Astro da luta Olímpica, o cubano Mijaín López já tem experiência em levar a bandeira de seu país na cerimônia de abertura dos Jogos. No Rio 2016, o gigante de 1,98m e 130kg ganha essa honra pela terceira vez seguida – foi o escolhido também em Pequim 2008 e Londres 2012, quando conquistou a medalha de ouro.
Porta-bandeira da delegação do Chipre, Pavlos Kontides é o único medalhista Olímpico da história do país. O velejador ganhou a prata na classe Laser em Londres 2012.
O Rio2016.com fez uma entrevista bem bacana com Steve Boyd. Ele conta as diferenças entre os voluntários brasileiros e ingleses, diz que incentiva muito a paquera em seus ensaios e que a maior coreografia que organizou teve 12 mil crianças, em Omã, em 2010.
Quer saber mais? Leia aqui. (Foto: Rio 2016/Alex Ferro)

Atleta da ginástica de trampolim, Rosannagh MacLennan conquistou o único ouro do Canadá em Londres 2012. O feito valeu à esportista de 27 anos o direito de carregar a bandeira do país na cerimônia de abertura do Rio 2016. (Foto: Getty Images/Clive Brunskill)

Está confuso com tanta gente entrando e saindo do estádio? Pois tudo é milimetricamente pensado com cálculos de aritmética e geometria. Uma ciência bem exata comandada por Steve Boyd, nosso homem das multidões, um americano que já participou de 13 Jogos Olímpicos de Verão e Inverno.
Boyd é diretor de movimento de massa e protocolo da cerimônia de abertura. Em Londres 2012, foi chefe de coreografia de massa das quatro cerimônias dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos. Lembra do segmento da Revolução Industrial? Ele calculou tudo. Na foto, ele fala com voluntários do Rio 2016. (Foto: Rio 2016/Alex Ferro)

Os ambulantes das areias são personagens clássicos das praias cariocas e passaram a ser Patrimônio Cultural e Imaterial do Rio em 2012. Durante a parada, eles auxiliam o fluxo, fazem graça e distribuem souvernires aos atletas, como chapéus, cangas, óculos e até biquínis. (Foto: Rio 2016/Alex Ferro)

Fernando Meirelles comenta: “Hoje em dia, a única tecnologia que existe para trazer de volta o carbono da atmosfera que está aquecendo o planeta é a das árvores. Plantar florestas ainda é a maneira mais barata, efetiva e de larga escala para diminuirmos a velocidade com que o planeta se aquece”.
Na foto, Meirelles conversa com Leonardo Caetano, diretor de cerimônias do Comitê Rio 2016. (Foto: Rio 2016/Alex Ferro)

A figurinista teatral Fabíola Fontinelle, 29 anos, está entre os 30 voluntários pedalando com as plaquinhas dos países. Além dela, há outras quatro transexuais no grupo.
Fabíola vai dar sete voltas ao redor do Maracanã, levando placas de sete países. Em um dos ensaios, ela nem se mostrava cansada. “Parei de fazer academia, são muitas voltas”, brincou. “Adoraria levar o nome do Brasil, claro. Mas encaro qualquer país, porque o que importa aqui é a diversidade, a união.”
Foto: Rio 2016/Julio Stotz

Já dá para ver alguns atletas levando os tubetes até as torres. Andrucha Waddington comenta: “Não estamos inventando nada, e sim resgatando um gesto que já foi realizado aqui, no próprio Rio de Janeiro, e que acontece no mundo inteiro. É preciso cuidar de onde vivemos”.
O Rio de Janeiro tem a maior floresta urbana do mundo, a Floresta da Tijuca, que foi toda replantada por Dom Pedro II a partir de 1862. Na época, a região havia sido devastada com a retirada de madeira e com as fazendas de café, que fizeram secar os mananciais e levaram à falta de água na cidade. Em 13 anos, foram plantadas cerca de 100 mil mudas.
Foto: Rio 2016/Alex Ferro

Porta-bandeira da delegação australiana, Anna Meares, do ciclismo de pista, foi às três últimas edições dos Jogos e ganhou cinco medalhas, incluindo dois ouros. A atleta é embaixadora de diversas causas humanitárias ao redor do mundo. (Foto: Getty Images/Clive Brunskill)

Qual é a música? Beto Villares, da dupla de direção musical da cerimônia, explica: “A trilha da Parada dos Atletas tem, como demanda, a dupla função de ser divertida e impor um ritmo que dê certo, pois são mais de 10 mil esportistas entrando no estádio”.
Há músicas recentes e remixes de artistas de vários lugares do Brasil, como Felipe Cordeiro (PA), Turbo Trio (RJ), Aláfia (SP), Rodrigo Caçapa (PE), Siba (PE), Chico Correia (PB), Marcio Wernek (SP) e Luisa Maita (SP), além do DJ Maga Bo e do projeto Faze Action, ambos dos EUA. O próprio Beto também compôs para a festa um batuque-guitarrada chamado “Meio Dia em Macapá”.

Escolhido como porta-bandeira da Argentina, Luis Scola é um dos quatro remanescentes da geração dourada do basquetebol do país, que venceu os Estados Unidos e ficou com o ouro em Atenas 2004. Os outros são Manu Ginóbili, Andrés Nocioni e Carlos Delfino. (Foto: Getty Images/Jamie Squire)

A parada tem pouco menos de duas horas. Vamos preencher este tempo com várias curiosidades dos países, atletas e do próprio espetáculo, incluindo vídeos e entrevistas.
Notaram quem vem trazendo o nome de cada país? São 30 voluntários em triciclos criados pelos designers Pedro Garavaglia e Olivia Ferreira, do estúdio carioca Radiográfico, com a ajuda do artista Rossy Amoêdo. Cada delegação também entra com um time de ritmistas de escola de samba – 180 no total. Tudo para manter os atletas no tempo certo.
Na foto, o estacionamento das bikes, no estádio, na época da produção. #MadeInMaracanã

E a Grécia é anunciada! Começa a parada dos atletas. O país lidera o desfile para honrar o lugar de nascimento dos Jogos Olímpicos. O time é seguido pelas equipes do resto do mundo em ordem alfabética - com exceção do Brasil, país anfitrião, que encerra a festa. Serão cerca de 11 mil atletas de 205 países, além de uma delegação de independentes e outra de refugiados.
Antes de entrar para o desfile, os atletas recebem sementes e um tubete com substrato para plantar uma árvore nativa do Brasil. Eles colocarão os tubetes nas torres de espelho, e as novas mudas formarão a Floresta dos Atletas no Parque Radical, em Deodoro, um legado para o Rio.
Entre as sementes estão angico amarelo, araçá da praia, cacau selvagem e cajá-mirim.
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