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Dupla superação
Atleta e atleta-guia conversam com professores de educação física sobre treinamento para Jogos Paralímpicos
Alteta Jhulia Karol dos Santos, medalhista de bronze nos Jogos Paralímpicos de Londres em 2012 (Foto: Rio 2016/André Redlich)
Com 22 anos, a paraense Jhulia Karol Santos foi medalhista de bronze nos 100 metros rasos nos Jogos Paralímpicos de Londres em 2012 e é uma das apostas do atletismo brasileiro para o Rio 2016. Jhulia e seu treinador e atleta-guia, Fábio Dias, conversaram com professores de educação física que participaram da Capacitação em Esportes de Marca do Transforma.
Aos 9 anos, Jhulia perdeu a visão em função de uma meningite e, aos 15 anos, começou a correr. Com 17 anos, chegou ao Rio com o firme objetivo de receber um melhor treinamento.
Fábio só a conhecia por telefone e se surpreendeu no aeroporto ao encontrar pela primeira vez a atleta de 1,5 metro. Os atletas e os guias costumam ter uma estatura próxima, o que facilita o movimento na corrida. No caso de Jhulia e Fábio, muitos centímetros os separam.
“Eu tive que me adaptar e corro praticamente sentado para estar mais próximo da altura dela. Nesses momentos, eu tenho que esquecer que sou eu e tenho que ser a Jhulia”, contou Fábio, que já tem três edições de Jogos Paralímpicos no currículo.
Nas provas de pista (corridas), dependendo do grau de deficiência visual do atleta, ele pode ser acompanhado por um atleta-guia, que corre ao seu lado ligado por uma corda ou uma luva. O atleta-guia tem a função de direcionar o atleta, mas não deve puxá-lo nem ultrapassá-lo, sob pena de desclassificação.
“Estou treinando muito, de segunda a sexta-feira, para competir no meu quintal em 2016 e conquistar melhores resultados”, disse Jhulia, que é vice-líder do ranking mundial, atrás apenas de outra brasileira, Terezinha Guilhermina. Em outras palavras, Jhulia é a segunda mulher mais rápida do mundo entre os atletas Paralímpicos.
Se depender da confiança do treinador e guia, Jhulia será muito mais que uma aposta no Rio 2016:
“Acredito muito nela. A Jhulia sempre demonstrou uma consciência muito grande de onde poderia chegar como atleta”.