Os Jogos Olímpicos

A disciplina de Adestramento do Hipismo data da Grécia Antiga, cujo povo defendia que os cavalos se movessem de forma natural e disciplinada. Porém, outros registros históricos apontam que ela tem como origem o treinamento das montadas para a guerra - que era feito de forma nada harmônica, com esporas e exaustão física.

A arte de andar em cavalos obedientes voltou à tona no período da Renascença. À época, reis e membros da nobreza desfilavam com animais extremamente treinados, que atendiam prontamente aos seus movimentos. Quanto mais disciplinado, mais elegante e admirado.

No ano de 1532, o italiano Federico Grisone fundou em Nápoles uma escola de equitação, cujo conceito logo se espalhou pela Europa nos séculos seguintes. Outra instituição conhecida é a Escola Espanhola de Equitação de Viena, que surgiu em 1729 e é tida como referência para o Adestramento até os dias de hoje.

O Hipismo está presente nos Jogos desde a edição de 1900, em Paris, mas a entrada do Adestramento aconteceu apenas em 1912, em Estocolmo, quando o esporte ficou de vez no programa. O evento por equipes começou a ser disputado apenas em 1928, em Amsterdã.

O objetivo é avaliar a condução do conjunto formado pelo cavaleiro e o cavalo, verificando a capacidade da montaria de responder aos comandos do homem na execução de movimentos específicos. A área de competição é plana, em forma de retângulo, e mede 60 x 20m.

A performance de cada conjunto é avaliada por sete juízes, e o quesito mais importante é o controle do participante sobre a sua montaria – até a postura da cabeça do cavalo é levada em conta. O vencedor é aquele que receber a melhor avaliação em notas que podem variar de zero a dez. Durante a apresentação, o cavaleiro não pode fazer qualquer tipo de som.

Erros no percurso são avisados com um sino, e a perda de pontos é proporcional ao número de falhas. Ou seja, o primeiro implica na retirada de dois pontos, o segundo na de quatro, e assim aumentando de forma progressiva.

A competição de Adestramento tem eventos individuais e por equipes, com três cavaleiros cada, e que acontecem ao mesmo tempo. A primeira fase, chamada de Grand Prix, classifica os sete melhores times e os 11 conjuntos que não fazem parte de nenhum deles.

Já a etapa seguinte, o Grand Prix Special, é a fase final da competição por equipes – a soma das duas apresentações define o pódio. Na disputa individual, os 18 melhores conjuntos passam à decisão, o Grand Prix Freestyle, com base somente no desempenho desta rodada.