-
A tocha Olímpica fez um lindo revezamento em São Paulo no domingo (24) e aqueceu as expectativas de atletas, artistas e principalmente da população para a chegada dos Jogos Rio 2016.
-
Depois de "dormir" em São Paulo, a chama Olímpica conheceu o Beco do Batman, referência no grafite paulistano, na Vila Madalena, pelas mãos do jornalista Gilberto Dimenstein. "Tento fazer do meu bairro uma tocha para iluminar a cidade", disse.
-
Momento histórico
Por "ouro da paz" entre torcidas e nos Jogos Olímpicos, ídolos do futebol paulista conduziram a tocha e acenderam pira em São Paulo
Por Letícia Flores
O acendimento da pira de celebração, que encerrou o domingo de festa e revezamento da tocha Olímpica Rio 2016 em São Paulo neste domingo (24), foi especial. Três dos maiores ídolos do futebol brasileiro conduziram a chama até o palco montado no Sambódromo do Parque do Anhembi, na capital paulista.
O carioca Ademir da Guia foi um dos grandes jogadores do Palmeiras, ganhando da torcida o apelido de Divino. O ex-craque se apoiou nos valores Olímpicos para fazer seu pedido para o Rio 2016.
“Nós três somos de times diferentes, mas isso não quer dizer nada. Queremos Jogos Olímpicos sem violência", afirmou
Foto:Rio2016/Andre Luiz MelloO ex-jogador de futebol e eterno ídolo do Corinthians Rivellino, que fez parte da seleção brasileira campeã da Copa do Mundo de 1970, não teve a chance de participar de uma das edições dos Jogos Olímpicos, mas aposta no sucesso da competição que acontece em agosto no Rio de Janeiro.
“O esporte foi tudo na minha vida. Estou muito contente de conduzir esta tocha. Espero que os Jogos sejam fantásticos e que o Brasil possa conquistar muitas medalhas. Vamos provar para todo o mundo que podemos, sim, fazer grandes Jogos Olímpicos”, comentou.
O ex-goleiro Zetti, sempre lembrado pela torcida do São Paulo, endossa o coro do amigo e sonha com o ouro inédito no futebol masculino. Além da modalidade a qual se dedicou a vida toda, ele curte acompanhar o atletismo e o arremesso de peso.
“Eu acho que dessa vez vai dar medalha de ouro para a seleção brasileira de futebol. Vou estar na minha casa assistindo, dando força, mandando energia positiva para todos os atletas brasileiros”, disse.
Assista aos jogos das seleções brasileiras Olímpicas de futebol
-
Três eternos ídolos do futebol paulista, o ex-goleiro Zetti, do São Paulo, Rivellino, do Corinthians e Ademir da Guia, conduziram a tocha e acenderam a pira da celebração, encerrando uma linda passagem do símbolo dos Jogos Rio 2016 por São Paulo.
-
Parque do Anhembi lotado à espera da chegada da tocha Olímpica e o acendimento da pira da celebração. São Paulo fez uma festa bonita neste domingo (24) para receber o símbolo dos Jogos Rio 2016.
-
Carolina de Albuquerque saiu de Porto Alegre com 15 anos para jogar voleibol em São Paulo e nunca mais se mudou. "Eu amo a cidade e conduzir aqui é um prêmio enorme. Estar aqui é como estar no pódio com o ouro novamente." Ela falou também sobre as chances da seleção feminina conquistar o tricampeonato nos Jogos do Rio. "Estamos super prontas para o ouro, as meninas vão com tudo para essa conquista histórica e eu vou estar lá pra torcer".
-
Brilho de artistas
Artistas conduzem tocha Olímpica no revezamento em São Paulo
A passagem do revezamento da chama Olímpica por São Paulo, neste domingo (24), foi cheio de estrelas. Artistas da música e da televisão deram um toque especial ao tour da tocha pela capital paulista. O cantor Luan Santana conduziu a chama Olímpica dentro do estádio Pacaembu. Animado com a proximidade do Rio 2016, o ídolo das adolescentes aproveitou para dar seu incentivo às equipes brasileiras.
“Estou muito feliz, muito honrado. É um momento mais do que especial na minha carreira, na minha vida. A chama Olímpica une todos os povos, todos os continentes. Vamos, Brasil!”, disse.
E a passagem do ídolo sertanejo não poderia deixar de ter música e gritinhos das fãs, que ocuparam o estádio para ver Luan e a tocha.
A apresentadora Sabrina Sato recebeu a chama das mãos da cartunista e ativista transgênero Laerte Coutinho. Praticante de ginástica artística e natação na infância e adolescência, a musa da TV desistiu de seguir no esporte, ela admite, por vaidade.
“Sempre fui muito fã dos atletas e das famílias, porque abrem mão de muita coisa na vida para poder se dedicar ao esporte. Eu comecei a ficar com a batata da perna muito grossa e era muito vaidosa quando criança. Mas também... eu era muito boa, mas não muito disciplinada”, entregou, rindo.
Foto: Rio2016/Fernando SoutelloA apresentadora fez antes uma aula para entender como era o funcionamento da tocha. E quem foi seu professor foi o apresentador Tiago Leifert.
O cantor Daniel também marcou presença no revezamento. Ele vê os Jogos Olímpicos no Brasil como uma oportunidade de incentivar o esporte e os valores Olímpicos entre a juventude brasileira.
“A conscientização das crianças, mostrar que o esporte é fundamental na nossa vida, tanto para o nosso bem estar quanto para a união dos povos. São mais de 200 nações envolvidas, todos juntos, com um só pensamento: a felicidade, a esperança, a união, tudo aquilo que o esporte nos trás de bom”, comentou.
Ele também se "encantou" pela tocha e fez o que sabe de melhor antes do revezamento.
Um dos atores mais queridos do Brasil, com quase 50 anos de carreira no teatro, cinema e na TV, Tony Ramos conduziu a chama na avenida Brasil, nos Jardins. Ele fez questão de exaltar os atletas brasileiros e, de todos os que vão competir, ele destacou o ginasta Arthur Zanetti como uma dos grandes nomes do Rio 2016.
“Queria muito ver esse menino de ouro. Quanta coisa bonita vai acontecer nesta edição. Me honra muito ser convidado para participar do revezamento, mas mais do que isso, vejo esse convite como uma maneira de homenagear o atleta brasileiro. Estou feliz de poder participar, chamando atenção para o esporte. O país precisa disso”, ressaltou.
Foto: Rio2016/Fernando SoutelloAcompanhe de perto o desempenho dos melhores atletas do mundo
-
O escritor e dramaturgo Marcelo Rubens Paiva conduziu a tocha Olímpica na av. Sumaré neste domingo (24). Paiva é também um dos diretores criativos da cerimônia de abertura dos Jogos Paralímpicos Rio 2016.
-
A apresentadora de TV Sabrina Sato conduziu a tocha Olímpica neste domingo (24), em São Paulo. Ela está animada com os Jogos. "Adoro tudo da ginástica, tem coreografia, tem música. Gosto da emoção", disse.
-
Pela igualdade entre gêneros
Laerte conduz tocha Olímpica em São Paulo pela diversidade e inclusão
Por Patrícia da Matta
A cartunista, jornalista, ilustradora e ativista transgênero Laerte Coutinho foi um dos destaques da passagem do revezamento da tocha Olímpica Rio 2016 pela cidade de São Paulo (SP), neste domingo (24). Uma das artistas mais importantes do Brasil no campo das charges e ilustrações, Laerte foi a segunda representante da população transgênera a levar a chama Olímpica. A primeira trans a participar do revezamento foi a professora Bianka Lins, que conduziu a tocha em Curvelo (MG).
“Simbolicamente, conduzir a tocha é como fazer um desenho. Porque ela descreve um percurso em que haverá um final. Esse final, de certa forma, reúne a energia conduzida em todo esse trajeto. O fogo é uma simbologia forte de energia, de poder, de luz, de saciedade das necessidades humanas. Fico contente de fazer parte desse ritual todo”, comentou ela.
As participações de Laerte e Bianka têm um significado especial. Em novembro de 2015, o Comitê Olímpico Internacional (COI) divulgou novas regras de participação de atletas transexuais para os Jogos Olímpicos Rio 2016. A partir desta edição, homens podem participar dos eventos do COI sem nenhuma restrição e as mulheres precisam ter apenas uma quantidade de testosterona controlada para poder competir em equipes femininas.
“Com a decisão, o COI passa a incluir os atletas transgêneros, a considerá-los parte da humanidade. Acho que isso é o principal que nós queremos: sermos consideradas pessoas dotadas de direitos, das mesmas possibilidades e das mesmas chances que as outras pessoas. As regras levam em conta tudo o que vem sendo discutido e trabalhado em termos de conhecer a população trans. Então, acho perfeito isso”, avaliou.
Laerte recebeu a chama do apresentador Tiago Leifert (Foto:Rio2016/Fernando Soutello)Laerte praticou judô e natação na adolescência, mas seu talento sempre foi mesmo a comunicação. No entanto, a cartunista acredita que os Jogos Olímpicos podem ajudar no trabalho de inclusão e no respeito às diferenças.
“O esporte é um campo de conflitos também, mas é uma atividade privilegiada, porque é única. Tanto como expressão de indivíduos quanto expressão de equipes é uma linguagem humana muito importante e muito particular. Ele pode ajudar reconhecendo a humanidade em toda a sua complexidade e diversidade”, destacou.
A cartunista conduziu a chama no Sumaré (Rio2016/Fernando Soutello)De todas as modalidades que os Jogos oferecem ao espectador, Laerte aponta a ginástica artística como uma de suas favoritas.
“A ginástica dá ideia de arte, dança, expressão artística para quem está assistindo. E exige do atleta uma disposição parecida com a do artista, porque ele quer obter aquela performance dele no jogo, no desempenho. É uma expressão que chega perto do que o artista procura alcançar, através de música, do desenho”, concluiu.
Depois de conduzir, Laerte passou a chama para a apresentadora Sabrina Sato (Foto: Rio2016/Fernando Soutello) -
A Força Nacional fez bonito novamente ao cantar "A Vida de Viajante", desta vez com um sonoro coro de 45 homens pelas ruas de São Paulo.
-
O cantor Luan Santana percorreu a pista de atletismo do Estádio Pacaembu, aos gritos das fãs que o acompanhavam e cantavam suas músicas. Ele foi seguido por garotas de um projeto social da Coca-Cola.
-
Condutora da tocha Olímpica passa por dentro da Estação da Luz, no centro da cidade.
-
O artista Eduardo Kobra é paulistano, mas foi no Rio de Janeiro que fez seu maior mural, inspirado nos Jogos Olímpicos, localizado no Boulevard Olímpico, na zona portuária. "Me inspirei na união dos povos caracterizada pelos aros Olímpicos", disse. "Se a tocha fosse um spray, e o Brasil um painel, eu pintaria a paz."
-
Não é dia de jogo, mas já tem fila na porta do Estádio do Pacaembu para ver a passagem da chama Olímpica.
-
A cantora Ludmilla conduziu a tocha e quase não se aguentou de ansiedade antes da condução. "Estou nervosa, quase nem dormi direito. Chegou a minha vez no tão esperado dia. Não vejo a hora de começar os Jogos e eu assistir ao voleibol, meu favorito".
-
Com 2.11m e 1.98m de altura, os jogadores de basquete Anderson Varejão e Alessandra Oliveira esperam (meio espremidos no banco do ônibus de condutores) sua vez para o revezamento da tocha Olímpica em São Paulo.
-
Ketleyn Quadros conquistou o bronze em Pequim 2008, sendo a primeira mulher a ganhar uma medalha em esportes individuais para o país na história dos Jogos. Ela mandou um recado às colegas atletas: "Todas as mulheres nos Jogos me representam. As negras ainda mais pela luta que enfrentaram para chegar ali", disse.
-
O Memorial da América Latina também não poderia faltar no revezamento da tocha Olímpica Rio 2016 por São Paulo. O lugar, projetado por Oscar Niemeyer, que fica na Barra Funda, é um centro cultural, de estudos e de lazer.
-
Público se aglomerou em frente à Estação da Luz, na região central da capital paulista, para esperar a passagem da chama Olímpica.
-
Laerte e Sabrina Sato se conheceram neste domingo (24), enquanto esperavam sua vez no revezamento, e já ficaram amigas. Elas explicam porque são fãs da ginástica artistica: "A disposição do atleta e do artista é a mesma", disse Sabrina.
-
Nem o pastel de bacalhau ou o famoso sanduíche de mortadela atraíram tanta gente ao Mercado Municipal de São Paulo. O Mercadão, na rua da Cantareira, ficou lotado de gente que se espremeu para ver o revezamento da tocha, que passou pelo lugar.
-
O cantor Daniel conduziu a tocha pela av. Brasil e ainda deu uma palhinha aos fãs enquanto esperava sua vez. "É uma participação simples e humilde, mas que é um privilégio para todos nós estarmos aqui neste espírito de fé, de união e paz", disse.
-
O ator Tony Ramos, com mais de 50 novelas no currículo, conduziu a tocha Olímpica pela av. Brasil, no bairro dos Jardins, em São Paulo, no domingo (24).
-
Ana Marcela Cunha está classificada para os Jogos Rio 2016 em maratonas aquáticas. Neste domingo (24) seu desafio foi conduzir a tocha. "Estou muito feliz. Carregar nesses 200 metros é emocionante. Espero representar todos os atletas e o Brasil".
-
Atletas Rio 2016
O judoca Tiago Camilo (Foto: Rio2016/Fernando Soutello)Diversos atletas brasileiros que disputam os Jogos Rio 2016 estão em São Paulo para o revezamento da tocha Olímpica nesta domingo (24). O judoca Tiago Camilo vai atrás de sua terceira medalha Olímpica, após prata nos Jogos de Sydney 2000 e bronze em Pequim 2008. "A tocha sempre significou o início do meu sonho desde criança. Espero que a torcida do Brasil pelos atletas se acenda também."
Ana Marcela Cunha, da maratona aquática, era outra atleta escalada para o Rio 2016 que apareceu no revezamento, recebendo a chama Olímpica do cantor Daniel. "Espero representar todos os atletas e o povo brasileiro", disse.
A nadadora Ana Marcela Cunha (Foto: Rio2016/Fernando Soutello)O tiro com arco esteve representado com Marcus Vinicius D’Almeida, 18, que brincou com a tocha como se fosse seu arco. "Nosso grupo tem uma meta: fazer o melhor. E o nosso melhor tem grandes chances de medalha", disse.
Marcus Vinicius D’Almeida (Foto: Rio2016/Fernando Soutello)A jogadora de voleibol Fernanda Garay, medalha de ouro em Londres 2012, está em sua terceira temporada jogando no exterior e veio para o revezamento em São Paulo. Atualmente, ela tem contrato para as temporadas 2015/2016 com o Dinamo Moscou (Rússia). Nascida em 1986, no Rio Grande do Sul, a jogadora faz parte da seleção brasileira, que é esperança de medalha nos Jogos Rio 2016
Jogadora de voleibol Fernanda Garay (Foto: Rio2016/Fernando Soutello) -
Um dos maiores nomes do pugilismo mundial, Eder Jofre conduziu a tocha na Avenida Ibirapuera. Aos 80 anos, o "Galinho de Ouro" golpeou o ar antes de receber a chama. O ex-boxeador é apontado pelo Conselho Mundial de Boxe (WBC) como o maior atleta do peso galo de todos os tempos e está no Hall da Fama do esporte.
-
Os belgas Ambre Demeure e Chris Hermann, de férias no Brasil, e o francês Olivier Hote, foram assistir ao revezamento da tocha no Ibirapuera e explicaram porque o país é tão especial. Eles já garantiram ingressos para voleibol, atletismo e handebol para o Rio 2016.
-
Pela segunda vez desde o início do revezamento da tocha Olímpica pelo Brasil, a Esquadrilha da Fumaça prestigia a chama. A primeira vez foi quando a chama chegou em Brasília, no dia 3 de maio. Neste domingo (24), ela fez bonito no céu de São Paulo.
-
Existe amor em SP
São 61 anos de parceria no esporte e na vida. Deise e Edgard Freire são ex-atletas e hoje representaram os paulistanos que fizeram história no esporte. Ela quebrou o recorde brasileiro e sul-americano dos 200 metros rasos aos 14 anos, foi medalhista de prata no salto em altura nos Jogos Pan-Americanos do México 1955 e participou dos Jogos Olímpicos de Helsinque 1952. "Seu Edgard" era conhecido na década de 1950 como "Locomotiva Paulista", por causa do seu desempenho em 1954 na Corrida de São Silvestre, com um honroso segundo lugar, melhor qualificação de um brasileiro depois que a prova foi aberta à participação estrangeira. Ele foi o primeiro atleta brasileiro a quebrar a barreira dos 15 minutos nos 5.000 metros, em 1963, com 14min55s. Também foi recordista sul-americano e brasileiro do revezamento 4 x1.500 metros no mesmo ano. Neste domingo (24) o simpático casal conduziu a tocha Rio 2016, um passou a chama para o outro, e conquistaram o público com a demonstração de amor, carinho e respeito entre ambos.

-
Laís fica de pé para a tocha
A ex-ginasta Laís Souza, que participou dos Jogos Atenas 2004 e Pequim 2008, conduziu a tocha Olímpica no Parque Ibirapuera numa cadeira especial, com a qual conseguiu ficar de pé. Laís foi uma das principais ginastas brasileiras entre 2004 e 2008, mas um grave acidente de esqui a deixou tetraplégica em 2015. "Minha tocha representa os cadeirantes", disse. "Estou carregando a felicidade."
Foto Rio 2016Assista a recepção do público enquanto a ex-ginasta fazia a condução da tocha no parque:
O atleta Paralímpico Fernando Fernandes também trouxe novidade no revezamento, usando um triciclo que acelera com as mãos. Ele levou família e amigos para acompanharem sua passagem pelo parque, cartão postal de São Paulo. Fernando, que se tornou um campeão em paracanoagem após um acidente em 2009, acredita que o Brasil subirá duas posições nos Jogos Paralímpicos. "Vamos sair da sétima para o quinto lugar. Estou confiante nisso", disse.
Foto Rio 2016 -
Lenda do skate, Bob Burnquist, foi o primeiro brasileiro a conquistar um título mundial no esporte, o World Cup Skateboarding (WCS), em maio de 1995. Foi eleito sete vezes o melhor skatista do ano e é o maior medalhista dos X Games, com 30 medalhas, sendo 15 delas de ouro. Também foi o primeiro brasileiro e skatista a ganhar o prêmio Laureus World Sports Awards, em 2001, considerado o Oscar dos esportes. Ele conduziu a tocha com o que faz de melhor, sobre o skate. E mandou um recado: "se tiver uma chance de estar no Rio, assista aos Jogos. Vai ser muito divertido".
-
Skate é vida
Bob Burnquist e Rony Gomes conduziram a tocha com um "transporte" que é a cara de São Paulo: o skate
Lenda do skate, Bob Burnquist, foi o primeiro brasileiro a conquistar um título mundial no esporte, o World Cup Skateboarding (WCS), em maio de 1995. Foi eleito sete vezes o melhor skatista do ano e é o maior medalhista dos X Games, com 30 medalhas, sendo 15 delas de ouro. Também foi o primeiro brasileiro e skatista a ganhar o prêmio Laureus World Sports Awards, em 2001, considerado o Oscar dos esportes. Ele conduziu a tocha Olímpica Rio 2016 com o que faz de melhor: sobre o skate. E mandou um recado: "se tiver uma chance de estar no Rio, assista aos Jogos. Vai ser muito divertido".
Rio 2016/Lívia RodriguesMais cedo, logo na abertura do revezamento em São Paulo, Rony Gomes conduziu a tocha decendo de skate a rampa do Parque da Independência, um dos pontos mais emblemáticos da cidade, onde fica o Museu Paulista, mais conhecido como Museu do Ipiranga, lugar onde Dom Pedro 1º proclamou a independência. A galera do skate da Associação de Skatistas Quintal da Independência acompanhou a performance de Rony, que foi o segundo condutor do dia. "Fiquei muito emocionado e feliz por conduzir a tocha Olímpica aqui", disse ele sobre o parque, que é conhecido como referência para quem anda de skate em São Paulo.
Foto: Rio2016/Fernando Soutello -
O artista Emanoel Araújo, 75, é diretor do Museu Afro Brasil, no Parque Ibirapuera, onde começa seu percurso para conduzir a tocha Olímpica. "Os Jogos são uma oportunidade única para que o Brasil se mostre receptivo. Espero uma grande celebração de paz e união."
-
Vidas no esporte
São Paulo também é celeiro de atletas, olímpicos, profissionais e amadores. Tênis, futebol, natação, corrida, ciclismo, são muitos os esportes que transformaram a vida daqueles que nascidos na cidade, no Estado ou apenas adotaram a metrópole como casa. Entre seus grande representantes no esporte está Maria Esther Bueno, maior nome do tênis brasileiro de todos os tempos, campeã de 19 torneios do chamado Grand Slam -Aberto da Austrália (Melbourne), Roland-Garros (Paris), Wimblendon (Londres) e US Open (Nova Iorque). Em 2011, a tenista recebeu o anel do Internacional Tennis Hall of Fame, entidade que reúne os maiores ídolos que já seguraram uma raquete. No total, Esther venceu 71 torneios de simples e figurou como a melhor tenista do mundo, segundo o ranking da ATP, entre 1959 e 1966. Além de conduzir a tocha Olímpica em São Paulo, sua terra natal, ela estará presente no Rio 2016. Ela dá nome à quadra central do Centro Olímpico de Tênis. "Todo mundo que entrar lá vai jogar um pouquinho por mim. O tênis no Brasil está indo bem, vamos ver o que vai acontecer", disse a ex-atleta, que comemora os Jogos no país. "É fantástico, não poderia ser melhor".
Foto: Rio2016/Fernando SoutelloUm dos maiores nomes do pugilismo mundial, Eder Jofre conduziu a tocha, mas não sem antes dar seus golpes e mostrar que continua sabendo o que fazer com os punhos. O "Galinho de Ouro" representou o Brasil nos Jogos Olímpicos Melbourne 1956 sem ganhar medalhas, mas como amador conquistou dois títulos mundiais, com 81 vitórias e quatro empates. É apontado pelo pelo Conselho Mundial de Boxe (WBC) o maior atleta do peso galo de todos os tempos.
A medalha de prata nos Jogos Olímpicos Barcelona 1992 colocou Gustavo Borges na elite da natação mundial, um ano depois de ele ser o grande destaque da delegação brasileira e conquistar cinco medalhas nos Jogos Pan-Americanos Havana 1991. Em Cuba, foram dois ouros, duas pratas e um bronze. Em Atenas 2004, Gustavo Borges nadou o revezamento 4x100m livre e se despediu das piscinas. Ele conduziu a chama e lembrou do seu melhor momento Olímpico.
Casagrande, o Casão, ídolo da torcida corintiana, viu um filme passar na sua frente ao conduzir a tocha no Viaduto do Chá, no centro da capital paulista. Ele se consagrou no Corinthians nos anos 1980 e jogou pela seleção brasileira na Copa do Mundo de 1986. Atualmente ele comentarista esportivo de TV. Ao lado de Sócrates, outro ídolo do time, foi idealizador da Democracia Corintiana, movimento de autogestão do Corinthians com voto igualitário de seus membros entre jogadores, funcionários e diretores. "Passa tudo (na cabeça). Tudo o que fiz como atleta. É uma recompensa. A maior emoção da vida, sem dúvida", disse sobre levar o símbolo Olímpico.
Foto: Rio2016/Fernando SoutelloNascido em Andradina, no interior de São Paulo, Ricardo Prado foi um fenômeno da natação mundial na década de 1980. Em 1982, aos 17 anos, foi campeão mundial nos 400 metros medley em Guayaquil, no Equador, batendo o recorde mundial. No ano seguinte, nos Pan-Americanos de Caracas, Venezuela, obteve duas medalhas de ouro e duas de prata. Nos Jogos Olímpicos Los Angeles 1994 foi medalha de prata. Ele é gerente de competições esportivas em esportes aquáticos do Comitê Rio 2016 e conduz a chama no Ibirapuera. "Energia, ambição, vontade e a disciplina do povo brasileiro vão fazer um país melhor", disse.
Ex-atacante da seleção brasileira de voleibol, Montanaro nasceu em São Paulo em 1958. Pela seleção brasileira, integrou a equipe que ganhou a medalha de prata nos Jogos Olímpicos Los Angeles1984. O atleta também conquistou o segundo lugar nos Jogos Pan-Americanos San Juan 1979. Ao todo, foram 304 jogos com a camisa da seleção. Neste domingo, ele fez a condução da tocha Olímpica no Estádio Paulo Machado de Carvalho, o Pacaembu, e deu um conselho às equipes de voleibol que disputam os Jogos Rio 2016.
"Se eu puder contribuir com alguma dica, mesmo porque eu ganhei a de prata e vocês já ganharam a de ouro, mas o que recomendo pela experiência de vida, é que somos candidatos a mais uma medalha, ao título, seja feminino ou masculino, na quadra ou na praia. Mas, mesmo sendo candidatos, a gente sabe que a diferença é pequena e que a consquista é muito difícil. O jogo mais difícil da vida da gente é sempre o próximo. Sei que estão preparados, se dedicaram demais, mas peço concentração total. Que nada extra-quadra tire o foco de vocês", disse o
Foto: Rio2016/Fernando Soutello -
A Cia K levou seu som às alturas na Avenida Paulista. Em um móbile, eles tocaram para a passagem da chama Olímpica pela via, com os aros Olímpicos também. Assistam.
-
Diversidade cultural
Maior cidade do país, São Paulo também é grande em sua diversidade cultural
A riqueza cultural de São Paulo é um dos seus principais patrimônios. Alguns personagens da música, artes plásticas, teatro e literatura são a cara da cidade. Como pensar no bairro do Jaçanã, na zona norte, sem cantarolar "Não posso ficar nem mais um minuto com você", de Trem das Onze, criada por Adoniran Barbosa e imortalizada pelos Demônios da Garoa? O grupo de sambistas conduziu a tocha Olímpica neste domingo (24) a partir da esquina da Avenida Ipiranga com a São João, outro ponto da cidade famoso por outra música, Sampa, do baiano Caetano Veloso. No clima da condução, os músicos fizeram uma versão do seu maior sucesso especialmente para esse momento.
De pianista a maestro, João Carlos Martins é um exemplo de que um artista também pode se reinventar. Com pouco mais de 20 anos, ele era um dos pianistas mais aclamados do país, apontado como um dos melhores intérpretes de Bach da sua geração. O artista já havia se apresentado no Carnegie Hall (EUA) e inaugurado o Glenn Gould Memorial em Toronto (Canadá). Em 1995, Martins é agredido na cabeça em um assalto na Bulgária, que lhe causou danos neurológicos que afetaram os movimentos das mãos. Em 2003, aos 63 anos, Martins abandonou o piano e iniciou a carreira de maestro. Ele já se apresentou em Paris e Londres, formou a orquestra Bachiana Filarmônica e trabalhou com jovens carentes de bairros da periferia de São Paulo, como Heliópolis. Neste domingo, ele "regeu" a condução da tocha em frente ao Theatro Municipal de São Paulo, uma homenagem à cidade e à sua trajetória como artista. "As artes e os esportes significam o talento e a determinação do povo brasileiro. É um orgulho ter participado do revezamento", disse o maestro.
Foto: Rio2016/Andre Luiz MelloArtista de rua, Eduardo Kobra é paulistano, mas foi no Rio de Janeiro que fez seu maior mural, inspirado no Rio 2016, no Boulevard Olímpico. O tema da nova pintura é sobre toda união que o esporte é capaz de causar. "Me inspirei na união dos povos caracterizada pelos aros Olímpicos para desenhar", disse. Neste domingo, ele brincou com a tocha: "se ela fosse um spray e o Brasil um painel, eu pintaria a paz".
Foto: Rio2016/Fernando Soutello -
Marcus Vinicius D’Almeida, 18, disputa os Jogos Olímpicos na categoria tiro com arco. "Nosso grupo tem uma meta: fazer o melhor. E o nosso melhor tem grandes chances de medalha."
-
Quem passa pela Avenida Paulista tem que apreciar a beleza da arquitetura do Museu de Arte de São Paulo, o MASP, cartão-postal da cidade. Ele foi cenário para a condução da tocha por Maria Esther Bueno, maior tenista brasileira de todos os tempos.
-
"Bike é legal"
Quem vê hoje São Paulo cheia de ciclovias pode achar que andar de bicicleta pela cidade é fácil. Mas Renata Falzoni foi uma das pioneiras a se aventurar pela metrópole em sua bike desde 1976. Ela levou a mensagem do uso da bicicleta como meio de transporte para o Brasil e para o mundo, além de fundar o Night Biker's Club do Brasil, em 1989. Arquiteta, jornalista e videomaker, ela já pedalou por 27 países para produzir o programa de TV Aventuras com Renata Falzoni. "Minha luta é por uma mobilidade urbana mais modal", afirmou a biker, que neste domingo (24) se "aventurou" ao conduzir a tocha Olímpica Rio 2016 no início da Avenida Paulista.
Foto: Rio2016/Fernando SoutelloA mensagem de Renata sobre seu meio de transporte e parte da sua vida é "papo reto": "Bike é legal".
Ela passou a chama para o atleta de BMX Gustavo Batista, de 13 anos, representante da nova geração.
Foto: Rio2016/Fernando Soutello -
Elvis Presley não morreu. E foi até a Avenida Paulista para ver o revezamento da tocha Olímpica, que passa por São Paulo neste domingo (24).
-
Os sambistas dos Demônios da Garoa conduziram a tocha coletivamente e ainda cantaram o clássico "Trem das Onze" durante o revezamento. O público que acompanhava o grupo cantou junto, no centro da cidade.
-
O pianista e maestro João Carlos Martins acena na frente do Teatro Municipal. Ele contou como se preparou para conduzir a tocha Olímpica: "Foi regendo. Os braços estão bons, quero ver se as pernas aguentam."
-
Walter Casagrande, o ex-centroavante do Corinthians e ídolo da torcida nos anos 1980, conduziu a tocha no centro da cidade e falou sobre a experiência. "Passou tudo pela cabeça, tudo o que fiz como atleta. Sem dúvida, a maior recompensa."
-
O ex-nadador Gustavo Borges, medalha de prata em Barcelona 1992, conduziu a tocha no centro da cidade e relembrou seus momentos Olímpicos. "Com certeza, vivenciar toda esta memória Olímpica dá muita saudade. Vou torcer muito para o Brasil."
-
O padre Paolo Parisi comanda a Paróquia Nossa Senhora da Paz, que acolhe imigrantes e refugiados. Ele desceu as escadarias da Catedral da Sé com a tocha. "Refugiado não é terrorista. Eles precisam do nosso apoio, e o esporte é peça fundamental."
-
A ponte estaiada Octávio Frias de Oliveira, no bairro do Brooklin, na zona oeste de São Paulo, é a única do mundo com duas pistas em curva conectadas a um mesmo mastro. Ela foi inaugurada em 2008, mas já faz parte dos vários cartões-postais da cidade
-
A turma da Associação de Skatistas Quintal da Independência foi acompanhar a descida do colega Rony Gomes, segundo condutor do dia, que conduziu a tocha Olímpica descendo de skate a rampa do Parque da Independência.
-
Uma multidão de paulistas acordou cedo para ver a chama Olímpica passar pelo Museu do Ipiranga.
-
Vinicius, o mascote dos Jogos Olímpicos Rio 2016, dá um passeio pelo centro de São Paulo e conhece a Catedral da Sé.
-
O ex-jogador de voleibol Amauri Ribeiro, ouro em Barcelona 1992 e prata em Los Angeles 1984, foi o primeiro condutor do dia. A chama Olímpica saiu do Museu do Ipiranga e seguiu até o monumento que marca onde Dom Pedro proclamou nossa independência. Hoje, Amauri se dedica à Confederação Brasileira de Vôlei Sentado.
-
O Mercado Municipal Paulistano está na rota do revezamento da tocha Olímpica em São Paulo. O Mercadão, como é carinhosamente chamado pelos moradores, foi inaugurado em 1933. O mascote Vinicius já passou por lá.
dom, 24 jul
São Paulo, SP
-
Trajeto
| Rua Miralta - Alto de Pinheiros |
| Praça Panamericana - Alto de Pinheiros |
| Túnel Fernando Vieira de Mello - Pinheiros |
| Rua Colômbia - Jardim Paulista |
| Avenida Brasil - Jardim Paulista |
| Avenida Paulo VI - Pinheiros |
| Rua Antônio de Queiroga - Moema |
| Avenida Pedro Álvares Cabral & Rua Abílio Soares / Rua Antônio de Queiroga - Moema |
| Avenida República do Líbano & Rua do Gama - Moema |
| Rua Sena Madureira - Vila Mariana |
| Avenida Paulista - Vila Mariana |
| Rua da Consolação & Rua Piauí - Consolação |
| Praça da Sé - Sé |
| Avenida Sumaré - Perdizes |
| Viaduto Pacaembu - Barra Funda |
| Avenida Braz Leme - Santana |
| Rua Ribeiro de Lima - Bom Retiro |
| Rua da Cantareira - Sé |
| Avenida Alcântara Machado - Brás |
| Rua Presidente Soares Brandão - Móoca |