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Voo de paraquedas, celebração indígena, condutores inspirados e uma grande festa junina. Assista os melhores momentos da passagem da chama Olímpica Rio 2016 por Boa Vista, Roraima.
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A última condutora do dia é Karla Raskopf, Embaixadora de Inovação e Empreendedorismo em Roraima. "Subi nesse palco com Roraima inteira para acender a pira. A chama representa essa união linda do nosso povo", disse, emocionada.
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Festa dupla na Praça Fábio Marques Paracat: o palco escolhido para receber a celebração que fecha o dia de revezamento também marca o início dos festejos juninos em Boa Vista.
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Andressa do Nascimento, mais conhecida como Euterpe, soltou o gogó durante a condução."Gosto de divulgar ritmos amazônicos. Aqui em Roraima temos uma mistura de música indígena, latina e caribenha. É caliente, acima da linha do Equador", brincou.
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Astrea Marinho, a 'Teca', treinadora da equipe aquática ASSOPM e professora da escolinha de natação da Vila Olímpica de Boa Vista, conduziu a tocha seguida por suas alunas, lideradas pela nadadora (e condutora) Flávia Cantanhede, que puxou um grito de guerra.
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Os gêmeos Luiz e André eram só alegria ao compartilharem também a chama Olímpica dos Jogos Rio 2016 em Boa Vista.
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Nas mãos da nadadora Flávia Cantanhede, a chama Olímpica navegou pelo Rio Branco, principal bacia hidrográfica do estado. "Esse rio é ícone da nossa cidade. Eu sou nascida e criada em Boa Vista e não poderia escolher local melhor para levar a tocha Olímpica", disse.
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Trajes típicos e conexão wi-fi
Quando o paraquedista Luigi Cani pousou com a tocha Olímpica na Comunidade Indígena Campo Alegre, zona rural de Boa Vista, Roraima, na tarde deste sábado (18), foi recepcionado por guerreiros e arqueiros, devidamente caracterizados. Ele passou a chama Olímpica para a líder local Lourdes dos Santos Sampaio, que também vestia seus trajes típicos, e era cercada por outros índios que faziam a parixara, dança da celebração das colheitas e das caças. Só que nem sempre é assim. No dia a dia, os moradores da aldeia vivem como nos centros urbanos: vestem roupas convencionais, usam conexão wi-fi, assistem à televisão e têm diploma do ensino superior.
“Existe uma visão preconceituosa em relação aos índios que moram perto da cidade. As pessoas tendem a vê-los como se fossem brancos, para questionar o que eles conquistaram, como o direito à terra. Mas os índios nunca vão deixar de existir” - Lucas Lima, superintendente de assuntos indígenas em Boa Vista
A Comunidade Campo Alegre fica a cerca de 60km do centro de Boa Vista. Ao todo, pouco mais de 55 mil índios vivem em Roraima, ocupando mais de 46% do território do estado.
Em Campo Alegre, os alunos do ensino fundamental conhecem primeiro os costumes da aldeia e a região. Só então estudam o conteúdo convencional de história. Além do português, as crianças também aprendem as línguas macuxi e wapixana. "Nos últimos anos, acabou ocorrendo certa aculturação, sim. Por isso, precisávamos fazer esse resgate histórico. Temos adultos aqui que não falam a língua materna", conta Marcílio Curicaca, gestor da Escola Estadual Lino Augusto da Silva.
Crianças de Campo Aberto usam roupas convencionais no dia a dia (Foto: Rio 2016/Leonardo Rui)Segundo o gestor da escola, este ano os alunos aprenderam o significado dos Jogos Olímpicos. "Trabalhamos conceitos como coletividade, união e parceria, que têm tudo a ver com a nossa comunidade", explicou Marcilio.
São esses valores que dona Lourdes tenta manter na família. Aos 56 anos, ela tem cinco filhos, oito netos e dois bisnetos. Na comunidade, se destaca pela força do seu trabalho na área da agricultura comunitária e culinária indígena. “Aqui, trabalhamos em parceria com os parentes na roça, fazemos nossa própria farinha e preparamos nossos pratos típicos há várias gerações. Tudo para manter nossa cultura”, ensina.

Dona Lourdes recebe a chama Olímpica das mãos de Luigi, o 'homem-pássaro' (Foto: Rio 2016/André Luiz Mello)
Para o antropólogo Lucas Lima, que trabalha desde 2009 com a Amazônia, o índio não pode ser visto com uma fotografia do passado e sim como uma possibilidade do presente. “Nossa sociedade se apega muito ao visível. Por isso, muitas pessoas acham que os indígenas estão em processo de transição”, completa.
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Geremias Silva construiu a primeira academia de Kung Fu Tradicional de Roraima com pouco dinheiro e muita disposição. Para apoiar o mestre, os alunos da academia o acompanharem por todo o percurso com a tocha Olímpica Rio 2016.
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Virgilio Borges Junior, é jogador de futebol americano, esporte de pouca tradição no Brasil e, principalmente, em Roraima. Mas acredita que essa situação já está por mudar: "Tenho certeza que, em pouco tempo, o futebol americano será também Olímpico", disse.
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Maria Helena, gari da Prefeitura de Boa Vista, abriu a parte urbana do revezamento. "Hoje, os colegas estão trabalhando nas ruas e eu tenho a honra de representar a categoria", disse, orgulhosa.
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As crianças da aldeia indígena Macuxi, em Campo Alegre, Boa Vista, mostraram alguns de seus alimentos típicos durante a passagem da tocha Olímpica. Entre eles, a farinha ùwi, feita de mandioca.
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Com índios guerreiros e arqueiros, apresentação de parixara e trajes típicos, a comunidade indígena Campo Alegre, fez uma grande festa para receber a chama Olímpica, conduzida por Lourdes Sampaio, líder local.
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Luigi Cani ganhou o mundo por suas aventuras no ares, que lhe renderam o apelido Homem-Pássaro. Neste sábado (18), ele realizou outro salto radical. De um helicóptero, ele chegou de paraquedas com a tocha Rio 2016 à comunidade indígena Campo Alegre.
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A quadrilha junina de Roraima preparou uma apresentação especial no aeroporto para dar as boas-vindas à chama Olímpica em Boa Vista.
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Em Boa Vista, o revezamento da tocha Olímpica vai começar na Praça das Águas, onde rola um show de luzes na fonte musical, diariamente, a partir das 18h. É lá que fica também o bonito Portal do Milênio.
sáb, 18 jun
Boa Vista, RR
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Trajeto
| Avenida Capitão Ene Garcez - Mecejana |
| Avenida General Ataíde Teive - Liberdade |
| Avenida General Ataíde Teive - Dr. Silvio Leite |
| Rua Carmelo - Dr. Silvio Botelho |
| Avenida Centenário - Centenário |
| Rua Uraricoera & Avenida Ville Roy - São Vicente |
| Rua Barreto Leite - Centro |
| Avenida Santos Dumont - São Pedro |
| Avenida Getúlio Vargas - Canarinho |
| Avenida Capitão Ene Garcez - Centro |