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19/10/2015

Festival Esportivo anima Duque de Caxias

Cerca de mil pessoas aproveitam a experimentação de esportes Olímpicos e Paralímpicos
Festival Esportivo anima Duque de Caxias

Mascotes Vinícius e Tom fizeram até passinho de funk (Foto: Rio 2016/André Redlich)

A Vila Olímpica de Duque de Caxias fez jus a seu nome na manhã do último sábado, 17, quando abrigou pela primeira vez o Festival Esportivo Transforma. O evento deu às mil pessoas presentes – em sua grande maioria alunos da rede pública de ensino – a possibilidade de experimentar diversos esportes Olímpicos e Paralímpicos. As mascotes Vinícius e Tom estavam lá para receber a garotada, que pôde também curtir e tirar fotos com a Tocha dos Jogos Rio 2016.

O envolvimento dos estudantes era notável, principalmente quando praticavam esportes que até então desconheciam. Foi assim com o goalball – o uso de venda despertou curiosidade entre os jovens –, a esgrima e o badminton. Com regras adaptadas para uma experiência mais lúdica, o rúgbi também foi uma grande atração. “Os conceitos do nosso esporte trazem um grande aprendizado motor para as crianças. Nós adaptamos o jogo para que eles peguem muito na bola, passem muito e consigam fazer muitos pontos”, explicou Marcel Santos, 29, instrutor da CBRu (Confederação Brasileira de Rúgbi). “Eles chegam ressabiados, mas todos saem com um grande sorriso no rosto”, concluiu ele.

Era assim que estava o aluno Luiz Santos, 14, em um intervalo entre as experimentações esportivas no ginásio da Vila Olímpica. Nesse ambiente ficava boa parte das estações de esportes Paralímpicos. Perguntado sobre a experiência de se colocar na situação de atletas com deficiência, o rapaz foi sincero. “Quando a gente vê de fora, acha fácil praticar esses esportes, mas é muito difícil”, admitiu. O basquete em cadeira de rodas foi a disciplina de que Luiz mais gostou. Por quê? Ele explicou: “Tem que girar as rodas da cadeira e não pode parar de quicar a bola.”

Outro atrativo do ginásio era a esgrima. Com dois floretes (assim se chama a ‘espada’ usada no esporte) de plástico e duas máscaras de proteção à disposição, os jovens não queriam deixar a pista de disputa. É o que contou o instrutor Luciano Rossato, 36: “O mais bacana é o brilho no olhar das crianças. À medida que trabalhamos a movimentação e o porte do florete, elas se liberam.” Segundo Luciano, a esgrima é tachada como esporte de elite. Para ele, um equívoco. “A gente trabalha o conceito de que dá, sim, para fazer esse esporte. Qualquer pessoa, de qualquer idade e qualquer peso, pode praticá-lo”, afirmou. Assista ao vídeo da série “Aprenda a Ensinar” e descubra como.

O Festival Esportivo Transforma teve também visitas ilustres. Jacqueline Silva e Sandra Pires, primeiras atletas femininas brasileiras medalhistas de ouro Olímpico – feito alcançado em Atlanta-96 –, compareceram à Vila Olímpica de Duque de Caxias para interagir com a garotada. A dupla, mais conhecida como Jackie e Sandra, bateu bola com as crianças na estação de voleibol e deu uma volta pelo local. “Nasci em Caxias e, na minha época, não tinham muitos projetos como hoje. A vinda dos Jogos vai motivar muita gente”, afirmou Sandra.

Para além da rápida passagem pelo festival, Jackie se faz presente no município de maneira marcante. “Tenho um projeto em Caxias há dois anos. O esporte faz um papel muito importante”, ensinou a atleta Olímpica.

Ao final das degustações oferecidas, que, além das disciplinas já citadas, incluíam ainda golfe, atletismo, tênis, voleibol, futebol de 5, handebol, taekwondo, voleibol sentado e até vela (na categoria RS:X, popularmente conhecida como windsurfe), os estudantes lotaram as arquibancadas do ginásio para o show de encerramento. Antes de uma partida de exibição de rúgbi sobre cadeira de rodas, Vinícius e Tom deixaram o público de pé com uma batalha do passinho ao som de funk carioca. Ao cantar “vem que a nossa festa é hoje”, a garotada deu o tom: o festival foi só alegria.