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No 79º dia de revezamento da tocha Olímpica, os destaques foram os grandes atletas que fizeram história no esporte brasileiro. Assista.
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Mariléia dos Santos, mais conhecida como Michael Jackson, é ex-jogadora da seleção brasileira de futebol feminino por 12 anos. Ela foi para duas Copas do Mundo e aos Jogos de Atlanta 1996. Ela está animada com o Rio 2016. "A seleção feminina está bem preparada. Em casa elas estão motivadas. Vai ser muito importante para nós".
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Maria Helena Cardoso foi a primeira mulher a comandar a seleção feminina de basquete, em Barcelona 1992. "Tive que quebrar o preconceito". Ela passou a chama para Branca, medalha e prata em Atlanta 1996 e hoje técnica. "Que a chama me inspire".
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Maior medalhista Paralímpico brasileiro, com 15 medalhas na natação, Daniel Dias foi um dos destaques da passagem da chama. "Para mim, esse símbolo representa a alegria. Muitas pessoas acham que o esporte Paralímpico se trata apenas de superação, mas isso é comum em qualquer esporte. O diferencial do esporte adaptado é a alegria", disse o nadador, que aproveitou para fazer um convite para a torcida brasileira. "Compareçam aos Jogos porque não vão se arrepender. Lá não tem coitadinho, o bicho pega mesmo".
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André Heller disputou três Jogos Olimpícos e conquistou medalha de ouro em Athenas 2004 e de prata em Pequim 2008. Também foi seis vezes campeão da Liga Mundial. Hoje ele é coordenador técnico do time Vôlei Brasil Kirin. "O esporte transformou a minha vida. Foi com o esporte que eu consegui tudo, minha esposa, muitos prêmios e diversas alegrias. Hoje essa chama é um privilégio e uma responsabilidade. Levo todas as pessoas que me ajudaram na vida e no esporte."
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Melhor levantador do mundo e duas vezes medalha de ouro, Maurício Lima conduziu a chama e falou de voleibol, claro. "O vôlei fez por onde para conquistar a torcida brasileira com bons resultados ao longo de todos esses anos. A torcida representa uma pressão e uma ajuda, então os jogadores precisam saber lidar muito bem isso para atingir o objetivo", disse.
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Um dos grandes nomes do tênis no Brasil, Ricardo Mello foi um dos destaques da passagem da chama Olímpica por Campinas. "São poucos que têm a chance de disputar os Jogos", disse ele, que aposta em Djokovic, Federer e Murray na briga pelo ouro.
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O alpinista Rodrigo Raineri já viveu emoções únicas no esporte, como a escalada dos montes Aconcágua e Everest. "A escalada é um dos esportes de demonstração dos Jogos de 2020", comemorou Rodrigo, que conduziu a chama Olímpica em Campinas.
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A nadadora Fabiana Sugimori participou de quatro edições dos Jogos Paralímpicos e bateu recorde nos 50 metros livres em Pequim 2008."Ter esse tipo de reconhecimento é mais um sinal de que todo esforço não foi em vão. Espero que a tocha contagie muito as pessoas que vão me ver na rua e que elas se sintam mais animadas para torcer pelos atletas."
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Campinas
Esporte é fio condutor de vida de condutores da tocha Olímpica em Campinas
Por Leonardo Rui
Maria Helena Cardoso tem um currículo vitorioso tanto como jogadora quanto como treinadora de basquete. Foi campeã Pan-americana jogando pela seleção em Cali 1971. Vinte anos depois, repetiu o feito como técnica do Brasil na histórica conquista em Havana 1991. Maria Helena foi a seis mundiais pela seleção, quatro como jogadora e dois como treinadora. Ela também comandou o Brasil na primeira vez em que o time se classificou para as os Jogos Olímpicos e dirigiu a equipe em Barcelona 1992. Além disso, tem uma enorme galeria de troféus em clubes, incluindo títulos mundiais. "Para mim, a tocha Olímpica representa a luz que o planeta precisa neste momento para encontrar a paz. Que o Rio 2016 mostre o potencial do Brasil e faça com que o mundo todo conheça melhor o nosso país", diz a condutora da tocha em Campinas.
Foto: Rio 2016/Leonardo RuiA campineira Conceição Geremias ganhou a medalha de ouro no heptatlo dos Jogos Pan-Americanos Caracas 1983. Ela manteve o recorde sul-americano por 25 anos. Formada em Educação Física, é palestrante em congressos esportivos e ainda participa de competições master. Conceição vai trabalhar como voluntária no Rio 2016. "Eu fui a três edições dos Jogos Olímpicos e não poderia ficar de fora desse grande evento na nossa casa. É uma alegria poder contribuir e também carregar a tocha Olímpica na minha cidade, claro", diz.
Foto: Rio 2016/Leonardo RuiFilha de lavradores, Odette Valentino Domingos trabalhou como empregada doméstica para se sustentar, até ser descoberta pelo técnico Argemiro Roque. Os dois viveram juntos por quase 50 anos, até a morte dele em 1997. Como atleta do arremesso de disco, ela conquistou muitos títulos e recordes. Aos 40 anos, deu mais uma prova de superação. Entrou para a faculdade de educação física e se tornou professora. "Eu estou tão emocionada que mal consigo falar. A condução da tocha Olímpica é um prêmio por tudo que passei na minha vida", diz Conceição, de 82 anos.
Foto: Rio 2016/Leonardo RuiRodrigo Raineri é um dos alpinistas mais experientes do país. Em 2013, tornou-se o primeiro brasileiro a escalar três vezes com sucesso o Monte Everest, a montanha mais alta do planeta, a 8.848 metros. Rodrigo também escalou a temida face sul do Aconcágua e conquistou o topo do Monte Vinson. Empresário e formado em engenharia da computação, ele também é palestrante e escritor. "Com o mesmo orgulho com quem levo a bandeira do Brasil aos maiores cumes do mundo, vou representar Campinas, cidade que me acolheu há quase 30 anos, no revezamento da tocha Olímpica", diz.
Foto: Rio 2016/Leonardo Rui -
Em Campinas, o revezamento da tocha Olímpica vai começar na Estação Cultura. É uma antiga estação ferroviária onde hoje funciona um centro cultural. Desde 1982, o prédio foi tombado como patrimônio da cidade.
qua, 20 jul
Campinas, SP
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