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Judoca David Moura, da cidade de Cuiabá, acendeu a pira da celebração após a emoção de receber a chama Olímpica do pai, Fenelon Oscar, que o incentivou a tornar-se atleta.
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Medalha de ouro nos Jogos Panamericanos 2015, Davi Moura recebeu a tocha Olímpica daquele que 'acendeu' nele a chama do esporte: o pai, Fenelon Oscar. "Quem disse que homem grande não chora? E é bom chorar. É bom poder se emocionar", disse o atleta.
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Força feminina mato-grossense
Condutoras da tocha fazem a diferença na luta pelas causas da mulher no Mato Grosso
Por Eduardo Butter e Stefano Giorgi
Mulheres que conduziram a tocha Olímpica Rio 2016 em Cuiabá nesta quinta-feira (23) chamaram a atenção pelas suas trajetórias de conquistas e reafirmação feminina mato-grossense. Uma das primeiras a levar a chama foi Jorilda Sabino, que entrou para a história em 1984, quando foi vice campeã da São Silvestre. Dois detalhes chamaram a atenção na história da atleta: ela correu descalça e tinha somente 14 anos.
"Eu era muito, muito pobre. Correr sem tênis era normal para mim", disse Jorilda, que não entendeu a fama na ocasião. "Acho que por ser tão jovem, não enxerguei aquilo de forma grandiosa. Estranhava todo mundo querendo me entrevistar e dar parabéns", disse a atleta que na época foi apelidada de "Cinderela Negra".
Hoje, a mato-grossense é educadora. "A relação do professor de educação física com o aluno é especial. Eles nos escutam e amam os treinamentos", afirmou Jorilda. Após conduzir a tocha, ela mandou um recado: "Quando assistir aos Jogos, vou falar 'eu faço parte dessa história'", declarou, satisfeita.
Uma das fundadoras da ONG NEOM (Núcleo de Estudo e Organização da Mulher), Louriza Soares Boabaid Yole, 61, também conduziu a chama em Cuiabá. "Espero que a tocha que eu conduzi hoje queime toda a intolerância e a transforme em amor", declarou a idelizadora da instituição, que está integrada com o projeto Bordadeiras da Chapada, que além da produção de bordados, tem debates e sarais.

Louriza criou uma ONG em época em que não se discutiam questões da mulher (Rio 2016/Andre Mourão)
A empresária, jornalista, poetisa e empreendedora social Sueli dos Santos também conduziu a tocha em Cuiabá. E disse que luta das mulheres por igualdade deve continuar. "Mulheres do Brasil, é preciso união, mostrar cada vez mais a nossa raça. Nós já estamos empoderadas, já estamos quase na equidade de gênero. E acima de tudo, temos que viver em um ambiente de paz e equilíbrio, tanto emocional, quanto financeiro", afirmou a condutora, que ainda mandou um recado para as atletas que vão disputar os Jogos Olímpicos: "Que vocês consigam cada vez mais mostrar a força feminina, e que consigam que as empresas, iniciativa privada e órgãos governamentais apoiem o esporte".

Sueli era só alegria à espera para conduzir a chama (Rio 2016/Eduardo Butter)
Campeã de taekwondo, Adrielly Fernanda, 15, é atleta da Rede Cidadã de Cuiabá, projeto governamental que ajuda menores a saírem das ruas por meio do esporte e da educação. "Comecei para aprender a me defender. Sofria bullying na escola, e o esporte mudou minha vida. Me deu autoconfiança e a capacidade de enfrentar meus medos", contou.
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Frequentador assíduo das corridas de ruas em Cuiabá, Adão Carvalho é conhecido como 'Papai Noel' - apelido que ganhou pela barba e cabelos brancos compridos. Aposentado, atua como o 'bom velhinho' há mais de uma década ajudando comunidades carentes na cidade.
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Em festa pela passagem da chama Olímpica Rio 2016 pelas cidades de Várzea Grande e Cuiabá, condutores e população do Mato Grosso entraram no clima do Dia Olímpico, celebrado nesta quinta-feira (23).
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Dieiverson Perin ficou paraplégico em um acidente de caminhão e na recuperação começou a praticar paracanoagem há três anos e meio. "A gente descobre que tem muito mais força interior do que imagina. O esporte salvou a minha vida. Não consegui o índice para o Rio, mas tenho pouco tempo de esporte. Minha meta são os Jogos de 2020 em Tóquio".
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Fundador do grupo VIP de capoeira, Visquival Martins mudou a vida de crianças de baixa renda,recebendo o diploma de honra ao mérito pela vida do governo federal em 2010. Nesta quinta-feira, ele completou seu percurso com tocha com passos da capoeira.
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Gilmar Pereira Flores, 35, mais conhecido como Joaninha, foi sete vezes campeão brasileiro de motocross. "Conduzir a tocha Olímpica dá uma adrenalina diferente, mas também boa", disse o atleta.
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Jefferson Neves foi o único treinador do Mato Grosso na seleção Olímpica de natação em Londres 2012. "Infelizmente, Felipe Lima e eu ficamos fora do Rio 2016 ", disse o técnico, que estará na torcida. "Aposto muito no Bruno Fratus e no 4x100m".
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Em 1984, Jorilda Sabino entrou para a história quando foi vice-campeã da São Silvestre. Porém, dois detalhes surpreendem: ela tinha 14 anos e correu descalça. "Eu era muito, muito pobre. Correr sem tênis era normal para mim. Por ser tão jovem, não enxerguei aquilo de forma grandiosa. Estranhava todo mundo querendo me entrevistar e dar parabéns", contou. Atualmente, Jorilda trabalha com rendimento escolar. "A relação do professor de educação física com o aluno é especial. Eles nos escutam e amam os treinamentos", disse a educadora, feliz da vida em conduzir a tocha e ansiosa para os Jogos. "Quando assistir, vou falar: faço parte dessa história".
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Com apenas 15 anos, Adrielly Fernanda já sabe a importância do esporte na sua vida: "Comecei no taekwondo porque sofria bullying na escola. Mas o esporte mudou minha vida. Me deu autoconfiança e a capacidade de enfrentar meus medos", disse.
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Vinte anos após fazer sua estreia Olímpica no salto triplo, Maria Aparecida de Lima mandou um recado para a torcida brasileira que está à espera dos Jogos Rio 2016: "Prestigiem nosso atletismo e todos os atletas que estarão lá", disse.
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O grupo de patinadores "Life Rollers" promete acompanhar a chama Olímpica durante seu percurso por Cuiabá, que termina na Arena Pantanal. O grupo, hoje com 19 membros, se reúne diariamente na área de lazer da arena.
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O mascote Vinicius já está prestes a entrar em campo na Arena Pantanal. É aqui que acontece a cerimônia de encerramento do revezamento da tocha Olímpica em Cuiabá, com o acendimento da pira da celebração.
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De pai para filho
Judoca de ouro recebe tocha do pai e acende pira em Cuiabá
David Moura é medalhista do Pan e foi incentivado pelo pai a seguir no judô
Por Stefano Giorgi
Treze segundos. Foi esse tempo que deu ao judoca David Moura, 28, a medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de 2015. O cuiabano cresceu em um ambiente favorável à prática de esportes. Seu pai, Fenelon Oscar, 61, foi um grande judoca também medalhista pan-americano nos Jogos do México e do Panamá. Ele conduz a tocha Olímpíca Rio 2016 em sua cidade nesta quinta-feira (23).
"Diferentemente de outros judocas, eu não forcei o David a praticar judô. Pelo contrário, segurei ele. Fiz do judô um prêmio, ao qual ele.só teria acesso quando eu achasse que estivesse pronto", disse o pai.
O atleta cresceu ouvindo as histórias do pai. O que chamava sua atenção não era apenas o esporte em si, mas as viagens ao redor do mundo que Fenelon fez para competir em diferentes campeonatos e torneios. O resultado da junção de tempo e inspiração fizeram de David um dos maiores judocas brasileiros da atualidade, que chegou a competir pela vaga Olímpica, ficando atrás apenas do renomado Rafael "Baby" Silva, que representará o Brasil nos Jogos Rio 2016.
Pai passa a tocha para filho David na cidade onde atleta nasceu e se fez atleta (Rio 2016/Stefano Giorgi)Apesar de não competir, David já garantiu que estará na torcida pelos atletas do Time Brasil e tem expectativas positivas para os brasileiros que competirão. Além disso, ao conduzir a tocha Olímpica em Cuiabá, David sente que estará fazendo parte ativa dos Jogos: "A chama representa, na minha opinião, o poder de transformação do esporte. Eu cresci ouvindo as histórias do meu pai. Foi ele quem passou essa chama para mim lá atrás. E eu quero passar isso adiante. O Brasil precisa de ídolos. E, apesar de pequeno, é isso o que eu pretendo ser."
David receberá a chama Olímpica de seu pai novamente, em um momento que representa o início de sua trajetória, e acenderá a pira da celebração em Cuiabá durante a festa que dará fim ao revezamento na cidade. Com isso ele espera trazer visibilidade para seu projeto que ensina judô a crianças carentes. Da mesma forma que recebeu a "Chama" do judô de Fenelon, David quer passá-la adiante para seus pequenos alunos.
qui, 23 jun
Cuiabá, MT
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