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No 44º dia de revezamento, a chama Olímpica celebrou a música e a cultura do Pará em uma viagem inesquecível por Belém, onde foi conduzida por ícones nacionais como Lyoto Machida, Gaby Amarantos e Fafá de Belém. Confira os destaques do dia.
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Top acende pira
Eterna top paraense, Carol Ribeiro acende pira da celebração em sua cidade
A modelo paraense Carol Ribeiro, de 36 anos, foi um dos destaques do revezamento da tocha Olímpica Rio 2016 nesta quarta-feira (15), em Belém (PA). Um dos ícones brasileiros nas passarelas internacionais, Carol foi à sua cidade natal especialmente para conduzir a chama e acender a pira da celebração.
“É uma honra participar da condução da tocha. Essa preciosidade é para poucos. E representar Belém é ainda mais, porque o Pará me deu força na minha carreira e nunca me deixou esquecer de onde eu vim”, diz ela.
A eterna top paraense parece namorar a chama na condução (Rio2016/Andre Mourão)Em 2016, Carol completa 20 anos de carreira. De acordo com ela, o mundo da moda a ensinou a se aceitar como mulher e deu espaço para que ela quebrasse paradigmas dentro do universo das tops.
“No mercado da moda, tem muito de você ser julgada pela beleza. Você tem que ser glamourosa e nunca associavam a amazonense, a Amazônia, esse lado mais indígena ao glamour. Acho que consegui quebrar isso. Podemos falar o nosso sotaque paraense, comer a nossa comida, carregar a nossa bandeira e continuar levando o glamour Brasil afora”, comenta. Ela contou o que mais gosta de Belém ao Rio 2016.
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A modelo lembra que se sentia um “peixe fora d’água” na cidade, por ser muito alta e magra. No entanto, depois de duas décadas de viagens e trabalhos mundo afora, ela faz questão de voltar para curtir as delícias da capital paraense.
“Eu acho que luxo é isso. É você ter a oportunidade de voltar para casa, botar o pé no chão e ir para as nossas praias de rio maravilhosas. Minha maior conquista é não ter esquecido isso. Belém é tudo de bom, gente, venham. Vocês podem atravessar o rio de barco para tomar um açaí, comer coxinha de caranguejo e o sorvete de açaí, que é a melhor coisa do mundo”, convida.
Carol acende pira e se despede da chama no Pará (Rio2016/Andre Luiz Mello) -
Condutora de prata
Medalhista do Pan e ex-atleta Olímpica de voleibol confia no desempenho da seleção feminina do Brasil
Cilene Drewnick é ex-atleta de voleibol, ganhou a prata no Pan-americano de Havana em 1991 e disputou os Jogos de Barcelona 1992. Ela conduziu a tocha OIímpica Rio 2016 nesta quarta-feira (16). "Que coisa louca é carregar a tocha. É a mesma sensação de uma disputa Olímpica. Estou totalmente abismada."
A atleta veterana está confiante na seleção feminina de voleibol(Rio2016/Andre Mourão)A veterana, que mora nos Estados Unidos há 15 anos, falou da expectativa com a seleção brasileiras feminina de voleibol. "Moro nos Estados Unidos e sei que as americanas estão treinando com um objetivo: vencer o Brasil. Mas o José Roberto [técnico da equipe feminina de voleibol] está no caminho certo e a medalha tem tudo pra ficar aqui."
A ex-jogadora montou o clube Instinct VBC, que treina 300 jovens de 11 a 18 anos em Dallas, no Texas.
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Ronaldo Lobato teve uma linda trajetória no atletismo e se destacou como atleta paraense. Ele participou de três jogos Pan-americanos e dedicou sua vida no esporte a alguém especial. "Devo à minha esposa muito do que foi minha carreira. Ela foi minha grande força pra conquistar meus objetivos", declarou o veterano.
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Musa do grafite
Galeria a céu aberto: um dos grandes nomes da ‘street art’ no Brasil, Drika Chagas conduz a tocha Olímpica em Belém
Graduada em Artes Plásticas pela Universidade Federal do Pará, Drika Chagas é uma das referências quando se trata de street art não só em Belém. Ela já expôs seu trabalho países como França e EUA, e foi premiada, em 2010, com o Prêmio Cultura Hip Hop 2010 pelo Ministério da Cultura. A convivência com as tintas e pincéis vem da infância: seu pai, Antônio Paulo Bezerra dos Santos, é pintor e chegou a trabalhar na parte artística para o carnaval da Escola de Samba Grande Rio. Tanto pela obra quanto sua atuação pública, a artista foi selecionada para conduzir a tocha Olímpica Rio 2016 em Belém.
Drika conduz orgulhosa a chama onde ela começou sua carreira no grafite (Rio 2016/Evandreia Buosi)“Achava que só pessoas ligadas ao esporte podiam conduzir a tocha Olímpica, receber o convite foi uma grande surpresa. Fiquei muito feliz ao saber que pessoas envolvidas como educação, arte e cultura também poderiam ser selecionadas. Espero que essa chama venha para iluminar a mente das pessoas e que as incentive a buscar seus sonhos", declarou a artista, que se esforçou para trilhar seu caminho no grafite.
“Comecei com 15 anos no grafite e era tudo difícil, não tinha muitos artistas aqui em Belém e para conseguir informação. Sem a internet eu procurava conhecer o caminho das pedras por meio de revistas” relembra Drika. “Essa cultura local me inspirou e eu tento sempre colocar algum elemento nos meus trabalhos”,
Drika fez questão de fotografar ao lado de seu Fabrício, que cedeu o muro para ela grafitar em Belém (Rio 2016/Evandreia Buosi)Fabricio Ribamar Oliveira, um mecânico de 74 anos deixou o muro para a Drika grafitar e adorou o resultado. "Vem um povo tirar foto aqui. Eu achei que ficou muito bom mesmo", declarou.
Drika busca elementos da história da cidade para fazer seus grafites. No bairro da Cidade Velha, a artista entrevistou diversos moradores, que contaram lendas e memórias, posteriormente retratados em forma de grafite nos muros da região. Fabricio Ribamar Oliveira, de 74 anos, é mecânico em Cidade Velha, e deixou o muro para a Drika grafitar uma das histórias contadas pelos moradores.
"No começo achei que ia estragar meu muro, mas depois que vi o resultado achei muito bonito. É uma coisa de artista profissional mesmo. Vem um povo tirar foto aqui", conta o mecânico.
Outro projeto de Drika são as oficinas de grafite com pessoas de todas as idades, nas cidades de Curianópolis, Portel , Santarém, Anajás, Soure e Bragança. Nesses locais, a grafiteira leva aos moradores um pouco da técnica, explica os materiais e dá dicas para os alunos fazerem suas primeiras pinturas.
(Rio 2016/Evandreia Buosi) -
"Temos que falar do Brasil para a nossa gente, mostrar que somos mais fortes do que qualquer coisa. Esse momento é muito alegre e me sinto muito honrada”, opina.
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Nascida e criada em Belém, Gaby Amarantos ficou conhecida em todo país pelo seu tecnobrega. Hoje ela conduziu a tocha Olímpica em sua cidade e lembrou do que aprendeu em sua vida até alcançar o sucesso. "Minha mãe me ensinou a ter coragem de ser do jeito que eu sou. Por ser nortista, cabocla guerreira, sinto que tenho uma força da floresta que anda comigo, no meu coração, e me conduz, assim como o fogo Olímpico, pelo mundo inteiro", disse a cantora.
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O calor de Belém não intimidou o público que quis ver a passagem do revezamento da tocha Olímpica na cidade. Esse grupo improvisou e usou sombrinhas como guarda-sóis.
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Denilson falou de seus ídolos e parceiros no esporte, antes de conduzir a tocha, que o deixou muito emocionado. O pentacampeão do mundo também mandou um recado para a seleção Olímpica.
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Valdo Squash, Will Love, Marcos Madeirito e Keila Gentil formam a Gang do Eletro, que leva o eletromelody do norte para o mundo. O nome foi criado depois que eles foram criticados por fazer música para o "povão". "Aí mesmo que resolvemos mostrar que aqui só tem gente boa, gangue só se for do bem. Treme, treme, tocha Olímpica", disse Marcos.
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Pinduca nasceu em Igarapé, em uma família de músicos e iniciou sua carreira aos 14 anos cantando carimbó, ritmo que deu a ele o título de "Rei do Carimbó", e o status de uma das figuras mais conhecidas do estado. Ele foi um dos mais animados na condução da tocha. "Foi égua representar o carimbó o meu povo paraense e nossa cultura para o mundo inteiro conhecer Belém. Foi muito emocionante ver meu povo na rua", disse o músico usando a expressão típica do Pará para dizer que foi bem legal.
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O grupo musical Arraial da Pavulagem mantém viva tradições de manifestações culturais do Norte há 30 anos. Márcio Gomes veste a fantasia do boi-bumbá e hoje conduziu a tocha Olímpica. "Não dá nem para contar. Foi um sonho virando realidade. São poucos metros, mas durou dois, três quilômetros", disse o músico, emocionado.
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Glória de campeão
Lyoto Machida revive momentos de gloria ao conduzir tocha Olímpica em cidade que o acolheu
O lutador de MMA e caratê Lyoto Machida, de 38 anos, foi o primeiro condutor a levar a tocha Olímpica durante a passagem do revezamento pela cidade de Belém, nesta quarta-feira (15).
“Você não sabe se chora, se ri. É uma alegria indescritível. Revivi todos os momentos como atleta. A gente quer passar essa energia para o povo e receber a energia de volta”, conta o lutador, emocionado.

O atleta começou a treinar caratê com seu pai, o mestre Yoshizo Machida, ainda criança. Conquistou inúmeras vitórias no esporte e, posteriormente, no MMA, mas nunca alcançou o sonho de participar dos Jogos Olímpicos. Lyoto agora torce para a modalidade passar a fazer parte dos Jogos de Tókio, em 2020, para que outros caratecas possam disputar medalhas.
“Passei toda a juventude competindo, achando que isso poderia acontecer. Sabendo que o caratê pode entrar para os Jogos, fico feliz. Mas também fico muito feliz de participar de outra maneira, conduzindo a tocha”, diz ele.
Nascido em Salvador (BA), mas criado em Belém (PA), Lyoto leva o nome da capital paraense e do estado para o mundo, sem deixar de valorizar suas raízes sempre que está na cidade.
“Estou orgulhoso de poder representar o estado do Pará. É a forma que eu tenho de reconhecer o carinho que sempre tive aqui. Minha juventude, minha infância, meu círculo de amizade, cresci nessa cidade. A forma que eu tenho de mostrar isso é dando meu melhor sempre e levando alegria para o público”, afirma.
Antes de participar do revezamento, o lutador ressaltou a importância do esporte para a construção de uma sociedade mais justa.
“O esporte é educação, é o futuro de todos nós. Tirar as crianças das ruas, das drogas, não dar oportunidade para o crime, é isso o que precisamos hoje. O esporte precisa ser incentivado, é através dele que vamos cultivar o espírito Olímpico no nosso cotidiano”.
Machida era só alegria ao conduzir a tocha na cidade que o acolheu(Rio 2016/Evandreia Buosi) -
Ao todo, 160 condutores têm a responsabilidade de levar a tocha dos Jogos Rio 2016 por um percurso de 32 quilômetros que começa no Mangueirão e acaba no Portal da Amazônia, em Belém.
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Filho de pai japonês e de mãe brasileira, Lyoto Machida é um dos mais conhecidos lutadores de MMA do país. Formado em Educação Física pela Universidade do Estado do Pará (UEPA) ele foi o primeiro condutor em Belém. "É muito emocionante. Não se sabe se chora ou se ri. É uma alegria indescritível. Passa um filme na cabeça como esportista, porque sou um atleta. Revivi os momentos. Aquela música tocando, as pessoas gritando. É um momento de glória e a gente quer passar essa energia e receber a energia do povo. Eu venho aqui direto, o povo me adora e adoro todo mundo. Faço tudo o que posso, é uma alegria contagiante", declarou o lutador.
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O ponto de partida do revezamento em Belém é no Estádio Olímpico do Pará (Mangueirão), onde a festa de recepção já foi montada com apresentações de carimbó e xote de bragança com o grupo Os Baioaras e palhinha de Pinduca, o 'rei do carimbó'.
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No 44º dia de revezamento, a chama Olímpica desembarca em Belém, no Pará, onde foi recepcionada por dançarinas do carimbó, ritmo típico da região.
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Belém
A tocha Olímpica Rio 2016 faz chega a Belém no seu 44º dia do revezamento da chama. Será um dia cheio de manifestações culturais típicas do Pará, recheados de muita música desse estado que exporta cultura e arte.

Guardião chega com a chama em Belém para um longo dia de homenagens (Rio2016/Andre Luiz Mello)
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A tocha Olímpica Rio 2016 faz o revezamento nesta quarta-feira (15) em Belém, capital do Pará, que neste ano completou 400 anos. O rio Guamá é um dos cartões-postais da cidade.
qua, 15 jun
Belém, PA
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Trajeto
| Portal da Amazônia - Guamá |
| Avenida Assis de Vasconcelos - Reduto |
| Avenida Doca - Reduto |
| Avenida Pedro Álvares Cabral - Umarizal |
| Avenida Augusto Montenegro - Outeiro |
| Avenida Augusto Montenegro - Bengui |
| Rua Siqueira Mendes & Avenida Doutor Lopo de Castro - Bengui |
| Rodovia Artur Bernardes & Passagem Dois Amigos - Outeiro |
| Avenida Pará - Entroncamento |