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14/12/2015

Sexo frágil? Que nada!

Luiza Trajano e Adriana Behar falam sobre igualdade de gênero em debate promovido pelo Transforma
Sexo frágil? Que nada!

Luiza Trajano e Adriana Behar conversaram sobre o empoderamento da mulher no esporte e mercado de trabalho (Foto: Rio 2016/André Redlich)

Você sabia que em 1920, na primeira participação do Brasil em Jogos Olímpicos, não havia nenhuma mulher competindo? Só em 1932, Maria Lenk (natação) fazia a estreia das mulheres. As primeiras medalhas vieram só em 1996, em Atlanta. De lá para cá muita coisa mudou, mas ainda há muito a ser feito. Foi exatamente sobre esse tema “Obstáculos à igualdade de gênero no esporte e na vida!” que Luiza Trajano (empresária e Conselheira do Comitê Rio 2016) e Adriana Behar (medalhista Olímpica de vôlei) conversaram no começo de dezembro, durante a segunda edição do Diálogos Transforma, evento desenvolvido pelo programa de Educação do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, no auditório dos Correios.

Nos últimos Jogos, realizados em Londres, a delegação brasileira contava com 123 mulheres (47% da delegação), mas nem sempre foi assim. “No início, as premiações eram menores para as mulheres e a justificativa é que não estávamos no mesmo nível”, comenta Adriana Behar, um dos principais nomes do vôlei de praia do Brasil, com duas medalhas de prata em nos Jogos de 2000 e 2004.  Com 800 lojas e 25000 funcionários, Luiza Trajano acredita que a melhor saída para o mercado de trabalho seriam cotas provisórias. “Muitos países adotaram essa medida e foram bem sucedidos. Temos que ter mais mulheres nos conselhos das empresas, por exemplo”, afirma ela.  

O debate foi extenso e contou com a presença de professores, secretários de educaçãoe e atletas. Para que você não fique de fora, separamos três dicas dessas mulheres inspiradoras:

1. Não tenha culpa!, por Luiza Trajano – “Existem mães que trabalham fora e os filhos são ótimos e outros que a mãe fica em casa e os filhos não são exemplares. Não fui preparada para ser boa mãe, trabalhei muito a vida inteira. Hoje, tenho um filho que está me sucedendo na empresa, uma filha chef e outra ligada à educação.”

 2. Estimule a prática de esportes variados!, por Adriana Behar – “Tive muito apoio dos meus pais e liberdade para praticar vários esportes. Não tem essa de modalidade de menino e menina, esporte é para todo mundo”.

 3. Aceite as diferenças, por Luiza Trajano – “As pessoas são diferentes, possuem habilidades diferentes. Temos que ressaltar o melhor delas. ”

 Lançado em 2013 e com mais de 4 milhões de alunos impactados presencialmente, o Transforma - programa de Educação dos Jogos Rio 2016 – tem como objetivo promover o primeiro contato com esportes pouco convencionais no país, como rugby e goalball, e desenvolver atividades que disseminem Valores Olímpicos e Paralímpicos, como a amizade, inspiração e coragem. Com o auxílio do programa, temas polêmicos como sedentarismo e indisciplina foram tratados em salas de aula através de atividades desenvolvidas pelas próprias escolas, como feiras de esportes e dias olímpicos, que contaram com experimentação esportiva, cerimônias de abertura e maquetes sobre alimentação e doping. “A escola e o esporte têm um papel muito importante para a formação do indivíduo. O contato com valores e o estímulo provocado por estes debates podem inspirar educadores e alunos a tratarem diversos temas com mais facilidade”, comenta Vanderson Berbat, Gerente de Educação do Comitê Rio 2016.