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Veja o vídeo do 66º dia de revezamento da tocha Olímpica: tem a geração de ouro do vôlei, Daiane dos Santos, Patrícia Poeta...
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Daiane dos Santos acendeu a pira em sua cidade natal. "É o maior evento esportivo do mundo acontecendo aqui no Brasil. Nós, condutores, fomos um dos poucos privilegiados que podemos levar um pouco desse espírito Olímpico adiante”.
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A apresentadora Patrícia Poeta passou a chama Olímpica para Daiane dos Santos, ex-ginasta que agora vai entrar para o "time" da jornalista, já que será comentarista nos Jogos. "O simbolismo da passagem da tocha é muito forte. É muito bom protagonizar esse momento com atletas que vão representar e que já representaram o Brasil", disse Patrícia.
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A cultura gaúcha tomou conta do revezamento com Renato Borghetti. Com seu acordeão, Borghettinho se tornou ícone da música folclórica gaúcha. "A música, assim como o esporte, tem esse poder de ligar as diferentes regiões do país", disse o músico.
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Embaixadores culturais do Rio Grande do Sul, a dupla Kleiton e Kledir era só alegria à espera da chama Olímpica em Porto Alegre. E não podiam deixar de cantarolar sua música mais famosa.
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Teve até porta-bandeira carregando estandarte personalizado dos Jogos Rio 2016 na passagem da chama Olímpica por Porto Alegre nesta quinta-feira (7).
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O ex-jogador Tinga não escondeu a emoção de participar do revezamento da chama Olímpica, seguido por muitos torcedores do Internacional: “Conduzir a tocha no Beira-Rio, onde vivi minhas maiores alegrias, é o sonho de todo atleta”.
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Campeã mundial e bronze em Londres 2012, a judoca Mayra Aguiar não perdeu a chance de dar um beijo na tocha Olímpica na passagem por Porto Alegre: “Ser uma atleta olímpica e conduzir o grande símbolo, na cidade onde nasci, é uma emoção enorme".
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Tande exibiu suas duas relíquias durante a condução da chama Olímpica em Porto Alegre: a tocha e a medalha de ouro conquistada em Barcelona 1992:"Uma complementa a outra".
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Campeões na esgrima
Um dos esportes mais antigos da história, a esgrima marcou presença com suas duas vertentes no revezamento da tocha Olímpica Rio 2016 nesta quinta-feira (7). De um lado, Guilherme Toldo, que vai para os Jogos Olímpicos. Do outro, Jovane Guissone, campeão Paralímpico em Londres 2012. Os dois atletas gaúchos conduziram a chama em sequência durante a passagem do comboio por Porto Alegre (RS).
No marco de dois meses para os Jogos Paralímpicos nesta quinta-feira, o campeão Paralímpico, convocou a torcida brasileira.
"Estamos na reta final. A adrenalina aumenta cada dia mais. Estou pronto para dar o meu melhor", afirmou o paratleta.
A parceria entre os dois esportistas é antiga. Jovane e Guilherme treinam pelo mesmo clube na cidade e já lutaram juntos como exercício para os dois.
“Quando jogamos com um atleta sem deficiência, é proveitoso para os dois lados. Trabalha o condicionamento físico do cadeirante e o andante também tem benefícios com isso”, explica Jovane, que deve passar alguns dias treinando com andantes antes do início dos Jogos.
Foto: Rio2016/Andre MourãoPara Guilherme, a vantagem está no desenvolvimento da agilidade. “Como os atletas da cadeira ficam sempre próximos um do outro, é preciso trabalhar mais com o braço e tomar decisões mais rápidas”, diz.
A esgrima é um esporte composto por diversas particularidades. A tradicional acontece em uma pista de 14m x 1,5m e é dividida por armas em três categorias – florete, espada e sabre. Cada uma delas tem suas características de comprimento, peso e regras de pontuação. Guilherme, que levou a prata nos Jogos Pan-Americanos Toronto 2015 e dois bronzes em Guadalajara, disputa pela categoria florete. A arma mede 90 cm e pesa 500g. Nesse grupo, o atleta pontua apenas quando atinge o tronco do adversário.
“As diferenças, por mais que sejam sutis em cada arma, marcam o estilo de jogo. Costumamos dizer que o florete é uma arma intermediária. O sabre tem mais mobilidade, a espada é mais lenta. O florete está no meio das duas, tem um bom deslocamento”, detalha.
Foto: Rio 2016/Lívia RodriguesA modalidade cadeirante tem as mesmas regras da convencional. No entanto, a cadeira é fixada na pista, que mede 4 m x 1,5 m. Os atletas ficam de lado um para o outro, separados por uma barra que se movimenta de acordo com a distância necessária entre eles.
Cadeirante desde 2004, Jovane começou a treinar esgrima em 2008, depois de uma rápida passagem pelo basquete. Além de conquistar a medalha de ouro nos Jogos Paralímpicos Londres 2012, foi vice-campeão na Copa do Mundo de Eger, na Hungria, em 2016 e ocupa a vice-liderança do ranking mundial na esgrima em cadeira de rodas (Classe B). Na final de Londres, Jovane bateu o chinês Chik Sum Ram, mas acredita que o perigo vem de outros países no Rio 2016.
“Iraque, Inglaterra, Rússia são países muito fortes. Mas Jogos são Jogos, não adianta. A gente treina, se prepara, mas na hora vence o melhor”, ressalta.
Guilherme garante que está preparado para os Jogos Olímpicos e acredita que a torcida só tem a contribuir. “Estou acostumado a fazer uma preparação diferenciada, já que disputamos o campeonato mundial todos os anos. Tento tratar a experiência dos Jogos como tratei as últimas competições que participei: com bastante foco. Claro que tem a atmosfera dos Jogos, o clima diferente por estar em casa. Mas estou preparado psicologicamente para isso, não tem nenhum fator dentro da pista que possa me prejudicar”, conclui.
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"Homem do Gelo"
Explorador e pesquisador polar, Jefferson Cardia Simões foi o primeiro brasileiro a fazer uma travessia da Antártica, chegando ao Polo Sul geográfico, em 2004. Também conhecido como "Homem do Gelo", ele é o pioneiro no Brasil na glaciologia (ciência da neve, gelo e geleiras) e um dos líderes do Programa Antártico Brasileiro. O cientista conduziu a tocha Olímpica Rio 2016 em Porto Alegre, cidade onde também foi atleta de marcha atlética.
Foto: Rio2016/Andre Mourão "Comecei minha carreira no atletismo há muito tempo. Fui campeão gaúcho e até conheci minha esposa nessa época. Meu trabalho envolve atividade física, que é a sobrevivência no lugar mais agressivo do planeta, que é o interior da Antártica", explicou o cientista, que criou e instalou o único laboratório brasileiro no interior da Antártica. "Nós enfrentamentos temperaturas de menos 30, 40 graus no verão. Ficamos acampados, não temos estação, dormimos em sacos de dormir. É difícil sair de manhã cedo. Sobrevivemos um, dois meses nesse ambiente", disse Simões, que ficou radiante com a condução da chama. "É um pouquinho do sabor do que é participar dos Jogos".
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Integrantes do Centro de Tradições Gaúchas Tiarayú se apresentaram com danças e músicas típicas no Parque da Redenção, em Porto Alegre.
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Coletivo de artistas circenses fizeram uma apresentação de malabares e perna de pau no Parque Farroupilha, em Porto Alegre, antes da passagem da chama Olímpica pelo ponto turístico da capital.
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Celeiro Olímpico
Talento, dedicação e determinação são algumas das características inerentes a um atleta. Some a isso o apoio e a estrutura de um clube e verá grandes nomes do esporte despontarem no cenário mundial. É o caso de Mayra Aguiar, que conduziu a tocha Olímpica nesta quinta-feira (7), em Porto Alegre.
A judoca gaúcha conquistou o bronze nos Jogos Olímpicos Londres 2012 e vai brigar pelo ouro no Rio 2016. Mayra ainda tem no currículo a prata nos Jogos Pan Americanos Rio 2007 e Toronto 2015, foi campeã mundial em Chelyabinsk (2014). Neste ano, já levou o ouro no Grande Slam de Paris e o bronze no Grand Prix de Tbilisi.
Acompanhe o desempenho dos atletas brasileiros de perto
A atleta treina pela Sogipa (Sociedade de Ginástica de Porto Alegre), clube e centro de treinamento fundado em 1867 por um grupo de imigrantes alemães que se consolidou como celeiro de esportistas em Porto Alegre. O clube prepara atletas em mais de 20 modalidades de esportes olímpicos e não olímpicos, com destaque para o judô, o atletismo e a esgrima. Referência no esporte dentro da capital gaúcha, a Sogipa já marcou presença nos Jogos Olímpicos encaminhando doze atletas de cinco modalidades diferentes para a competição. Dois deles, além de Mayra, trouxeram medalhas: Tiago Camilo e Felipe Katadai, ambos bronze no judô em Pequim 2008 e Londres 2012, respectivamente.

Hoje, o clube atende cinco mil alunos e atletas, com estrutura para atender todas as modalidades. São quatro ginásios, uma pista sintética de atletismo, piscinas olímpica, externa e térmica, doze quadras de tênis e salas de judô e esgrima.
A Sogipa também foi e ainda é fundamental na trajetória de outros condutores que participaram no revezamento como Felipe Kitadaki, que treina por lá, e Maria Portela, também do judô, que levou a chama em Santa Maria (5). O explorador e pesquisador polar Jefferson Cardia Simões é ex-atleta na modalidade marcha atlética e foi campeão pela Sogipa. Carlos Nunes, ex-diretor de basquete da Sogipa e ex-presidente da Federação Gaúcha de Basquete por 15 anos, Carlos Nunes também conduziu a chama na capital gaúcha.
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Após fazer história pelo Grêmio, o agora técnico Roger escreve mais um capítulo emocionante em sua vida ao conduzir a tocha Olímpica: "Mesmo que tivesse idealizado o momento, superou as expectativas. Vai ficar registrado para o resto da vida".
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Dona de duas medalhas de prata no Pan de Guadalajara, em 2011, a nadadora Graciele Herrmann foi só sorrisos ao desfilar com a chama Olímpica: "Participar dos Jogos de Londres 2012 já foi incrível, mas competir em casa vai ser uma emoção maior ainda".
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O judoca Felipe Kitadai, medalha de bronze nos Jogos de Londres 2012, posou orgulhoso durante a condução da tocha Olímpica em Porto Alegre nesta quinta-feira (7). "Como na minha estreia eu já consegui uma medalha, hoje eu almejo ir mais alto".
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Paulão e Marcelo Negrão, campeões Olímpicos em Barcelona 1992, se reencontraram em Porto Alegre para viverem uma nova emoção: participar do revezamento da tocha Olímpica. Paulão ainda teve a companhia dos filhos Pedro e Pietra. "Já passamos por tantas batalhas e vitórias juntos. Está sendo uma festa linda, e a tocha simboliza essa alegria, a união dos povos".
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Porto Alegre
Condutores da tocha Olímpica em Porto Alegre mostram valor da vida ativa na melhor idade
Por Leonardo Rui
Diva Santiago foi atleta da seleção brasileira de voleibol na década de 60 e criou as equipes master do Grêmio Náutico União, nos anos 90. Aos 78 anos, é amante do esporte e pratica tênis diariamente. "Eu nem acreditei quando me chamaram para carregar a tocha. Estou treinando com pesos para fazer bonito no dia", brinca o condutor da tocha Olímpica Rio 2016.
Acompanhe tudo sobre a tocha Olímpica e o Rio 2016
Foto: Rio2016/Leonardo RuiGeny Pinto Machado, de 83 anos, é líder comunitária há mais de 50 anos em Porto Alegre. "Até chorei quando eu soube da notícia que iria carregar a tocha", conta. Geny atua no orçamento participativo da cidade há 27 anos, e promove o Natal comunitário para mais de 200 crianças.
Foto: Rio2016/Leonardo RuiAos 87 anos, Daniel Mietlicki tem uma vida ativa. É dono de uma oficina mecânica e trabalha até hoje. Toda essa energia vem da prática diária de exercícios. Daniel é conhecido em Porto Alegre por correr nas ruas, desde os anos 70, sempre com a camisa do Grêmio. "Estou acostumado a circular por aí, mas esses 200m com a tocha Olímpica serão muito especiais", fala.
Foto: Rio2016/Leonardo Rui -
Em Porto Alegre, a tocha Olímpica vai passar pela Redenção, o Parque Farroupilha. É lá que fica o Monumento ao Expedicionário, que homenageia os soldados que lutaram na Segunda Guerra Mundial. O mascote Vinicius já conheceu o lugar.
qui, 07 jul
Porto Alegre, RS
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Trajeto
| Avenida Beira Rio - Praia de Belas |
| Avenida Borges de Medeiros - Praia de Belas |
| Calçada Farroupilha - Farroupilha |
| Avenida Independência - Independência |
| Rua Comendador Caminha - Moinhos de Vento |
| Avenida Ceará - São João |