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Oficina inspira alunos para desafio de selos do Comitê Rio 2016
Desenhos feitos pelas crianças podem ser impressos em série comemorativa dos Correios
Cerca de 70 alunos da Escola Municipal Vicente Licínio Cardoso fizeram desenhos para o desafio Nossos Selos Rio 2016 (Foto: Rio 2016/Stefano Giorgi)
Há várias formas de fazer parte dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016. É possível ir a audições e tentar uma vaga entre os dançarinos das cerimônias de abertura e encerramento. Também dá para ser do time de voluntários que, entre outras coisas, orientam os espectadores nas instalações e trabalham como motoristas para transportar atletas entre a Vila e as arenas de competição. Mas, na manhã da quarta-feira, 30 de março, foi com desenhos feitos à mão que alunos do 7º ano da Escola Municipal Vicente Licínio Cardoso deixaram sua marca nos Jogos Rio 2016. As crianças de entre 11 e 13 anos colocaram na ponta do lápis as dicas recebidas de colaboradores das áreas de Educação, Gestão de Marcas e Licenciamento do Comitê e, assim, passaram a participar do desafio Nossos Selos Rio 2016. Dele, sairão os desenhos que ilustrarão os selos comemorativos dos Correios pela atual edição dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos.
A vocação artística da escola ficou clara assim que o time do Comitê entrou no ateliê, repleto de lindos quadros, feitos por estudantes da instituição com tinta, colagens e até cascas de árvores. Nas folhas distribuídas para os alunos desenharem, as formas que surgiam com maior frequência eram os aros Olímpicos, a inscrição “Rio 2016” e o Pão de Açúcar. Outros marcos da cidade, a exemplo dos Arcos da Lapa e das praias cariocas, também foram muito lembrados. “Estou me sentindo feliz de participar de um evento tão importante. Pensei nas paisagens e que os estrangeiros podem ficar tranquilos que aqui é tudo muito bonito. Não só os brasileiros, como todo o pessoal de outros países pode vir participar dos Jogos e competir contra nós. Eles serão sempre bem-vindos”, explicou Robson Dias, 12, que desenhou a imagem da Baía de Guanabara com um barco colorido para dar as boas-vindas a atletas dos Estados Unidos.
Bárbara Tavares, por outro lado, não buscou inspiração na natureza carioca, e sim dentro da sala que ocupava. Ao terminar seu desenho, a menina de 12 anos levantou da cadeira e foi entregar sua folha ao professor de Artes Visuais Marco Aurélio Machado. Quando pegou o papel, o docente se chocou: estava olhando para a própria imagem, reproduzida pela aluna no centro do selo em forma de seixo dos Jogos Rio 2016. “O meu professor é muito legal. Ele não tem uma das mãos e desenha muito bem. Isso me traz inspiração. Uma coisa que ele sempre conversa muito com a gente é sobre respeito, que eu acho que é uma das coisas mais importantes que existem”, afirmou Bárbara, citando inconscientemente um valor Olímpico e outro Paralímpico. E completou: “Eu, como várias outras pessoas aqui, não desenho muito bem. Mas o que conta é a intenção e a maneira como você desenha. Se você tem alegria em fazer isso, por que não?"
Com esse exemplo de excelência, a menina já chega a três valores descritos em algumas poucas frases.
Alvo da homenagem – e de um caloroso abraço ao receber o papel que a continha –, Marco Aurélio tem na ponta da língua a explicação para o afeto demonstrado pelos alunos. “Todo o ambiente em que a gente ensina faz uma ligação de proximidade do aluno com o professor. Eu fico feliz em poder passar toda essa gama de carinho, de amor. Isso faz com que eles se espelhem em todos os valores que eles percebem no professor: carinhoso, amoroso, atencioso... Amigo”, resume o docente.
O desafio Nossos Selos Rio 2016 recebe inscrições até o dia 2 de abril. Para participar, baixe aqui o aplicativo Meu Rio 2016.