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História das missões
São Miguel das Missões é evidência viva da história dos jesuítas no Rio Grande do Sul
Por Elis Bartonelli
As ruínas do antigo povoado de São Miguel, em São Miguel das Missões (RS), são evidências materiais do convívio dos jesuítas europeus com o povo indígena durante as missões jesuítas que tinham a missão de catequizar os guaranis, no século 17. O monumento foi tombado pela Unesco como Patrimônio Cultural da Humanidade em 1983. O revezamento da tocha Olímpica do Rio 2016 visitou o sítio arqueológico nesta segunda-feira (4).
Foto:Rio2016/Fernando SoutelloUma das principais ruínas é a Catedral de São Miguel Arcanjo, projetada em estilo barroco pelo arquiteto italiano Gian Batista Primoli. Há vestígios de outras construções, como casas de padres, cemitério, bases das habitações indígenas, praça, horto, canalizações pluviais e objetos sacros.
Assista de perto aos Jogos Olímpicos
Os dois participantes que conduziram a tocha em São Miguel são ligados à história e às tradições de lá. Valter Braga tem um projeto que preserva e recria os rituais dos povos indígenas que fundaram o estado do Rio Grande do Sul. Já Aniceto Gonçalves Ferreira é cacique da Aldeia M'bya Guarani, que tem cerca de 250 moradores.
“Fico feliz de levar a tocha. Na aldeia, fazemos o fogo para tomar chimarrão, reunimos a família, os amigos. É muito importante para nós”, conta ele.
Aniceto Gonçalves Ferreira é cacique da Aldeia M'bya Guarani, que fica na região, e Valter Braga tem um projeto que preserva e recria os rituais dos povos indígenas que fundaram o estado (Rio2016/Fernando Soutello)O público lotou o espaço em frente à igreja para aguardar a chegada da chama Olímpica. A população local preparou diversas manifestações culturais para recepcionar o comboio. Entre elas, as bandas marciais dos municípios de Vitória das Missões e São Miguel das Missões, que tocaram a música “Querência Amada”, tradicional no Rio Grande do Sul. Integrantes do Centro de Tradições Nativistas Sinos de São Miguel também levaram um pouco da cultura local para o museu.
A homenagem aos Jogos Olímpicos também tiveram sua vez durante o evento. Crianças das escolas municipais das duas cidades formaram os aros Olímpicos, que representam os cinco continentes do mundo.
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Floriano Romeu é pajé de uma aldeia indígena guarani da região. "Estou muito honrado por conduzir a tocha Olímpica hoje. Agradeço os convites em nome de todos os guaranis."
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As ruínas de São Miguel das Missões, que recebeu o revezamento da tocha Olímpica, formam um conjunto de construções que restaram do período da missão jesuítica, que chegou à região no século 17. O que restou do chamado Sete Povos das Missões é ponto turístico na região e tombado como patrimônio histórico.
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Cacique da aldeia M'bya Guarani, Aniceto Gonçalves, conduziu a tocha para representar a resistência indígena na cidade. Sua aldeia tem 250 moradores e também valorizam o fogo. "Fazemos o fogo para tomar chimarrão e nos reunirmos com a família".
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O Centro de Tradições Nativistas Sinos de São Miguel foi representar a cultura da região na passagem da tocha Olímpica pelo sítio arqueológico onde ficam as ruínas da igreja de São Miguel Arcanjo.
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Crianças de São Miguel aproveitaram a passagem da tocha Olímpica pela cidade para manifestar apoio aos atletas brasileiros nos Jogos Olímpicos.
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São Miguel das Missões
Nesta segunda-feira (4), a tocha Olímpica acorda em território gaúcho pela primeira vez. São Miguel das Missões abre o revezamento, que também passa pelo Sítio Arqueológico de São Miguel Arcanjo, complexo remanescente do século XVII que fez parte dos Sete Povos das Missões.
seg, 04 jul
São Miguel das Missões, RS
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Trajeto
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