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Ícone da MPB, Tetê Espindola é reconhecida em todo o Brasil pelo projeto 'Música Pantaneira', em que apresenta a música do Centro–Oeste. Ela levou a chama Olímpica na Chapada dos Guimarães, local que inspirou uma de suas canções, chamada 'Na Chapada'.
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Fotógrafo do canal NatGeo, Izan Petterle, 59, é um verdadeiro caçador de paisagens. E elegeu o Mato Grosso como um dos lugares mais belos do mundo. "O revezamento é uma forma de divulgarmos quanto nosso país é precioso. Fico emocionado de participar desse momento histórico", disse.
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Da piscina para o revezamento
Ídolos da natação brasileira levam chama Olímpica por paisagens icônicas do Mato Grosso
Felipe Lima e Pepeu Pereira conduziram símbolo dos Jogos no Pantanal e Chapada dos Guimarães
Nascidos na capital Cuiabá, Mato Grosso, os atletas Felipe Lima e Luiz Pedro Ribeiro Pereira, o Pepeu, saíram da cidade para ganhar as piscinas do mundo. Nesta sexta-feira (24), assinaram o nome em mais um capítulo da história do esporte brasileiro ao participarem do revezamento da tocha Olímpica Rio 2016, que passou por cenários exuberantes do estado, como o Pantanal e a Chapada dos Guimarães.
Abrindo o 53º dia de revezamento, Felipe Lima levou o símbolo dos Jogos ao Pantanal, uma das maiores extensões alagadas do mundo, que compreende os estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
"Trazer o espirito Olímpico ao Pantanal é incrível. Lembro de quando vinha para cá mais novo, de ouvir os bichos cantando ao amanhecer" - Felipe Lima, nadador brasileiro
O atleta, que hoje treina nos Estados Unidos, defendeu o Brasil nos Jogos Londres 2012 nos 100m peito, ficando em 13º lugar. A experiência Olímpica ficou marcada na memória - e na pele - do atleta. "Não era adepto de tatuagem, mas decidi ter no meu corpo uma lembrança para o resto da minha vida", conta o nadador, mostrando o antebraço tatuado com os aros Olímpicos.
Mesmo com resultados expressivos nas Américas, que incluem ouro no revezamento 4 x 100 medley e prata nos 100m peito nos Jogos Pan-Americanos Guadalajara 2011 e Toronto 2015, o sonho de representar o Brasil nos Jogos Rio 2016 não foi realizado - ele ficou a 30 centésimos de bater o índice. Mas o atleta já faz novos planos: “Meus próximos objetivos são a Copa do Mundo de Natação e o Campeonato Mundial", contou.

O nadador Felipe Lima abriu o revezamento na cidade e Poconé, região do Pantanal brasileiro (Foto: Rio 2016/André Luiz Mello)
A tocha Olímpica também passou pelas mãos de outra fera das piscinas: Pepeu Pereira, conterrâneo de Lima, que levou o símbolo à Chapada dos Guimarães.
"Conduzindo a tocha Olímpica, posso participar um pouquinho dos Jogos no Brasil" - Pepeu Pereira
Pepeu é luso-brasileiro. A dupla cidadania deu a ele a oportunidade de competir nos dois países. O nadador mato-grossense treina em São Paulo, mas defende o Clube Benfica, de Portugal, em campeonatos no país e na Europa. Entre o fim de maio e o início de junho deste ano, ele levou oito medalhas – três de ouro, três de prata e duas de bronze – em competições no Porto e em Coimbra, duas das mais famosas cidades portuguesas.

Pepeu levou a chama Olímpica até o mirante da cachoeira 'Véu de Noiva', na Chapada dos Guimarães (Foto: Rio 2016/Fernando Soutello)
Embora represente os dois países no esporte, Pepeu afirma que o coração é brasileiro nos Jogos Olímpicos Rio 2016. “Vou torcer pelo Brasil. Vivi a vida toda aqui, nunca morei em Portugal. Fui para lá pela oportunidade de competir em outro país”, garante.
Sem índice para o Rio 2016, o nadador já está de olho em 2020. “Treinei muito para me classificar, mas não estava tão preparado quanto achei. Ainda tenho mais quatro anos para medir as coisas boas e ruins e treinar para conseguir uma vaga em Tóquio”, disse.
Assim como Lima, o mato-grossense também aposta em medalhas para o Brasil no Rio 2016. “Muitos atletas são bem fortes, como o João Júnior e o Thiago Pereira, que já é bastante experiente. Mas se fosse apostar em alguém, seria no Bruno Fratus”, indica.
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Com mais de 770 medalhas conquistadas na natação, Luiz Pedro Pereira, o 'Pepeu', conduziu a tocha na Chapada dos Guimarães. Sem índice para competir no Rio 2016, o mato-grossense disse que está na torcida pelos nadadores brasileiros: "Muito bom estar participando de alguma forma dos Jogos".
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Com águas cristalinas e centenas de peixes, uma das principais atrações da cidade de Nobres - que já foi comparada à Bonito, no Mato Grosso do Sul, é o 'aquário natural'.
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Índia Bakairi, Juliane Soares levou a chama Olímpica até a Gruta da Lagoa Azul, uma das principais atrações do município de Nobres, no Mato Grosso.
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O comboio da tocha Olímpica percorre, nesta sexta-feira (24), cerca de 500 quilômetros no Mato Grosso. Depois de Poconé e do Portal da Transpantaneira, na região do Pantanal, a chama segue viagem para conferir as águas cristalinas da cidade de Nobres, além do Parque Nacional Chapada dos Guimarães.
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Criada na região e apaixonada pela cultura pantaneira, Aline Ribeiro representa a Rainha dos Mouros na tradicional 'cavalhada' da Festa de São Benedito. Ela conduziu a chama Olímpica acompanhada por cavaleiros e pajens na estrada da Transpantaneira.
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Com cabelos soltos, pés descalços e batom vermelho, Patricia da Silva levou a chama Olímpica a cavalo até a Transpantaneira, rodovia de terra batida que corta a região do Pantanal. "Somos apaixonadas por essa vida", contou.
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Luis Silva, estudante da cidade de Poconé, Mato Grosso, levou a tocha Olímpica por um passeio pela área alagada do Pantanal a bordo de uma canoa indígena.
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Quem abre o 53º dia de revezamento é Felipe Lima, nadador que defendeu o Brasil nos Jogos Londres 2012. "Trazer o espírito Olímpico ao Pantanal é único. Lembro de quando vinha para o cá mais novo, de ouvir os bichos cantando ao amanhecer", disse.
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A chama Olímpica visita, nesta sexta-feira (24), uma das maiores extensões alagadas do mundo: o Pantanal. Os aquários naturais, no município de Nobres, também recebem o comboio, que finaliza o dia em expedição ao Parque Nacional Chapada dos Guimarães.
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Um dos grandes representantes do cerrado brasileiro, o Parque Nacional Chapada dos Guimarães recebe a chama Olímpica em diversos pontos atrativos de sua área de mais de 33 mil hectares. O morro São Jerônimo, e a Cidade de Pedra são os destinos dos condutores. Na cachoeira Véu da Noiva, a tocha desce de rapel a queda d’água de 86 metros de altura.
sex, 24 jun
Pantanal, MT
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Trajeto
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