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Veja como foi o 43º dia do revezamento da tocha Olímpica em Imperatriz, em sua despedida do Maranhão.
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Rafael Suzuki acendeu a pira de celebração em Imperatriz. Ele é o único piloto maranhense no stock car. "Que honra carregar esse símbolo de amor e paz. Espero que a chama inspire muitos aqui a praticar esportes como eu"
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Em defesa das florestas
Líder indígena conduz tocha Olímpica e lembra da importância do seu povo na defesa das florestas
Membro da nação Guajajara Tentehar, que habita as matas da terra indígena Arariboia, no Maranhão, Sonia Guajajara, 42, é uma das lideranças de seu povo e uma ambientalista. Ela conduziu nesta terça-feira (14) a tocha Olímpíca Rio 2016 em Imperatriz.

Sonia ganhou maior notoriedade ao gravar com top model Gisele Bündchen para a segunda temporada do programa 'Years of Living Dangerously", do canal Net Geo, com estreia prevista para dezembro. A super modelo brasileira vai apresentar os episódios sobre desmatamento e as mudanças climáticas no Brasil. No episódio, a líder guajajara falou sobre a relação dos povos indígenas e a preservação do ambiente.
"Nenhum povo pode existir sem florestas. Não só o povo indígena, mas o povo do mundo. Espero que ao conduzir a tocha Olímpica hoje as pessoas conheçam mais um pouco da minha luta", afirmou Sonia.
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Fadinha fenômeno
Fadinha do skate acompanha pai na condução de tocha Olímpica em Imperatriz
Campeã brasileira mirim de skate street e fenômeno das redes sociais após seu vídeo fazendo manobras ousadas vestida de fada ter alcançado milhões de visualizações no mundo todo, a maranhense Rayssa Leal, de 8 anos, chegou bem perto de quebrar outro tabu: ser a mais jovem skatista brasileira a conduzir a chama Olímpica. Como ainda não tem a idade mínima de 12 anos para ser condutora, seu pai, Haroldo Leal, carregou o símbolo Olímpico para representá-la no revezamento em Imperatriz, no Maranhão.
Fadinha do Skate fez manobras enquanto pai conduzia tocha Olímpica ( Rio2016/Andre Mourão)Antes do trajeto do pai, Rayssa fez manobras na rota do revezamento e posou para fotos com a tocha. No ônibus do Rio 2016, Rayssa contou sua história para os outros condutores e incentivou cada um que deixava o veículo para conduzir a chama.
"Queríamos muito que ela conduzisse a chama Olímpica para quebrar mais esse tabu, como uma menina e como a mais nova atleta representando a nação do skate. Vou conduzir representando minha filha com aperto no coração, mas sei que vai ficar para a história. Da nossa parte, fica o agradecimento pela oportunidade e muita vontade de vê-la conduzir a tocha no futuro", afirma o pai, esperançoso pela entrada do skate nos Jogos Olímpicos. "Será que em Tóquio, com 12 anos, ela já poderia competir?"
Rayssa aprendeu a andar de skate sozinha, desde os 5 anos de idade, estudando vídeos em canais dedicados ao esporte no YouTube. Aos 7 anos, estava voltando do desfile da escola, fantasiada de fada, quando encontrou o grupo de amigos da pista Mané Garrincha fazendo manobras numa escadinha na calçada. Trocou as sapatilhas pelo tênis e mandou um "heelflip" cheio de estilo. Em 24 horas, o vídeo alcançou 1 milhão de compartilhamentos - inclusive de celebridades mundiais como o DJ David Guetta e ídolos do skate como Bob Burnquist e Tony Hawk.
De lá para cá, Rayssa já conheceu vários ídolos pessoalmente (como a preferida, a brasileira Letícia Bufoni) e a família estima mais de 60 milhões de visualizações do vídeo no mundo todo.
Com ajuda da sua popularidade, Rayssa conseguiu levantar recursos para a reforma da pista Mané Garrincha, onde treinam cerca de 300 skatistas em Imperatriz. Ela continua treinando por conta própria, três horas por dia, nessa mesma pista. "Ela não tem treinador nem horário. Vamos para a pista quando o sol já está mais frio, por volta de seis da tarde", explica o pai.
Rayssa conta que realizou um grande sonho, mas agora começou a descobrir outros.
"Meu maior sonho era conhecer a Letícia Bufoni, chorei muito quando nos encontramos. Perguntei para ela como era a base da manobra 360º flip. Ainda não consegui fazer!", conta, com os olhos brilhando. "Meu outro sonho é ser profissional".
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Lindoval Silvino pendurou as chuteiras de atacante, mas fez história. Natural de Imperatriz, ele foi artilheiro do campeonato maranhense três vezes "Nasci aqui, fiz minha carreira aqui e aqui carrego a tocha Olímpica. Joguei por 21 anos. Esse momento é para minha família, meus amigos e minha cidade", exclamou.
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Esporte que transforma
Ex-morador de rua, campeão brasileiro e atleta Olímpico, David Albino é exemplo de poder transformador do esporte
David Albino é um belo exemplo do poder transformador do esporte, que inspirou a criação do slogan oficial Rio 2016: "Um mundo novo". Ex-morador de rua e flanelinha das ruas de São Paulo, ele trabalhava ao lado de um centro de treinamento de luta greco-romana e foi incentivado por quem seria seu técnico, Joanílson Rodrigues, a começar lutar. Ao chamar atenção pela sua atuação, passou ganhar o Bolsa Atleta - programa de patrocínio individual de atletas de alto rendimento - o que mudou sua vida. Atualmente, David é medalha de bronze nos Jogos Pan-americanos de Toronto 2015 e integra o Time Brasil de luta olímpica. Nesta terça-feira (14) ele conduziu a tocha Olímpica em Imperatriz.
David foi só alegria na condução da chama por Imperatriz Rio 2016/Stefano Santoni)"É uma emoção muito grande carregar o maior símbolo dos Jogos. Eu acredito que o esporte muda a vida. O esporte mudou a minha vida, para mim é a maior inclusão social do mundo. A pessoa não precisa ter muitos gastos para entrar no esporte", disse o lutador de 30 anos.
A fome foi a primeira desafiante de David, que começou a frequentar o centro de treinamento por causa do lanche oferecido depois dos treinos. "Espero que conduzindo a chama muitos sigam o meu exemplo. Vai ser incrível [lutar nos Jogos]. Uma coisa é você competir em um lugar onde ninguém te conhece. Outra é ter uma torcida gritando seu nome e te incentivando. Vai ser a primeira vez que minha mãe vai me ver competindo. Dá pra acreditar?", afirmou o atleta que foi cinco vezes campeão nacional e o primeiro atleta masculino brasileiro a entrar na United World Wrestling.
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Haroldo Leal, 34, conduziu a tocha Olímpica, mas quase foi ofuscado pela "Fadinha do Skate", sua filha Rayssa Leal, de 8 anos, conhecida por dominar as quatro rodinhas. Ela acompanhou o pai e foi reconhecida pelo público em seu skate. "Acredito que esse momento seja um incentivo ainda maior para a carreira da minha filha como skatista", disse o pai orgulhoso.
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Os amigos de treino e até o filho recém-nascido foram prestigiar o atleta do jiu-jítsu Ederson Apinajes da Silva. "Sensação única. É emoção demais", declarou o lutador. O bebê vestia uma camiseta com a frase "jiu-jiteiro como o pai".
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Ranilton de Souza é árbitro profissional. Ele começou a apitar com 10 anos nas peladas do bairro. Gostou mais de apitar do que jogar e seguiu a carreira. "Meu sonho no momento é ser árbitro da série A." Ele lembra do jogo mais tenso da carreira . "A decisão do campeonato maranhense de 2015, entre Imperatriz e Sampaio Correia." Ele entregou o que tira um juiz do sério. "Atleta que não quer jogar. Fica reclamando, cai no chão toda hora, joga a torcida contra a arbitragem. Quem mais escuta é a mãe do árbitro", brinca ele.
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Ao perder a perna há 14 anos, Edilson Vieira saiu do hospital com três preconceitos. "Achei que nunca mais ia jogar bola, sair com uma mulher e que não servia para nada." Hoje o atleta de basquete em cadeira de rodas é campeão imperatrizense e maranhense pelo clube Cenapa. "O esporte me salvou. Agora sonho com a Seleção Brasileira", confessa.
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Zeca do Tocantins é filho de pescador e artista da região de Imperatriz. Ele tem no rio que o apelida sua inspiração. Na condução da chama Olímpica pelas águas do rio, ele cantou uma de suas músicas em homenagem à tocha.
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Francisco de Oliveira Amorim é embaixador das artes marciais em Imperatriz. Ele foi discípulo do mestre Ochizo Machida, pai do lutador de MMA mundialmente conhecido Lyoto Machida. Bombeiro civil, nunca se limitou apenas em exercer sua profissão ou ensinar deus discípulos. "Eu já representei o Brasil mundo a fora com o karatê, em mundiais e pan-americanos. Espero que o esporte se torne Olímpico em breve. A sensação para mim seria a mesma que estou sentindo hoje ao conduzir a tocha. Sem igual, me deixou sem dormir", afirmou.
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José Bonifácio Ribeiro, mais conhecido como Zeca do Tocantins, é filho de um dos pescadores mais antigos do rio que o apelida. Autor de 12 livros e com quatro CDs lançados, sua paixão pela música começou nos anos 80, quando participou de seu primeiro festival. "Esse é um momento ímpar. A cidade está em festa e hoje estou representando o carinho que o povo tem pelo rio Tocantins, fonte da minha inspiração", declarou o artista sobre o rio que atravessa quatro estados brasileiros.
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As lanternas que guardam a chama Olímpica foram acomodadas com conforto e segurança rumo a Imperatriz para o dia de revezamento da tocha.
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Imperatriz
A cidade maranhense de Imperatriz recebe a tocha Olímpica nesta terça-feira (14) no 43º dia do revezamento da chama. Acompanhe!
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A cidade de Imperatriz é soberana no 43º dia do revezamento em solo nacional. Na segunda cidade mais populosa do Maranhão, que é de grande importância para o Norte e o Nordeste, a tocha Olímpica vai pegar carona de bike, de barco e até de rapel.
ter, 14 jun
Imperatriz, MA
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Trajeto
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