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Elas por todas
Maria da Penha acende pira em Fortaleza após receber chama Olímpica de idealizadora de projeto de empoderamento feminino
Nos dez anos da lei Maria da Penha, a própria mulher que com sua luta deu visibilidade às que também lutam contra a violência doméstica, acendeu a pira da celebração. "Minha luta resultou nessa lei, mas infelizmente ainda temos que avançar muito", dissse a biofarmacêutica Maria da Penha.
Juliana de Faria, do Olga, passa a chama Olímpica para Maria da Penha, que acendeu a pira da celebração em Fortaleza
Antes de fazer o revezamento, a idealizadora do projeto Chega de Fiu Fiu e #meuprimeiroassédio falou do que sentiu com o convite para conduzir a tocha. "É muita emoção estar aqui sabendo que esta pauta está sendo representada e poder passar a chama para a Maria da Penha, que é o exemplo máximo, a maior inspiração, uma guerreira, a palavra coragem. Para mim é uma grande honra e de que o projeto tem que continuar e está no caminho certo", declarou, emocionada.
Juliana de Faria feliz ao conduzir a chama Olímpica em Fortaleza (Rio2016/Fernando Soutello)O encontro foi celebrado com o lançamento pelo Rio 2016 da campanha #ChamaPorElas, que convida pelas redes sociais as mulheres a contarem como o esporte mudou suas vidas como ferramenta de empoderamento.
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Roberto Lopes, ex-jogador de vôlei de praia, participou dos Jogos Atlanta 96, conduziu a tocha Olímpica Rio 2016.
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Camila Albuquerque, 32, treina há 11 anos artes marciais e é primeira brasileira arbitra da maior competição de artes marciais mistas do mundo, o UFC e segunda mulher do mundo. "Foi muito bom. Fui galgando, é uma coisa de cada vez", disse. #chamaporelas.
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Condutora da tocha Olímpica, Luana da Silva leva educação digital para bairros da periferia e seu sonho para o futuro é que muitas adolescentes possam se tornar especialistas em TI. "Espero que muitas meninas tenham essa oportunidade para mudar".
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Ruas cheias em Fortaleza para ver a passagem da tocha Olímpica durante o revezamento da chama.
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Técnico do Solar Cearense de basquete e ex-jogador profissional, Alberto Bial, irmão do apresentador Pedro Bial, conduziu a tocha em Fortaleza, cidade que adotou. "Sou feliz de ter desbravado essa cidade que não estava tão acostumada com o esporte".
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#ChamaPorElas
Duas forças femininas se encontraram nesta terça-feira (7), em Fortaleza, para conduzir a tocha Olímpica e debater os direitos das mulheres no Brasil: Juliana de Faria, fundadora do OLGA, projeto idealizador das campanhas Chega de Fiu Fiu e #primeiroassédio, e Maria da Penha, ícone da luta contra a violência doméstica no país.
Juliana é a penúltima condutora do dia em Fortaleza, e passa a chama Olímpica para as mãos da cearense Maria da Penha Maia Fernandes, cujo nome inspira a lei 11.340/06, que aplica punições mais severas para agressores em casos de violência doméstica – a biofarmacêutica lutou por 19 anos e meio para ver seu agressor, que era seu marido, condenado por tentar matá-la duas vezes. Com o símbolo nas mãos, ela encerra o dia em Fortaleza, acendendo a pira da celebração na Praia de Iracema.
“Estou muito feliz de estar aqui e dar visibilidade a isso que a gente precisa combater, enfrentar, que é a violência contra a mulher”, declarou.
Momentos antes de fazer sua participação no revezamento, Juliana esteve na casa de Maria da Penha para uma conversa sobre os caminhos para a igualdade de gênero, as dificuldades da aplicação da Lei Maria da Penha em pequenas cidades, e os diferentes projetos capitaneados pelo Think Olga.

Maria da Penha conversa com Juliana de Faria sobre empoderamento feminino antes de conduzir a tocha Rio 2016 (Foto: Marcos de Paula)
Para celebrar o encontro, o Rio 2016 lançou, nas redes sociais, a campanha #ChamaPorElas, na qual convida mulheres a contarem suas histórias sobre como fizeram do esporte uma ferramenta de empoderamento.
Leia mais: Think Olga e Seleção brasileira oferecem aulão de rugby e poder feminino no Parque Ibirapuera
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Dos palcos para o revezamento. Toni Garrido conduziu a tocha Olímpica e curtiu muito o momento. "Me senti inspirado da mesma forma que acredito que a maioria das pessoas que não tem a mesma profissão que eu devem ter se sentido. Esse é o grande barato da chama Olímpica, unir as pessoas."
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Adriana Behar e Shelda, que juntas formaram uma das duplas mais importantes do vôlei de praia brasileiro nos anos 2000, se reencontraram em Fortaleza para conduzir a tocha Olímpica. "É com essa chama que começam os Jogos Olímpicos", disse Shelda.
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Solange Almeida e Xand Avião, a dupla da banda Aviões do Forró, chegaram a Fortaleza com animação total para conduzir a tocha Olímpica.
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"Olha ela" foi o grito do público para a passagem da ex-BBB Ana Paula Renault durante sua condução da tocha Olímpica. O bordão da jornalista acompanhou a condutora, que estava animada com o momento de levar a tocha Olímpica. "Vamos apoiar nossos atletas", pediu.
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Carlos Alberto Maciel, 39, perdeu um dos braços aos 12 anos em um acidente enquanto ajudava seu pai no trabalho da agricultura. Mesmo com um começo tardio no esporte, aos 30 anos, quebrou recordes e conquistou a medalha de ouro em nado de peito no Parapan e em 2012 foi o único cearense a se classificar para os Jogos Paralímpicos. Atualmente está entre os três melhores das Américas, com grandes chances de competir nos Jogos Rio 2016. "Que todos os brasileiros possam encher os estádios, as piscinas e arenas e torcer pelos guerreiros batalhadores que chegaram nesse momento único da vida. Boa prova", disse em seu recado ao público e aos atletas.
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Sensação nas redes sociais, a jornalista e ex-BBB Ana Paula Renault é um dos destaques da passagem da tocha Olímpica por Fortaleza. "Dia de grande expectativa e emoção", escreveu no seu perfil do Twitter.
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Fortaleza
A capital do Ceará é o destino final da chama Olímpica Rio 2016 nesta terça-feira (7). Lugares icônicos, festa nas ruas e um encontro entre forças femininas são os destaques do revezamento em sua passagem por Fortaleza. Acompanhe!

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Contra a violência doméstica
Maria da Penha conduz tocha Olímpica em Fortaleza pela luta contra violência doméstica
As cidades do Ceará recebem a chama Olímpica nesta terça-feira (7), a partir de Aracati, Aquiraz e Fortaleza. Na capital, o revezamento começa na Arena Castelão e termina na Praia de Iracema. Ícone da luta contra a violência doméstica e de movimentos em defesa dos direitos das mulheres, Maria da Penha, acende a pira da celebração na última cidade do dia do revezamento da tocha Olímpica Rio 2016. “Estou muito feliz de estar aqui e dar visibilidade a isso que a gente precisa combater, enfrentar, que é a violência contra a mulher”, declarou a cearense.
Maria da Penha faz pose com réplica da tocha Olímpica na arena Castelão (Leonardo Rui/Rio 2016)Maria da Penha Maia Fernandes, cearense de 70 anos, inspirou a criação da lei 11.340/06, conhecida por seu nome, após lutar 19 anos e meio para ver seu agressor, que era seu marido, condenado por tentar matá-la duas vezes. Em uma das tentativas, ela foi baleada nas costas e perdeu o movimento das pernas. Seis meses antes de o crime prescrever, a pedido da Organização dos Estados Americanos (OEA), foi criada a lei que aumentou o rigor na punição aos agressores que cometem esses crimes no ambiente doméstico.
“A principal finalidade da lei não é prender os homens, mas prender o homem agressor”, ressalta Maria da Penha, que lembra que a aplicação da lei, apesar de já ter completado dez anos, ainda está longe de ser a ideal.
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Para resgatar valores humanos na sociedade e assim educar pela não-violência, foi criado o Instituto Maria da Penha. “Desde 2009, o instituto, que trabalha a causa da violência contra a mulher, investe na educação para desconstruir a cultura machista, pois nós entendemos que muitos homens batem nas suas mulheres porque aprenderam isso em casa. Eles viram seus avôs batendo em suas avós e isso é considerado normal, seus pais batendo em suas mães e elas escondendo, dizendo que ‘não foi nada’. Isso foi se perpetuando. É preciso conscientizar cada vez mais as pessoas”.
Além de dar visibilidade à causa de direitos humanos, a condução da tocha por Maria da Penha também revela uma atleta: a cearense foi levantadora de vôlei e chegou a disputar campeonatos. Mesmo paraplégica, não abandonou o esporte: praticou tênis de mesa e também participou de torneio paralímpico.
Maria da Penha, que também já foi atleta, conheceu o mascote dos Jogos, Vinicius (Leonardo Rui/Rio 2016) -
Alberto Bial é apaixonado por basquete. Foi jogador, comentarista e treinador de clubes importantes em sete temporadas do Novo Basquete Brasil. Alberto dirige o Solar Cearense, em Fortaleza, onde conduz a tocha Olímpica, há quatro anos. "Já sou um cearoca", brinca o paulista de alma carioca e 64 anos.
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Reencontro marcado
Dupla campeã nas areias leva símbolo dos Jogos Rio 2016 em Fortaleza
Parceiras por 12 anos no vôlei de praia, Adriana Behar e Shelda não dividem as areias desde 2007, mas têm um reencontro marcado nesta terça-feira (7). As duas participam do revezamento da tocha Olímpica Rio 2016 em Fortaleza (CE), cidade natal de Shelda.
“O atleta percebe que os Jogos começaram mesmo quando a tocha é acesa no Estádio Olímpico. Poder conduzir aqui na minha cidade, com a Adriana, é muito bom. Ela é minha família, minha irmã. Tudo o que eu conquistei foi com ela”, diz Shelda.
Adriana foi do Rio de Janeiro, onde mora, para Fortaleza para encontrar a ex-parceira. No revezamento, ela passa a chama para Shelda seguir no percurso.
“Conduzir a tocha traz a memória do nosso período como atletas. Tudo o que conquistamos foi como dupla, essa é a nossa marca. Mesmo sem participarmos efetivamente, os Jogos ainda trazem muita emoção”, comenta Adriana.
ter, 07 jun
Fortaleza, CE
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Trajeto
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