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08/12/2014

Os craques em campo

Jovens vencedores do terceiro desafio do Transforma visitam Maracanã
Os craques em campo

Alunos tiram selfie na beira do gramado

O Maracanã já foi palco de muitas das maiores conquistas do futebol mundial. Na última quarta-feira, dia 4, mais um time escreveu seu nome na história do estádio. Nada de Fluminense, Flamengo, Vasco, ou Botafogo. Os grandes premiados foram os jovens do Transforma, vencedores do terceiro desafio.

A atividade incentivou as escolas a fotografarem cenários interessantes do Rio de Janeiro para serem apresentados aos mascotes Rio 2016. As escolas municipais Zélia Braune (Jardim América), Ceará (Inhaúma) e Conjunto Praia da Bandeira (Ilha do Governador) foram as três campeãs na eleição popular realizada no site do Transforma.

Depois do esforço e mobilização para votar, a recompensa veio em um passeio guiado no Maracanã. Para muitos, a primeira vez em um lugar tão simbólico da cidade.

“Gosto muito de futebol, mas só via pela televisão. Hoje caminhei por dentro do estádio, tirei foto no túnel de acesso dos jogadores. Mas o que mais me impressionou foi conhecer o lugar onde eles se aquecem. A temperatura é sempre igual à do gramado!”, conta William Pessoa, de 15 anos, da Escola Municipal Ceará.

Com a altura de um goleiro profissional, Bernardo da Silva, de 14 anos, gostou mais dos vestiários. “Vi a camisa de jogadores famosos, que fizeram história aqui”, conta o aluno, de 1,94 metro, da Escola Municipal Conjunto Praia da Bandeira.

Um desses jogadores com momentos marcantes no estádio é Augilmar Silva Oliveira, mais conhecido como Gilmar Popoca. Ex-atleta de clubes como São Paulo e Botafogo, o meio-campista escreveu sua história no Flamengo. Foi bicampeão brasileiro, e atualmente treina a categoria de base da equipe carioca. Gilmar foi ao Maracanã conversar com os jovens do Transforma sobre o momento mais importante de carreira: a participação nos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 1984.

“Ganhamos a medalha de prata, fui artilheiro e eleito o melhor jogador do torneio pelo Comitê Olímpico Internacional. Vestir a camisa da seleção brasileira e participar de um evento esportivo dessa magnitude é algo que não vou esquecer jamais”, contou ele, enquanto os alunos observavam a medalha Olímpica. “Passo para os meus atletas o quanto o estudo é essencial. Não adianta ser um craque, porque em algum momento você vai ter que se aposentar dos gramados. Esporte e escola têm que caminhar lado a lado.”

Quem também apareceu no evento foram os mascotes Rio 2016. A dupla brincou com as crianças e posou para fotos. Ainda não batizados, os mascotes ajudaram os jovens a votarem nos nomes: Oba e Eba, Tiba Tuque e Esquindim ou Vinicius e Tom.

“Achei os mascotes lindos. A escolha dos nomes está um dilema na escola. Eu gosto de Oba e Eba, tem mais sonoridade, fica mais fácil da pessoa vibrar durante os jogos”, explica a professora de Educação Física Sheila Vale, da Escola Municipal Zélia Braune. “As crianças estão radiantes. Viemos de uma área carente no Rio de Janeiro, a metade não conhecia o Maracanã. Quando elas pisaram no gramado, foi fantástico”, completa ela.