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Rebatida no desinteresse
Capacitação esportiva apresenta hóquei e badminton como alternativas para aulas de educação física
Esforço para alcançar a velocidade da peteca (Foto: André Redlich/Rio 2016)
Todo professor de educação física sabe da dificuldade de convencer jovens pouco engajados em esportes a participarem ativamente das aulas. Por mais que o futebol, vôlei, basquete e handebol – o chamado quadrado mágico – agradem a maioria, uma parte dos alunos fica de fora das atividades físicas. A capacitação do Transforma na última segunda-feira, 06, apresentou o hóquei sobre grama e o badminton como alternativas viáveis para conquistar esses estudantes. O encontro reuniu 130 professores de escolas públicas e particulares na Vila Olímpica do Mato Alto, em Jacarepaguá.
“As crianças gostam de novidade. Queremos dar mais uma opção de esporte prazeroso, que desenvolve qualidades psicomotoras e valores nos jovens”, conta Marco Antônio Araújo, vice-presidente da FEBARJ (Federação de Badminton do Estado do Rio de Janeiro).
O professor de educação física Tony Carvalho, da Escola Municipal Tenente General Napion, na Maré, aprovou a experiência. “Um amigo professor já tinha feito o curso de badminton e me indicou. Achei maravilhoso! O único problema é acertar o tempo da peteca. A raquete tem furinhos pequenos, mas às vezes parece ter um buraco no meio”, brinca ele.
Outra opção de esporte para os alunos é o hóquei. Disputado na modalidade de grama nos Jogos Olímpicos, pode ser adaptado para as quadras de cimento das escolas, no estilo indoor.
O instrutor Igor Menezes, da FHERJ (Federação de Hóquei sobre Grama e Indoor do Rio de Janeiro), avalia a recepção do esporte nas escolas. “Todos os alunos estão nivelados, já que nunca tiveram experiência com o hóquei. Isso acaba atraindo aqueles que não gostam dos esportes mais habituais.” Durante a capacitação, Igor teve uma companheira internacional. Soledad Jimenez é atleta de hóquei sobre grama do River Plate, na Argentina. Ela conta que o esporte é bastante difundido no país, com várias divisões e categorias de base para meninos e meninas. “O hóquei sobre grama tem tudo para crescer no Brasil. A tática é parecida com a do futebol: mesmo número de jogadores, três ou quatro defensores, volante, atacante... O ensino nas escolas é fundamental para desenvolver os clubes e a seleção”, afirma ela.
Flávio Silva de Araújo, professor da Escola Municipal Mafalda Teixeira de Alvarenga, em Campo Grande, chamou a atenção para a possibilidade de se construir tacos com materiais alternativos. “Os instrutores mostraram que podemos aproveitar tubos de PVC e bolas de tênis ou pet shop.” Divertindo-se, Flávio conta que a maior dificuldade é manter a curvatura da coluna ao conduzir a bola. “Cansa muito, no final pedi para ser substituído!”
A próxima capacitação esportiva do Transforma será em luta Olímpica e esgrima, no dia 29/04, na Vila Olímpica de Vila Kennedy.