecer longe de casa, em Curitiba (PR), no dia 14 de julho.
