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A volta do golfe
Agentes jovens experimentam esporte que, após 112 anos, voltará a ser disputado nos Jogos
Agentes jovens experimentam golfe no evento de formação (Foto: Rio2016/Alexandre Loureiro)
Ainda pouco praticado no Brasil, com apenas 20 mil golfistas no país, o golfe é um esporte de precisão, que exige muita concentração e treino. Ganha a partida quem conseguir acertar a bola em todos os 18 buracos do percurso com o menor número de tacadas.
O desafio é grande: a bola precisa ler lançada a longas distâncias, que chegam a 250 metros. Na formação dos agentes jovens no último dia 12, os estudantes puderam experimentar pela primeira vez o esporte que, após 112 anos, voltará a ser disputado nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016.
“No golfe, os valores são muito importantes. É fundamental ter honestidade, integridade e responsabilidade”, enfatiza o diretor técnico da Confederação Brasileira de Golfe, Nico Barcellos. Como não existe a supervisão de um árbitro (mesmo nos torneios, o árbitro só é chamado em caso de dúvida), o golfista deve sempre jogar limpo e respeitar os concorrentes.

Além de muita precisão para as tacadas, o jogador também deve ter um bom condicionamento físico para percorrer todo o campo de golfe. Durante o percurso de 18 buracos, o golfista caminha em média oito quilômetros durante quatro horas.
Para os iniciantes, o golfista recomenda buscar o auxílio de um profissional. “O golfe é um esporte muito difícil e o primeiro professor é muito importante, pois é essencial ter bons fundamentos”, conta Barcellos. Ele também sugere começar o quanto antes possível: crianças a partir de 3 anos já podem dar as primeiras tacadas. Não existe limite de idade para prática do esporte.
O primeiro campo de golfe público oficial do Rio de Janeiro está sendo construído para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016 e ficará na região da Barra da Tijuca, na Zona Oeste. Atualmente, o único campo público-privado do estado do Rio fica em Japeri, na Baixada Fluminense. O campo abriga uma escolinha de golfe que atende a mais de 120 crianças da região e também está aberto ao público. Os interessados em praticar o esporte podem procurar a Associação Golfe Público de Japeri (telefone: 2664-4229), alugar o equipamento e reservar aulas com um dia de antecedência. A diária para usar o campo custa R$ 25 de segunda à sexta-feira e R$ 50 nos fins de semana.

Já as escolas interessadas em introduzir o golfe no ensino da Educação Física podem contar com o apoio do projeto Golfe para a Vida, da Confederação Brasileira de Golfe. O projeto capacita professores para trabalharem o esporte nas escolas, oferece equipamento adaptado para piso liso (cimento ou grama) e acompanha a formação de crianças e adolescentes entre sete e 14 anos nas cidades do Rio de Janeiro, Curitiba, Brasília e Porto Alegre. “Nosso objetivo é que 200 mil crianças tenham contato com o golfe até 2016”, diz o coordenador do projeto, Thiago Menezes. As escolas interessadas podem obter mais informações pelo e-mail tmenezes@cbg.com.br.