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Encontro de gerações
Alunos praticantes de hóquei sobre grama vão a evento-teste torcer e ouvir dicas da seleção
Estudantes da Escola Municipal Rosa da Fonseca tiram foto com Bruno Mendonça, que marcou um dos gols da partida do Aquece Rio (Foto: Rio 2016/Alexandre Loureiro)
Depois de estrear no Aquece Rio de hóquei sobre grama com um empate em 1 a 1 contra Trinidad e Tobago, a seleção brasileira venceu a equipe mexicana por 2 a 0 na última quarta-feira, 25, no Centro Olímpico de Hóquei, em Deodoro. Enquanto os jogadores de verde e amarelo construíam a vitória, um grupo de jovens vibrava, cantava e, acima de tudo, esperava na arquibancada. Eram os alunos da Escola Municipal Rosa da Fonseca, de Deodoro, um destaque na prática de hóquei sobre grama, que ansiavam pelo apito final da partida para interagir com os atletas.
Ao descer da zona de espectadores para o campo, a garotada aproveitou para experimentar a instalação Olímpica com uma curta partida, sob orientação de seu técnico, o argentino Eduardo Righi, ex-seleção brasileira. "Já tinha vindo aqui antes da reforma, mas nunca pensei que ia ficar assim. Fiquei emocionada por jogar em um campo desses", contou Yasmin da Silva Lopes Angelim, de 16 anos.

A partida entre seleções vista pouco antes da arquibancada mereceu elogios de Talita Gabriela de Matos, aluna de 15 anos da E.M. Rosa da Fonseca. "Eles jogam muito bem! Vi que posso aprender mais para meus treinos na escola", afirmou.
Quando os jovens enfim ficaram frente a frente com os atletas, uma aluna logo perguntou: "Como foi para vocês chegarem aonde estão agora?" A resposta coube ao camisa 10 da equipe, Matheus Borges. "Comecei treinando no Colégio Militar e aqui em Deodoro, em um projeto da confederação, até ser convocado pela primeira vez pelo Cláudio Rocha, que é técnico da seleção até hoje", explicou o meio-campista e principal jogador do time nacional.
A timidez inicial de ambas as partes logo foi vencida pela conclusão de que um fator essencial une atletas profissionais e estudantes: dedicação. "Tem que correr atrás sempre para galgar coisas maiores. Não tem muito mistério, é saber dedicar e focar no que você quer. E estudar, com certeza", ensinou André Patrocínio, capitão da seleção brasileira, que cursa a faculdade de Educação Física.

Matheus Rocha classificou como positivo o contato com alunos que podem formar a próxima geração do hóquei sobre grama Olímpico. "É bem legal ver que tem criança jogando. Isso mostra que o trabalho que a gente está fazendo, com o 4º lugar no Pan de Toronto, ajuda a divulgar o esporte", afirmou ele, antes de concluir: "O Brasil já entendeu que não é só futebol. O mundo Olímpico é completamente diferente e está encantando muita gente."