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Campeã mundial e uma das esperanças do Brasil no atletismo dos Jogos Paralímpicos, Veronica Hipolito é especialista nas provas de nos 100m, 200m e 400m, além d salto em distância. "Dos atletas mais fortes do mundo eu garanto que a maioria é de brasileiros. Nos preparamos muito, temos um grande centro de treinamento. Nós damos o nosso melhor, venha nos assistir".
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Dia de natação
Natação brilha em dia de revezamento da tocha Olímpica
Por Evandréia Buosi e Saulo Pereira Guimarães
Felipe França, Lucila Martins e Fabíola Molina são três feras das piscinas brasileiras e internacionais. Nesta terça-feira (26), eles levaram a natação para o revezamento da tocha Olímpica Rio 2016.
O nadador Felipe França, que conduziu a chama em Suzano (SP), ostenta sete medalhas de ouro em mundiais e cinco no Campeonato Mundial de Piscina Curta, disputado no Catar em 2014. Este ano, o atleta encara sua terceira participação em Jogos Olímpicos – ele disputou Pequim 2008 e Londres 2012 – representando o Brasil nos 100m peito.
Felipe foi aclamado em Suzano (Foto: Rio2016/Fernando Soutello)“Conduzir a tocha é uma das etapas que um atleta Olímpico precisa percorrer. Os Jogos não existiriam sem ela. A chama acesa é um símbolo muito importante para que a disputa possa começar. Conto com a torcida de todo o Brasil”, convoca Felipe.
Fabíola Molina, que acompanhou Felipe em Pequim 2008 e Londres 2012, foi a única mulher da equipe de natação que foi a Sydney 2000. A nadadora é um dos orgulhos de São José dos Campos (SP), cidade onde conduziu a tocha nesta terça-feira. Para o Rio 2016, o cenário é bem diferente daquele de sua estreia na competição. Fabíola, hoje, aponta as mulheres brasileiras como favoritas na disputa.
“Temos a Etienne Medeiros, que tem muita chance de chegar à final. Nunca conquistamos uma medalha Olímpica na natação feminina, essa é uma grande oportunidade. Também temos três atletas das maratonas aquáticas, como a Poliana Okimoto e a Ana Marcela Cunha. Na equipe masculina, temos o Bruno Fratus. A natação está fechada de feras, que vão entrar com muita garra e determinação para fazer o melhor”, destaca. A atleta compartilhou seus momentos Olímpicos com o perfil @ChamaOlímpica:
Em Mogi das Cruzes (SP), foi Lucila Lima quem representou a modalidade no revezamento. A atleta aprendeu a nadar no Rio Tietê, aos cinco anos. Nas décadas de 1960 e 1970, se dedicou à natação profissional e foi destaque na seleção brasileira, conquistando a medalha de bronze nos Jogos Pan-Americanos Cali 1971. Depois de anos afastada das competições, retomou a carreira e hoje compete na categoria máster.
“É uma honra ser reconhecida por aquela época e por hoje também. A natação é uma glória e um incentivo para toda a meninada da cidade”, diz Lucila
Lucila hoje é atleta master na natação (Foto: Rio 2016/Evandreia Buosi)Acompanhe o desempenho dos melhores atletas do munco nas piscinas dos Jogos Olímpicos
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A ex-nadadora Fabíola Molina é um dos orgulhos da cidade. Participou de Londres 2012, Pequim 2008 e Sydney 2000, onde foi a única mulher da delegação brasileira. Ela tem orgulho dos classificados na modalidade para o Rio 2016. "Nossa natação está recheada de feras", disse.
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Felipe "Foguinho" Caltabiano é um skatista profissional nascido em Guaratingueta (SP). Ele participa de campeonatos de skate nacionais e internacionais. Hoje ele conduziu a chama em São José dos Campos.
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População pronta nas ruas para registrar a passagem da chama por São José dos Campos, última cidade do dia.
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A skatista Pamela Rosa conduziu a chama Olímpica em São José dos Campos. Durante os jogos, ela planeja ficar de olho em todos os esportes. "Mas eu pretendo ver voleibol e futebol feminino, principalmente", diz a bicampeã de skate street dos X Games.
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Palpites de campeã
Fabíola Molina, seis vezes campeã sul-americana na natação, analisa modalidade no Rio 2016
Por Leonardo Rui
Quando o assunto é natação, Fabíola Molina nada de braçada. Nascida em São José dos Campos, onde conduz a tocha Olímpica Rioo 2016 nesta terça-feira (26), ela fala sobre o esporte, credenciada pelo conhecimento que adquiriu durante a longa carreira. Foram 22 anos só de seleção brasileira, período em que disputou três Jogos Olímpicos (Sydney 2000, Pequim 2008 e Londres 2012), conquistou quatro medalhas Pan-americanas e foi seis vezes campeã sul-americana. Fabíola ganhou nada menos que 110 títulos brasileiros em diversas provas. Escalada para trabalhar na cobertura da natação, pelo canal Sportv, a ex-nadadora analisa a importância dos ídolos e diz o que podemos esperar do Rio 2016.
Foto: Leonardo RuiMichael Phelps, maior medalhista Olímpico de todos os tempos, com 18 ouros, 2 pratas e 2 bronzes
"O Phelps inspira pessoas não só pelos resultados, mas por acreditar até o final, por se cuidar e curtir o esporte, demonstrar toda essa paixão. Tê-lo aqui no Brasil, agora mais maduro, depois de ser pai, vai servir de estímulo para muito mais gente. E eu me sinto honrada de poder ter dividido a piscina com ele".
Rogério Romero, brasileiro que disputou cinco Jogos Olímpicos, marca que Phelps vai igualar no Rio 2016
"Atletas como o Rogério e o Phelps ajudam a disseminar o esporte. Eu me inspirei muito no Piu (que é como a gente chama o Romero), porque ele nadava as mesmas provas que eu. O Rogério sempre foi um ídolo para mim. Quando pudemos treinar juntos, e eu percebi toda a dedicação e o esforço dele, isso me incentivou muito a ser uma nadadora melhor".
Katie Ledecky, fenômeno da natação americana, campeã Olímpica e nove vezes campeã mundial, antes dos 19 anos
"Pelos recordes mundiais e a diferença em relação às adversárias, ela é medalha de ouro praticamente garantida tanto nos 400m quanto nos 800m livre. Além disso, é forte nos 200m livre e ainda vai participar dos revezamentos dos Estados Unidos. Então, é bem provável que ela saia do Rio 2016 com quatro ou cinco medalhas de ouro. A atitude dela é sempre de vencedora. A Katie não quer só chegar na frente. Ela quer fazer o melhor tempo possível, e entrar para a história. Mas o principal exemplo que ela passa é o de que nada vem por acaso. Sabemos que o trabalho da Katie é árduo”.
Favoritos do Brasil no Rio 2016
"Nós temos o Bruno Fratus, que perdeu o bronze nos 50m em Londres 2012 para o Cielo por dois centésimos, e vem muito bem desde então. O Thiago Pereira vai disputar medalha nos 200m medley, que será uma prova um pouco mais difícil que os 400m medley de Londres, em que ele foi medalha de prata. Nossos dois destaques do nado peito, que são o Felipe França e o João Luiz Gomes Júnior, podem surpreender. Para isso, precisam baixar o tempo dos 100m peito para a casa dos 58 segundos. E tem ainda o nosso revezamento 4x100m livre, que está com um dos melhores tempos do mundo. O Nicolas Oliveira, inclusive, vai se poupar para nadar inteiro a prova".
Etiene Medeiros, brasileira inocentada no julgamento por doping, depois de ter sido pega em exame realizado fora de competição, dia 8 de maio, por uso da substância fenoterol, presente em um medicamento para asma
"É sempre complicado e desagradável passar por isso, mas foi comprovado que ela não teve intenção nenhuma de se dopar. Eu sei que a Etiene está recebendo bastante apoio da equipe técnica e de psicólogos. Ela aproveitou o período da suspensão para se focar nos treinos. Se ela chegar à final dos 100m costas e, principalmente, dos 50m livre (porque ela gosta do cinquentinha), pode lutar, sim, por uma medalha".
Brasileiras na maratona aquática
"Tanto a Ana Marcela quanto a Poliana Okimoto estão entre as favoritas. Elas vão nadar em um lugar que conhecem bem, em Copacabana. São águas abertas, diferentemente de Londres, em que a prova foi em no lago. A gente sabe que as atletas de maratona aquática estão sujeitas a interferências externas, mas a experiência das brasileiras pode prevalecer. Quem sabe a gente não tem uma dobradinha brasileira no pódio? Seria maravilhoso!"
Assista às competições de natação nos Jogos Olímpicos
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O Parque da Cidade será o local da cerimônia de celebração em São José dos Campos. Até 1996, a bonita área fazia parte da antiga Fazenda da Tecelagem Paraíba. Hoje, é um espaço de lazer e cultura para a cidade. O mascote Vinicius conheceu o lugar e os jardins do paisagista Roberto Burle Marx.
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São José dos Campos
Com apenas 17 anos, a skatista Pâmela Rosa é bicampeã mundial. Nos X-Games, considerados os Jogos Olímpicos dos esportes radicais, ela já ganhou duas medalhas de ouro e duas de prata, sempre na categoria street. Pâmela conduz a tocha Olímpica em sua cidade natal. "Eu fico feliz só de falar", diz, emocionada. "Espero que meu esporte se torne Olímpico um dia para que eu possa participar dos Jogos também como atleta", torce.
Foto: Rio 2016/Leonardo RuiO carioca Cícero Tortelli é um ex-nadador que esteve nos Jogos Olímpicos Seul 1988. Ele foi medalhista de bronze nos Jogos Pan-Americanos Indianápolis 1987, integrando o revezamento 4x100 metros medley. "Quando eu competi em Seul e vi aquilo tudo, pensei: os Jogos Olímpicos nunca chegarão ao Brasil. E hoje, tenho a alegria de ver que teremos o Rio 2016 e que posso fazer parte dessa história", diz o condutor da tocha Olímpica Rio 2016.
Foto: Rio 2016/Leonardo RuiFormado em Arquitetura, Cláudio Rezende criou um dispositivo para evitar que os cadarços se desamarrem, que se chama Trava Laços. Ele patenteou a ideia, e agora tenta fazer como que o produto seja produzido em larga escala. "Acho que o Rio 2016 vai deixar um legado muito grande para o Brasil, porque o esporte é um pilares para formar o caráter dos nossos jovens. Será uma emoção indescritível para mim conduzir a tocha Olímpica em São José dos Campos", diz.
ter, 26 jul
São José dos Campos, SP
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Trajeto
| Rua Turquia & Avenida Doutor Nelson d'Ávila |
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