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A tocha Olímpica mergulhou em espelho d'água e se aventurou por uma caverna em seu 54º dia de revezamento pelo Brasil. Assista.
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A pira da celebração foi acesa em Campo Grande por Zequinha Barbosa e neste domingo (26) a tocha Olímpica segue para Sidrolândia, Rio Brilhante, Maracaju, Itaporã e Dourados. Acompanhe.
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Michele Ferreira, 31, é atleta paralímpica de judô e uma das primeiras colocações dos ranking para representar o Brasil nos Jogos Paralímpicos. Ela competiu em Pequim 2008 e Londres 2012, mas, para ela, o Rio 2016 terão um gosto e uma responsabilidade especiais. "A pressão de estar em casa é muito grande. Mas é uma pressão gostosa. A torcida que geralmente era adversária agora será a favor. Conduzir a tocha significa representar meu país e o judô. É uma emoção muito grande."
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Rafaella Untar tem 25 anos e jogou três superligas de vôlei, duas pelo Minas Tênis Clube e uma pelo Praia Clube de Uberlândia. Teve importante participação na seleção brasileira infanto-juvenil e juvenil, com disputa de campeonatos mundiais e sul-americanos. "Fiquei muito nervosa, uma sensação de entrar na quadra, tocar o Hino Nacional antes do jogo no campeonato mundial. Foi muito bom", afirmou.
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Condutora do bem
Publicitária conduz tocha e dá sua 'indireta do bem': "a vida pode ser vivida de forma mais leve"
Por Stefano Giorgi
A criadora da página Indiretas do Bem, Ariane Freitas, 26, conduziu a tocha Olímpica Rio 2016 neste sábado (25) em Campo Grande e levou sua mensagem: a de que é possível ver o lado mais leve da vida.
Ariane fez um chamego no mascote Vinicius antes da condução (Rio2016/Stefano Giorgi)A ideia da criação da página, que atualmente tem mais de sete milhões de curtidas no Facebook, surgiu quando a publicitária teve um dia ruim. "Indiretas do Bem começou em um dia de 'tretas' na minha time line e na da Jéssica (outra criadora). Nós criamos a página como uma brincadeira para neutralizar tanta negatividade. Como cresceu muito rápido, decidimos continuar ", explicou.
Ela diz que a Indiretas do Bem fala sobre encontrar amor em todas as frentes da vida, mostrando que a vida pode ser vivida de forma mais leve. "Acho que os Jogos Olímpicos são muito legais porque colocam em foco diferentes nações e esportes que não conhecíamos. Nos faz crescer e aprender coisas novas", disse a condutora, que afirmou representar todos os que compartilham de sua ideia ao seguirem a página.
"Para mim, conduzir a tocha Olímpica é muito significativo. São 7 sete milhões de pessoas que não estão aqui, mas que nos fizeram crescer. Estou representando elas também", afirmou.
Ariane pronta para correr os 200 metros na condução da chama (Rio2016/Stefano Giorgio)A publicitária gosta de esportes, principalmente de eventos como a Copa do Mundo. "Minha maior referência esportiva foi a Copa do Mundo. Acho que os Jogos Olímpicos Rio 2016 serão uma grande festa. As pessoas assistirão competições juntas e vão comemorar como foi na Copa".
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Vicente Lenilson era mecânico de motos, mas foi conquistado pela corrida e ganhou a prata nos Jogos Olímpicos Sydney 2000, no revezamento 4x100 metros. "Reconhecimento é a palavra. Foram 16 anos de dedicação. Parei depois dos Jogos Mundiais Militares, em 2011, mas sigo no Projeto do Alto Rendimento do Exército. Hoje me senti nos Jogos novamente. Estou extremamente feliz", declarou.
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Sonho indígena
Criador dos Jogos Indígenas conduz tocha e revela sonho: um índio medalhista Olímpico
Por Stefano Giorgi
Idealizador dos Jogos Nacionais e Mundiais Indígenas, Carlos Terena, 61 anos, sempre foi envolvido com o esporte. Neste sábado (25), ele conduziu a tocha, um dos símbolos dos Jogos Olímpicos Rio 2016.
"A sensação de conduzir a tocha Olímpica é a de somar minha energia e minha saúde à minha obra. Esporte não tem fronteiras. Isso é algo muito significativo para mim. E agora tenho outro sonho: ver um índio medalhista Olímpico".

Carlos Terena foi acompanhado por 20 índios de sua tribo durante a condução da chama (Rio2016/Andre Luiz Mello)
Quando era criança, Terena começou a dar as primeiras braçadas nos rios do Pantanal, sem nunca imaginar o que isso traria para si futuramente. Apesar de se destacar como nadador, sua primeira atuação no esporte foi como goleiro de futebol de salão no ensino médio. Foi nessa época que descobriu outra paixão: a corrida. Não foi à toa que Terena também foi fundador da corrida de 10 quilômetros.
O esporte continuou a evoluir na vida do líder dos esportes indígenas, especialmente durante seu tempo de Serviço Militar Obrigatório, onde aprendeu técnicas esportivas que até então desconhecia. Depois de deixar a Aeronáutica, Terena foi estudar em Brasília onde se deparou com diferentes povos indígenas.
"Lá eu me encontrei com outros parentes. Karajá, xavante, bororo e muitos outros. Meu olhar para eles não era um olhar cultural e sim esportista, visando o potencial indígena daqueles que eu conhecia", explicou.

Índios da tribo Terena acompanharam o cacique (Rio2016/Stefano Giorgi)
A partir desse encontro, ele fundou a primeira seleção de futebol indígena do Brasil. "Nosso time era muito bom. Chegamos até a disputar amistosos no Maracanã", contou, orgulhoso. Terena começou a ser convidado para organizar seleções indígenas desportivas e seu olhar para jogos ficou cada vez mais apurado, até que finalmente ele teve a ideia de criar um edição de jogos unicamente indígenas. Ele largou os estudos e começou a viajar para diferentes tribos, visando conhecer hábitos e habilidades de diferentes povos indígenas pelo Brasil. "Conhecendo os jogos dos brancos, eu já tinha em mente organizar os Jogos Indígenas", disse.
O projeto ficou 16 anos sem sair do papel até que em 1996 , depois de um encontro com Pelé, então ministro do Esporte, que o sonho de Terena se realizou. "Ninguém acreditava, ninguém queria fazer. Mas eu nunca desisti", declarou Terena.
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Rosinha Conceição começou a correr porque era gordinha e se irritava com as provocações. Hoje, aos 38 annos e 53 kg, ela ainda divide o trabalho de empregada doméstica com as corridas. Seu sonho é ir para os Jogos Olímpicos. "A emoção é grande demais. É um incentivo para seguir lutando pelo índice Olímpico", disse ao conduzir a tocha Olímpica.
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Experiência de campeão
Melhor do futebol de 7, Marcão leva experiência de 20 anos de seleção para o revezamento da tocha e os Jogos Paralímpicos 2016
Por Daniel Perpétuo
Classificado para sua sexta edição dos Jogos Paralímpicos, Marcos Ferreira é goleiro da seleção brasileira de futebol de 7 considerado o melhor da sua modalidade em 2015. Neste sábado ele conduziu a tocha Olímpica Rio 2016 em Campo Grande.
O goleiro conhecido como Marcão tem 20 anos na Seleção Brasileira Paralímpica de futebol de 7 (Rio2016/Andre Luiz Mello)Marcão, como é conhecido, começou sem querer no esporte Paralímpico. Ele foi visto por um coordenador da seleção brasileira em um campeonato regional, que participou por insistência de um amigo. Atualmente, tem quatro ouros em Parapan-Americanos, duas medalhas Paralímpicas, um bronze em Sydney 2000, prata em Atenas 2004 e um total de 20 anos no Time Brasil.
Acompanhe de perto o desempenho dos atletas Paralímpicos
"O esporte me escolheu, não conhecia o paradesporto. Jogava futebol porque gostava. Como eu era lento e não queria ficar de fora, virei goleiro. Com o tempo, fui me aperfeiçoando. Só acreditei que eu era o goleiro da seleção brasileira no dia em que entrei no primeiro avião, morrendo de medo", disse o atleta.
Ele falou sobre a satisfação em conduzir o símbolo Olímpico e também deu um recado sobre os Jogos Paralímpicos.
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Psicólogo e professor profissionalizante, Ronilço de Oliveira é apaixonado por quadrinhos e dissemina a leitura por meio dos gibis com sua gibiteca com mais de 25 mil exemplares. Ele anda pelas ruas de Campo Grande com um triciclo batizado de Gibicicleta. "Nesse momento inquieto do mundo vem esse evento de união, que trabalha a igualdade das diferenças. É maravilhoso", disse.
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Campeã brasileira cinco vezes de taekwondo, vice-campeã Pan-Americana, campeã sul-americana entre outros títulos, Soraia de Faria hoje é empresária da comunicação, mas não se afastou do esporte. Ela apoia o projeto de seu mestre Roberto Elias, que ensina o taekwondo para crianças de uma comunidade próxima ao lixão de Campo Grande. "Parei em 2002 quando decidi ser mãe. Hoje tenho três filhos. Eu conduzi a tocha do Pan, mas hoje tem um gostinho diferente exatamente por poder mostrar aos meus filhos os valores Olímpicos", disse a ex-atleta.
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Antes de ser corredor e medalha de ouro no Pan de Winnipeg, em 1999, Elenilson Silva foi peão de boiadeiro na região de Bonito, onde conduziu a chama Olímpica na Gruta Azul. "É um momento especial, um lugar tão lindo coroando minha carreira. Comecei tudo aqui próximo. Não irei para os Jogos, mas poder fazer parte disso no Brasil me deixa feliz", disse o ex-atleta que atualmente desenvolve um projeto social com crianças carentes.
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João Vizcaino é um morador muito querido de Bonito. Portador de Síndrome de Down, ele ama esporte e joga futebol, e estava muito emocionado por ter sido escolhido para conduzir a tocha Olímpica. A banda municipal de Bonito se apresentou para receber a tocha e homenagear João.
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Apaixonada por Bonito
Karina Oliani é médica, mas o que ela gosta mesmo é de se aventurar pelo mundo. A apresentadora de TV é apaixonada por esportes radicais, a paulistana tem em Bonito o seu lugar favorito. "Meus dois trabalhos nomades me levaram para mais de 80 países. Mas, não escondo de ninguém que Bonito é o meu local favorito do planeta. Aqui deveria se chamar espetacular. Estive aqui pela primeira vez em 2000, desde então voltei mais 7 vezes", disse Karina, que conduziu a tocha Olímpica Rio 2016 em Bonito.
Como gosta de mergulhar, Karina conduziu a tocha pela flutuação do rio da Prata. "Eu gosto muito de água, tenho uma relação intensa com ela. Bonito é o lugar que mais gosto de mergulhar. Entre os meus lugares favoritos está a gruta do Mimoso, a Caverna Misteriosa e a flutuação do rio da Prata com sua natureza exuberante. Nunca conheci um rio mais bonito que esse", afirmou a médica, que se sentiu honrada em levar a chama.
(Rio 2016/Lívia Rodrigues) Karina conduziu a chama Olímpica em seu lugar favorito"Esse objeto representa garra, disciplina, abdicação, dedicação extrema e superação dos limites humanos. Nem imaginamos o que os atletas passaram para chegar aos Jogos. Carreguei a tocha com muito amor e muita honra, já vivi muita coisa, mas hoje vai ficar marcado", declarou Karina.
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A tocha Olímpica flutuou pelas águas do rio da Prata, em Bonito, pelas mãos da médica, aventureira e apresentadora de TV Karina Oliani.
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A chama Olímpica saiu de helicóptero de Campo Grande para Bonito, onde fará uma passagem especial.
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Bonito
A tocha Olímpica faz uma passagem especial por Bonito, polo de ecoturismo da região com lugares como o aquário natural e a Gruta Azul. Após o passeio, ela volta a Campo Grande.
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Em Campo Grande, a cerimônia de celebração do revezamento será no Parque das Nações Indígenas, área de lazer e prática de esportes, com vegetação nativa e um lago, por onde a tocha Olímpica será conduzida numa canoa. O mascote Vinicius curtiu esse belo cenário.
sáb, 25 jun
Campo Grande, MS
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Trajeto
| Avenida Afonso Pena - Jardim dos Estados |
| Avenida Mato Grosso - Jardim dos Estados |
| Rua Antônio Maria Coelho - Jardim dos Estados |
| Rua Barão do Rio Branco - Centro |
| Rua Quatorze de Julho - Glória |
| Rua do Cruzeiro & Rua Spipe Calarge - Carlota |
| Avenida Calógeras - Carvalho |
| Rua Iguassu - Amambaí |
| Avenida Júlio de Castilho - Sobrinho |