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Campeão Olímpico Atenas 2004, o cavaleiro brasileiro Rodrigo Pessoa foi último condutor do revezamento da tocha Rio 2016. "É uma emoção fantástica. Tenho muitas emoções Olímpicas, medalha de ouro, porta bandeira, mas isso muito especial. Adorei a oportunidade".
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Mistura de sabores
Tocha Olímpica realiza "revezamento gastronômico" no Rio
Por Elis Bartonelli
Quer um petisco em um boteco? No Rio de Janeiro, tem. E um prato sofisticado em um restaurante fino? Tem também. A variada gastronomia da cidade esteve muito bem representada no revezamento da tocha nesta quinta-feira (4). A chef Roberta Sudbrack, David Bispo, dono do aclamado Bar do David, e Agnaldo, churrasqueiro do bar Galeto Sat’s conduziram a chama Olímpica na Zona Sul do Rio de Janeiro.
“Estou muito feliz de participar de um momento histórico, ser um representante da favela tem um significado muito forte para mim. Foi meu pai que registrou a minha comunidade. Para quem era discriminado, ser um atrativo turístico hoje é demais. É com muito orgulho que ergo essa bandeira e levanto essa tocha para o mundo inteiro”, disse David, morador do Chapéu Mangueira, onde toca seu negócio, no bairro do Leme, Zona Sul do Rio.
David conduziu a chama Olímpica em Copacabana - Foto: Rio2016/Andre Luiz MelloDepois de ficar em terceiro lugar no concurso Comida di Buteco em 2011, em segundo em 2012 e em terceiro no ano passado, o Bar do David conquistou o título carioca e a edição nacional do prêmio em junho deste ano, servindo uma salada de frutos do mar com molho vinagrete e feijão fradinho.
David tomou gosto pela cozinha em casa. Quando criança, rodeava o fogão da mãe, a cozinheira profissional Dona Odília Bispo, acompanhando o passo a passo de todas as receitas. Assim como ele, Roberta Sudbrack também se espelhou em casa para seguir como chef. Embora tenha aprendido o ofício sozinha, ela elege a avó como a melhor cozinheira do mundo e se inspira no cotidiano e na cultura para criar seus pratos. Em 2015, Roberta foi eleita a melhor chef da América Latina pelo 50 Best, premiação da revista inglesa "Restaurant". Dona do restaurante que leva o seu nome e do SudDog, um food truck de cachorro quente, a chef lançou, recentemente, uma coleção culinária que pode agradar os turistas que ela espera receber no período dos Jogos Olímpicos.
“O nome é “Raízes” e é muito baseada no interior do Brasil. Está coleção orienta o conceito dos novos pratos que estão entrando agora no menu do restaurante”, explicou.
A renomada chef Roberta Sudbrack também participou do revezamento no Rio - Foto: Rio2016/Andre Luiz MelloQuem também encara o aumento do número de clientes é Agnaldo. Recentemente, ele foi homenageado pelo tour boêmio, evento organizado por frequentadores assíduos dos principais bares do Rio que fazia o revezamento de uma tocha simbólica. Após o episódio, Agnaldo foi convidado para conduzir, dessa vez, a tocha Olímpica.
“Estou muito feliz. Meu telefone não para de tocar, amigos, pessoas com quem eu não falava há muito tempo me ligando. Depois de tudo isso, devo trabalhar mais também. Com o bar cheio, vou ganhar mais”, contou.
Agnaldo conduziu a tocha Olímpica bem perto do bar onde trabalha - Foto: Rio 2016/Andre Luiz Mello -
Lucinha Araújo é presidente da Sociedade Viva Cazuza, organização que atende portadores de HIV, fundada após a morte de seu filho, Cazuza. "Sou brasileira, carioca, e nunca me senti tão patriota e participando de um evento tão brasileiro", afirmou.
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Cynthia Howlett é nutricionista e participa de projetos voltados para a longevidade. "A cidade está linda. Temos que nos unir e receber todos de braços abertos", disse ela, que conduziu a chama Olímpica em Ipanema, no Rio de Janeiro.
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"Esta chama que passou por milhares de mãos agora está aqui, em nossa confiança, para transbordar o sorriso do brasileiro", disse o ator Rodrigo Lombardi, que antes de ser um artista famoso tentou a carreira como jogador de voleibol.
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Com uma camisa exibindo o rosto do filho falecido, a atriz e apresentadora Cissa Guimarães conduziu a chama Olímpica na Gávea, um dos redutos da boemia carioca: "Sou muito carioca. O Rio é a minha cidade, é onde meus filhos nasceram", resumiu.
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A modelo Adriana Lima não segurou as lágrimas ao acender a pira de Celebração na Praça Mauá, lotada para acompanhar o revezamento da tocha Olímpica.
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A modelo internacional Adriana Lima posou com a galera antes de participar do revezamento da chama Olímpica no Centro do Rio.
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Cláudia Magalhães foi a primeira ginasta brasileira a disputar os Jogos Olímpicos, em Moscou 1980. "Meu coração está fazendo piruetas e duplos mortais dentro do meu peito. Estou revivendo todas as emoções que senti na minha carreira", disse.
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Tia Surica e Monarco, ícones da Portela e, claro, do carnaval do Rio de Janeiro, protagonizaram o "beijo da chama Olímpica" no Palácio Rio 450 anos, em Oswaldo Cruz. Eles cantaram "Foi um rio que passou em minha vida", de Paulinho da Viola.
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Carnaval fora de época! Ritmistas da Portela, além do casal de mestre-sala e porta-bandeira, acompanharam lado a lado o revezamento da tocha Olímpica nas ruas de Madureira.
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Sem medo do Bolt
Velocistas brasileiros comentam últimos preparativos para estreia no Rio 2016
Por Evandreia Buosi
Dois representantes da equipe brasileira de atletismo deram uma paradinha rápida na preparação para os Jogos Rio 2016 nesta quinta-feira (4) para conduzirem a tocha Olímpica em Deodoro. Rosangela Santos, que está indo para a sua terceira participação Olímpica, vai disputar as provas de 100m, 200m e o revezamento 4x100m. Já Aldemir Gomes quer fazer bonito nos 100m e no revezamento 4x100m.
Acompanhe o atletismo nos Jogos Rio 2016
"Estamos concentrados nesses últimos dias de treinamento com dieta rígida, treinos mais intensos e foco total”, contou Rosangela, que foi finalista no revezamento 4x100m nos Jogos Pequim 2008, com apenas 17 anos.
Rosangela Santos e Aldemir Gomes, do atletismo, protagonizaram o "beijo da chama Olímpica" em Deodoro - Foto: Rio 2016/Evandreia BuosiAldemir Gomes, que caminha para sua segunda participação Olímpica, comentou sobre a expectativa para, quem sabe, correr ao lado de Usain Bolt: "Estou superpreparado para mais esse desafio. Já competi em outras ocasiões ao lado dele (Bolt) e isso não me intimida. Vejo ele como mais um atleta, como qualquer outro. Vou contar com a torcida para chegar no meu resultado”, afirmou.
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A tocha Olímpica foi bem recebida em Madureira, na Zona Norte carioca, na quadra da Portela, uma das escolas de samba mais tradicionais da cidade. O local foi concentração dos condutores que carregaram o símbolo pelo bairro.
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O Cristo Redentor ficou Olímpico com os aros. O público recebeu a tocha Olímpica muito bem nos bairros de Campo Grande e Bangu, na Zona Oeste carioca, com ruas cheias e pessoas com cartazes, faixas e muita animação.
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Nos braços do povo
Tocha nas mãos do Nobel da Paz
Por Leonardo Rui
Cerca de 600 que conduzem a tocha Olímpica Rio 2016, em três dias de revezamento pela cidade, revelam a diversidade carioca e brasileira. Mas, entre os que levam o símbolo dos Jogos, há também estrangeiros que fazem diferença no planeta. Um deles é Muhammad Yunus, Prêmio Nobel da Paz em 2006. Depois de levar a chama em Campo Grande, na Zona Oeste, ele parecia à vontade no bairro e foi cumprimentado e assediado pelo público, que se encantou com a simplicidade e simpatia desse professor de Bangladesh.
“Foi muito bom participar, conduzir a chama. Uma experiência incrível. As pessoas no Brasil são maravilhosas, a hospitalidade delas é fantástica. E estão todos se divertindo muito”, comentou.
Foto: Rio 2016/Leonardo RuiMuhammad é o pai do microcrédito. Fundou o Grameen Bank e outras 50 empresas, a maior parte delas como negócios sociais. Quando tinha 25 anos, Yunus foi estudar economia. Sete anos depois, voltou a Bangladesh como presidente do Departamento de Economia da Universidade de Chittagong. Em 1976, o professor criou o Grameen Bank, um projeto para emprestar dinheiro aos pobres sem as garantias e exigências tradicionais, que acabou virando um banco oficial em 1983. Atualmente, o Grameen Bank desembolsa mais de 1,5 bilhões de dólares por ano, para ajudar mais de 8,4 milhões de mutuários, 97% mulheres. Quarenta anos depois da criação do programa, Yunus acredita que ainda há muito a ser feito.
“Precisamos dos serviços de uma instituição financeira, especialmente as mulheres e os jovens, para que virem empreendedores. Não precisamos procurar trabalhos, nós criamos trabalhos. As pessoas não nasceram para trabalhar para outras pessoas, nasceram para expressar seu poder e mudar o mundo”, defendeu.
O principal legado do projeto é que a ideia se espalhou pelo mundo todo. Muhammad Yunus já recebeu 112 prêmios de 26 países, entre eles o Nobel da Paz em 2006 e honras de Estado de 10 países.
Yunus acredita que os Jogos Olímpicos Rio 2016 são uma excelente oportunidade para as pessoas colocarem em prática a construção de uma nova sociedade.
“O mundo todo junto, com solidariedade, voltado para uma competição de maneira amigável. É isso o que estamos tentando construir: uma inspiração global, para que as pessoas superem todos os problemas que temos e, assim, construam um mundo novo para todos nós”, concluiu.
Foto: Rio2016/Fernando Soutello -
Marcos Frota é ator e apaixonado por circo. "O circo, por incrível que pareça, é o diálogo entre o esporte e a arte. O esporte transforma a vida da gente. E a arte traz a poesia", disse o ator que lembrou de seu mais famoso personagem, Tonho da Lua.
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Até um "clone" do personagem "O Máskara" apareceu no revezamento da tocha Olímpica em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio, e chamou a atenção do público.
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Essa família privilegiada fez da varanda de casa um camarote especial para assistir ao revezamento da tocha Olímpica em Campo Grande. E cada um com um celular para registrar todos os momentos.
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Acredite em seus sonhos
Estudante de escola pública representou Brasil em Olimpíada de Neurociências e fez bonito ao conduzir a tocha no Rio
Lorrayne Isidoro, de 17 anos, é aluna do Colégio Pedro 2º, da unidade Engenho Novo, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Ela foi a única brasileira a representar o país na Olimpíada Internacional de Neurociências (Brain Bee Alumni), que aconteceu entre junho e julho em Copenhague, na Dinamarca. Primeira aluna de uma escola pública a representar o Brasil na competição e primeira negra a ficar entre os primeiros colocados, a adolescente enfrentou dois dilemas antes de conseguir embarcar para o evento.
Inicialmente, a família de Lorrayne não tinha como bancar os custos da viagem da jovem, que tinha de ir acompanhada de sua mãe, Estela Meirelles Isidoro. A própria organização do evento fez uma campanha que mobilizou milhares de pessoas e arrecadou dinheiro mais que suficiente para os custos de ambas. Na sequência, o problema foi a demora na emissão dos passaportes pela Polícia Federal, que gerou uma comoção em redes sociais e virou notícia. Um dia antes do prazo final para o embarque, os passaportes foram emitidos e Lorrayne pode cumprir sua missão na Dinamarca. Ela conquistou o 18º lugar.
Lorrayne é a primeira da última fila, da esquerda para a direita, com um belo sorriso no rosto (Foto: Brain Bee/Facebook)Nesta quinta-feira (4), a jovem conduziu a tocha Olímpica Rio 2016 na Barra da Tijuca. Ela lembrou dos colegas de escola e desejou servir como inspiração para sua geração.
"Estou aqui representando todos os jovens, os alunos do Colegio Pedro 2º e todos que torceram por mim. Espero que eu consiga transmitir muita coragem e que vocês realizem todos os seus sonhos", disse.
Foto: Rio2016/Fernando Soutello -
Sergey Bubka, considerado por muitos o melhor atleta de salto com vara da história, esbanjou simpatia ao ser tietado durante o revezamento da tocha em Campo Grande. Essa foi a décima vez que o campeão Olímpico dos Jogos Seul 1988 conduziu a chama.
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O ex-jogador de futebol Washington conduziu a tocha Olímpica na praia da Barra para a alegria da torcida do Fluminense. O apelido de "Coração Valente" surgiu após o atleta superar uma cirurgia no coração.
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Felipe Loureiro também é ídolo do Vasco e conduziu a chama pelo Rio. "Dentre milhões de pessoas, ter esse prazer é uma satisfação muito grande. Só tenho a agradecer pelo convite".
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O prêmio Nobel da Paz de 2006 Muhammad Yunus caiu nos braços da galera que foi acompanhar o revezamento da tocha Olímpica em Campo Grande nesta quinta-feira (4). Simpático, o economista distribuiu sorrisos e posou para várias selfies.
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Hélio de La Peña tinha uma lista de homenageados durante a condução da tocha Olímpica na praia da Barra nesta quinta-feira (4). Sem perder a piada, é claro: "Represento a Vila da Peña, o Botafogo, o Casseta e Planeta e a minha família", contou.
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Atriz e um dos ícones do carnaval carioca, onde desfila como rainha de bateria do Salgueiro desde 2008, Viviane Araújo conduziu a chama Olímpica na praia da Barra: "É um momento mágico, incrível emocionante", disse.
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"Sou morador da Barra e estou emocionado e feliz de conduzir a tocha Olímpica aqui", disse Rodrigo Minotauro, um dos grandes nomes do MMA não só no Brasil, mas no mundo. Ele participou do revezamento no "quintal" de casa, na praia da Barra.
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O sambista Dudu Nobre resumiu o sentimento de participar do revezamento da tocha Olímpica na praia da Barra da Tijuca nesta quinta-feira (4): "Para nós, cariocas, brasileiros, é o momento de celebração. Muito emocionante", disse.
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Ivy Faria, de 11 anos, filha do ex-jogador e senador Romário, conduziu a tocha Olímpica na Barra. A menina, portadora da Síndrome de Down, curtiu o momento. "Eu adorei conduzir a tocha. Foi muito orgulho", disse a menina no perfil do Instragram do pai.
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Ela não pensou duas vezes na hora de tirar a selfie com o revezamento da tocha Olímpica ao fundo, na praia da Barra da Tijuca: fez pole dance no poste de sinalização.
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Pedrinho, ídolo do Vasco, participou do revezamento. "Conduzir a tocha é um orgulho enorme e uma felicidade tremenda. Realmente, vai ficar guardado para sempre em minha memória".
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"É tetra, é tetra"
Parreira e Zagallo se reencontram e proporcionam momento único no revezamento da tocha Olímpica no Rio
Por Leonardo Rui
Carlos Alberto Parreira e Mário Jorge Lobo Zagallo formam uma das duplas mais vitoriosas do futebol brasileiro. Estavam juntos no tricampeonato em 1970 (o primeiro era preparador físico e o segundo, técnico) e voltaram a se encontrar no tetra, em 1994, quando Parreira era o treinador e Zagallo seu auxiliar técnico.
Foto: Rio2016/Andre Luiz MelloNesta quinta-feira (4), a dupla se reencontrou no revezamento da tocha Olímpica Rio 2016 no Recreio, bairro da Zona Oeste do Rio, quando Parreira passou a chama para Zagallo.
"É um privilégio muito grande participar dos dois maiores eventos do mundo. Eu fui a nove Copas do Mundo e a quatro Jogos Olímpicos. Estar no revezamento é incrível, principalmente ao lado do Zagallo, que é meu grande ídolo, meu mestre, um exemplo para o futebol brasileiro e mundial”, enaltece Parreira.
Brasil começa bem no futebol e vence a China por 3 a 0
Os elogios do amigo são mais que merecidos: Zagallo participou de quatro dos cinco títulos do Brasil em Copas do Mundo. Em Jogos Olímpicos, ele foi o técnico do Brasil em Atlanta 1996, quando a seleção ficou com o bronze.
"Nosso time no Rio 2016 é muito bom. Espero que possa conquistar o ouro", torce Zagallo, aos 84 anos, otimista ao descobrir uma relação entre o símbolo dos Jogos e a sua superstição mais conhecida: "Percebi agora que tocha Olímpica tem 13 letras!".
O Botafogo, time que consagrou o "Velho Lobo", fez uma homenagem ao seu ex-jogador em seu perfil @BotafogoOficial:
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Na praia da Barra da Tijuca, todos pararam para ver a passagem do revezamento da tocha Olímpica. Até o teto de um quiosque serviu de arquibancada para assistir melhor.
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Capitão da Seleção Brasileira de futebol pentacampeã em 2002, Cafu levou seu sorriso, marca registrada, para a condução no Rio. "É inexplicável a emoção de conduzir a chama. É uma experiência diferente, da qual eu espero me lembrar pelo resto da vida".
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Isabel Swan, medalhista de bronze em Pequim 2008 ao lado de Fernanda Oliveira, e Samuel Albrecht vão representar o Brasil no Rio 2016, competindo na Nacra 17, única categoria mista da vela. "Felizmente, deu tudo certo. Estamos muito animados. Os treinos na raia Olímpica foram muito bons".
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Funcionários de hotéis e restaurantes da Barra da Tijuca deixaram o trabalho de lado e foram saudar a tocha Olímpica com bandeiras do Brasil, no melhor clima Olímpico.
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Prata no voleibol em Los Angeles 1984 para o Brasil, Fernando Roscio Ávila, o Fernandão, reviveu o momento Olímpico no Rio. "É incrível, difícil falar o que estou sentindo. Conduzir a tocha é uma mensagem de paz, do espírito Olímpico e de amor entre os povos".
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A família Queiroga aproveitou a manhã linda de sol na Barra da Tijuca para acompanhar o revezamento da tocha Olímpica Rio 2016.
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Especialista em ondas gigantes, a jovem Maya Gabeira conduziu a tocha na praia da Macumba, Zona Oeste. Ela está feliz com o anúncio do surfe para a partir de 2020. "Temos meninos no auge que vão nos representar com certeza teremos medalhas", disse.
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A atriz Sheron Menezes se emocionou durante a condução da chama Olímpica no Rio e convocou a torcida brasileira para os Jogos Olímpicos; "Os atletas dedicam a vida ao esporte e agora precisam de nós".
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Anjelina Lohalith fugiu da guerra no Sudão do Sul aos seis anos de idade. Hoje, com 21, faz parte da equipe de refugiados, competindo nos 1.500 metros. "A tocha é símbolo de paz e esperança para os povos. Quero que chame atenção para a nossa causa"
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Boxeador filipino, Charly Suarez tem dois ouros dos Jogos do Sudeste Asiático, e agora busca o título Olímpico. "Conduzir a tocha aqui no Rio é algo que nunca imaginei. Vou me orgulhar para o resto da vida".
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Luigi Teilemb, 24 anos, representa o Vanuatu, arquipélago na Oceania, no remo. "Venho de um país que poucos conhecem, então é como se todos estivessem aqui, vivendo esse sonho", disse o atleta, que recebeu a chama em frente ao Memorial Olímpico.
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Ceci Wollman, 18 anos, é velejadora representante das Bermudas. "Estava na cerimônia de boas-vindas quando soube que iria conduzir a tocha. Jamais poderia imaginar viver algo assim", contou.
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Kefasi Chitsala, do Malauí, de 23 anos, compete nos 5 mil metros do atletismo. "Represento não só o meu país, mas também o continente africano. Volto do Rio com a sensação de viver alguns dos melhores momentos da minha vida. E os Jogos ainda nem começaram".
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Filho dos medalhistas Olímpicos Vilmos Szabo e Reka Lazăr, o esgrimista romeno naturalizado alemão Matyas Szabo vai tentar, no Rio 2016, sua primeira medalha no sabre individual. "Estou pronto para representar meu país neste símbolo de fraternidade e união pelo esporte"
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Representando o time de voluntários, Arthur Pedroso trabalha na Vila desde sua abertura e garante que não imaginava um dia conduzir a chama Olímpica. "É um símbolo importantíssimo de união, e por isso é um prazer fazer parte", disse.
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Casa dos atletas
Nesta quinta-feira (4), penúltimo dia de revezamento pelo Brasil, a chama Olímpica conhece lugares e personagens icônicos na Cidade Maravilhosa. Começando em grande estilo, o primeiro destino é a Vila Olímpica Rio 2016, casa dos mais de 10 mil competidores que brigam por uma medalha a partir desta sexta-feira (5). Sete condutores foram escolhidos a partir de indicações para representar os cinco continentes, a equipe de refugiados e o núcleo de voluntários da Vila. Acompanhe!

A passagem da chama Olímpica causou alvoroço entre atletas e equipes na Vila Olímpica (Foto: Felipe Varanda)
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Ícone do surfe brasileiro e carioca, Rico de Souza abriu o dia conduzindo a tocha da maneira que mais domina: sobre a prancha. Ele comemora o anúncio do surfe a partir dos Jogos 2020. "Além do desempenho brilhante que os brasileiros estão mantendo na ponta, no profissional, seria importante fazer um trabalho de base nas escolas de surfe, nas associações, nas federações, de forma que esse trabalho maravilhoso que vem sendo feito não tenha nenhuma interrupção".
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Aquecimento no Rio
Tour boêmio da tocha agita Copacabana e aquece o clima de espera pela chama Olímpica no Rio
Por Rafael Cavalieri
Um desavisado que passasse por Copacabana no último sábado (30) poderia até ficar confuso. Naipe de metais, bateria, centenas de pessoas e no meio disso tudo a chama. Não. A tocha Olímpica Rio 2016 ainda chega à cidade na quinta-feira (4), mas um aquecimento repleto de gaiatice e boemia animou os cariocas no sábado. Batizado de Tour Boêmio da Tocha, o evento prestou homenagem a Agnaldo, churrasqueiro de um dos mais tradicionais bares de Copacabana, e mostrou como o espírito do carioca se encontrou com o espírito Olímpico. A estrela da noite usou o fogo da tocha para acender a churrasqueira.
Tour fez homenagem ao churrasqueiro de bar em Copacabana (Divulgação)Onze foram os bares escolhidos. Em alguns acontecia apenas a passagem da chama de um para outro condutor. Em outros aconteciam paradas estratégicas para que todos pudessem abastecer os copos. A festa atraía olhares curiosos e, como em um verdadeiro bloco de Carnaval, ganhava novos adeptos a todo instante.
Os 13 condutores da tocha foram um capítulo à parte. Personagens marcantes da boemia carioca, jornalistas, guardador de carro e até motorista de táxi estiveram entre os privilegiados que participaram do revezamento antes de a tocha chegar a Agnaldo. Um dos rostos mais marcantes, Xico Sá não escondeu a alegria pelo evento.
"É a exaltação da boemia carioca, da alegria... O povo na rua aplaudiu e vibrou. Foi uma honra estar nessa homenagem a uma pessoa tão querida", afirmou. Leia aqui a matéria completa sobre a farra boêmia da tocha.
Jornalista e boêmio, Xico Sá marcou presença e conduziu a chama (Divulgação)
qui, 04 ago
Rio de Janeiro, RJ
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Trajeto
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| Rua da Lagoa & Rua Bosque dos Ipês - Camorim |
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