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No ritmo da batida do Olodum e do gingado contagiante de baianos como Daniela Mercury, a passagem da tocha Olímpica Rio 2016 agitou a capital da Bahia: Salvador. Confira os melhores momentos.
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Thiaguinho "botou fogo" no público antes do acendimento da pira e agradeceu o momento. "Prazer imenso estar na Bahia. Me sinto especial e quero dedicar esse momento aos meus pais, que são professores de educação física. Também dedico a cada um de vocês em Salvador, que sei que querem que os Jogos sejam maravilhosos que a gente passe uma boa imagem" .
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"Tá vendo aquela chama que brilha lá no céu", cantou Thiaguinho antes de conduzir a tocha Olímpica. Ele fez a condução até o palco e acendeu a pira da celebração.No caminho ele quase foi agarrado pela multidão que aguardava no Farol da Barra.
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Medalha de prata em Londres, Esquiva Falcão, passou a chama Olímpica a Acelino Popó Freitas, tetracampeão mundial de boxe. "Estou mais nervoso que em uma luta. Eu que fui medalhista Olímpico e isso aqui é muito importante. Mostra que ainda sou atleta Olímpico. Entregar para ele representa a união no boxe. Quem dera eu chegue a ser igual a ele", disse Esquiva, que também aproveitou para tietar Popó enquanto esperavam pela condução. "Fiz Snapchat, Instagram, só não deu tempo de pegar dicas", brincou o medalhista.
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Guerreiras baianas
Várias grupos de jovens negros, vindos de diferentes comunidades de Salvador, compareceram para prestigiar o momento em que Luislinda de Valois Santos carregaria a tocha Olímpica. A primeira juíza negra do Brasil, hoje com 74 anos, superou a infância pobre para alcançar seus objetivos. Atualmente desembargadora e Embaixadora da Paz pela ONU desde 2012, Luislinda foi tietada antes do trajeto. "Salve a primeira desembargadora negra deste país", gritou parte do público. “Salve o preto pobre da periferia. Salve o Brasil. Amo meu país", bradou a desembargadora ao pegar a tocha.
A chama Luislinda recebeu de Creuza Maria Oliveira, destaque na luta pelos direitos das trabalhadoras domésticas, que lhe valeu o Prêmio de Direitos Humanos e o Diploma Bertha Lutz. “Estou aqui representando as mulheres negras e as trabalhadoras domésticas. Faz parte da nossa história, da construção de uma sociedade mais justa, mais igualitária, onde não haja tanta violência contra as mulheres. Essa Tocha é um símbolo de amor", declarou Creuza.
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As conquistas do movimento negro foram representadas na passagem da chama Olímpica de Creuza Maria Oliveira, símbolo de luta pelos direitos das trabalhadoras domésticas, para Luislinda de Valois Santos, que superou a infância pobre para se tornar a primeira mulher negra no Brasil a se tornar juíza e, em seguida, desembargadora.
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Daniela Mercury mandou o recado antes da condução da tocha Olímpica. "Vou conduzir pelo empoderamento feminino, pelos direitos humanos e LGBTI. Esporte significa convivência entre nós, com a diversidade desse planeta. Vamos receber o mundo inteiro."
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Renê Pereira, atleta Paralímpico, conduziu a tocha Olímpica em um barco a remo no Dique do Tororó. Ele passou a chama para a também atleta Marilena Barbosa, que também fez a condução na lagoa.
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Locutor e apresentador do Globo Esporte, Alex Escobar ficou sem palavras para dizer o que sentiu na condução da tocha Olímpica. Ele ajudado por um carro da PM a sair do trânsito e chegar a tempo. "Eu trabalho com palavras, mas agora fiquei sem fala. Impossível descrever esse momento."
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História na moda e no Rio 2016
Paulo Borges, paulista de São José do Rio Preto, idealizou o que é atualmente o maior evento de moda do Brasil, a SPFW (São Paulo Fashion Week), do qual ainda é diretor criativo há 21 anos. Ele não poderia estar de fora Time Brasil e coordenou o processo seletivo da equipe de criação das peças a serem usadas nas cerimônias dos Jogos Olímpicos. Hoje, ele conduziu a chama Olímpica por Salvador. "Eu já estava envolvido com o Rio 2016 coordenando a seleção dos estilistas que que desenharam as peças dos desfiles das cerimônias de abertura e de encerramento. Conduzir a tocha Olímpica não só me deixou mais envolvido com esse universo como também foi um grande privilégio."

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O diretor criativo do SPFW (São Paulo Fashion Week), Paulo Borges, 54, desfilou hoje conduzindo a Tocha Olímpica em Salvador. Mesmo vestindo o uniforme branco de condutor, não deixou seu lado fashion de fora e deu seu toque especial com seus óculos azuis. "Muito emocionante poder conduzir a Tocha Olímpica na cidade onde meu filho nasceu. Eu já estava envolvido com os Jogos Rio 2016 coordenando a seleção dos estilistas que que desenharam as peças dos desfiles das cerimônias de abertura e encerramento. Conduzir a Tocha Olímpica não só me deixou mais envolvido com esse universo, como também foi um grande privilégio."
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Outra condutora que fez sucesso em Salvador é Bruna Vieira, 21, criadora do blog 'Depois dos 15', referência para milhares de adolescentes no Brasil. A criançada nas ruas foi a loucura quando avistou a blogueira, pedindo autógrafos e fotos.
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Duas feras do futebol feminino se reencontraram hoje para escrever mais um pedaço da história. A ex-zagueira da seleção brasileira Suzy Bittencourt, passou o símbolo do Rio 2016 para a ex-goleira Mag Piovensan. "Voltei aos meus tempos de atleta, parecia que estava disputando uma final de campeonato", disse.
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Diagnosticada em 2007 com a síndrome Ehlers-Danlos, que limitou seus movimentos, Verônica Mauadie chegou a ouvir que viveria só mais um ano. Determinada, em 2008 levou o bronze Paralímpico na natação e, em 2016, a tocha Olímpica por Salvador: "Já quebrei o recorde de menor tempo em mar aberto. Agora quero quebrar o recorde de maior tempo conduzindo a tocha.
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A boxeadora baiana Érika Mattos já provou o gosto do sucesso diversas vezes: são 11 títulos brasileiros, cinco pan-americanos e um sul-americano, além de fazer parte do time que levou o boxe feminino brasileiro para os Jogos pela primeira vez. Hoje, ela conduz a tocha Olímpica dos Jogos Rio 2016.
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Jacqueline Mourão entrou para a história do esporte como a primeira brasileira a disputar os Jogos Olímpicos de Verão e de Inverno - ela representou o Brasil em 2004 e 2008 no mountain bike e em 2006, 2010 e 2014 com o esqui cross country, feitos que lhe deram o título de melhor brasileira do mountain bike e dos esportes da neve. Em Salvador, ela conduz o símbolo do Rio 2016 sobre o roller ski, uma espécie de patins de inverno.
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Após se aposentar das piscinas, Tatiane Mayumi, que representou o país em Pequim 2008, se emocionou ao conduzir a tocha Olímpica em Salvador: “Sinto como se tivesse participando dos Jogos do Rio. Valeu a pena tudo o que abdiquei até aqui".
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Rodrigo Menezes, 34, é arte-educador do Projeto Vem Jogar + Eu. "Esse é um momento muito esperado por mim e pelos meus alunos. Como eles mesmo dizem 'estou representando todas as periferias de Salvador", afirmou.
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Bronze nas maratonas aquáticas dos Jogos Pan-americanos, garantido no Rio 2016, condutor da tocha Olímpica. Mesmo com todas essas conquistas, Allan do Carmo, quer mais:"O filho de Gandhy falou que o ano reserva boas surpresas. Espero que seja uma medalha"
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Outra fera que conduziu a chama Olímpica em Salvador foi Jeferson da Conceição, Jefinho, bicampeão Paralímpico com a seleção brasileira de futebol de 5. "Sou baiano. Sou brasileiro. Esse momento representa a alegria de todos nós", disse.
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Movido por pedais de bicicleta, o Rixô Elétrico levou alegria ao revezamento da tocha Olímpica em Salvador. Ao som da guitarra baiana, o repertório inclui 'Festa no Interior', de Elba Ramalho, tradição nas festas de São João no país.
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Allan do Carmo se emocionou com a benção dos Filhos de Gandhy nas escadarias da igreja do Senhor do Bonfim. "Fiquei surpreso, uma energia sensacional. Curti, comemorei e dancei o que não sabia dançar", disse o primeiro nadador brasileiro a garantir vaga nos Jogos Rio 2016. Atleta da maratona aquática, ele se classificou durante o Mundial de Esportes Aquáticos de Kazan, na Rússia.
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No estilo Olímpico, o pequeno percussionista da escola do Olodum, Magno Macedo, de 7 anos, caprichou no cabelo para tocar durante a passagem da tocha Olímpica no Pelourinho, cartão-postal de Salvador.
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Alexandre Assis, o sambista Xande de Pilares, está acostumado a grandes multidões em seus shows. Mas mesmo pra ele, o calor da população foi uma surpresa em Salvador. "Mesmo em shows grandes nunca tinha recebido tanto calor do povo. É uma coisa impressionante. Me senti atleta. Espero que a passagem da tocha e os jogos Olímpicos tragam paz e animo para as pessoas superarem essa crise do nosso país. "
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Nos braços do instrutor Gilson do Nascimento, a chama Olímpica desceu o Elevador Lacerda, conhecido por ser o primeiro elevador urbano do mundo... de rapel. Confira mais essa aventura no vídeo.
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Um olho na chama Olímpica e outro na clientela. É o que prometeu Valdenife Freitas, que faz tranças afro em sua banquinha na calçada."Vou assistir a passagem da tocha fazendo o cabelo de alguém. Assim não perco o show e não perco o cliente."
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Claudio Nunes de Souza, 61, o mestre Cacau, levou o grupo Raízes do Forte, para mostrar a ginga e a arte da capoeira enquanto a tocha Olímpica não descia o Elevador Lacerda. "Trabalhando no Mercado Modelo se vê coisa nova todo dia. Mas a passagem da chama Olímpica é coisa de outro mundo", disse o mestre.
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Marcelo Collet é nadador de longas distâncias em 2010 foi o primeiro atleta Paralímpico a atravessar o canal da Mancha. E no Pelourinho nesta terça-feira ele teve mais uma conquista, abriu o revezamento em sua cidade. O Olodum deu o ritmo e a multidão não parava de aplaudir. "Só quem vivencia a energia do esporte Olímpico e Paralímpico sabe o que é", declarou o atleta emocionado após a condução.
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Olodum a postos para esperar revezamento da tocha Olímpica no Pelourinhos, um dos cartões-postais de Salvador. A banda também levou seus alunos para saudarem a chama com seu batuque.
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Quem vê Fabiano Lacerda hoje não imagina que ele chegou a pesar 193kg. O publicitário foi desafiado por amigos a perder 60kg, mas foi além. Em seis meses, eliminou 100kg, com reeducação alimentar e exercícios físicos, e é inspiração para muitos nas redes sociais.
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Luislinda Valois se orgulha de ser a filha de uma lavadeira e um motorneiro de bonde, que superou as dificuldades e se tornou desembargadora, escritora e embaixadora da Paz pela Organização das Nações Unidas, em 2012. Ela conduz a tocha Olímpica em Salvador representando a luta pela inclusão social dos negros e dos pobres no Brasil.
ter, 24 mai
Salvador, BA
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Trajeto
| Avenida Sete de Setembro - Barra |
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| Avenida Presidente Costa e Silva - Tororó |
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| Avenida Octávio Mangabeira - Boca do Rio |
| Avenida Octávio Mangabeira - Piatã |
| Avenida Alphaville & Avenida Luis Viana Filho - Patamares |
| Praça Senhor do Bonfim - Bonfim |
| Rua Fernandes Vieira & Rua José Martins Tourinho - Calçada |
| Rua da Conceição da Praia - Comércio |
| Rua Chile - Centro Histórico |
| Largo do Pelourinho - Centro Histórico |