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23/03/2015

A bola está com eles

Formação de agentes jovens reúne 300 alunos de escolas públicas e particulares do Rio
A bola está com eles

(Foto: André Redlich/Rio2016)

Os dicionários definem líder como aquele que guia um setor de atividade ou uma competição. No último sábado, 300 alunos de escolas públicas e particulares do Rio de Janeiro se tornaram líderes dos Jogos Rio 2016. A formação de agentes jovens do Transforma reuniu estudantes de todas as regiões do estado, que esquentaram um sábado chuvoso e vestiram a camisa do programa.

O encontro aconteceu no CIASC (Centro de Instrução Almirante Sylvio de Camargo, da marinha brasileira), e foi dividido em dois turnos. De manhã, os alunos receberam uma formação teórica. Mas nada de professor e quadro negro. As atividades incentivaram o protagonismo e promoveram valores Olímpicos e Paralímpicos através de dinâmicas como a prova da argola, na qual os estudantes formavam juntos os aros Olímpicos, ou o desafio musical, em que as escolas compuseram uma canção para a torcida brasileira.

A programação foi conduzida por dois personagens especiais: Zeus, deus grego homenageado nos Jogos da Antiguidade, e Barão Pierre de Coubertin, criador dos Jogos da Era Moderna.

Natasha dos Santos, aluna do Colégio Estadual Maria Terezinha, na Praça Seca, destacou as informações sobre os Jogos Paralímpicos. “Foi novidade para mim, não conhecia quase nada dos esportes para pessoas com deficiência”, conta a jovem de 18 anos, uma das mais atentas à palestra do ex-atleta de futebol de 5, Marcos Lima.  

Cada escola enviou 8 alunos para se transformarem em agentes jovens, que têm a função de contagiar a comunidade escolar após a formação. Os estudantes foram acompanhados por dois tutores, que darão o suporte necessário durante as atividades do Transforma. Alessandra Pacheco, tutora do Instituto Francisca Paula de Jesus, no Méier, ficou impressionada com a empolgação dos jovens. “Eles já estão discutindo como vão fazer para motivar os outros alunos. Pediram para anunciar antes do hino nacional”, conta ela.

Depois do almoço, os alunos deixaram o auditório e se concentraram no ginásio. Em parceria com as confederações brasileiras, o Transforma ofereceu experimentações em sete esportes: goalball, vôlei, badminton, futebol de 5, basquete, taekwondo e luta Olímpica.

Tamara Regina, agente jovem de 16 anos do Colégio Estadual Collecchio, em Bangu, gostou de praticar o badminton. “Nunca tinha visto esse esporte. Foi difícil, a raquete é leve e a peteca pequena, errei muitas vezes, mas fui melhorando.” Já para Gabriel Albuquerque, da Colégio Estadual Olimpyo Marques, em Campo Grande, o desafio foi outro. “Jogo futebol, sou meio-campo, camisa 10. Mas o futebol de 5 foi novidade. Olhando parecia fácil, mas na hora que botei a venda, não conseguia acertar a bola”, explica o jovem de 16 anos.

Cinthia Garcia, do Colégio Estadual Pedro Álvares Cabral, em Copacabana, garante que o Transforma será importante para a escola. “Além da questão esportiva, esse tipo de iniciativa promove valores que os alunos levam para a vida e que ajudam na formação da cidadania. Foi um dia maravilhoso, de socialização entre várias escolas”, conclui a tutora.