Somos o Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016. O Comitê é uma empresa privada, sem fins lucrativos, localizada no bairro da Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. Somos responsáveis pelo planejamento, entrega e legado do maior evento esportivo do mundo.
Trabalhamos em conjunto com os níveis municipal, estadual e federal de governo, os patrocinadores e apoiadores, a comunidade esportiva e a população do Rio de Janeiro e do Brasil para proporcionar mais do que dias inesquecíveis em 2016. Deixar um legado é meta clara e explícita da organização.
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Foram convocadas 16 personalidades do esporte brasileiro a fazer parte do Conselho de Esportes. Elas serão responsáveis por auxiliar o Comitê Rio 2016 nas decisões relacionadas às instalações esportivas e à Vila Olímpica e Paralímpica. Além disso, colaborarão na propagação dos ideais dos Jogos pelo Brasil e pelo mundo.















• Atleta do Salto em Distância.
• Medalhista Olímpica - Ouro em Pequim 2008. Primeira mulher a conquistar uma medalha olímpica para o Brasil em competições individuais. Participou ainda dos Jogos Olímpicos de Sydney 2000.
• Medalhista de Ouro nos Jogos Pan-Americanos Rio 2007 e Winnipeg 1999.
• Ex-jogador de Basquete com 18 anos de carreira.
• Jogador da Seleção Brasileira Adulta por 10 anos, com três participações em Campeonatos Mundiais.
• Atleta Olímpico em Moscou 1980 e Los Angeles 1984.
• Mestre em Administração Esportiva pela University of Liverpool.
• Atualmente, é gerente de Marketing e Negócios do Minas Tênis Club.
• Ex-atleta de provas de pista de Atletismo.
• Medalhista Olímpico – Ouro em Los Angeles 1984 e Prata em Seul 1988.
• Medalhista de Bronze no Campeonato Mundial 1983.
• Recordista mundial dos 800m na categoria 18/19 anos em 1981.
• Atual técnico-chefe do time paraolímpico de Atletismo dos EUA.
• Ex-atleta olímpica de Judô, competiu em Barcelona 1992 e Atlanta 1996 (Categoria 66kg).
• Atual técnica da Seleção Brasileira de Judô feminino, liderando a equipe em Pequim 2008.
• Ex-atleta de Vôlei de Praia.
• Medalhista olímpica - Prata em Atlanta 1996 e Bronze em Sydney 2000.
• Atualmente, dedicada a um programa social para crianças focado na prática do Vôlei de Praia.
Agberto Guimarães é Diretor de Esportes do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016™ desde julho de 2010.
Sua carreira no esporte começou no Atletismo, no qual obteve várias vitórias, entre elas: 4º lugar, 800m, Jogos Olímpicos de Moscou, 1980; Semi-finalista, 800m, Jogos Olímpicos de Los Angeles, 1984; Ouro, 800m e 1500m e Prata, 4x400m Jogos Pan-Americanos de Caracas, 1983; Bronze, 800m e 1500m Jogos Pan-Americanos de Porto Rico, 1979.
Atuou como Diretor Técnico da Confederação Brasileira de Atletismo entre 1995 e 1997; como Diretor de Esportes do Comitê Organizador dos XV Jogos Pan-americanos e Parapan-americanos Rio 2007 entre 2002 e 2007 e como Gerente Geral da Solidariedade Olímpica Internacional no Brasil.
Sua última função antes de entrar para o Comitê Organizador Rio 2016™ foi Gerente Geral de Desenvolvimento do Comitê Olímpico Brasileiro entre 2008 e 2010, período durante o qual também atuou como Diretor do Comitê de Candidatura Rio 2016.
Agberto Guimarães é formado em Educação Física pela Universidade de São Caetano.
• Ex-Membro da equipe de Hipismo (saltos) do Brasil
• Medalhista Olímpico - Bronze em Atlanta 1996 e Sydney 2000.
• Medalhista de Ouro nos Jogos Pan-Americanos Winnipeg 1999.
• Medalhista de Bronze nos Jogos Pan-Americanos Santo Domingo 2003.
• 38 títulos em diferentes etapas do Grand Prix conquistados em diversos países europeus e sul-americanos.
• Ex-jogador de Voleibol.
• Medalhista Olímpico - Prata em Los Angeles 1984.
• Terceiro melhor jogador de Voleibol do mundo no Campeonato Mundial 1978 (FIVB).
• Ex-Secretário Nacional de Esportes, Congressista por dois mandatos e Presidente do Conselho Nacional de Esportes.
• Chefe de Missão do COB nos Jogos da Lusofonia Macau 2006 e nos Jogos Sul-Americanos Buenos Aires 2006 e Medellin 2010.
• Integrante do Hall da Fama do Voleibol - 2005.
• Ex-jogador de Voleibol.
• Medalhista Olímpico - Prata em Los Angeles 1984.
• Medalhista de prata no Campeonato Mundial de Buenos Aires 1982.
• Ex-técnico do time de Voleibol feminino do Brasil – Medalhista de Bronze em Atlanta 1996 e Sydney 2000; Medalhista de Ouro no Grand Prix 1994 e Jogos Pan-Americanos Winnipeg 1999.
• Atual técnico do time de Voleibol masculino do Brasil (desde 2001) – Nove vezes campeão da Liga Mundial, Medalhista de ouro nos Campeonatos Mundiais do Japão 2006 e Itália 2010, Medalhista de Ouro em Atenas 2004 e Medalhista de Prata em Pequim 2008.
• Nadador Paraolímpico.
• Medalhista Paraolímpico - Pequim 2008 (4 Medalhas de Ouro, 4 de Prata e 1 de Bronze).
• Medalhista no Campeonato Mundial 2010 e recordista mundial (8 Medalhas de Ouro, 1 de Prata e 5 recordes).
• Medalhista nos Jogos Parapan-Americanos Rio 2007 (8 Medalhas de Ouro).
• Medalhista no Campeonato Mundial 2006 (3 Medalhas de Ouro, 2 de Prata).
• Estudante de Educação Física.
• Ex-jogador de Tênis.
• Atleta Olímpico em Sydney 2000 e Atenas 2004.
• Número 1 do Ranking Mundial da Associação dos Tenistas Profissionais (ATP) por 43 semanas (2000 a 2001), o 10º jogador da história em número de semanas no topo do ranking.
• 28 títulos na carreira.
• Três vezes campeão de simples em Roland Garros (1997, 2000 e 2001).
• Ex-jogadora de Basquetebol.
• Medalhista Olímpica – Prata em Atlanta 1996 e Bronze em Sydney 2000.
• Medalhista de Ouro no Campeonato Mundial FIBA Austrália 1994.
• Detentora da marca de 535 pontos em Atenas 2004.
• Medalhista em Jogos Pan-Americanos – Medalha de Ouro em Havana 1991, Medalhas de Prata em Indianapolis 1987 e Rio 2007.
• A primeira atleta brasileira a jogar na Liga Americana de Basquetebol (WNBA) – Oito temporadas e quatro títulos consecutivos.
• Fundadora do Instituto Janeth Arcain.
• Atleta da Vela.
• Medalhista Olímpico – Ouro em Atlanta 1996 e Atenas 2004, Bronze em Sydney 2000.
• Bicampeão mundial da Classe Star em 1990 e 1997.
• Junto com Torben Grael, formou uma das duplas mais vitoriosas da Vela mundial. Foram cinco vezes vice-campeões mundiais da Classe Star (1991, 1995, 1998, 2002 e 2005).
• Tetracampeão Sul-americano (1991, 1996, 2002 e 2004).
• Tricampeão da Semana de Kiel (1989, 1992 e 1995).
• Ex-atleta de Natação.
• Medalhista Olímpico – Prata nos 400m Medley em Los Angeles 1984.
• Medalhista de Ouro e recordista mundial dos 400m Medley no Campeonato Mundial Guayaquil 1982.
• Participou de Moscou 1980 com 15 anos.
• Medalhista dos Jogos Pan-Americanos Caracas 1983 (2 Ouros e 2 Pratas).
• Gerente de Operações de Esporte do Comitê Organizador dos Jogos Pan-Americanos Rio 2007.
• Coordenador do curso de Educação Física da Universidade Anhembi Morumbi.
Carlos Arthur Nuzman é o Presidente do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016™.
Começou sua carreira no esporte como atleta. Representou o Brasil nos Jogos Olímpicos de Tóquio em 1964, no Campeonato Mundial na União Soviética em 1962 e na Checoslováquia em 1966 como membro do Time Nacional de Voleibol. Mas foi em 1975 que começou a atuar como executivo esportivo, quando foi nomeado presidente da Confederação Brasileira de Voleibol, comandando a candidatura para incluir o Vôlei de Praia no programa esportivo dos Jogos Olímpicos.
Foi nomeado presidente do Comitê Olímpico Brasileiro em 1995, membro do Comitê Olímpico Internacional desde 2000, presidente do Comitê de Candidatura e do Comitê Organizador dos Jogos Pan e Parapan-americanos Rio 2007 de 2002 a 2007 e presidente do Comitê de Candidatura Rio 2016 de 2007 a 2009.
Carlos Arthur Nuzman formou-se em direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Leonardo Gryner é o Diretor Geral do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016™.
Ingressou no mundo Olímpico em 1995, ocupando a função de Diretor de Marketing e Comunicação do Comitê Olímpico Brasileiro. Foi o Diretor de Marketing e Comunicação do Comitê dos Jogos Pan e Parapan-americanos Rio 2007.
Também foi o Diretor de Marketing e Comunicação do Comitê de Candidatura Rio 2016, e depois da vitória, ocupou a posição atual de Com ampla experiência em marketing e comunicação, Leonardo começou a trabalho com esporte em 1983, quando ocupou a função de Diretor de Esportes (1983/1990), Diretor de Marketing Esportivo (1991) e foi responsável pela Aquisição de Direitos de Transmissão de Eventos Esportivos pela TV na TV Globo.
Trabalhou como consultor de marketing para a FIVB (1992/1994) e para diversas Confederações Nacionais e times de futebol no Brasil.
Agemar Sanctos é Diretor de Relações Institucionais no Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016™.
Em seu atual cargo, Agemar é responsável por coordenar ações e programas referentes aos stakeholders institucionais do Rio 2016™.
É Embaixador de carreira do Serviço Exterior Brasileiro. Está de licença especial desde junho de 2010, quando juntou-se ao Rio 2016™.
Sua relação com o esporte vem desde 1995, ano em que foi nomeado Chefe de Gabinete do primeiro Ministro do Esporte da história do Brasil, Sr. Edson Arantes do Nascimento. Uma de suas responsabilidades foi preparar as primeiras minutas da nova lei brasileira de esportes, que posteriormente passou a ser conhecida como “Lei Pelé”.
Alexandre Techima é Diretor de Integração de Infraestrutura do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016™.
Alexandre ingressou no ramo de grandes eventos em 2004 como Diretor de Tecnologia para os Jogos Pan-americanosRio 2007 e foi apontado como Diretor do Centro Principal de Operações para os mesmos Jogos. Durante a candidatura do Rio para os Jogos Olímpicos, assumiu o posto de Diretor de Infraestrutura do Comitê de Candidatura e liderou os programas de Instalações, Transportes, Meio-Ambiente e Tecnologia.
Alexandre é Engenheiro Elétrico e Especialista em Telecomunicações, graduado pela Universidade de Brasília. PMP, MCSO e tem artigos publicados em revistas de Gestão de Projetos, Tecnologia e Gestão de Riscos.
Carlos Luiz Martins é o Diretor Executivo de Planejamento do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016™.
Carlos Luiz Martins começou sua carreira de esportista no tênis, tendo participado de vários campeonatos nacionais (1962), depois foi iatista (1973), participando da tripulação titular do veleiro “Saga” com excelentes vitórias internacionais, Hobie Cat 16 e Tornado (1977).
Com vasta experiência em Administração e expertise na gestão de empresas e implementação de projetos de alta complexidade, Carlos Luiz Martins já ocupou, entre outras, as funções de Presidente, Vice-Presidente Técnico e Diretor de Operações na VARIG S.A., Rio Sul e Nordeste, foi Superintendente de Operações do Comitê de Candidatura Rio 2016.
É formado em Engenharia Mecânica com Pós-Graduação em Administração (MBA) na Universidade Federal do Rio de Janeiro / COPPEAD (1989), tendo concluído também o Curso de Altos Estudos de Política e Estratégia na Escola Superior de Guerra / ESG (1988).
Mario Cilenti é o Diretor de Relações com CON e CPN, Serviços dos Jogos e Vila Olímpicado do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016™.
Com mais de quinze anos de experiência nas áreas de Gestão do Esporte e Relações Internacionais, Mario se envolveu diretamente nas últimas quatro edições dos Jogos Pan-americanos, trabalhou para o Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de Sydney 2000 e para o Comitê Olímpico Canadense na ocasião dos Jogos da Comunidade Britânica - Manchester 2002.
Mudou-se para o Brasil no início do ano de 2004 para atuar no Comitê Organizador dos Jogos Pan-americanos Rio 2007 nas áreas de Planejamento dos Jogos, Gestão de Projetos e Operações. Em 2005, ele foi designado Diretor de Operações do Comitê Organizador Rio 2007.
Após os bem-sucedidos Jogos Pan-americanos, Mário continuou trabalhando para o Comitê Olímpico Brasileiro como Diretor Técnico para a Candidatura Rio 2016 e, posteriormente, como Diretor de Relações Internacionais.
Regina Amélia Costa é Diretora de Transporte do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016™ desde setembro de 2010.
Possui ampla experiência em negociações complexas com organizações multilaterais como o Banco Mundial e agentes domésticos, divisões dos governos Federais, Estaduais e Municipais, incluindo agências regulatórias e o BNDES.
Anteriormente, Regina Amélia foi Diretora de Marketing e Vendas do Metrô Rio de 2006 a 2010, onde foi responsável por dobrar o número de passageiros pagantes gerenciando as seguintes áreas: Venda de Bilhetes, Comunicação Corporativa, Pesquisa de Mercado, Serviço ao Cliente, Vendas de Receitas Não-tarifárias e Desenvolvimento de Projeto Especial.
Regina Amélia é Graduada em Engenharia Civil na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e sua carreira acadêmica e profissional é dedica ao setor de transporte.
Fernando Nóbrega é o Diretor Executivo de Gestão Corporativa do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016™ desde novembro de 2010.
Possui vasta experiência em Gestão Corporativa no Brasil e no exterior, tendo exercido funções de Diretoria de Administração e Finanças na Ferrovia Centro-Atlântica, em Belo Horizonte e na Divisão Global de Carvão da Vale, em Brisbane, na Austrália. Toda sua carreira profissional foi construída na Vale, onde trabalhou de 1982 a 2010, exercendo diversos cargos executivos em vários países e em várias empresas do Grupo.
Trabalhou no desenvolvimento do Projeto Carvão Moatize, em Moçambique, na Canico, no Canadá, na Rio Doce América, em Nova York. Também ocupou postos de Vice Presidente Sênior do Terminal Rio Doce Pasha, em Los Angeles, e de Conselheiro do Conselho de Recursos Naturais do estado de Queensland (QRC), na Austrália. Coordenou Grupos Multidisciplinares para diligências em empresas em processo de aquisição no Brasil e na Índia.
Foi também conselheiro da Itabrasco, Nibrasco, Hispanobras, Kobrasco e GIIC, esta localizada no Bahrein, e participou dos Comitês Financeiros da CSN, Fundação Valia, Bahia Sul Celulose, PPSA.
Henrique Gonzalez tornou-se, em Janeiro de 2011, Diretor de Recursos Humanos do Comitê Organizador dos jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016™.
Com Mestrado pelo IME (Instituto Militar de Engenharia), pós graduação em Finanças pela FGV (Fundação Getúlio Vargas) e curso de extensão em Gestão Estratégica de Pessoas pelo INSEAD (França), o engenheiro Henrique Gonzalez Garcia Filho, lidera as áreas funcionais Games Workforce e Recursos Humanos Corporativo. Os principais desafios estão relacionados ao recrutamento, treinamento e gerenciamento de uma força de trabalho de 110.000 pessoas, incluindo 4.000 funcionários, 70.000 voluntários e 36.000 contratados. Henrique Gonzalez desenvolveu a maior parte de sua carreira na Shell Brasil, onde trabalhou por 19 anos, tendo atuado como Diretor de RH do Brasil e América Latina.
Possui experiência em alinhar Cultura Organizacional a Visão e pilares estratégicos do negocio, reforçando ações sustentáveis e valores da organização, na busca de melhor reputação junto a colaboradores, clientes e stakeholders. Na sua experiência internacional, participou na gestão direta e indireta de profissionais na América Latina, além de ter trabalhado com pares em cinco continentes.
Roderlei Generali é Diretor Executivo de Operações do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016™ desde abril de 2011.
Roderlei é responsável por dirigir o planejamento e a execução de atividades de infraestrutura, transporte, tecnologia, serviços de planejamento e controle de várias instalações esportivas e não-esportivas, garantindo que estejam de acordo com as exigências técnicas dos esportes e necessidades dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016.
Antes de juntar-se ao Comitê Organizador Rio 2016™, Roderlei trabalhou na Telemar/Oi como Diretor de Negócios de 2000 a 2009. Enquanto esteve lá, alavancou inúmeras iniciativas e foi premiado pela sua competência técnica e operacional na sua carreira bem-sucedida na operadora de telecomunicações.
Antes de trabalhar na Telemar/Oi, Roderlei obteve uma notável experiência na Souza Cruz como Gerente de Logística, onde trabalhou de 1984 a 2000 e ajudou no crescimento nacional e internacional do negócio. Também trabalhou na R&R Consulting, da qual foi sócio fundador.
Fernando Cotrim é o Diretor de Suprimentos do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016™ desde junho de 2011.
Iniciou sua carreira na área de Suprimentos e Logística em 1997, tendo atuado durante 14 anos em diversas funções na Cadeia de Suprimentos, planejamento, compras de matérias-primas e materiais indiretos, contratação de serviços, gestão de estoques, logística nacional e internacional.
Possui experiência internacional, tendo trabalhado no Chile e no México. Também atuou como consultor na área de Supply Chain no Brasil e em outros países da América Latina em projetos de Strategic Sourcing, Planejamento e otimização da Cadeia de Suprimentos, reestruturação organizacional e automação de processos.
Antes de ingressar na equipe do Rio 2016, era Diretor de Suprimentos e Logística da AES Brasil. Também ocupou cargos executivos em empresas como: Souza Cruz, Braskem e Usiminas.
Fernando Cotrim é formado em Administração de Empresas pela Universidade de São Paulo (USP) e MBA pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).
Luiz Fernando Corrêa é o Diretor de Segurança do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016™.
Luiz Fernando Corrêa, delegado federal aposentado e especialista em Gestão de Segurança Pública, coordenou as ações de segurança dos Jogos Pan e Parapan-americanos Rio 2007.
Luiz Fernando foi agente de repressão a entorpecentes no âmbito da Polícia Federal durante 14 anos, antes de tornar-se delegado federal em 1995. À frente da SENASP, idealizou a Força Nacional de Segurança Pública, os Gabinetes de Gestão Integrada de Segurança Pública entre outras medidas estruturantes.
Como Diretor Geral da Polícia Federal, reformulou o modelo de gestão do órgão, com a adoção de ferramentas e métodos comuns à iniciativa privada, como qualidade do gasto e sustentabilidade, priorizando o resultado da atividade fim de polícia judiciária, com foco na produção qualificada da prova.
Foi também Diretor Geral da Polícia Federal (2007-2011) e Secretário Nacional de Segurança Pública (2003- 2007).
Bacharel em Direito pela Fundação Universidade do Rio Grande (1986) e Especialista em Gestão de Segurança Pública pela Fundação Getúlio Vargas (2005).
Luis Henrique Ferreira é Diretor de Instalações do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016™.
Luis Henrique Ferreira é responsável pela equipe de instalações e tem a função de planejar o desenvolvimento dos Projetos Operacionais e a infraestrutura de Instalações de competição, de não-competição e de apoio para os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016.
Antes de juntar-se ao Comitê Organizador Rio 2016™, Luis Henrique Ferreira atuou em eventos multi-esportivos. Foi o responsável pelas instalações durante os Jogos Pan-americanos e Parapan-americanos Rio 2007.
Também teve experiência profissional na construção de infraestrutura no seu trabalho anterior junto ao Sistema de Metrô no Rio de 2008 a 2010. Anteriormente, trabalhou na construção de edifícios residenciais e comerciais, ramo da qual vem grande parte da sua experiência profissional.
Patricia Hespanha é Diretora de Acomodações do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016™ desde dezembro de 2011.
Patricia desenvolveu sua carreira de mais de 20 anos de gestão corporativa no Citibank e Reader’s Digest Association. Com extensa experiência internacional, foi expatriada na Inglaterra e México, responsável por gerir equipes multiculturais e multidisciplinares, sempre com foco no interesse e satisfação do Cliente.
Participou de projetos de start-up de negócios e liderou projetos operacionais e de relacionamento com clientes, implantando controles de gestão, tanto a nível local quanto regional.
Patrícia é economista, graduada pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) com MBA em Marketing pela Coppead/UFRJ e Programa de Gestão Avançada pela Fundação Dom Cabral/INSEAD.
Rodrigo Frazão é Diretor de Negociações Comerciais do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016™ desde dezembro de 2011.
A maior parte de seu desenvolvimento profissional foi construído na AB-Inbev, onde por nove anos alternou em funções de planejamento e execução, vendas e marketing. Lá participou da construção de diversos planos de venda e relacionamento. Chegou na empresa como estagiário e, em 2008, já era gerente nacional de trade e com vasta experiência em gestão.
Ainda em 2008, convidado por um fundo de private equity, assumiu a Diretoria Executiva Comercial na Casa Show, onde participou do processo de recuperação da empresa. Com um mandato diferente, mas também convidado por outra gestora de recursos em 2010, liderou a área de marketing e depois de canais da Technos, onde experimentou o processo de abertura de capital da empresa (IPO) em julho de 2011.
Rodrigo Frazão tem larga experiência na área comercial, é formado em Marketing pela Universidade Estácio de Sá e, em 2011, especializou-se em Marketing Estratégico na Stanford University.
Luiz Ryff é o Diretor Jurídico do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016™.
Atualmente, suas atividades profissionais incluem apoio total ao Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016 , prestando consultoria em várias especializações, principalmente em processos civis, contratos e arbitragem internacional.
Bacharel em Direito pela Faculdade da Cidade – Rio de janeiro e pós-graduado em Processo Civil pela Universidade Cândido Mendes – UCAM em 2005. Formou-se nas área de Mediação e Negociação pela School of Continuing & Professional Studies em Nova York (EUA) em 2007, sendo fluente em inglês. Em 2008 fez o curso “Diferentes Métodos de Resolver Conflitos”, ministrado pela Escola Superior de Advocacia – ESA, e atualmente está cursando pós-graduação em Leis das Sociedades Anônimas pela Fundação Getúlio Vargas – Rio de janeiro.
27/04/2012
Entre os anos de 2008 e 2009, o argentino-canadense Mario Cilenti viajou o equivalente a seis voltas e meia no Planeta Terra. Visitou mais de 50 países em 15 meses. Esteve nos cinco continentes. Conversou com chefes governamentais, dirigentes do Movimento Olímpico, atletas e personalidades. O objetivo era um só: convencer o mundo de que o Rio de Janeiro merecia ser a primeira cidade da América do Sul a receber Jogos Olímpicos e Paralímpicos.
No dia 2 de outubro de 2009, a campanha de Cilenti e de todo um comitê de candidatura foi premiada com uma vitória histórica. Rio 2016™ virava realidade, assim como o sonho do seu futuro Diretor de Relações com Comitês Olímpicos e Paralímpicos Nacionais e Vila Olímpica. Nos argumentos sólidos e no relacionamento humano, a conquista de todo um continente coroava a trajetória de 15 anos dedicados aos grandes eventos esportivos.
“Comecei como voluntário nos Jogos Pan-Americanos de Mar Del Plata 1995. Queria participar daquele grande momento da minha cidade na época de alguma forma, mas não tinha nenhuma experiência. Fui voluntário da delegação do Canadá, país onde morei dos três aos 14 anos, e me dei conta de que era isso que queria fazer. Acabei voltando para lá, agora para um trabalho remunerado na organização do próximo Pan, que seria em Winnipeg 1999. No fim, recebi um convite para trabalhar nos Jogos Olímpicos de Sydney 2000 e a carreira deslanchou de vez”, lembra o diretor.
A experiência de um ano e meio na Austrália rendeu propostas de diversos comitês organizadores pelo mundo. Cilenti optou por Manchester, na Inglaterra, onde aconteceriam os Jogos da Comunidade Britânica em 2002. Depois, voltou ao Canadá, desta vez trabalhando para o Comitê Olímpico Canadense. Um convite do Presidente Carlos Arthur Nuzman o trouxe ao Brasil em 2004 para a organização dos Jogos Pan e Parapan-Americanos Rio 2007.
Equipe multicultural para um mundo de diversidades
Atuando nas áreas de Planejamento, Serviços dos Jogos e, posteriormente, como subsecretário geral de operações, o argentino contribuiu decisivamente para o sucesso do Pan do Rio, considerado o melhor da história. Após os Jogos, trabalhou para o Comitê Olímpico Brasileiro como diretor técnico para a candidatura a 2016 e, em seguida, como diretor de relações internacionais da campanha.
No Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016™, Cilenti tem a missão de liderar o atendimento aos mais de 200 Comitês Olímpicos Nacionais (CONs) e 170 Comitês Paralímpicos Nacionais (CPNs). Lidar com a multiplicidade de culturas, línguas, costumes, tradições e necessidades é o complexo desafio que o diretor terá pelos próximos quatro anos, antes, durante e depois dos Jogos.
“Esta área funcional será dividida de acordo com as cinco regiões do mundo. Cada gerência será responsável por uma região. Um ano antes dos Jogos, a estimativa é de que cada profissional esteja atendendo entre 12 e 15 países. Seremos uma equipe de cerca de 50 colaboradores, mais 1.200 voluntários. O número de voluntários designados para o atendimento de cada país será definido de acordo com o tamanho da delegação”, explica o diretor, que destaca o papel fundamental do programa de voluntariado.
“Esses voluntários são os chamados ‘assistentes CON’. Contaremos com uma equipe multicultural para atender a um mundo de diversidades, tanto em termos de línguas, quanto de culturas e das mais diferentes demandas. Essas pessoas receberão seis meses de treinamento. Elas entenderão toda a cadeia de serviços, desde o transporte até alimentação, segurança, a parte esportiva em si, e muitas outras. É um nível de complexidade grande, pois elas atenderão na ponta. Com certeza, terão uma experiência bastante intensa de vivência dos Jogos”, completa.
Uma cidade chamada Vila Olímpica e Paralímpica
Outra grande responsabilidade de Mario Cilenti é a operação da Vila Olímpica, que será também a Vila Paralímpica em 2016. O diretor participa do processo desde o desenho das plantas dos prédios com engenheiros e arquitetos até o pós-Jogos. Ainda em fase de planejamento, a operação da moradia dos atletas olímpicos e paralímpicos envolverá cerca de 18 mil pessoas:
“É uma pequena cidade. As dimensões são gigantescas para tudo que você pensar. É tudo multiplicado por 18 mil. Quando você pensa em cama, são 18 mil camas. Travesseiros, 18 mil travesseiros. Roupa de cama, o dobro disso. O mesmo com os Comitês Nacionais. Se você precisa aprovar bandeiras e hinos, são 200 bandeiras e 200 hinos. Há que pensar em um restaurante com cinco mil lugares, com comidas de diversas partes do mundo, uma policlínica de grandes dimensões, entre outras demandas. Receberemos os prédios sem nada, toda essa montagem é nossa”.
Tratar a todos com o mesmo nível de serviço é um princípio fundamental, apesar das disparidades. Alguns países virão com dois atletas, outros trarão delegações de mais de 500. Os Comitês Nacionais mais sofisticados já iniciam as visitas ao país para estudar seu planejamento e escolher locais de treinamento, sempre com o auxílio da equipe de Cilenti. Outros tantos só virão em 2016, para os Jogos, ou um ano antes, quando o Comitê Organizador Rio 2016™ recepciona todos os chefes de missão para uma assembleia geral.
O imenso desafio de reunir toda a diversidade sob o signo do Movimento Olímpico é uma nova experiência para o Rio, o Brasil e a América do Sul que o diretor de relacionamento com o mundo, cidadão sem fronteiras, ajudou a conquistar. Para Mario Cilenti, o planeta já se convenceu. Sonhos que se realizam são especialidade da casa.
28/03/2012
Os recursos mais valiosos que o Brasil dispõe são humanos. A diversidade e o respeito ao próximo, a energia e o brilho nos olhos, a união e o espírito jovem caracterizam o povo cuja marca é ser feliz. Num universo de 200 milhões de corações palpitantes, que farão dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos celebrações memoráveis em 2016, cerca de 110 mil estarão sob a orientação de Henrique Gonzalez, Diretor de Recursos Humanos do Comitê Organizador Rio 2016™.
Serão quatro mil funcionários trabalhando em tempo integral no Comitê Organizador, mais 36 mil profissionais contratados e cerca de 70 mil voluntários desempenhando as mais diversas funções durante o evento. Há pouco mais de um ano, e pelos próximos quatro anos e meio, Gonzalez tem a função de recrutar, treinar e gerenciar toda essa força de trabalho.
“É um projeto que encanta a todos. É uma realização pessoal e profissional ao mesmo tempo. Você sente que está contribuindo em questões tangíveis, como a transformação urbana pela qual o Rio de Janeiro passa, mas também em uma transformação social intangível, que vem dos valores do olimpismo e dos aprendizados proporcionados pelo esporte: o respeito, o trabalho em equipe, a disciplina, ganhar e perder. É algo que incide sobre todos, jovens ou adultos, homens ou mulheres, ricos ou pobres, e que vai muito além das fronteiras do Brasil”, diz o diretor, um amante e praticante eclético de esportes, do tênis ao kitesurf.
A busca pelo aprendizado e a visão generalista levaram o engenheiro mecânico de formação às áreas de transporte e finanças, antes de chegar ao setor de remuneração e, finalmente, à diretoria de Recursos Humanos da Shell para o Brasil e a América Latina. Com duas décadas de experiência, aceitou o desafio de assumir as áreas funcionais de Força de Trabalho dos Jogos e Recursos Humanos Corporativo no Rio 2016™.
Praticamente do zero, iniciou a formação da equipe, o estabelecimento de processos e sistemas e o planejamento para os próximos anos. O Comitê conta, hoje, com 255 funcionários em sua folha salarial. Terminará 2012 com 380. Fechará os anos seguintes com 700, 1.600 e 2.300, respectivamente, até chegar a quatro mil no momento dos Jogos.
Procura-se
No estágio atual da organização, os perfis analisados por Gonzalez e seu time buscam atender às demandas por cargos gerenciais, por especialistas e por analistas (confira as oportunidades). A experiência na função e a fluência na língua inglesa, salvo exceções, são pré-requisitos. O desafio de recrutar os melhores profissionais aumenta por conta do momento extremamente positivo da economia brasileira, que alcança parâmetros próximos ao pleno emprego.
“Procuramos profissionais que tenham essa característica de topar desafios, que queiram aprender, que gostem de mudança. Queremos pessoas naturalmente confiantes no seu trabalho. Para vir participar de um projeto como esse, isso é essencial. Essas pessoas sabem que o crescimento e a exposição aqui aumentam a empregabilidade na frente”, comenta Gonzalez. “Teremos entre 80 e 100 parceiros e patrocinadores, todos com valores alinhados aos nossos e que terão muito interesse em recrutar esta mão de obra altamente qualificada após 2016”.
Um Comitê com a cara do Brasil é um dos objetivos do diretor. A multidisciplinaridade dos profissionais das 63 áreas funcionais deve estar agregada à multiplicidade de características pessoais, algo marcante em uma sociedade originada na miscigenação, como a brasileira.
“Valorizamos e incentivamos a diversidade, que é uma marca do Rio de Janeiro e do Brasil. Durante os Jogos, pretendemos ter uma força de trabalho que represente isso: diversidade de ideias, de gênero, geográfica, racial, de minorias, entre outras. É estratégico para nós que tenhamos, por exemplo, pessoas com deficiência trabalhando no Comitê. Não só pelos Jogos Paralímpicos, mas pela intenção de contribuir para a inclusão dessas pessoas e incentivar este movimento em toda a sociedade”, afirma.
Programa de Voluntários começa em 2014
O aguardado Programa de Voluntários será lançado em meados de 2014. Parte dos recrutados já trabalhará nos eventos-teste de 2015. Segundo o diretor, será feito um amplo trabalho de mobilização e engajamento, em um país onde a cultura do voluntariado esportivo ainda é incipiente.
“Esta será uma tremenda oportunidade para diversos públicos. Teremos desde estudantes até pessoas que tiram férias de seus trabalhos para participar do evento e aposentados, que saem de casa pelo prazer de vivenciar essa experiência. Trabalharemos em conjunto com iniciativas dos nossos parceiros em termos de capacitação, por exemplo. Para um bom número de jovens, será a oportunidade de um primeiro trabalho, que trará bons frutos no futuro”, analisa o diretor, que resume o legado em recursos humanos gerado pelos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016™:
“O principal legado será habilitar pessoas para a organização de eventos esportivos em outro patamar de profissionalismo e excelência na entrega. Isto irá influenciar sobremaneira o mercado esportivo brasileiro e até internacional. Mas vai além. A força de trabalho que passar por aqui se desenvolverá dentro das melhores práticas de gestão, que contribuem para sua capacidade de liderança, de enfrentar desafios de mudança, de planejamento, de gestão e operação. São profissionais que sairão muito mais capacitadas para o mercado de trabalho corporativo também”.
Na jornada de quatro anos e meio que se segue, história para contar a amigos, familiares e, especialmente, futuros empregadores é o que não vai faltar. As transformações não estão limitadas à cidade. Para Henrique Gonzalez, estão principalmente ligadas ao melhor recurso que o Brasil pode ter.
16/02/2012
Rio 2016™ não estará só nos corações e mentes dos brasileiros. Estará por toda parte, nas roupas, nos carros, nas camas e mesas, nas paredes de casa, do trabalho, da escola, e por onde mais a imaginação levar. Difundir as marcas dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos por todos os cantos do Brasil e tornar palpável a experiência do maior evento esportivo do planeta é o desafio de Sylmara Multini, Gerente-geral de Licenciamento, Varejo e Concessões, pelos próximos quatro anos.
Supervisionar o desenvolvimento e distribuição dos mais de 12 mil produtos, para todas as faixas etárias e de renda, trabalhando com empresas licenciadas, não será tarefa nova para quem já liderou processos semelhantes em gigantes multinacionais como Disney, Mattel e Warner. Contribuir para a popularização de alguns dos personagens e marcas mais famosos do mundo a credenciou para algo até então inédito na carreira.
“Temos duas marcas que andam juntas, duas marcas em uma. Uma termina no fim de 2016. A outra, os aros (na marca olímpica) e os agitos (na marca paralímpica), devemos entregar melhor do que recebemos. Nunca trabalhei com duas marcas juntas, no mesmo produto, e com caminhos tão diferentes. Esse é um grande desafio”, define Sylmara.
Além das marcas, os pictogramas, a serem lançados em 2013, e as mascotes, apresentados em 2014, também estamparão produtos oficiais. A primeira categoria de produtos a ser licenciada será a de colecionáveis. Moedas e selos serão lançados em homenagem à entrega da bandeira olímpica de Londres para o Rio de Janeiro, no próximo mês de agosto. Os tradicionais pins, verdadeira febre nos Movimentos Olímpico e Paralímpico, também já estão a caminho. Londres 2012 desenvolveu 2012 tipos diferentes de pins. A ordem de grandeza será a mesma para Rio 2016™.
Em 2013, será a vez dos produtos de confecção, acessórios, calçados, cama, mesa e banho, chamados de Softline, que representam metade do faturamento com licenciamento. A categoria Hardline, composta por papelaria, brinquedos e produtos para a casa, será lançada no segundo semestre de 2014. Estima-se que a venda de produtos oficiais movimente um bilhão de reais no mercado brasileiro.
De olho no público jovem
Para distribuir os mais de 12 mil produtos, o objetivo é contar com seis mil pontos de venda em todo o Brasil. Entre 2014 e 2016, serão abertas mais de 150 lojas oficiais em locais como aeroportos, quiosques em shoppings, hotéis, Vila Olímpica e Paralímpica e todas as instalações dos Jogos. Está prevista também uma megaloja na Praia de Copacabana. Além de ser um dos símbolos da cidade, a praia remete ao público jovem, que estará no foco da área de Sylmara.
“Neste mundo de licenciamento, 70% das vendas são para o público de quatro a oito anos de idade. Com os Jogos, tradicionalmente, nós atingimos um público mais adulto”, diz a Gerente-geral.
A estratégia é manter o interesse dos fãs por todos os símbolos Rio 2016™ pelos próximos quatro anos, e fazer deles um marco na memória dos Jogos.
“Estamos trabalhando para lançar nossa marca em um grande evento de moda. Lançamos lá em cima. Com o tempo, vamos popularizando os produtos. A chave é ter essa sustentabilidade da marca. Nosso objetivo é que, dois meses antes dos Jogos, o mercado esteja coalhado com os nossos produtos. Todo lugar que a gente olhar, a gente vai ver produto Rio 2016™ sendo comercializado”, afirma Sylmara, que lembra que, pelas experiências anteriores, 80% das vendas dos produtos acontecem apenas no próprio ano dos Jogos.
As relíquias olímpicas e paralímpicas, parte da identidade e da história do esporte, não têm preço para os apaixonados. Espalhados ao redor do mundo, serão atendidos em um futuro breve, mesmo que não possam acompanhar os Jogos na Cidade Maravilhosa. Por todos os lados, na cama, na mesa, em casa, na escola ou no trabalho, Rio 2016™ estará sempre guardado em boas lembranças, um pouco graças a Sylmara Multini.
31/01/2012
“O maior legado tangível dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016 vai ser em transporte”. É com esta frase, e esta responsabilidade, que Regina Oliveira resume seu trabalho à frente de uma das operações mais complexas da organização do maior evento esportivo do planeta. Diretora de Transporte e responsável também pela área de City Operations, ela terá a missão de garantir a mobilidade de milhares de pessoas, entre família olímpica, atletas, equipes de apoio, mídia e autoridades.
Por terra, mar e ar, com carros, ônibus, motos, lanchas e bicicletas, contará com o apoio dos três níveis de governo e das concessionárias em portos, aeroportos, rodovias e sistemas sobre trilhos para, em suas palavras, “operar uma cidade olímpica dentro de uma cidade”.
Desde 2010, ela comanda uma equipe que, além de planejar a operação dos Jogos, tem a missão de acompanhar o cumprimento dos compromissos governamentais assumidos ainda na candidatura. Para isso, a experiência de 25 anos no setor, sempre trabalhando no Rio de Janeiro, é de grande valia.
“A oportunidade encheu meus olhos. O que me motivou a trabalhar no Comitê Organizador foi acreditar no sonho de mudar e melhorar a cidade, a qualidade de vida das pessoas. Nestes 25 anos, pude conhecer o Rio como ele é, pude ir a regiões distantes, de dia, de noite, ver como as pessoas vivem”, diz a diretora, que ocupou cargos gerenciais na SuperVia – concessionária do serviço de trem de passageiros da Região Metropolitana do Rio - durante oito anos, além de cinco anos na concessionária Metrô Rio.
Trabalho por regiões
Ainda na fase conceitual, o planejamento desenvolvido pelo Departamento de Transporte Rio 2016 é dividido por regiões. Cada uma delas (Barra, Deodoro, Copacabana e Maracanã) é liderada por um gerente, que trabalha em constante interação com as áreas de Instalações e Segurança.
Os números da operação serão revisados após Londres 2012 e estão sujeitos a alterações nos próximos anos, mas a ordem de grandeza já impressiona. Estima-se que uma força de trabalho de mais de 15 mil pessoas estará sob o comando da área de transporte e City Operations, entre voluntários, terceirizados e contratados. Apesar de as competições olímpicas se estenderem por 17 dias e as paraolímpicas por 11, o impacto na cidade é de 60 dias.
Ainda não há um cálculo consolidado em termos de quantidade de combustível a ser utilizado, mas entregar Jogos sustentáveis em termos ambientais é prioridade.
“Em Transporte, principalmente em relação a nossa frota, temos a oportunidade de fazer os Jogos mais limpos possíveis, até pela matriz de energia limpa que o Brasil dispõe, com biodiesel e álcool”, analisa Regina. “Além disso, no compromisso de candidatura, são citados pela Prefeitura os ônibus adaptados para pessoas com necessidades especiais e o combustível limpo. A Prefeitura está fazendo os melhores esforços neste sentido”.
Transformação da cidade
Pelo Censo 2010, a cidade do Rio de Janeiro conta mais de 6,3 milhões de habitantes, com quase 12 milhões na Região Metropolitana - no escopo da equipe de Transporte, os municípios do entorno são importantes pelos espectadores e pela força de trabalho, que se deslocarão todos os dias em direção à cidade olímpica. Neste sentido, a racionalização da quantidade de veículos em trânsito é um dos principais objetivos, tanto para os grandes eventos quanto para o legado.
“Você pode fazer gerenciamento de carros durante os eventos, pois o Rio ainda é uma cidade onde as pessoas usam bastante transporte público. São 70% público e 30% privado. Em São Paulo, por exemplo, são 51% privado e 49% público. Porém, com a expansão do crédito nos últimos anos, aumentou o número de carros. Os costumes também mudaram. Acabamos por seguir o modelo norte-americano da cidade para carros”, relata a diretora.
“Nos próximos quatro anos, com as intervenções em curso, estamos falando de um aumento de 13% para 46% de passageiros que se movimentam em transporte de massa no Rio de Janeiro. O ônibus comum não é entendido como transporte de massa. Falamos principalmente do BRT, do trem recuperado e com mais composições e do metrô com mais composições, diminuindo o tempo de viagem. Será uma rede integrada. O transporte público de qualidade incentivará as pessoas a deixarem o carro em casa. Com essas transformações, o maior legado tangível dos Jogos vai ser em transporte”, conclui.
Nos próximos meses, um técnico do Departamento de Transporte se mudará para Londres, onde trabalhará em período integral no Comitê Organizador local. Em seguida, trará a experiência e os conhecimentos de volta ao Rio 2016. Enquanto isso, grupos de trabalho do Comitê com os governos municipal, estadual e federal mantém reuniões periódicas. A operação de uma cidade olímpica dentro de uma cidade é trabalho em várias frentes. Intenso. E para sonhadores.
21/12/2011
A arbitragem, o controle de doping, a cronometragem, a distribuição de resultados das competições, as publicações relacionadas ao esporte e os serviços veterinários são apenas algumas das incontáveis responsabilidades da área de política e operações esportivas do Comitê Organizador Rio 2016™. Enumerá-las é tarefa difícil até para o paulistano Rodrigo Garcia, cuja serenidade diante do tamanho do desafio que terá pelos próximos cinco anos impressiona.
Gerente de uma das quatro áreas do Departamento de Esportes, que conta ainda com Competição Esportiva (Ricardo Prado), Arquitetura de Instalações Esportivas (Gustavo Nascimento) e Apresentação do Esporte (ainda sem gerente), Garcia comandará, em 2016, uma força de trabalho de mais de mil pessoas. Boa parte dela é composta por voluntários, que precisarão de treinamento e orientação. Outro grande contingente de profissionais, os de arbitragem, também estará sob sua guarda. Projetos para preparação de mão-de-obra brasileira estão nos planos, mas a recepção aos estrangeiros e o atendimento às suas necessidades são algumas das prioridades.
Além do planejamento da parte operacional, decisões que envolvem mais de um esporte e que exigem interface com outras áreas funcionais do Comitê, como Acomodações e Tecnologia, por exemplo, fazem parte do dia-a-dia. Da mesma forma, o contato e as trocas com as Federações Internacionais dos esportes são constantes. São elas que dão as diretrizes e, em boa parte dos casos, fazem a operação em conjunto com a organização do maior evento esportivo do planeta.
“Embora sejam os mesmos Jogos Olímpicos, cada esporte gosta de ser tratado de um nível diferente. Nós temos que fazer com que todos sejam atendidos em suas demandas, mas que eles entendam que estão em um ambiente único. Então, serão os Jogos Rio 2016™ para a Natação, o Futebol, o Tiro com Arco, o Triatlo e todos os outros. É o mesmo evento. Aí é que está a questão. Temos a interface com nossos parceiros de Londres 2012, por exemplo. Visitamos campeonatos dos esportes ao redor do mundo para entender como eles gostam de ser tratados no mundo deles. Os eventos têm a cara deles. Procuramos este conhecimento, mas faremos aqui com a nossa identidade”, analisa.
Aprendizado com os Jogos Pan-Americanos
Graduado em Esporte pela Universidade de São Paulo (USP), curso mais voltado para a gestão do esporte, Garcia levou a experiência com marketing e eventos para a organização dos Jogos Pan-Americanos Rio 2007. Teve a oportunidade de gerenciar uma das principais instalações esportivas, o Estádio João Havelange, palco do Atletismo, e dali ajudou a construir a trajetória rumo ao Rio 2016™.
“O caminho de aprendizado começa nos Jogos Pan-Americanos. Depois, continua na candidatura do Rio para 2016, onde ajudei a fazer o Masterplan (o arcabouço do dossiê de candidatura). Trabalhei oito meses no Comitê de São Paulo para a Copa do Mundo de futebol e voltei. Todo esse processo foi importante. Minha área era de operação de instalações no Pan, uma interface da área de esportes com a área de instalações. Hoje, comando Política e Operações. A experiência de planejamento que tive no Pan está sendo fundamental”, diz o gerente, que cita também as oportunidades de aprendizagem nas observações em grandes eventos e nas consultorias a países menos estruturados.
“É interessante observar as diversas situações para entender melhor nossas demandas. Estivemos em Pequim 2008, que teve três vezes o tamanho do Pan. Foi minha primeira experiência olímpica. Depois, tivemos oportunidade de dar consultoria a alguns países da América do Sul e Caribe que preparavam candidaturas para Jogos regionais. Pudemos acompanhar os eventos-teste em Londres e participar de reuniões com as Federações Internacionais. Trabalhamos com organizações as mais distintas, é importante observar os detalhes”.
Evolução da organização do esporte no Brasil
Maior do que o desafio de organizar um megaevento, só o de torná-lo fonte de legados esportivos e não-esportivos sólidos para o Brasil e os vizinhos sul-americanos. Para Garcia, já é evidente o desenvolvimento da gestão esportiva no país. A tendência é de crescimento nos próximos anos.
“O Brasil está passando por um processo de evolução muito grande nessa parte de gestão do esporte, gestão de instalações esportivas. Isso fica claro. Desde antes do Pan até agora, eu consigo ver como as pessoas estão cada vez mais preparadas, como os clubes estão preparando melhor, como os eventos esportivos estão proporcionando experiência, bagagem. O legal é ver, quando vamos para um evento fora, que o que estamos planejando aqui não está distante da realidade de outros”, relata.
As responsabilidades da área de Política e Operações Esportivas são tão numerosas quanto as oportunidades que geram. Com voz serena, mas firme, Rodrigo Garcia comanda uma das áreas-chave do Departamento de Esportes e do Comitê Organizador como um todo. O desafio é de centenas de pessoas. O resultado é de milhões.
25/11/2011
Uma risada diferente corta o silêncio de um dia tenso no escritório do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016. Com ar de estranheza, misto de surpresa e curiosidade, todos os olhos por cima das baias se voltam para uma figura de estatura média, óculos aro de metal, camisa social clara e rosto iluminado, típico de quem começa seu primeiro dia em um novo emprego. Duas ou três boas-vindas e as primeiras brincadeiras já saem com naturalidade. Rir e fazer rir são especialidades da casa. Erick Brito já fazia parte dela.
Analista de controladoria sênior, o paulistano de 42 anos não perde a piada. Currículo recheado de empresas multinacionais, vem experimentando uma fase de mudanças. É o primeiro desafio profissional fora da sua cidade e a primeira vez que mora sozinho. Vai a pé para a Praia do Recreio, bem próxima à sede do Comitê. Em julho de 2011, tornou-se um dos primeiros profissionais com deficiência a integrar os quadros do Rio 2016.
“Tenho uma deficiência na fala e na coordenação motora, sou 30 a 40% mais lento em atividades manuais, digitar, escrever. Colocar uma linha na agulha, então, é um verdadeiro martírio (risos)! Algumas pessoas não têm tanta paciência para lidar com essa questão, mas sou totalmente ‘desencanado’. Quem quiser me ouvir, que me ouça. Sou bem atirado, lido bem com isso”, comenta.
A graduação em Contabilidade em uma universidade de ponta de São Paulo foi o início de uma carreira sólida. Sua experiência e perfil o fizeram assumir responsabilidades em uma área sensível em qualquer instituição: o Departamento Financeiro. No Comitê Rio 2016, a tarefa de sua equipe é gerir os lançamentos contábeis e fazer a consolidação dos dados.
Os obstáculos no caminho até então valorizam a conquista: “Apesar de todo know-how, formação acadêmica em uma faculdade de primeira linha, experiência profissional só em empresas de grande porte, apesar de tudo isso, as pessoas ainda têm um pouco de resistência. A gente não tem que tapar o sol com a peneira, não é verdade?”.
Política ativa de busca por profissionais com deficiência
O Departamento de Recursos Humanos vem implementando uma política ativa de busca por pessoas com deficiência. Uma vez identificadas, elas têm seu perfil analisado e são encaminhadas para as áreas funcionais de acordo com as necessidades e disponibilidade. Diversidade com harmonia e respeito às diferenças são dois dos maiores valores da organização.
Oportunidade é a palavra-chave para pessoas como Erick, que sonham alto. Adaptado à nova vida, vai em busca dos objetivos que sempre pautaram sua trajetória. Símbolo da essência do Comitê, celebra o presente com o otimismo de quem constrói seu próprio futuro.
“Se a minha dificuldade de fala permitir, e se eu encontrar oportunidades como Rio 2016 me deu, gostaria de galgar cargos de coordenadoria, gerência. Sei que sou capaz. Também sei quais são as minhas limitações. A parte da fala, em uma eventual posição de liderança, em que tenha que participar de reuniões onde esta é uma das principais ferramentas de trabalho, é um problema. Ainda mais neste mundo onde tempo é dinheiro”, diz.
“Tenho que encontrar pessoas dispostas a ter um pouco mais de paciência para deixar eu concluir o raciocínio. O importante é que eles saberão que o que vão ouvir não é bobagem”.
22/10/2011
Para os fãs do Voleibol de Praia, a noção de indivíduo é relativa. Nas arquibancadas, com o mar de moldura, a interação é completa. O sol e o sal misturam-se ao calor humano de milhares. Na areia, dois jogadores, mas apenas uma identidade. Para quem acompanhou o nascimento e desenvolvimento do esporte no Brasil, nas décadas de 1980 e 1990, Guilherme pode ser vários. Guilherme e Pará, só tem um.
Seis anos de parceria renderam a uma das duplas mais sólidas da história títulos e belas recordações. Foram protagonistas em um momento de inflexão, quando a inclusão no programa olímpico a partir de Atlanta 1996 fez do Voleibol de Praia um fenômeno mundo afora. Conquistaram o ouro no Campeonato Mundial de 1997, nos Estados Unidos, e no Circuito Mundial em 1998.
“Fui assistir aos Jogos de Atlanta 1996 como espectador, na arquibancada mesmo. Foi um momento marcante para o meu esporte. Em 1996, eu já era profissional há quatro anos. Para todos os profissionais do Voleibol de Praia, foram Jogos muito esperados”, lembra Guilherme, atualmente Coordenador de competição esportiva, uma das áreas funcionais da Diretoria de Esportes do Comitê Organizador Rio 2016.
Junto com o parceiro, não participou dos Jogos de Sydney 2000 por um triz. Terceira dupla no ranking brasileiro, apenas as duas primeiras tinham vagas asseguradas. Aposentou-se antes de Atenas 2004.
Fora das quadras, dentro dos Jogos
Se a experiência olímpica não foi possível dentro das quadras, fora delas o espírito continuou o mesmo. Comentarista de TV já em Sydney 2000, Guilherme Marques acompanhou o desenvolvimento do esporte na última década como um analista apaixonado. Não poderia imaginar que, após a vitória do Rio de Janeiro em 2 de outubro de 2009, teria a oportunidade de estrear nos Jogos como parte da organização.
“Nos últimos cinco anos, trabalhei com representação de equipamentos de ginástica importados. No dia da vitória, não achei que, naquele momento da minha vida, fosse ser tão impactado como fui um ano e meio depois (risos), quando cheguei ao Comitê. O impacto, na realidade, é generalizado. É um efeito cascata. Quem trabalha ou está envolvido com qualquer coisa relacionada a esporte, saúde de uma forma geral, sente o efeito da vitória de uma candidatura olímpica”, conta.
Há três meses no Comitê Organizador, o ex-atleta tem sob sua responsabilidade nove disciplinas, sendo seis olímpicas (Futebol, Voleibol, Voleibol de Praia, Rugby, Handebol e Tiro com Arco) e três paraolímpicas (Tiro com Arco, Voleibol sentado, Rugby em cadeira de rodas). Sua função é ser um ponto de referência tanto para os clientes externos quanto para a força de trabalho do Comitê, em termos de planejamento e informações.
Com Guilherme, são seis os coordenadores responsáveis pelos 28 esportes olímpicos e 22 paraolímpicos. Em uma fase posterior, cada esporte terá seu próprio gerente. Todo esse aparato fica sob a liderança do medalhista olímpico Ricardo Prado na área funcional de Competição Esportiva, sob os olhos do Diretor de Esportes, Agberto Guimarães.
Previsão de chineses no topo
Se a carreira profissional de atleta foi permeada pela rivalidade entre as duas maiores potências do Voleibol de Praia, Brasil e Estados Unidos, a nova fase de vida parece trazer novas perspectivas. Um mundo novo se apresenta também na areia.
“O trabalho que a China fez para Pequim 2008 está dando frutos até agora, tanto no masculino quanto no feminino. Entre as mulheres, tem uma dupla entre as três primeiras no ranking mundial. Nos homens, tem uma entre as cinco. Isso é inédito. E são jogadores altos, algo que nunca foi do perfil dos asiáticos. Com apoio e uma estrutura por trás deles, que hoje existe, definitivamente esses caras vão perturbar todo mundo”, analisa Guilherme.
Precursor no Voleibol de Praia brasileiro, a vez é de colocar o nome em outra história. Nos primeiro Jogos Olímpicos e Paraolímpicos da América do Sul, ele coordenará o Rugby, estreante como o seu esporte em Atlanta 1996. O significado da entrada no movimento olímpico é mais do que conhecido. As dificuldades, também. No Rio 2016, porém, cercado de profissionais de primeira e de fãs, mais uma vez um dos maiores duplistas das areias não estará sozinho.
18/08/2011
O Triatlo é um esporte três em um, mas o coração dos triatletas não tem divisão. Correr, nadar e pedalar sem descanso exige multiplicação. Nos Jogos Olímpicos, cerca de duas horas de pulmão, pernas e braços girando junto ao frio na barriga controlado. No Ironman, prova mais tradicional do esporte, cabeça fria e coração quente são fundamentais para mais de dez horas rumo a um objetivo. Para Bernardo Alvarenga, analista de monitoramento e controle do Comitê Organizador Rio 2016, era um sonho de infância, lapidado em um caminho de somas e subtrações.
“Meu pai foi remador e eu sempre fui muito ligado ao esporte. Comecei a praticar natação, a ganhar, cheguei à Seleção Brasileira Junior, fui campeão brasileiro dos 400m livre e nadei até os 20 anos. Aí, veio a faculdade. Tive que optar, não estava dando para conciliar, não estava fazendo nenhuma coisa bem. Parei em 2000 e, hoje, não me arrependo. Mas, na época, ficava aquela coisa, os amigos indo para os Jogos Olímpicos, ‘será que eu vou para 2004?’. Foi uma frustração enorme”, relembra o engenheiro mecânico de produção, com MBAs em marketing e gerência de projetos na França, que integra o Departamento de Planejamento e Controle do Comitê Rio 2016.
Sem jamais parar de praticar esportes, a ideia de encarar os 3.800 metros de natação, 180km de ciclismo e 42km de corrida do mítico Ironman - competição surgida no Havaí (EUA), em 1978, e que hoje tem etapas ao redor do mundo - criou raízes por dez anos. Em 2010, durante uma conversa com amigos, a decisão foi tomada. Dali a seis meses, estariam em Florianópolis, prontos para o desafio físico e, sobretudo, mental mais duro de suas vidas.
A preparação
A matriz de treinos preparada pelo técnico Alexandre Ribeiro, tetracampeão mundial do Ultraman (competição de 10km de natação, 421km de ciclismo e 84,4km de corrida em três dias) deu a ordem. A disciplina foi determinante. De novembro de 2010 a maio de 2011, atividades diárias na academia, na estrada e na praia. Na matemática da balança, oito quilos perdidos ao fim da preparação, mesmo com seis refeições por dia sob o acompanhamento de uma nutricionista.
“Acordava 5h30 da manhã durante a semana, treinava de manhã e à noite, antes e depois do trabalho. No sábado, levantava 4h30 e eram três, quatro horas de pedal na estrada, subindo a serra. Domingo, mais 30 a 35km de corrida. Você fica viciado no treino”, diz. “A prova é mental. O treino é mais ainda. É extremamente solitário. Se você não estiver totalmente imbuído daquilo, você não faz, não acorda, não treina com sol ou com chuva. Tive a sorte de ter amigos ao meu lado e o Coach Ribeiro e sua equipe dando todo suporte”, comenta.
“Já haviam me falado que os treinamentos são mais difíceis que a prova. Concordo! Apesar de, na prova, você chegar mais doído, nos treinamentos você deve lidar com as outras atividades do dia-a-dia e ser um multiplicador de tempo. Além disso, precisa manter a motivação no nível mais alto. Isso se consegue fazendo aquilo que você ama”, conclui.
A prova

No dia 29 de maio, após 11h53, Alvarenga colhia seus frutos. As palavras do engenheiro-atleta no relato escrito após a prova e enviado a família, amigos e apoiadores resumem as sensações.
“Acordamos 4h30. Ou melhor, levantei a essa hora, porque eu não dormi nada! A sensação momentos antes da largada é uma mistura de realização devido ao treinamento duro, ansiedade para o início da prova, nervosismo pela melhor estratégia de largada e adrenalina, muita adrenalina! Logo antes da largada, o sol nasce. Essa adrenalina atinge o máximo faltando cinco minutos. Larguei tranquilo, me sentindo bem. Quando terminamos a primeira volta e passamos pela areia, foi muito emocionante ouvir a galera gritando e alguns amigos gritando o meu nome! Voltei para água e continuei na esteira da galera, terminando a natação super tranquilo em 49 minutos. Começamos a pedalar num ritmo tranquilo, de acordo com a recomendação do coach. Foi legal também encontrar meus pais no fim da primeira volta e no início da segunda. Minha mãe ensandecida, óbvio! Não sei como ela não me pediu para parar e tirar uma foto! Fechamos em 5h40, uma média muito boa para gente.
Nunca havia feito uma maratona. Na verdade, nunca havia feito uma provinha de 5km de rua, apesar dos treinos longos de corrida terem sido de 21km para cima. Mas o que incomoda e você deve ter consciência é que você sai para correr depois de 7h fazendo exercício. Ter tranquilidade e força mental para encarar a maratona é crucial. Os 3km iniciais parecem não ter fim. É desafiador quando você pensa: ‘Faltam 39km!’. Foi na primeira volta da maratona que recebi a fonte de energia mais contagiante que recebi na vida. Um menino excepcional em uma cadeira de rodas gritou o meu nome em Canasvieiras e, quando eu acenei para ele, deu para ver no rosto dele que ele queria muito estar ali correndo. Foi f***!
Apesar de tudo, estava com a musculatura numa boa, longe de ter câimbra. O problema foi o meu joelho esquerdo, que começou a doer nos 5km. Aí, os problemas começaram... O joelho direito começou também, já que comecei a tentar jogar mais peso para a perna direita. Mas o que você vai fazer? [...] Agora, faltavam só 10km. Tive uma notícia boa e uma ruim. A boa era que meu joelho havia parado de doer, a ruim era que a dor havia parado porque, do joelho para baixo, era tudo dor, da canela aos dedos dos pés! Do ponto de vista muscular e de gás, eu estava sobrando, o que era engraçado. Minhas coxas (anterior e posterior) e panturrilha estavam intactas, mas o resto estava f***, além do frio de uns 12 graus que fazia. [...] Quando faltam uns 100 metros para chegar, forma-se um corredor de gente te incentivando e gritando o seu nome, o que te leva às lágrimas e você até esquece as dores (por uns 0,002255 segundos). Após passar pelo pórtico, o locutor fala o seu nome e umas mil pessoas vibram com a sua chegada. A sensação é simplesmente indescritível”.
De volta à realidade
Momentos após cruzar a linha de chegada, o problema passa a ser lidar com o vazio. Os meses de preparação e expectativa terminam em um suspiro. “Fiquei bem deprimido quando acabou. A prova foi no domingo. Na segunda, voltei para o Rio. Na terça, fui trabalhar e, quando voltei para casa, comecei a chorar”, lembra.
Hora, então, de diferentes desafios. “No Comitê, temos que, basicamente, ser os chatos (risos). Tudo que foi planejado para as áreas funcionais, nós temos que monitorar, para ver se está sendo entregue. Hoje, ainda estamos implementando ferramentas para este acompanhamento, porque chegaremos a 62 áreas e a tarefa é bastante complexa. Estamos envolvidos também em reuniões periódicas de acompanhamento do projeto com o COI e nossa tarefa é estar ao lado das áreas nessas apresentações. Depois do Ironman, temos aí um Ultraman para encarar no Comitê até 2016”, brinca.
Recentemente, Bernardo Alvarenga foi eleito um dos diretores do grupo de incentivo à prática esportiva dos funcionários Rio 2016. A meta é convencer, pelo menos, um colega de trabalho a treinar e competir ao seu lado no Ironman 2013. No coração do triatleta, mais do que do engenheiro, planejamento é fundamental. Trabalhar, correr, nadar e pedalar sem descanso exigem multiplicação.
26/07/2011
As melhores instalações esportivas para os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos Rio 2016 já estão prontas. Há milhares de anos. Talvez milhões. Não levaram cimento, aço ou concreto. Para manter o clima ameno, não gastam energia. Não há bilheteria, nem ingressos. A capacidade de público é incontável. Sem efeitos especiais, a cobertura é azul, mas muda de cor ao pôr-do-sol. Nem por isso, faltará trabalho ao arquiteto Gustavo Nascimento e sua equipe pelos próximos cinco anos.
Carioca de 32 anos, o Gerente de Arquitetura de Instalações Esportivas do Comitê Organizador não encontrou paralelo ao rodar o mundo nos últimos tempos. Ninguém jamais construiu algo parecido.
“Os destaques em termos de instalações serão, em primeiro lugar, as da Praia de Copacabana, Vôlei de Praia e Triatlo, e da Lagoa Rodrigo de Freitas, o Remo e a Canoagem de Velocidade – esportes que são geralmente realizados em áreas distantes da sede olímpica. Serão disputados no coração da cidade e terão toda a atmosfera do Rio de Janeiro e dos Jogos. Na Lagoa, você vai ter 7,8km de gente podendo assistir às provas”, comemora o responsável pelos projetos das áreas de competição dos Jogos, uma interseção entre o Departamento de Esporte e o Departamento de Instalações.
“Nós precisamos de instalações que se submetam à iconicidade da nossa cidade. O Rio de Janeiro não precisa de mais ícones. Temos o Corcovado, o Pão de Açúcar, o Maracanã, a natureza, o nosso povo. Esses são os nossos ícones. O arquiteto que trabalha no Rio tem que ter essa consciência como obrigação. Não pode jamais ousar fazer algo que não se encaixe neste cenário, na atmosfera informal, bela, que é o invólucro desses locais. É diferente projetar estádio no Rio, em Londres e em Pequim”, afirma.
Experiências olímpicas
O ineditismo de estádios diferentes dedicados ao Atletismo (Engenhão) e às Cerimônias de Abertura e Encerramento (Maracanã) e a excelência técnica do Centro Nacional de Tiro Esportivo, referência mundial no esporte, são apontados por ele como destaques dos Jogos do Rio. São instalações já existentes, como 47% das que serão utilizadas em 2016. Serão 28% de novas instalações permanentes e 25% temporárias.
“O Movimento Olímpico tende hoje ao maior uso possível de instalações temporárias. Não é mais possível ter sua marca vinculada a elefantes brancos. Se você não consegue dar uso para aquilo, achar uma finalidade com um ciclo de vida de 30, 40, 50 anos para determinada instalação, que faça ela temporária, por mais cara que possa parecer”, diz o arquiteto, mestre em Engenharia Civil, que tem no currículo passagens pelo Comitê Organizador dos Jogos Pan-Americanos Rio 2007 e pelo Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos de Inverno de Vancouver 2010, projetos de onde trouxe experiências essenciais.
“Dentro do Departamento de Instalações, o ‘tempo’ de Esporte é dividido com todas as necessidades das outras áreas funcionais. O gerente de alimentação precisa de um determinado espaço, um determinado fluxo, precisa acomodar certo tipo de equipamento. O gerente de televisão, o mesmo, e assim vai. Quando combinam-se todas as demandas, é necessário ponderar. A finalidade é obter excelência técnica no esporte. Por isso, as áreas de competição não podem falhar. Em Vancouver, o orçamento, a abrangência e a visibilidade eram menores, mas o processo é exatamente o mesmo. Entender como funcionam e quais as necessidades das áreas funcionais dentro de um Comitê Organizador, e as relações com os governos, a iniciativa privada e o COI, foi o primeiro passo para esta ponderação de o que é mais importante no contexto de uma instalação de competição. Isso, eu trouxe de Vancouver”.
Vantagem de jogar em casa
Um dos objetivos da gerência de Arquitetura de Instalações Esportivas é entregar para os atletas brasileiros o quanto antes as instalações cuja aclimatação e familiaridade dos competidores com elas sejam fundamentais para o desempenho e os resultados. São os casos do golfe e do Ciclismo Estrada, por exemplo. É o chamado home advantage, ou a “vantagem de jogar em casa”. Segundo Gustavo, as vantagens para os compatriotas terminam aí.
“As propostas em relação às instalações vêm do Comitê Organizador, são submetidas às Federações Internacionais e são aprovadas com o Comitê Olímpico Internacional. No caso do tênis, por exemplo, onde a escolha do piso é um diferencial, a Federação sofre enorme pressão para que o piso esteja de acordo com a época da temporada do circuito profissional, sob pena de grandes estrelas optarem por não jogar. É uma decisão política”, relata.
“No Ciclismo Estrada, você vai estar no fim de temporada. Os atletas estão cansados, contundidos. No circuito olímpico, como você tem atletas de países com muita tradição no esporte e de outros com muito pouca, se você colocar um circuito muito difícil, a discrepância no resultado é muito alta, ao ponto de retardatários se tornarem problemas para o evento. O cara termina tão depois que se torna um problema. Isso tudo é pensado na hora de fazer o percurso”, completa.
O que não se pode medir
Para Gustavo, a chegada da Maratona em Atenas 2004, no histórico estádio Panathinaikos, serve de inspiração pelo simbolismo. O novo estádio do New York Yankees, time de beisebol dos EUA, o novo Wembley, a pista de Jump em Innsbruck, na Áustria, e o Velódromo de Londres – “obra de arte de tirar o fôlego”, em suas palavras – são referências. Mais do que a estética, a funcionalidade é o caminho do sucesso em todas elas. Para 2016, porém, o ideal vai além.
“Sucesso será olhar para trás e ver o que a gente fez por essa cidade, mas não pelas obras, pela infraestrutura. Será ver que fizemos parte também daquilo que não se pode medir, que é você trazer de volta o amor pela sua cidade-natal para cada carioca. Tenho certeza que seremos lembrados daqui a 20, 30 anos, como um grande divisor de águas no Rio de Janeiro. Tem coisas que vão e vêm na vida, mas isso não vai sair nunca”.
Pelos próximos cinco anos, Gustavo e sua equipe terão a cidade como laboratório. Sua missão é projetar o Rio para o mundo. Para quem vê, o pôr-do-sol é o pano de fundo. Para quem sente, os efeitos especiais são desnecessários. O cenário dos brasileiros para 2016 está pronto há milênios.
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08/07/2011
Entregar Jogos Olímpicos inesquecíveis não é o suficiente para o Comitê Organizador Rio 2016. Dezoito dias após a Cerimônia de Encerramento do maior evento esportivo do planeta, a Cerimônia de Abertura dos Jogos Paraolímpicos chama novamente as atenções do mundo para a Cidade Maravilhosa. O mesmo espírito, o mesmo charme, as mesmas instalações e o mesmo padrão de organização estarão à disposição do público, dos atletas e de todos os profissionais envolvidos. Isso, em grande parte, graças à equipe de integração dos Jogos Paraolímpicos comandada por Mariana Mello.
Ex-judoca profissional, técnica da seleção brasileira de judô feminino paraolímpico, Mestre em Ciência da Motricidade Humana, o currículo de Mariana inclui ainda o cargo de Supervisora de Resultados nos Jogos Pan e Parapan-Americanos Rio 2007 e a participação em todo o processo da vitoriosa candidatura do Rio de Janeiro aos Jogos de 2016.
“A experiência do Pan e Parapan-americano foi fundamental para todo nosso time. Pela primeira vez, Jogos deste porte – à exceção de Jogos Olímpicos e Paraolímpicos -foram realizados juntos, um na sequência do outro. Foi um caso de sucesso, que está sendo replicado em outros continentes a partir de então. Aprendemos muito, foi um excelente ponto de partida para nosso desafio de organizar 2016”, lembra a Gerente, cuja área funcional faz parte do Departamento de Estratégia do Comitê.
Mariana e sua equipe têm a responsabilidade de acompanhar, auxiliar e monitorar todos os departamentos no que diz respeito às entregas referentes aos Jogos Paraolímpicos. Fazer com que o Comitê trabalhe para os dois eventos (Jogos Olímpicos e Paraolímpicos) com o mesmo nível de excelência e cultive os ideais olímpicos e paraolímpicos com a mesma determinação é o objetivo.
Paixão pelo Judô
Incentivada pela família a praticar esportes desde menina, o primeiro contato da futura judoca com a modalidade foi por acaso.
“Sempre gostei muito de esporte. Quando tinha 11, 12 anos, meu irmão foi fazer judô. Como ele era bem mais novo, eu levava e ficava esperando ele acabar a aula para trazer para casa. Então, resolvi que ia fazer também. No começo, foi complicado, porque o professor não aceitou aluna menina. Naquela época (1984), era difícil ter uma menina fazendo luta. Aí, tive que ter um processo de convencimento com ele primeiro. Depois, em casa, porque meus pais também não gostaram muito da ideia. Acabou que os convenci. No fim, meu irmão largou o judô, eu continuei”, conta.
Seis anos depois, Mariana chegou à faixa preta. Começou a obter bons resultados em competições nacionais e preparava-se para a seletiva para os Jogos Olímpicos de Barcelona 1992 quando sofreu um acidente de moto. Dois anos depois, foi convidada a deixar o Rio de Janeiro e treinar no Pinheiros, tradicional clube de São Paulo, que montava sua primeira equipe de judô feminino. Com mais intercâmbio e viagens internacionais, era uma das favoritas na seletiva para Atlanta 1996. Uma lesão no joelho na luta final e as consequentes operações acabaram por colocar um ponto final no sonho olímpico como atleta. A trajetória no esporte, entretanto, estava apenas começando.
Formou-se em Educação Física, treinou equipes de base do judô e teve seu primeiro contato com o esporte paraolímpico: “Em 2001, fui convidada para ser técnica da seleção brasileira de judô paraolímpico. Em 2004, seria a primeira participação do feminino, em Atenas. Comecei a trabalhar com as meninas, a gente foi para o Mundial, voltou com duas ou três medalhas, e eu percebi um potencial enorme ali. Era um esporte que estava começando no mundo e que quem trabalhasse melhor no início ia sair na frente”.
Passado, presente e futuro
Após a passagem como técnica, Mariana foi convidada a coordenar os eventos de judô paraolímpico no Brasil, com o objetivo de melhorar o nível e atrair mais atletas. Em 2004, conheceu Agberto Guimarães, Diretor de Esportes do Comitê Organizador Rio 2016, que a levou ao projeto dos Jogos Pan e Parapan-Americanos e, posteriormente, à candidatura olímpica e paraolímpica.
De sua época como judoca até o cargo atual no Comitê Rio 2016, vivenciou o desenvolvimento do esporte no Brasil e no mundo como poucos. “Hoje, o Judô é o segundo esporte mais praticado no Brasil. O número de meninas aumentou muito da minha época para cá. A estrutura também melhorou muito. No mundo, da época em que eu competia, era até difícil acreditar nas mudanças que estamos vendo hoje. Primeiro, a questão do quimono colorido. Não aceitava-se nada diferente do branco, nem em treinamento. Mudou por conta das transmissões de televisão, para melhor visualização dos golpes”.
“Depois, a técnica do Judô. A forma japonesa original de lutar, muito técnica, muito plástica, com aqueles movimentos bonitos, perdeu-se um pouco com o crescimento dos países do Leste Europeu, com um Judô mais de força. Descaracterizou. Então, em busca do retorno às origens, a comunidade internacional do Judô vem mudando as regras. Uma é a do koka [era a menor pontuação, hoje foi excluído da regra]. Muitos golpes de pegar na perna e cair sentado acabavam dando a vitória por um pontinho. Querem incentivar novamente a busca pelo ippon. Está se resgatando o Judô de quando eu comecei. Em 20 anos, saiu de um caminho, foi para o oposto e estão tentando voltar ao caminho inicial”, completa.
Eterna amante do Judô, as funções atuais exigem visão mais global. Nos Jogos Paraolímpicos, 22 esportes serão disputados em um espaço de 12 dias. Até lá, cinco anos de trabalho em tempo integral. No maior evento esportivo do planeta em 2016, olímpicos e paraolímpicos têm o mesmo charme, o mesmo espírito. E o mesmo comitê.
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Agberto Guimarães
Carlos Arthur Nuzman
Colaboradores Rio 2016
Gustavo Nascimento
Ricardo Prado
20/05/2011
Ricardo Prado no Comitê Organizador Rio 2016
Tempo, do latim tempus. A sucessão dos anos, dos dias, das horas, que envolve, para o homem, a noção de presente, passado e futuro. Momento ou ocasião apropriada (ou disponível) para que algo se realize. Época. Período. No dicionário, 14 definições e combinações ao infinito. Intocável. Intangível. Para Ricardo Prado, o tempo é simplesmente relativo.
Atleta olímpico aos 15 anos, campeão e recordista mundial aos 17, medalhista de prata em Los Angeles 1984 aos 19 e aposentado das piscinas aos 23, não demorou para tornar-se lenda do esporte brasileiro. Com 1,69m, agigantava-se com a técnica dentro da água. Dominou os quatro estilos e esteve no topo da prova mais completa da Natação, os 400m medley.
“Para o cara ser um bom nadador, primeiro ele precisa ser um bom atleta. Ser um bom atleta é ter os fundamentos de todas as modalidades, ser um bom corredor, por exemplo. É ser um bom atleta em geral, e um melhor nadador. Hoje em dia, com a especialização, deixou de ser tão importante, especialmente para os velocistas. Hoje, tem atleta que nada só uma prova. Mas, na minha opinião, que sou um cara de outra era, acho que o ideal é o cara saber nadar bem os quatro estilos, ter uma boa base de resistência, ter treinado bastante milhagem quando era menor, para aí chegar com vinte e poucos anos e se especializar mais”.
Confira a galeria de fotos da carreira de Ricardo Prado
Um divisor de águas
“De outra era”, Ricardo Prado popularizou a Natação no Brasil da década de 1980. Foram vinte anos sem medalhas olímpicas, desde o bronze de Manuel dos Santos em Roma 1960. Desde então, oito edições de Jogos e pódios em seis deles.
É considerado o nadador mais completo da história do País e um divisor de águas em um caminho que culminou com o ouro de Cesar Cielo em Pequim 2008, o primeiro de um brasileiro no esporte.
“A estrutura vai aperfeiçoando de acordo com as pessoas que vão passando e vão abrindo caminho. O Manuel dos Santos abriu caminho, o Rômulo Arantes, o Djan Madruga. Foram atletas que desbravaram esse território. Na década de 80, que foi quando eu apareci, acho que a natação nunca teve tanto em moda. O Gustavo [Borges] veio logo depois, o Xuxa [Fernando Scherer]. Acho que tem um pouquinho de todos nós, mas acima de tudo acho que é talento e esforço do próprio César”, considera.
O pós-carreira
A precocidade da aposentadoria, sem meias palavras, veio por falta de motivação. Nos dias de hoje, teria sido diferente. “Atualmente, o esporte proporciona coisas que não proporcionava na época. A natação brasileira é muito melhor hoje, temos melhores treinadores, grandes clubes investindo em treinamento, em estrutura, em viagens internacionais. Tudo que eu não tinha, hoje nossos atletas têm. Se fosse hoje, teria estendido a carreira e talvez conseguido outros tantos resultados. Hoje, um atleta brasileiro tem tudo que precisa aqui. Não precisa sair, nem é indicado na maioria dos casos”.
Sempre acompanhada dos estudos, boa parte nos Estados Unidos, a vida de atleta terminou sem sobressaltos. A transição natural para uma nova profissão poderia servir de exemplo para muitos. Formou-se em Economia, com mestrado, e em Educação Física. Trabalhou como treinador de Natação, comentarista esportivo na TV e gerente de eventos esportivos. Para os atletas atuais, entretanto, os tempos são outros.
“Com o esporte mais profissional, os atletas passam a ganhar dinheiro. Cada vez que você recebe alguma coisa, você é obrigado a dar algo de volta. Sei de atletas de grandes clubes que recebem um bom dinheiro e o clube não quer que eles estudem, por exemplo, para ter dedicação exclusiva. Com a profissionalização, a entrada dos patrocínios, muitos estão deixando para estudar mais tarde, o que eu acho um erro. Antigamente, a gente dizia que treinava de madrugada, porque depois ia para as aulas de manhã. Aí, voltava para treinar de tarde novamente. Hoje, quase não se vê isso”, relembra.
Jogos Pan-Americanos e Jogos Olímpicos
No Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos Rio 2016, como Especialista em Competição Esportiva, Ricardo integra a equipe responsável pela montagem de todas as áreas de treinamentos e competições. Compra dos equipamentos, verificação das especificações técnicas e contato direto com as Federações Internacionais fazem parte do dia-a-dia.
Responsável também pelo calendário das provas, o ídolo tem o tempo em suas mãos. Ao lado do Diretor de Esporte e também ex-atleta olímpico Agberto Guimarães, participou da equipe que botou de pé os Jogos Pan-Americanos Rio 2007, considerada a melhor edição da história.
“O Pan deu uma ideia da grandiosidade e da responsabilidade que a gente tem pela frente. É muito interessante trabalhar em uma instituição como um Comitê Organizador, onde o seu trabalho impacta diretamente no trabalho de muita gente, onde a comunicação é importante, onde você tem que prover um serviço para o seu vizinho e ele para você o tempo todo. É um trabalho de equipe constante”.
No escritório do Comitê Rio 2016, funcionários novos, mas fãs antigos, se surpreendem ao ver o ídolo cruzar os corredores. As imagens de Ricardo Prado nas piscinas do mundo, pela TV, e nas capas de revista da década de 1980 não saem da memória. As vitórias de um divisor de águas, no esporte e na vida, o tempo não vai apagar.
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Agberto Guimarães
Carlos Arthur Nuzman
Colaboradores Rio 2016
Gustavo Nascimento
Mariana Mello
11/03/2011
Os colaboradores do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos Rio 2016 deram seus depoimentos sobre a experiência de fazer acontecer o maior evento esportivo do planeta, sediado pela primeira vez na América do Sul. São profissionais das mais diversas áreas do conhecimento a serviço de uma só causa: o movimento olímpico. Confira o resultado!
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03/03/2011
Quando há obstáculos, a distância mais curta entre dois pontos pode ser uma linha tortuosa. O aforismo atribuído ao dramaturgo alemão Bertolt Brecht encaixa bem na carreira de Agberto Guimarães. “É um processo. Você não sai de zero para cem em um pulo só. Tem que ser por etapas, porque a possibilidade de dar com os burros n’água quando pulam etapas é muito grande”, ensina o paraense de Tucuruí, três Jogos Olímpicos no currículo como atleta, mais de 20 anos de experiência na administração esportiva e atual Diretor de Esportes do Comitê Organizador Rio 2016.
“O esporte sempre foi um meio para eu chegar a algum lugar, acho que essa é a diferença. Eu quis fazer o que eu estou fazendo, eu investi. Trabalhei para isso. Fiz o processo começando de baixo, aprendendo, escutando. Não foi por acaso”, lembra o primeiro corredor brasileiro a obter patrocínio fora do país, a participar de um meeting internacional e a ganhar bolsa de estudos nos EUA.
Foram menos de seis anos entre o carente interior do Pará e as melhores pistas do mundo. Descoberto aos 17, em uma aula de educação física em 1974, já despontava como principal atleta do país nos 800 metros no ano seguinte. Em 1976, bateu o recorde brasileiro adulto pela primeira vez, ainda como juvenil. Mais um ano e a marca sul-americana era pulverizada. Em 1980, Agberto chegava à final olímpica dos 800 metros em Moscou.
“Além de talentoso, ele sempre foi muito disciplinado. Tinha vontade de vencer. Seguia os treinamentos à risca. Se pedia dez repetições de 200 metros, ele ia lá e fazia no tempo. Em 1974, fui para a Alemanha e disse que, se ele fizesse 2m15s nos 800 metros quando eu voltasse, ele iria para Brasília [disputar o Torneio Colegial]. Quando voltei, ele fez 2m12s”, comenta Alberto de Oliveira, primeiro treinador, incentivador e mestre de Agberto, que o acompanhou por mais de dez anos.
Confira a galeria de fotos da vitoriosa carreira de Agberto Guimarães
“Diria que eu sou uma ponte”
“Aquela cena do Agberto dando entrevista chorando com o quarto lugar em Moscou, depois de liderar parte da prova, mexeu muito comigo. Pensei que, quando chegasse aos Jogos Olímpicos, traria a medalha para acabar com aquele sentimento”, lembra Joaquim Cruz, seis anos mais jovem que Agberto, ouro na mesma prova, na edição seguinte, em Los Angeles. “Ele era como um irmão mais velho. Usou e usa o esporte para servir as pessoas. Curtiu o atletismo e alcançou o sonho de utilizar o esporte para a educação, para a preparação para o fim da carreira”.
Com a ajuda de Agberto, Joaquim conheceu a estrutura disponível nas universidades dos EUA, onde desenvolveu seu potencial até a medalha olímpica e o diploma de Educação Física. Em comum, o técnico brasileiro. Nesta altura, Alberto de Oliveira ficara no Brasil, e Luiz Alberto de Oliveira assumira a missão de treinar Agberto, Joaquim Cruz e outro ícone das corridas de meio-fundo na década de 1980: Zequinha Barbosa.
“Este, então, eu literalmente botei debaixo das asas e levei comigo”, brinca Agberto. “Nem se eu desse 100 milhões de reais, isso não seria o bastante para agradecer. Agberto era o nosso ídolo, o nosso exemplo”, diz Zequinha, quatro edições de Jogos Olímpicos (1984 a 1996) no currículo, medalhista em Mundiais e diplomado em Jornalismo, Marketing e Educação Física.
“O Agberto é um cara muito agradável de lidar. Como atleta, sempre esteve entre os melhores do mundo. Colocava muita pressão nele mesmo. As derrotas eram um desastre, mas ele levantava. E o mais importante, que é priorizar a educação, todos eles fizeram”, afirma Luiz Alberto, amigo e compadre do ex-pupilo, conhecido pela inovação dos treinamentos em circuitos.
Líder de uma geração memorável do atletismo brasileiro, Agberto estendeu as mãos a atletas que competiam contra ele na mesma época, nas mesmas provas. “Isso é meu. Faço questão de criar o melhor ambiente para o meu grupo, para que possam executar o que fazem de melhor. Me sinto gratificado. Se tivesse feito todo o resto e não isso, não teria sido tão especial. Até hoje, meu papel é ser um facilitador. Se pudesse me definir, diria que sou uma ponte. Crio um elo entre um ponto e outro, tento guiar as pessoas no caminho”.
Educação como prioridade rumo ao topo olímpico
Em 1999, a aposentadoria das pistas completou dez anos. A experiência na organização de eventos do porte do Mundial de Voleibol Feminino 1994 culminou com o convite do COB para planejar um Centro de Treinamento para Jovens. Dirigiu ainda o projeto Solidariedade Olímpica - conjunto de iniciativas financiadas pelo COI com a finalidade de diminuir a disparidade de rendimento entre os países. Classifica a fase como fundamental na carreira. O contato com atletas, técnicos e dirigentes na área de formação e capacitação, e a oportunidade de interlocução com outros países, deram frutos a curto prazo.
Já na área de Desenvolvimento Esportivo do COB, ficou responsável, entre outras tarefas, pela orientação de transição de carreira de atletas: “Eu e muito poucos atletas fizemos essa passagem de forma pensada. Sempre fiz esporte como um meio, não abandonei nada da minha formação acadêmica para fazer esporte. Jamais faria isso. Acredito ser fundamental para as pessoas e para o país que a educação seja prioridade”.
O sucesso dos Jogos Pan e Parapan-Americanos Rio 2007, do qual foi gerente-geral de Esportes, e a vitória na campanha de candidatura para 2016 são símbolos de uma trajetória ambiciosa. “Vamos chegar em 2016 com uma base muito melhor. Os Jogos deixarão, como legado esportivo, os Centros de Treinamento no Rio de Janeiro, que reunirão os atletas, treinadores e administradores em um só lugar. O Brasil terá uma nova cara para apresentar ao mundo. Oito anos após os Jogos do Rio, a continuar nesse processo, seremos uma das cinco maiores potências do mundo”.
No esporte e na vida, Agberto Guimarães confunde sua história com a do país que optou por ajudar a construir. Por linhas tortuosas, foi pioneiro e continua abrindo portas. De Tucuruí para o Brasil e o mundo, a distância mais curta entre o passado e o futuro é uma ponte. Construída etapa por etapa.
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19/11/2010
Os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos são o maior evento esportivo do planeta. Para entregá-los em 2016, profissionais das mais diversas origens e competências já trabalham em tempo integral no grandioso e complexo projeto. O Comitê Organizador Rio 2016 apresenta os profissionais que fizeram, fazem e farão a grande festa do esporte acontecer, pela primeira vez, na América do Sul, no Brasil e no Rio de Janeiro. O primeiro a contar sua história é o Presidente do Comitê, Carlos Arthur Nuzman.
Confira a galeria de fotos da trajetória do Presidente Carlos Arthur Nuzman
Nuzman possui uma longa trajetória no movimento olímpico, como atleta e dirigente. Esteve em quadra nos Jogos de Tóquio 1964, defendendo as cores do time de voleibol do Brasil na edição olímpica de estreia da modalidade. Comandou a Confederação Brasileira de Voleibol por 21 anos e transformou o país na maior potência do esporte a nível mundial. Comandou a organização dos Jogos Pan-americanos e Parapan-americanos Rio 2007 e levou o Rio de Janeiro à vitoriosa campanha de candidatura à sede dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016.
Confira a entrevista do Presidente do Comitê Organizador Rio 2016, na qual ele conta o seu papel dentro da organização, lembra de momentos históricos de sua carreira como atleta e dirigente e manda um recado a todos que acompanharão o processo de organização dos Jogos até 2016.
O papel do Presidente
“O Presidente do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos Rio 2016 tem a responsabilidade com toda a estrutura da organização e a entrega dos Jogos. Além disso, ele coordena todos os trabalhos de todas as áreas funcionais da organização. É evidente que, na estrutura do organograma, tem um diretor-geral, tem vários diretores, responsáveis por cada uma das áreas funcionais, e esse trabalho de coordenação tem um trabalho de planificação, de desenvolvimento e finalmente da logística e da operação dos Jogos.”
Trajetória como atleta
“Na época em que disputei os Jogos Olímpicos, 1964 em Tóquio, era um outro mundo olímpico, uma outra referência do que os Jogos representavam para cada atleta. Para mim, era o ápice da minha carreira poder participar dos Jogos Olímpicos, uma grande emoção de poder entrar no Estádio Olímpico e participar da Cerimônia de Abertura e depois das competições. O voleibol estreou como modalidade olímpica justamente nos Jogos em que eu participei. Talvez essa tenha sido minha maior emoção como atleta.
Não se sonhava em medalhas naquela oportunidade, mas simplesmente poder participar. A minha lembrança de atleta me leva também aos Campeonatos Mundiais na ex-União Soviética, em 1962, e em 1966, na ex-Tchecoslováquia. Esses foram momentos muito importantes, em que o espírito do amador prevalecia, em que a dedicação era muito mais um esforço pessoal, do que completamente um full time do dia a dia que o atleta tem hoje.”
Passagem para a carreira de dirigente
“A história de ex-atletas daquela época que participaram de cargos diretivos é muito pequena. Nos dias de hoje, já melhorou muito, e certamente ainda vai melhorar, porque é importante ter sido atleta para exercer cargos de direção e trazer o seu conhecimento para poder melhorar os Jogos Olímpicos.
Naquela época, eu não pensava no que seria a minha carreira na área diretiva, seja de confederação brasileira do meu esporte, o voleibol, seja do Comitê Olímpico Brasileiro. Eu apenas sabia que eu seria advogado e trabalharia como advogado, o que aliás fiz a minha vida inteira.”
As glórias como dirigente
“Como dirigente, eu tenho meu foco de agradecimento, de lembrança, de alegrias por ter presidido a Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) por 21 anos, ter transformado o voleibol do Brasil, que era o 15º do mundo, em campeão olímpico, tanto de quadra como de praia. Deixei a CBV como o primeiro colocado no ranking mundial de todas as categorias. Como presidente, fui campeão mundial de todas as categorias. Do voleibol de praia, eu fui Presidente do Conselho Mundial de Voleibol de Praia quando o voleibol veio a ser incluído como modalidade olímpica.
Como dirigente olímpico, poder ter presidido o Comitê Organizador dos Jogos Pan-americanos e Parapan-americanos Rio 2007, considerados os melhores Jogos da história, ter presidido o Comitê de Candidatura a sede dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos Rio 2016 e ter saboreado a histórica vitória no dia 2 de outubro de 2009, quando o Rio foi eleito cidade-sede, e agora ser o Presidente dessa organização, foram os meus momentos e lembranças mais felizes.”
Recado para o público
“O público, o torcedor, os membros do Comitê Organizador, todos podem esperar que esses Jogos Olímpicos e Paraolímpicos Rio 2016 serão os melhores dentro das nossas possibilidades. Eu digo sempre isso, porque cada cidade tem uma história diferente na organização dos Jogos, sejam de dificuldades, sejam de facilidades. Vocês podem ter a certeza que a dedicação, o espírito coletivo, a vontade de entregar esses Jogos é a melhor possível. Eu costumo dizer que os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos, para nós, já começou. Ele começou no dia seguinte da vitória. Nós vencemos no dia 2 de outubro de 2009. No dia 3 de outubro de 2009, já estávamos em reuniões de trabalho com o Comitê Olímpico Internacional. A preocupação em poder fazer o que nós podemos fazer de melhor é na certeza de que esses Jogos, em primeiro lugar, vão mudar a história do esporte olímpico no Brasil. Em segundo, eles vão transformar a cidade do Rio de Janeiro. Será o resgate do Rio, do que ele deixou de ser quando a capital da República mudou-se em 1960 para Brasília.
Nesses 50 anos, muito pouco foi feito, praticamente nada. Nós vamos ter um novo Rio de Janeiro, um novo Brasil. Quando eu falo do Rio, vocês podem ter a certeza de que a transformação vem no espírito de trabalho coletivo, de união, do governo federal - era do presidente Lula, hoje é da presidenta Dilma Rousseff -, do governador Sérgio Cabral, do prefeito Eduardo Paes e de todos os membros do Comitê Organizador. Estes têm se dedicado de uma forma integral, muitas das vezes sem finais de semana, sem feriados, trabalhando Natal e ano novo, como foi agora, para o lançamento da marca. Acima de tudo, com espírito olímpico de poder participar e organizar os primeiros Jogos Olímpicos no Brasil e na América do Sul. Tenham certeza de que nós vamos entregar muito bem.”
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