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Raimunda de Freitas levou a tocha Olímpica para testemunhar o famoso encontro das águas dos Rios Negro e Solimões. Após passar por Manaus, os dois afluentes passam a se chamar rio Amazonas.
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Marcelo luz, 42 anos, nasceu no Rio Grande do Sul, mas escolheu o Amazonas em busca de aventura. "Quando vim, trouxe a canoagem comigo. É o melhor lugar do mundo para o esporte. Já percorri todo o rio Amazonas. A água é quente e limpa", disse.
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Bototerapia
Condutor criou método em que botos nadam com crianças portadores de deficiência
Igor Andrade trocou a veterinária pela fisioterapia e também trocou a terra natal, Belo Horizonte, por Manaus. Ele criou a bototerapia, onde crianças portadoras de deficiência aprendem nadar com os botos-cor-de-rosa. O método experimental usa o ultrassom natural do mamífero no tratamento dos pequenos nas águas do Rio Negro. Ele conduziu a tocha Olímpica Rio 2016 no Centro de Instrução de Guerra na Selva.
O mineiro Igor ensina crianças a nadarem com botos (Rio 2016/Eduardo Butter)"Ensinamos crianças com deficiência a nadarem com os botos. Não queremos substituir nenhum tipo de tratamento. Mas esses jovens muitas vezes não saem para interagir com a natureza. Tenho muitos relatos de mãe que contam que os filhos ficam mais calmos e dormem melhor nos dias da natação," explicou o terapeuta.
Em dez anos, Igor já tratou milhares de crianças e jovens portadores de todo tipo de deficiência, sem cobrar nada.
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Atleta da seleção brasileira de luta Olímpica, Waldeci Souza já foi campeão brasileiro. Ele conduziu a chama no Centro de Instrução de Guerra na Selva. O lutador tem um projeto social que ensina o esporte para mais de 150 crianças em Manaus. "Quero retribuir tudo que o esporte me deu". Uma lesão no joelho o tirou do Rio 2016. "Mas estar aqui com a tocha me dá a sensação de fazer parte da competição", disse.
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Força amazonense
Condutores de Manaus mostraram força amazonense do esporte no domingo (19)
Por Elis Bartonelli
A passagem do Revezamento da Tocha Olímpica Rio 2016 por Manaus (AM), neste domingo (19), destacou o potencial amazonense no esporte. A capital do estado já revelou vários nomes, de diferentes modalidades, que se destacaram nos cenários nacional e internacional. Algumas dessas personalidades conduziram a chama Olímpica.
O multiatleta Dissica Calderaro é um exemplo dessa diversidade. Ele já praticou futebol, jiu-jitsu, maratona aquática, ciclismo. Atualmente, se dedica ao triatlo e sonha com mais destaques para os atletas de Manaus. "Temos muito potencial para descobrir talentos na cidade. O sangue manauara é um sangue de guerreiro da floresta, que nasceu superando desafios, com o esporte nas veias. Só precisamos dar mais apoio para escolinhas”, ressalta Dissica.
Atleta múltiplo, Dissica quer mais destaques para os esportistas de Manaus (Rio 2016/André Mourão)Representante do handeball, a ex-atleta Magaly Cordovil fez parte da seleção do Amazonas. Em 1976, o time foi campeão brasileiro e ela, consagrada com títulos como a melhor atleta do Brasil, artilheira e atleta padrão. “Conduzir a chama é como voltar a jogar em alto nível. Parece que entrei em campo e venci um grande campeonato”, compara ela.
Magaly já foi melhor atleta do Brasil (Rio 2016/André Mourão)O futebol também não poderia ficar de fora do comboio. Augilmar de Oliveira, mais conhecido como Gilmar Popoca, ganhou medalha de prata no futebol nos Jogos Olímpicos Los Angeles 1984. Artilheiro e melhor jogador da competição, hoje treina as categorias de base do Flamengo. "A garotada precisa vestir de verdade a camisa da seleção em agosto. É uma chance única de ganhar o ouro dentro de casa", opina.
Também participou do revezamento o manauara Sandro Viana, que representou o Brasil no atletismo nos Jogos Olímpicos Pequim 2008 e Londres 2012. "Já vivi a emoção de duas cerimônias de abertura de Jogos, mas nada se compara à emoção de conduzir a chama. Peguei a tocha bem na frente de onde comecei minha carreira esportiva. Tenho certeza que esse é um sinal. Muitas coisas boas estão acontecendo comigo esse ano e sei que vem mais por aí”, diz.
A judoca Rita de Cássia Pereira Reis sonha em participar dos Jogos Olímpicos. Ela troca qualquer diversão pelos treinos para conquistar seu objetivo: “Essa chama foi maravilhosa na minha vida. Vou me esforçar ainda mais para dar orgulho aos meus conterrâneos de Manaus. Quero trazer uma medalha para a cidade em 2020”.
O paratleta Simplício Campos começou a nadar depois de perder o braço em um acidente de carro, em 2005. Ganhou várias medalhas de ouro, prata e bronze e foi considerado o melhor atleta paralímpico do Brasil em 2010 e 2011. “Conduzir a tocha é um reconhecimento da minha história de nove anos no esporte paralímpico. A natação me mostrou uma nova maneira de pensar sobre a vida”, conta ele.
Simplício foi só alegria ao conduzir a chama (Rio 2016/André Mourão)O revezamento também teve a participação de dois atletas indígenas. Gustavo dos Santos, da tribo Karapãna, e Drean Silva, dos Kambeba, foram descobertos pelo projeto Fundação Amazonas, que incentiva a formação de atletas através do Arquearia Indígena. A dupla se destacou há pouco mais de dois anos e agora está morando e treinando na Vila Olímpica de Manaus. "A primeira vez que peguei em um arco Olímpico foi estranho. Antes era só aquele de madeira mesmo. O profissional é mais potente e preciso, e exige muito treinamento", conta Gustavo. Drean completa: "Fora o peso. O arco indígena tem 500 gramas e o profissional uns 5 quilos”.
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Nesta segunda-feira (20), em uma operação especial, a chama Olímpica visita os municípios de Iranduba e Presidente Figueiredo, além de conhecer alguns dos destinos mais bonitos de Manaus, como a Praia do Tupé - base da tribo Dessana.
seg, 20 jun
Manaus, AM
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Trajeto
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