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Guarabira, Sapé e João Pessoa: confira o que de melhor aconteceu no último dia em que a chama Olímpica dormiu na Paraíba.
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Momento único
Ídolo do Flamengo e ex-atleta Olímpico, Júnior, acendeu a pira da celebração em sua terra natal
Radicado há 57 anos no Rio de Janeiro, o paraibano Júnior, ídolo da torcida do Flamengo, participou do revezamento da tocha Olímpica Rio 2016 em João Pessoa: ele acendeu a pira ao receber a tocha das mãos da jogadora de basquete Erica Prado.
"Aqui, na minha terra, é a oportunidade e o momento único. É o coroamento porque eu fui um atleta Olímpico", disse o "maestro", que quando tinha 22 anos disputou os Jogos como lateral-esquerdo da seleção brasileira. Em 1976, Junior esteve em Montreal, no Canadá, onde o time lutou pela medalha de bronze, mas terminou a disputa em 4º lugar.
Júnior falou ainda o que espera dos Jogos Olímpicos Rio 2016 deixe o legal "melhor possível". "Apesar de todos os problemas. Pelo que tenho visto vai deixar um legado legal, principalmente para a cidade do Rio", declarou o ex-jogador.
Antes de conduzir a chama, o ex-atleta falou sobre como se sentiu ao ser chamado para levar a tocha pelas ruas da cidade onde nasceu.
“Não pensei duas vezes quando recebi o convite. Já conduzi a tocha no Pan-Americano e foi uma emoção indescritível. Teria feito qualquer sacrifício para conduzir na minha cidade natal. É um momento único, não vou ter isso nunca mais”, comenta ele.
Ainda há ingressos à venda no site dos Jogos Rio 2016.
Quando tinha 22 anos, Júnior disputou os Jogos como lateral-esquerdo da seleção brasileira. Em 1976, ele esteve em Montreal, no Canadá, onde o time lutou pela medalha de bronze, mas terminou a disputa em 4º lugar.
“Cresci esperando ter a oportunidade de ir para os Jogos. Curti o máximo possível e ainda brigamos pelo bronze. A vida de atleta dentro da Vila Olímpica está na minha cabeça até hoje. Você se mistura a todos os grandes atletas no mesmo ambiente, como pessoas normais. Essa convivência, integração entre as equipes, é muito legal”, relembra.
Desde 1952, quando foi incluída nos Jogos Olímpicos, a seleção brasileira trouxe cinco medalhas para casa: três de prata e duas de bronze. Diferentemente da Copa do Mundo, onde o Brasil se consagrou pentacampeão mundial em 2002, o primeiro lugar no pódio Olímpico ainda é um sonho para os brasileiros. Aparentemente mais festejada, para Junior, a taça do mundo não se sobrepõe ao prêmio máximo dos Jogos.
“São duas situações diferentes. A Copa do Mundo é específica para o futebol, então tem um valor dentro do esporte que fica marcado. Mas uma medalha Adhemar Ferreira da Silva, não importa a cor, também fica. Uma das frustrações da minha vida é não ter a medalha Olímpica. Eu a colocaria junto com a de campeão mundial que conquistei pelo Flamengo, em 1981”, analisa.
Ex-atleta já foi campeão do mundo, mas queria mesmo uma medalha Olímpica(Rio 2016) -
Ídolo do Flamengo, Júnior é nascido em João Pessoa, onde conduziu a tocha Olímpica e acendeu a pira da celebração, em Cabo Branco.
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Marcos Palhares está acostumado a superar grandes desafios, quebrou o recorde de profundidade no oceano, fez escalada, rafting, rapel, expedição em cavernas, paraquedismo e muito mais. O próximo limite a ser quebrado é a viagem ao espaço. Ele vai fazer sua primeira viagem espacial e foi escolhido pela Nasa para comandar a delegação brasileira. Mas, ao conduzir a tocha Olímpica, o astrofísico sentiu-se em órbita. "Enquanto eu conduzia me sentia com os pés fora do chão, como estar fora de gravidade. Sempre sonhei em conduzir a chama e quando soube que fui escolhido foi mais uma realização. Nossos sonhos não podem ser limitados. Podemos fazer tudo que quisermos se tivermos perseverança."
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Nathalia Virgínia Barbosa sofreu dois grandes traumas na vida, foi atropelada e teve uma perna amputada e recentemente em outro acidente de carro ficou entre a vida e a morte. Diante de todos esses revezes ela não desanimou e continuou no handebal que sempre foi seu esporte preferido antes de perder a perna. "Continuei jogando e treinando mesmo com a tristeza ao perder a perna. Essa é a chama da vida que trago dentro de mim e que não me fez desistir. É tão forte quanto a chama Olímpica. Agora que oficialmente fui condutora vou continuar na minha luta pela alegria e felicidade".
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Deficiente visual desde nascença, Renan Bezerra sempre praticou esportes, mas foi no goalball que ele se destacou e aos 15 começou a competir e acumulou títulos, entre eles o de melhor jogador em 2015. "Eu sou muito feliz como atleta e o goalball me dá energia para superar as dificuldades da minha vida, pois acessibilidade no país ainda é precária. Conduzir a chama Olímpica é motivo de muito orgulho e satisfação por ter sido reconhecido".
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Bruna dias nasceu com paralisia cerebral e sempre buscou atividades que a estimulassem. Começou a fazer esporte desde pequena e experimentou diversas modalidades. Atualmente é paratleta de arremesso de dardo. "Infelizmente não vou para os jogos do rio mas estar aqui conduzindo a chama é o mesmo que estar lá. Estou feliz de mostrar que os deficientes têm uma vida ativa e independente."
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João Pessoa
A capital da Paraíba é última cidade desta sexta-feira. A celebração de acendimento da pira será na praia de Cabo Branco. Acompanhe.

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Maria Clara é uma jovem de 20 anos e trabalha como voluntária desde os 15 com jovens e idosos. "Gosto de ajudar as pessoas e quem sai ganhando no final sou eu. É muita recompensa a cada sorriso que eles me dão. Essa chama Olímpica só me faz continuar no que eu acredito", exclamou a atleta.
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Educação e inclusão
Educação é trunfo que condutores da tocha Olímpica em João Pessoa usam para mudar vidas
Magno Santos Cerqueira é baiano, mas virou um ídolo do futebol paraibano nos anos 70. Ele foi tricampeão estadual pelo Botafogo-PB e artilheiro do campeonato de 1978. Hoje, Magno trabalha como educador técnico do Programa Esportivo Educacional, em João Pessoa, onde vai conduzir a tocha Olímpica Rio 2016. O projeto oferece aulas gratuitas de futebol a 400 crianças nos bairros de Cruz das Armas, Valentina e Cristo Redentor na capital da Paraíba.
Magno Santos nasceu na Bahia, mas tornou-se ídolo paraibano por causa do futebol (Leonardo Rui/Rio 2016)Iago Souza tem 20 anos e faz parte do grupo que desenvolveu o Crab, um veículo que ajuda cadeirantes a se locomoverem na areia da praia. A ideia surgiu quando ele fazia o curso técnico de eletrônica do Instituto Federal do Rio Grande do Norte. O projeto ganhou visibilidade depois da participação no quadro Jovens Inventores, do programa Caldeirão do Hulk, da TV Globo, e está prestes a virar realidade.

Iago Souza estudou e criou um veículo para cadeirantes poderem aproveitar a praia (Leonardo Rui/Rio 2016)
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A tocha Olímpica vai passar pela orla de Jampa, como João Pessoa, capital da Paraíba, é carinhosamente apelidada. O mascote Vinicius conheceu a bela praia de Tambaú, que está na rota do revezamento.
sex, 03 jun
João Pessoa, PB
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Trajeto
| Avenida Almirante Tamandaré - Cabo Branco |
| Avenida Professora Maria Sales - Tambaú |
| Rua Fernando Luiz Henrique dos Santos - Jardim Oceania |
| Avenida Governador Argemiro de Figueiredo & Avenida Governador Flávio Ribeiro Coutinho - Jardim Oceania |
| Rua Manoel Cavalcanti de Souza - Cabo Branco |
| Avenida Cabo Branco - Cabo Branco |
| Avenida Presidente Epitácio Pessoa - Miramar |
| Avenida Presidente Epitácio Pessoa - Tambauzinho |
| Avenida Presidente Epitácio Pessoa - Expedicionários |
| Avenida Presidente Epitácio Pessoa - Centro |
| Ladeira São Francisco - Centro |