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O 48º dia do revezamento da tocha Olímpica Rio 2016 aconteceu em Manaus no domingo (19) e foi cheio de emoção. Assista!
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A mesatenista Ligia da Silva, medalha de prata nos Jogos Pan-Americanos Toronto 2015, acendeu a pira montada no Anfiteatro da Ponta Negra, encerrando o dia de revezamento em Manaus. "Aqui comecei minha trajetória. Nunca vou esquecer o Amazonas".
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Sensação do MMA, Ronaldo Santos, o Jacaré, é cria de Manaus “Comecei a treinar jiu-jitsu aqui. Apesar de ser capixaba, meu coração é manauara. Foi aqui que me fiz como atleta, minha torcida maior nas minhas lutas no exterior são do povo amazonense”, disse.
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Robson Caetano volta a Manaus
Especializado em correr curtas distâncias em alta velocidade, o ex-atleta Robson Caetano percorreu 200 metros em um ritmo bem mais tranquilo neste domingo (19). Ele conduziu a chama Olímpica em Manaus, cidade que marcou a trajetória profissional do carioca, que tem quatro participações Olímpicas e dois bronzes no currículo.
“Foi muito bacana carregar esse fogo simbólico, é motivo de muito orgulho. Conduzir a tocha nesta cidade também é grandioso por algumas razões. A primeira delas é que eu competi por Manaus. Sou medalhista Olímpico por Manaus e tenho grandes amigos aqui”, enumera o ex-atleta, que foi ovacionado pelo público da cidade durante a condução.

Amigos: o presidente do Rio 2016 Carlos Arthur Nuzman cumprimentou o amigo Robson Caetano durante condução em Manaus (Foto: Rio2016/Fernando Soutello)
Caetano acredita no trabalho dos atletas brasileiros e na chance do time estar nas finais Olímpicas no Rio 2016. Ele destaca as modalidades salto com vara, marcha atlética e maratona como as favoritas para a equipe brasileira.
De acordo com ele, o preparo físico do esportista interfere cada vez menos no resultado. “Os atletas têm um treinamento muito parecido. O psicológico é que faz uma grande diferença. A minha dica para eles é: divirtam-se. Façam com que as pessoas entrem no espírito Olímpico com vocês. Vamos encarar os Jogos com seriedade, mas vamos nos divertir”, aconselha o ex-atleta.
Único velocista brasileiro a ter disputado uma final Olímpica dos 100m, em Seul 1988 (onde foi bronze nos 200m), Robson mantém até hoje o recorde sul-americano da prova, ao percorrer a distância em 10 segundos cravados. Os motivos de nenhum atleta ter ainda quebrado a marca, para ele, tem a ver com determinação.
“Eu treinei muito, além das minhas possibilidades, para chegar a um resultado tão exato. Eu o chamo de “gota”: um segundo para cada dez metros. Tem outro ponto também, estamos invertendo a cadeia. Os jovens atletas estão ganhando dinheiro e montando famílias ao mesmo tempo. Quando atingem uma marca, caem no erro do comodismo, não buscam melhorar. Isso desmotiva. Para chegar lá, tem que treinar muito e acreditar muito no trabalho”, analisa o velocista, que também conquistou a medalha de bronze no revezamento 4 x 100, em Atlanta 1996.
O ex-atleta aponta dificuldades em descobrir novos talentos e renovar as equipes. Para ele, a solução está em reativar o esquema de “olheiros” nas ruas, além de políticas públicas voltadas para a descoberta de novos nomes para o esporte. “Falta estabelecermos uma política que possa abraçar as escolas em grandes campeonatos ou festivais de saltos e arremessos, para detectarmos esses valores e os trazermos para as pistas. Precisamos fazer isso de uma maneira inteligente, em escolas ou festivais, por exemplo”, opina.
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Para completar a graduação em educação física, José Queiroz pedalava diariamente os mais de 40km que separavam sua cidade natal, Iranduba, da capital amazonense. Hoje, ele volta a Manaus com a bicicleta, companheira de tantos anos, para levar a tocha Olímpica.
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Com quatro participações e dois bronzes Olímpicos no currículo, Robson Caetano se emocionou ao voltar a Manaus, cidade que marcou o início da carreira como velocista. "Sou medalhista Olímpico por Manaus. Passou um filme na minha cabeça hoje", disse.
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Deficiente visual, David Assayag é dono de uma das mais belas vozes do Amazonas e levantador das toadas de boi-bumbá. Momentos antes de levar a tocha Olímpica, emocionou condutores ao cantar 'Lamento de Raça', sobre a preservação da Amazônia.
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Por todas as crianças
Disposição não é problema para Ingra Rodrigues Mendes. De segunda a sexta-feira, a adolescente sai de casa às 11h da manhã e enfrenta uma maratona para chegar até a escola. O trajeto dura uma hora e meia. Em época de cheia do Rio Solimões, ela pega duas embarcações para ir à aula. No período de seca, percorre um trecho de carona e outro de ônibus.
Neste domingo (19), a moradora da comunidade ribeirinha Carreiro da Várzea, na zona rural de Manaus (AM), cumpriu um percurso mais fácil: ela conduziu a tocha Olímpica durante a passagem do revezamento pela cidade.
“Levar a tocha em Manaus é uma forma de representar toda a diversidade dos adolescentes ribeirinhos da Amazônia, que muitas vezes enfrentam dificuldades para ir à escola e ter acesso a outros serviços”

Além de se dedicar aos estudos, Ingra pratica handebol, vôlei e futsal na escola. Ao contrário de seus pais, um agricultor e uma artesã, ela vê de perto o sonho de cursar uma faculdade. Quer estudar Biomedicina. “Sempre gostei de estudar genética, mutação humana, essas coisas relacionadas à Biologia, que é a matéria que eu mais gosto. A escola é uma peça fundamental para seguir adiante, ela é uma porta de entrada para a vida”, afirma.
Ingra é a quinta de um grupo de seis jovens escolhidos através da parceria do Comitê Rio 2016 com o Unicef para conduzir a tocha, representando todas as crianças e adolescentes do mundo. A comunidade onde ela mora participa do programa Selo Unicef Município Aprovado, uma iniciativa para melhorar as condições de vida das crianças e dos adolescentes no Semiárido e na Amazônia Legal Brasileira.
“A Ingra, assim como muitos adolescentes, mora na zona rural. Esses meninos são os que têm os maiores desafios para garantir seus direitos. A participação dela no revezamento destaca, para nós, a importância do esporte como uma das maiores ferramentas para proteger as crianças e os adolescentes. Eles precisam estar em espaços seguros para praticar atividades e estudar, o que garante que eles estejam livres da violência também”, comenta Unai Sacona, coordenador da Plataforma Amazônia do Unicef no Brasil.
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Gustavo dos Santos, da tribo Karapãna, descobriu o tiro com arco com o projeto Arquearia Indígena, da Fundação Amazonas. "A primeira vez que peguei em um arco Olímpico foi estranho. Antes, era só aquele de madeira mesmo. O profissional é mais potente e preciso, e exige muito treinamento", conta.
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Fã de esportes radicais, Jefferson Modena conduziu a tocha andando de Drift Trike, carrinho usado nas competições do esporte neozelandês de mesmo nome, sucesso em Manaus. "Montamos protótipos e começamos a nos aventurar pelas ruas da cidade".
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Conexão Brasil-Haiti
O Revezamento da Tocha Olímpica Rio 2016 teve hoje mais um dia emblemático para as questões humanitárias: o haitiano Abdias Dolce conduziu a tocha Olímpica neste domingo, em Manaus (AM). Ele representa pelo menos 43.781 imigrantes que conseguiram permanência para reconstruir a vida no Brasil após o terremoto que devastou o Haiti, em 2010.

"Me sinto em casa em Manaus. O povo local me abraçou desde o começo" - Abdias Dolce, primeiro haitiano a conduzir a tocha Olímpica Rio 2016
Estudante de Engenharia Química e funcionário de uma casa de câmbio na capital do Amazonas, Abdias se mudou para o Brasil motivado pela insatisfação com os rumos que a vida tomou após a tragédia em seu país natal. “Estava estudando para dar aulas para o Ensino Médio, mas não gostava e não via futuro nisso. Me falaram que aqui eu poderia recomeçar uma faculdade. E, no mesmo mês que cheguei, já me sentia melhor do que no Haiti. As pessoas acolheram muito bem a gente”, contou.
Logo que chegou a Manaus, ele foi acolhido pela Paróquia São Geraldo, que pertence a uma congregação que atua na área de imigração em todo o mundo. De acordo com o Padre Valdecy Molinari, dez mil haitianos chegaram na cidade desde 2010. O religioso é líder do grupo de ajuda aos imigrantes e calcula que dois mil estejam na capital amazonense, enquanto os outros se espalharam pelo Brasil em busca de emprego. “Chegamos a ter 14 casas de apoio para acolher os que chegavam. Ajudamos com documentação, alimentação, língua portuguesa. Acompanhamos questões de saúde, encaminhamos para trabalhos”, explicou.
Abdias foi um dos estrangeiros acolhidos. Depois de alguns dias como hóspede dos párocos, conseguiu um emprego e começou a construir sua história na cidade. Passou por alguns trabalhos, até se firmar no atual. Hoje, como retribuição, ele ajuda a Paróquia a acolher os estrangeiros recém-chegados nos horários de folga.
A vida de Abdias ganhou mais cor com a chegada de Regenie Michel Dolce, que abandonou o curso de enfermagem no Haiti, para se juntar ao namorado. Os dois se casaram há um ano e têm um filho de oito meses, Akeen George.
Com a chegada de Regenie Michel Dolce, que abandonou o curso de enfermagem no Haiti para se juntar ao namorado, e o nascimento de Akeen George, filho do casal, Abdias iniciou uma nova fase no Brasil. O casal abriu uma loja que oferece serviços para estrangeiros, como ligações internacionais, internet e serviços de informática. “Ter deixado o Haiti foi a melhor coisa que eu poderia ter feito na minha vida. Lá, eu dependia da minha família para tudo. Aqui, consegui trabalhar, estudar e agora consigo ajudar a minha mãe e outras pessoas da família”, disse.
Apesar das saudades de casa, Abdias garante que está focado na vida no Brasil. “Termino minha faculdade este ano e pretendo conseguir um trabalho na minha área. Também gostaria de trazer a minha mãe para passar um período comigo, mas o dinheiro está curto agora”, lamentou.
Completamente adaptado, ele listou as três coisas favoritas dele no Brasil: "Música sertaneja e forró, carnaval e futebol. Torço para o Santos, Atlético Mineiro e Palmeiras".
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Com arquibancada preenchida para receber a tocha Olímpica, a Arena da Amazônia já está no clima dos Jogos Rio 2016. Em agosto, recebe as equipes da Suécia, Colômbia, Nigéria e Japão (masculino), e Estados Unidos, Colômbia, África do Sul e Brasil (feminino).
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Emocionado, o designer Glauber Penha, de 29 anos, levou a tocha Olímpica para dentro da Arena da Amazônia, um dos palcos do futebol do Rio 2016. Apaixonado pelo Amazonas, ele usa seus talentos gráficos para difundir a cultura local há cinco anos.
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Na rota do comboio da tocha Olímpica Rio 2016 em Manaus, o feirante Josué Sena, passou 30 de seus 44 anos de idade vendendo frutas e vegetais típicos da região. No vídeo, ele mostra alguns dos sabores do Amazonas, como a tucumã, bacuri e cacau.
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Além da medalha de prata no torneio de futebol dos Jogos Los Angeles 1984, Gilmar Popoca foi eleito artilheiro e o melhor jogador da competição. Hoje, Popoca conduziu a tocha e deu recado para jogadores no Rio 2016: "Vistam essa camisa", disse.
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O sargento Laercio Estumano, abriu o revezamento em Manaus ao som de 'Vida de Viajante', música oficial do revezamento, cantada por seus colegas da Unidade de Operações Especiais da Força Nacional.
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Neste domingo (19), a chama Olímpica chega a Manaus, onde vai conhecer a bela Arena da Amazônia, palco de algumas partidas da primeira fase do torneio de futebol dos Jogos Rio 2016.
dom, 19 jun
Manaus, AM
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Trajeto
| BR-139 - Mauazinho |
| Estrada da Estanave - Compensa |
| Avenida Coronel Teixeira - Ponte Negra |
| Acesso ao Cigs - São Jorge |
| Avenida Coronel Teixeira - Ponte Negra |
| Estrada da Estanave - Compensa |
| Avenida Itaúba - Jorge Teixeira |
| Avenida Grande Circular - Tancredo Neves |
| Avenida Álvaro Botelho Maia - Centro |
| Rua Dez de Julho - Centro |
| Travessa Tamandaré - Centro |
| Avenida Constantino Nery - Flores |
| Avenida Constantino Nery & Travessa José Tarciso - Flores |
| Avenida Torquato Tapajós - Colônia Santo Antônio |
| Avenida Santos Dumont - Tarumã |