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Teve atleta, marinheiro, indígena e as belezas de Porto Velho: todos juntos com a chama Olímpica no 51º dia de revezamento pelo Brasil. Confira os destaques do dia!
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Voluntária orgulhosa
Voluntária dos Jogos Rio 2016 conduz chama e acende pira em Porto Velho
Jovem se inscreveu enviando vídeo onde aparece com tocha de papelão para participar de revezamento
Por Elis Bartonelli
A vontade de ajudar os outros é o sentimento que move a roraimense Caroline Esthéfany Santos, de 23 anos. Prestes a atuar como voluntária nos Jogos Olímpicos Rio 2016, a estudante de direito - que sonha ser defensora pública -, viveu um momento único em sua terra natal, Porto Velho, nesta quarta-feira (22). Além de conduzir o símbolo dos Jogos, ela acendeu a pira de celebração ao final do dia, sendo ovacionada por seus conterrâneos.

Caroline é voluntária nos Jogos Rio 2016 (Foto: Rio2016/Andre Mourão)
A estudante de Porto Velho conquistou o lugar no revezamento ao ver seu vídeo - em que interage com uma réplica caseira da tocha Olímpica - entre os mais votados de seu estado em concurso promovido pelo Rio 2016. “Minha mãe fez uma tocha de papelão, com chama e tudo. Gravei o material pedindo muitas views para poder participar desse momento histórico”, lembra.

A voluntária trocou a tocha de papelão pela de verdade durante passagem do símbolo por Porto Velho (Foto: Rio2016/Andre Mourão)
“Faria qualquer coisa para participar dos Jogos. É histórico. Vou ganhar muitas amizades, saber como funcionam os bastidores e conhecer muitas pessoas. Talvez eu pratique meu inglês, o que é bom para o meu currículo”, contou.
Só que o papel de Caroline nos primeiros Jogos Olímpicos da América do Sul está apenas começando. A estudante foi selecionada ainda para trabalhar nas competições de basquetebol, seu esporte favorito. Ela atua na área de Atendimento ao Público na Arena Carioca 1, no Parque Olímpico da Barra, em agosto. “Vai ser muito gratificante para mim. Vou ajudar as pessoas, orientá-las sobre assentos, dar informações”, afirmou.
Basquetebol e handebol têm novos ingressos à venda
A jovem nasceu e cresceu em Porto Velho. Orgulhosa de sua origem, ela diz que gosta de mostrar a realidade do estado para quem é de fora. “Rondônia tem fama de dar oportunidades para as pessoas. Muita gente de outros lugares do Brasil veio para cá. É uma terra muito acolhedora. Todas as pessoas que passaram por mim e foram embora sentem saudade de Porto Velho por causa desse calor. O principal daqui são as amizades que as pessoas fazem”, disse.
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Morador fez a sua própria tocha para acompanhar o revezamento da chama Olímpica em Porto Velho.
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De tão bonito, o pôr do sol no rio Madeira quase rouba a cena do revezamento da tocha Olímpica em Porto Velho.
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Chefe da seleção feminina de basquete nos Jogos de Pequim 2008, Edilson França, conduziu a tocha e falou sobre o que espera do desempenho dos atletas no Rio 2016. "O Barbosa [técnico] une as meninas como uma família. Elas vão se dar bem nos Jogos". Ele começou como atleta de basquete, virou assistente e técnico, árbitro, diretor de arbitragem e presidente da Federação de Basquete de Rondônia antes de ir para Pequim.
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Valda Wajuru é cacique e pajé do povo Wajuru, de Porto Rolim (RO) disse que a condução da tocha Olímpica chama atenção para as causas indígenas. Sua aldeia trabalha na preservação das tartarugas do rio Guaporé."Nós indígenas temos nossa cultura. Nós sofremos discriminação, mas somos capazes também", afirmou.
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Público aguarda celebração do fim revezamento da tocha em Porto Velho em frente ao palco montado entre as avenidas Farquar e 7 de Setembro. A Banda Versalle, que é da cidade, faz o show de encerramento.
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Ídolo sertanejo
Revelado por um vídeo na internet, ex-pedreiro virou ídolo sertanejo em Rondônia
Léo Nascimento já fez show nos Estados Unidos e agora vive de sua música
Por Elis Bartonelli
“O pedreiro de Rondônia que conquistou o Brasil”. A frase estampada no ônibus da produção de Léo Nascimento, cantor e compositor de 28 anos, retrata bem a história do artista. Ele despontou no cenário musical do país em 2014, depois que um vídeo gravado informalmente foi parar na internet. Nesta quarta-feira (22), um dos mais novos destaques da música sertaneja participou do revezamento da tocha Olímpica Rio 2016 em Porto Velho.
Léo conduziu a chama na cidade em que é ídolo sertanejo (Rio2016/Andre Mourão)“É um privilégio saber que estou representando Rondônia, uma região que amo de paixão. Sou o único artista do estado que ganhou destaque aqui. Muitos precisaram sair para se destacar. E o mais interessante é que muitas pessoas se interessaram por conhecer Rondônia depois de terem conhecido o nosso trabalho”, comemora ele.
O vídeo em que Léo canta “Tatuagem”, canção de sua autoria que ganhou o Brasil na voz de Eduardo Costa, teve mais de 1,4 milhão de visualizações e sucesso imediato. Em menos de duas semanas, ele participou de um programa de TV pela primeira vez e, em três meses, foi fazer uma turnê nos Estados Unidos. Menos de dois anos depois, a música “Com um suspiro” foi escolhida como tema de abertura da novela “Abismo de Paixão”, do SBT. Hoje, ele faz de 18 a 20 shows mensais pelo Brasil.
O sucesso fez Leo abandonar o emprego de pedreiro para viver daquilo que sempre sonhou. O talento ele trouxe no DNA: seu pai tocava violão e sanfona. Aos sete anos, ele também já tocava violão e, aos nove, começou a escrever suas músicas. Sem poder completar os estudos por falta de dinheiro, ele passou a juventude se dedicando à música em Porto Velho. Depois de casado, conciliava as apresentações na cidade com o trabalho para sustentar a família.
“Nossa vida mudou completamente e muito rápido. Ficou muito difícil continuar morando em Rondônia com a agenda cheia, por causa dos horários dos voos. Então, mudamos para São Paulo e agora moramos em Vespasiano (MG), a 15 km de Belo Horizonte. Aqui é mais tranquilo, tem clima de interior”, conta ele, que mora com a mulher, Cleide, e os dois enteados, Eduardo, de 10 anos, e Camila, de 14.
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Gervásio Alves foi o primeiro rondoniense a jogar no Maracanã. "Eu era zagueirão do Motoclube. Fizemos a preliminar do jogo entre Brasil e Colômbia nas eliminatórias da Copa de 70", contou. Ele lembra bem da data: 21 de agosto de 1969. "O estádio é grandioso, naquela época tinham 140 mil pessoas assistindo a gente em campo. Tenho certeza que a abertura dos Jogos vai ser linda."
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O time de basquetebol em cadeira de rodas Sociedade Vida Ativa veio prestigiar a passagem da tocha Olímpica por Porto Velho, Rondônia.
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Proteção tecnológica
Líder indígena usa tecnologia para proteger floresta e seu povo
Almir Suruí fez parceria com Google e monitora região
Por Elis Bartonelli
Há nove anos, Almir Suruí, líder da tribo Paiter-Suruí, aliou a sabedoria indígena à tecnologia e mudou a trajetória de seu povo. Por meio de uma parceria, a tribo usa a tecnologia do Google Earth para mapear a área com o objetivo de preservar a floresta. Morador da aldeia Lapetanha, no interior de Rondônia, o chefe-maior do grupo tem seu trabalho de proteção e reflorestamento reconhecido no Brasil e no exterior: em 2011, ele ocupou o 53º lugar no ranking das 100 pessoas mais criativas do mundo pela revista americana ‘Fast Company’; dois anos depois, foi eleito Herói da Floresta pelas Nações Unidas. Nesta quarta-feira (22), ele conduziu a tocha Olímpica Rio 2016 e também levou a mensagem de seu povo.
"Queremos de toda sociedade o pensamento de valorização da floresta em pé, além da diversidade que ela tem para oferecer como potencial econômico e cultural ao povo brasileiro", disse o condutor indígena antes de levar a tocha.
lmir Suruí usa a tecnologia a favor da preservação da floresta (Rio 2016/Andre Mourão)O trabalho de incorporação das informações no Google acontece na Associação Metarelar do Povo Suruí, na cidade de Cacoal (RO), a 50 quilômetros da aldeia. Graças a esse trabalho, os suruís conseguiram aumentar a preservação de seu território e conquistaram, em 2012, uma certificação para vender créditos de carbono no mercado internacional.
“Pedimos o apoio da empresa para treinar nossos jovens e também para acompanhar o desmatamento. Hoje, seis integrantes da aldeia trabalham comigo nesse processo. Todo mundo pode ter acesso a essas informações para conhecer nosso território. Nossa terra, hoje, é uma das mais conhecidas no mundo”, frisou Almir, que afirma que ainda é um desafio manter a floresta em pé.
“O desmatamento continua muito grande, mas barrá-lo não depende só da gente. Para assegurar a preservação, fazemos trabalho de educação ambiental, vigilância das terras, mas também precisamos de políticas públicas”.
Antes de conduzir a chama, Almir deixou seu recado sobre a missão de levar o símbolo Olímpico e também do tema do slogan oficial dos Jogos: Um mundo novo.
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Ele é enfermeiro, agente penitenciário, estudante de direito e faixa preta de judô. Com Ângelo Cruz, de 28 anos, não existe tempo ruim - veio direto do plantão para conduzir a tocha Olímpica. "Comecei no esporte porque era hiperativo e a minha mãe não aguentava", brinca ele.
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Do gramado para a arquibancada
Nenê conduz a tocha Olímpica em Porto Velho
Ex-jogadora lembra carreira na seleção brasileira de futebol e manda recado para nova equipe: ‘Estou na torcida’
As mulheres entraram em campo pela primeira vez em solo Olímpico nos Jogos de Atlanta, nos Estados Unidos, há exatos 20 anos. Na lateral direita do time brasileiro, convidado após boa campanha na Copa do Mundo 1995, uma rondoniense de Porto Velho não acreditava até onde o talento com a bola a tinha levado. Era Elissandra Cavalcante, a ‘Nenê’, que, nesta quarta-feira (22), viveu mais uma vez o sonho Olímpico ao conduzir a tocha dos Jogos Rio 2016 pelas ruas de sua cidade natal.
Nenê reviveu sonho Olímpico ao conduzir a tocha em sua cidade (Rio2016/Andre Mourão)Nas duas edições Olímpicas que participou, Atlanta 1996 e Sydney 2000, Nenê e sua equipe ficaram a um pulo do pódio, conquistando a 4ª posição. Mesmo com o bom resultado, a ex-atleta garantiu que pisar no gramado do Estádio Olímpico pela primeira vez foi “a melhor jogada da sua vida”.
"É uma emoção doida (jogar nos Jogos Olímpicos). Você pensa: será que eu cheguei aqui mesmo? Não posso errar porque o mundo inteiro está assistindo" - Nenê, ex-jogadora de futebol
Desde então o Brasil ganhou duas pratas (Atenas 2004 e Pequim 2008). Hoje fora dos gramados, a rondoniense acredita que a tão sonhada medalha de ouro chega em agosto, no Rio 2016, e mandou um recado para as jogadoras que se preparam para cumprir a missão:
Junte-se a Nenê na torcida pelo Brasil no Rio 2016. Ingressos para o futebol feminino a partir de R$ 20.
Apesar da certeza no sucesso da seleção, Nenê acredita que o futebol feminino ainda tem um longo caminho a percorrer, principalmente em relação ao preconceito contra as mulheres em campo. "Eu ganhava cerca de R$2 mil por mês quando jogava, 20 anos atrás - a mesma coisa que as meninas ganham atualmente. Não evoluiu muito. Temos mais clubes, mas eu ainda espero para ver as mulheres sendo tratadas com respeito e sem preconceito", afirmou.
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Manoel de Castro foi o último condutor na aldeia ribeirinha de São Sebastião, e fez questão de dançar com a quadrilha 'A Roça é Nossa'.
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Revelação rondoniense
Atleta Paralímpico recordista conduz chama e convoca torcida
Uma das promessas brasileiras para os Jogos Paralímpicos nasceu em Porto Velho. Matheus Evangelista, recordista mundial do salto em distância Paralímpico, na categoria T-37, vai para os Jogos Paralímpicos Rio 2016. Nesta quarta-feira (22) o atleta conduziu nesta quarta-feira (22) a tocha Olímpica em sua terra natal.
Matheus percorreu com calma os 200 metros de percurso de condução da chama (Rio 2016/Eduardo Butter)Depois de ganhar três ouros no Pan de Toronto em 2015, Matheus sofreu uma fratura no fêmur treinando, mas já está quase prontos para os Jogos, em setembro. Ele está confiante e disse acreditar que as chances de pintar medalha são grandes, principalmente com o apoio da torcida.
"Estou 90% recuperado. Além do recorde mundial no salto, sou o terceiro no ranking nos 100 metros T-39. Eu gosto de gente gritando mesmo, adrenalina", declarou o jovem, que deixou a velocidade para as competições Paralímpicas e teve outro plano na condução da chama. "Faço 100m na competição em 11s50. Mas os 200 do revezamento eu falei que ia levar cinco minutos", brincou ele.
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Eider Pereira, primeiro condutor de Porto Velho, cruzou o Rio Madeira com a tocha Olímpica nas mãos. Acostumado com o balanço das águas, o rondoniense mora em um barco com sua esposa há 25 anos.
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Nos bastidores do revezamento, funcionários da prefeitura ajudaram a deixar o caminho livre para os condutores na comunidade ribeirinha São Sebastião, em Porto Velho: "Alegres em poder ajudar", disseram.
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A chama Olímpica chegou em Porto Velho em clima de festa, com direito a show da quadrilha junina Três Marias no pátio do aeroporto.
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O comboio do Revezamento da tocha Olímpica Rio 2016 chega a Porto Velho e parte para o rio Madeira, com destino à comunidade ribeirinha São Sebastião, que prepara uma festa com quadrilha e boi bumbá. Depois de passar de barco, a chama Olímpica volta ao centro da cidade e segue uma rota por pontos turísticos da capital, como praça da Estrada de Ferro Madeira Mamoré.
qua, 22 jun
Porto Velho, RO
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Trajeto
| Avenida Farquar - Centro |
| Rua Duque de Caxias - Caiari |
| Rua Hebert de Azevedo & Rua Joaquim Nabuco - São Cristóvão |
| Avenida Calama - Flodoaldo Pinto |
| Avenida Mamoré - Esperança da Comunidade |
| Rua José Amador dos Reis - Juscelino Kubitschek |
| Rua Benedito Inocêncio & Rua José Amador dos Reis - Juscelino Kubitschek |
| Avenida Amazonas - Cuniã |
| Rua da Beira - Floresta |
| Rua Coropaba & Avenida Jatuarana - Cohab |
| Avenida Campos Sales - Eletronorte |
| Rua Carlos Gomes - Caiari |
| Praça Madeira-Mamoré - Centro |